29 de dez de 2016

E agora, Apple? Chineses não querem mudar suas fábricas para os EUA

Você se lembra que a Apple estava considerando trazer sua produção para os Estados Unidosdepois que Donald Trump indicou que queria que o país voltasse a fabricar seus produtos localmente depois que ele assumisse a presidência? Bem, se depender dos parceiros chineses da dona do iPhones, essa transição não deve ser tão tranquila ou fácil como se esperava. Aparentemente, a China não se empolgou muito com a possibilidade de expandir suas operações para o outro lado do mundo – e do custo embutido nisso. Saiba mais: Apple teria perguntado se Foxconn conseguiria fabricar iPhones nos EUA 
Inicialmente, a conversa parecia estar rumando por um bom caminho, já que a Foxconn, uma das principais aliadas da empresa da Maçã na produção de seus smartphones se mostrou favorável à mudança. Porém, mesmo que a fabricante com sede em Taiwan tenha considerado dar o primeiro passo rumo a esse futuro “Made in USA”, a decisão não contagiou as companhias chinesas, que se revelaram bastante relutantes em sequer debater o assunto.
Ao que parece, só a Foxconn caiu no charme de Tim Cook

De acordo com o portal chinês DigiTimes, diversos nomes da cadeia de produção dos gadgets da Apple, como Pegatron e Lens Technology, disseram que a mudança traria custos proibitivos à sua operação. Acredite, eles nem estão levando em consideração o valor do investimento da construção de unidades das fábricas em solo norte-americano – que não deve ser baixo ou livre de burocracias –, mas sim a diferença no pagamento da mão de obra entre as duas localidades. Saiba mais: Loja Online Apple – Patrocinado 

Flexibilidade? Aqui, não!

Eles exigem salários melhores e não estão dispostos a negociar jornadas
Segundo a Lens Technology, que fornece boa parte do vidro que cobre o display dos iPhones, ainda que o valor de locação de terreno e de energia sejam bem mais baixos do que os praticados na China, administrar cerca de 70 mil funcionários nos EUA é algo impensável. Além de os trabalhadores norte-americanos do setor serem mais velhos – acima dos 45 anos em média –, eles exigem salários melhores e não estão dispostos a negociar jornadas mais longas ou diferenciadas para alavancar a produção.
Além disso, o jornal informa que, ao longo dos anos, os chineses foram desenvolvendo seus parques industriais de modo que fornecedores e montadores trabalhando em um mesmo produto tinham prédios muito próximos fisicamente uns dos outros – algo que dificilmente conseguiria ser reproduzido na Terra do Tio Sam. A Apple, inclusive, já sentiu na pele a falta de um sistema semelhante ao tentar fabricar localmente um de seus Mac Pros, sofrendo com a lentidão na produção e não conseguindo suprir a demanda pelo computador.
Produzir esses brinquedinhos demanda uma boa força de trabalho
Por conta desse episódio, rumores indicam que alguns engenheiros sugeriram que a fabricação desses desktops voltasse para a China, já que isso possibilitaria a implementação de novas tecnologias de forma muito mais rápida e segura. Claro que até mesmo o chefão da Apple, Tim Cook, entende que essa mudança da Ásia para a América é bem delicada. Porém, como Trump deve oferecer um corte substancial nos impostos para as empresas que voltarem aos EUA, o mais provável é que o CEO pressione um pouco mais seus parceiros chineses.
E aí, como você acha que termina essa história, hein? Veremos iPhones ainda mais inflacionados em 2017 ou a Apple vai conseguir fazer as engrenagens da indústria girarem ao seu favor? Deixe a sua opinião mais abaixo, na seção de comentários.
Fonte: Tecmundo.

Ano de 2016 prova que sua senha não protege mais nada

Um dos alertas que a indústria de tecnologia faz há anos é de que as senhas não são mais suficientes para proteger ninguém. E o ano de 2016 fez o favor de lembrar a todo mundo que isso é mais verdade do que nunca. Uma senha não tem mais o poder suficiente para manter seus dados seguros.
O ano foi recheado de casos de perfis online de destaque hackeados, incluindo o de grandes CEOs da tecnologia. A situação mais notória foi a de Mark Zuckerberg, que teve três contas pessoais invadidas ao longo do ano, no Twitter e no Pinterest (duas vezes). Sundar Pichai, CEO do Google, também teve sua conta no site Quora invadida. O Twitter da Netflix foi hackeado neste mês.
A questão é que os métodos de ataque de força bruta têm ficado cada vez mais sofisticados, tornando mesmo as senhas mais complexas fracas quando se trata de um ataque direcionado. Mesmo os grandes nomes da tecnologia têm sido incapazes de manter seus perfis seguros com apenas uma palavra-chave.
Para piorar a situação, os casos de vazamentos de senhas têm se tornado cada vez mais frequentes e notórios. Recentemente, o Yahoo revelou que 1 bilhão de contas tiveram seus dados, mas o fato é que esse tipo de brecha acontece toda hora, e muitas delas não chegam ao nosso conhecimento. A sua combinação de e-mail e senha já pode estar circulando na internet sem você saber em uma dessas listas, só esperando alguém fazer o teste.
Assim, a recomendação que deixamos para 2017 é para que ative a autenticação em duas etapas em todos os serviços que for possível para manter-se seguro. Uma senha mais forte pode te ajudar um pouco, mas o que realmente pode fazer diferença é não a repetir nos outros serviços que você usa. Assim, se uma conta online sua for invadida, pelo menos o hacker não ganhará acesso a outras com a mesma combinação de e-mail e palavra-chave.
Fonte: Olhar digital.