Além disso, também devemos destacar aqui o fato de que a Lei de Informática, que seria capaz de reduzir até 95% do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) dependendo da região, vem sendo contestada na Organização Mundial do Comércio (OMC), bem como o fato de que o presidente norte-americano Donald Trump tem pressionado a Apple para que seus produtos sejam fabricados na terra do Tio Sam.
Somente esse último ponto fez com que a Foxconn reservasse um montante considerável para investir nos Estados Unidos, e isso certamente se chocou contra os interesses da empresa de continuar se mantendo por aqui. Estima-se que a fabricante esteja estudando injetar aproximadamente US$ 10 bilhões nos Estados Unidos na tentativa de manter seus produtos no radar do público norte-americano.
Por fim, também é válido mencionar o espaço que a Apple vinha perdendo no mercado brasileiro. Em 2016, por exemplo, o setor de tablets viu o seu segundo ano de queda consecutiva, diminuindo em 32%. Já no que diz respeito ao iPhone, o aparelho da Maçã teve sua participação diminuída pela metade entre março de 2016 e o mesmo mês deste ano.
Já no que diz respeito ao iPhone, o aparelho da Maçã teve sua participação diminuída pela metade entre março de 2016 e o mesmo mês deste ano

E os funcionários? E o mercado?

Caso esteja curioso para saber este dado, foi revelado que a força de trabalho na Foxconn nunca passou de 10 mil empregados, sendo que apenas na fábrica de Jundiaí esse montante era de aproximadamente quatro mil pessoas.
Quanto ao investimento, inicialmente a Foxconn havia prometido injetar US$ 12 bilhões no mercado nacional, mas a IstoÉ Dinheiro acredita que esse valor nunca tenha sido alcançado ao longo dos anos em que a companhia esteve por aqui.
Um detalhe importante nessa história toda é o fato de que os produtos da Apple certamente vão ficar mais caros por aqui. Aliás, um motivo para tudo isso ter acontecido talvez tenha sido o fato de que o governo brasileiro quer que as empresas invistam no país para gerar emprego em vez de vender seus produtos, o que acaba encarecendo esses aparelhos caso não sejam fabricados por aqui. E, pelo andar da carruagem, é bem provável que esse cenário de encarecimento se torne real em um futuro próximo.

Fonte: Tecmundo.