8 de ago. de 2026

Apple adiciona 43 novos aparelhos auditivos compatíveis com o iPhone

 Sabia que o seu iPhone pode emparelhar-se diretamente com um aparelho auditivo, permitindo controlar algumas das suas funções, transmitir áudio e, em determinados modelos, até realizar chamadas através do próprio dispositivo? A Apple acaba de reforçar esta integração com 43 novos aparelhos auditivos compatíveis.

A Apple atualizou a sua lista de dispositivos auditivos compatíveis com o programa Made for iPhone (MFi), acrescentando 43 novos aparelhos de 22 marcas.

Com esta atualização, a lista da Apple passa a incluir 623 aparelhos auditivos de 104 marcas, aumentando significativamente as opções disponíveis para quem utiliza um iPhone e necessita de uma solução auditiva compatível com o ecossistema da empresa.

Mais aparelhos auditivos compatíveis com o iPhone

Entre os novos dispositivos encontram-se modelos de fabricantes conhecidos no sector, como Widex, Oticon, Starkey, Bernafon, Audibel, Sonic e MED-EL, mas também várias marcas menos conhecidas no mercado europeu.

A atualização inclui modelos como o Starkey Edge AI, G Series AI e Omega AI, o Widex Allure ARRD1 e Moment MRRLD, o Oticon Engage, Sage e Semper, bem como vários aparelhos da Bernafon, Audibel, Sonic e NuEar.

Entre as novas marcas que passaram a integrar a lista da Apple encontram-se Bellson, MicroSom, Panasonic, RION e Yeasound.

A lista inclui ainda fabricantes como Afflelou, Audigy, GPL, Maico, Makichie, MediTrend, MicroSom, Multisound, NuEar, OuïeZen e SoundGear.

A lista oficial da Apple permite consultar, modelo a modelo, quais os aparelhos compatíveis com iPhone, iPad, Mac e Apple Vision Pro.

O que significa Made for iPhone?

O programa Made for iPhone foi criado para permitir que determinados aparelhos auditivos comuniquem diretamente com os equipamentos da Apple.

Isto significa que o utilizador pode emparelhar o aparelho auditivo com o iPhone e, dependendo do modelo, controlar definições, receber áudio e utilizar outras funcionalidades de acessibilidade sem necessitar necessariamente de um dispositivo intermédio.

A Apple indica que os aparelhos MFi podem ser utilizados com iPhone, iPad, Mac e Apple Vision Pro, desde que sejam cumpridos os requisitos de sistema.

Há aparelhos com streaming bidirecional

Uma das diferenças mais importantes entre os vários modelos está na forma como o áudio é transmitido. Alguns aparelhos permitem apenas o envio de áudio para o dispositivo auditivo. Outros suportam streaming bidirecional, permitindo também utilizar os microfones integrados no aparelho auditivo.

Na prática, isto pode permitir que o utilizador faça chamadas através do iPhone utilizando os próprios aparelhos auditivos como sistema de áudio e captação de voz.

É uma funcionalidade particularmente interessante para quem procura uma integração mais próxima entre o aparelho auditivo e o smartphone.

O iPhone pode funcionar como microfone

Outra das funcionalidades disponibilizadas pelo ecossistema MFi é o Áudio em direto (Live Listen).

Com esta funcionalidade, o iPhone pode funcionar como um microfone remoto. O som captado pelo smartphone é enviado para os aparelhos auditivos, podendo ser útil quando a pessoa que está a falar se encontra a alguma distância ou em determinados ambientes mais ruidosos.

A Apple inclui esta funcionalidade no conjunto de ferramentas de acessibilidade associadas aos aparelhos auditivos Made for iPhone.

Uma lista global, mas nem todas as marcas estão em Portugal

É importante, contudo, não interpretar a lista da Apple como uma indicação de que todos estes aparelhos podem ser comprados em Portugal.

A lista MFi é global e reúne fabricantes e modelos destinados a diferentes mercados. Por isso, a presença de um aparelho na lista de compatibilidade da Apple não significa necessariamente que exista distribuição oficial desse modelo no mercado português.

E em Portugal?

Algumas das marcas incluídas nesta atualização estão disponíveis no mercado português, nomeadamente Widex, Oticon, Starkey, Bernafon, Sonic, MED-EL e Audibel, entre outras.

A Widex, por exemplo, mantém uma presença comercial em Portugal e disponibiliza no país vários dos seus aparelhos auditivos, incluindo a gama Widex Allure. (Widex Portugal)

Já no caso de marcas como MicroSom, Makichie, RION, Yeasound ou Bellson, a disponibilidade comercial em Portugal não é tão evidente. Assim, o facto de um modelo aparecer na lista Made for iPhone da Apple não significa necessariamente que esteja à venda no nosso país.

Para quem procura um aparelho auditivo compatível com o iPhone, é por isso importante confirmar não só a compatibilidade MFi, mas também a disponibilidade do modelo junto de um audiologista ou distribuidor autorizado em Portugal.

Apple reforça a acessibilidade

A expansão da lista Made for iPhone mostra como a Apple continua a apostar na integração dos seus dispositivos com tecnologias de assistência. Com 623 aparelhos de 104 marcas, os utilizadores têm agora um número muito maior de opções para encontrar uma solução auditiva que combine as suas necessidades com a utilização de um iPhone.

Mais do que uma simples certificação de compatibilidade, o sistema permite integrar os aparelhos auditivos diretamente no ecossistema Apple, tornando funções como o controlo dos aparelhos, transmissão de áudio e Áudio em direto parte da experiência habitual de utilização.

Afinal, quantos anos de vida útil tem um MacBook novo?

 Adquirir um MacBook é um investimento financeiro considerável, o que levanta frequentemente a questão sobre a sua real durabilidade. Afinal, qual o ciclo de vida útil destes computadores portáteis da Apple?

O papel crucial do suporte ao macOS

A forma mais direta de avaliar a longevidade de um MacBook reside na sua compatibilidade com as novas versões do sistema operativo. Todos os anos, a Apple disponibiliza uma grande atualização do macOS, o que deixa inevitavelmente para trás os modelos cujos componentes já não conseguem processar as novas funcionalidades de segurança e desempenho.

Ao analisar o histórico da marca, consegue prever o futuro dos modelos atuais. O macOS 27 Golden Gate, previsto para o final de 2026, marca o fim do suporte para computadores com processadores Intel, mantendo apenas a compatibilidade com a arquitetura Apple Silicon iniciada em 2020.

Atualmente, a Apple suporta a versão mais recente do macOS e as duas anteriores com patches de segurança. Isto significa que um utilizador pode contar com cerca de oito anos de suporte oficial, divididos entre grandes atualizações e correções de segurança.

Após este período, a perda de compatibilidade com aplicações de terceiros, como o Photoshop,pode começar a comprometer a produtividade diária.

Os limites impostos pelo hardware do MacBook

A vida útil real do computador depende igualmente das tarefas diárias que executa. Um utilizador que necessite apenas de navegar na internet, redigir documentos ou realizar videoconferências conseguirá manter um modelo base funcional durante muito mais tempo.

Em contrapartida, os profissionais que trabalham com edição de vídeo de alta resolução ou modelação tridimensional sentirão a necessidade de atualizar os seus equipamentos com muito maior frequência.

Uma vez que os MacBooks modernos não permitem atualizações de hardware pós-compra, a configuração inicial é absolutamente decisiva. Elementos como a memória RAM e o processador devem ser escolhidos com margem para o futuro, sob pena de o sistema se tornar lento em tarefas de multitarefa exigentes.

Adicionalmente, a bateria é um elemento de desgaste rápido, concebida para reter a sua capacidade ideal até atingir os 1000 ciclos de carga. Superado este limite, a autonomia longe da tomada elétrica sofrerá uma redução muito acentuada.

Classificação de suporte: produtos clássicos e obsoletos

A Apple possui regras contratuais muito claras para definir o fim de vida do seu hardware, dividindo os equipamentos antigos em duas categoriasclássicos e obsoletos.

  • Os dispositivos clássicos são aqueles cuja distribuição foi descontinuada há mais de cinco e menos de sete anos. Nestes casos, as lojas oficiais e os centros autorizados ainda realizam reparações, desde que existam peças sobresselentes disponíveis.
  • Por outro lado, os produtos obsoletos são aqueles que deixaram de ser vendidos há mais de sete anos. Para estes equipamentos, a Apple cessa todo o suporte de hardware, restando ao utilizador recorrer a serviços de reparação terceiros que muitas vezes não têm acesso a componentes originais.

Quando um MacBook atinge o estado de obsoleto, a probabilidade de falha de hardware sem solução viável aumenta drasticamente, tornando este o momento ideal para a substituição.

A experiência de utilização de um MacBook

O panorama atual é particularmente marcante devido à transição total dos processadores Intel para os chips Apple silicon. Com o fim do suporte aos chips Intel nas próximas versões do sistema operativo do MacBook, quem ainda possui uma destas máquinas antigas deve planear uma atualização a curto prazo, dado que até o suporte de segurança básica irá cessar em breve.

Os novos processadores da marca oferecem um salto de desempenho tão expressivo que tornam a experiência em modelos Intel claramente ultrapassada.

Para além dos aspetos técnicos, o desgaste físico do dia-a-dia deve ser o indicador final para a compra de um novo computador. Problemas acumulados como teclas que prendem, portas de ligação instáveis ou a falta constante de espaço de armazenamento geram frustrações diárias evitáveis.

Quando o computador começa a funcionar contra as suas necessidades profissionais, torna-se evidente que a sua vida útil chegou ao fim.

Falha grave de segurança no macOS! É melhor instalar já a atualização da Apple

 O mito de que os computadores da Apple estão livres de ameaças acaba de sofrer mais um golpe. Foi lançada uma atualização de emergência fora do calendário habitual para resolver uma vulnerabilidade de segurança crítica no macOS. Esta afeta a partilha de ecrã do Mac e permite que atacantes tomem o controlo sem precisarem da palavra-passe.

macOS segurança Apple falha

Segurança do macOS colocada em causa

A falha foi identificada no serviço nativo de Screen Sharing e permite que qualquer utilizador mal-intencionado ligado à mesma rede local contorne o processo de autenticação. Na prática, o atacante consegue aceder ao sistema sem credenciais válidas, visualizar o ecrã em tempo real, abrir ficheiros confidenciais, executar aplicações e assumir o controlo total do rato e do teclado.

O perigo esconde-se na sua rede local

O problema reside no mecanismo de verificação das sessões de partilha de ecrã. Para resolver esta brecha de segurança, a Apple reformulou como o sistema valida cada etapa de ligação. Com as novas edições do sistema operativo, o macOS passa a confirmar explicitamente se todas as etapas do processo foram concluídas com sucesso antes de conceder acesso.

As atualizações de segurança já estão disponíveis para download e abrangem as versões mais recentes do sistema operativo. Os utilizadores do macOS Tahoe devem atualizar para a versão 26.6.1, enquanto quem utiliza o macOS Sequoia precisa da versão 15.7.9. Já os computadores a correr o macOS Sonoma devem ser atualizados para a versão 14.8.9.

macOS segurança Apple falha

IA acelera descobertas de falhas na Apple

A urgência com que esta correção foi disponibilizada salienta a gravidade da situação. A empresa lançou os ficheiros diretamente para o público, sem os submeter primeiro aos habituais testes em versão beta. Esta resposta rápida insere-se num contexto em que a identificação de problemas de segurança no software tem aumentado de forma substancial.

A utilização crescente de ferramentas de inteligência artificial generativa por investigadores de segurança tem facilitado a análise de código e a descoberta de falhas estruturais em sistemas como macOS, Windows e Linux. O resultado é um volume sem precedentes de correções lançadas pelas grandes empresas de tecnologia para manter os ecossistemas protegidos.

Para garantir a proteção do equipamento, basta aceder às Definições do Sistema, selecionar o menu Geral e clicar em Atualização de Software. Antes de iniciar o processo de instalação, é recomendável efetuar uma cópia de segurança dos dados, por exemplo, através do Time Machine.

6 de ago. de 2026

Apple impõe limites na caça aos bugs após avalanche de relatórios criados por IA

 As ferramentas de IA estão a transformar o ecossistema da segurança, colocando à prova os programas de bugs. A Apple viu-se forçada a aplicar novas restrições e limites ao seu programa. É tudo fruto de um aumento exponencial no número de relatórios de vulnerabilidades submetidos por investigadores.

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O programa de recompensas da Apple foi desenhado para incentivar peritos independentes a encontrar e reportar falhas críticas no iOS, macOS e nos seus serviços Cloud. Contudo, a chegada de modelos de linguagem e ferramentas de análise de código baseados em IA alterou radicalmente a dinâmica deste setor.

Com a capacidade de analisar milhares de linhas de código em segundos, estas ferramentas permitiram que investigadores e entusiastas gerassem submissões de forma quase contínua. O resultado foi um fluxo massivo de notificações que sobrecarregou as equipas internas encarregues da validação dos problemas.

Bloqueio na triagem e os riscos para a segurança

A capacidade de processamento da Apple encontra-se sob forte pressão. A equipa de engenharia de segurança debate-se para filtrar a enorme quantidade de informação recebida. Aqui abundam os falsos positivos, relatórios duplicados e análises superficiais geradas automaticamente. Separações minuciosas exigem tempo e recursos humanos.

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Isso acabou por prolongar o período entre a identificação de uma falha e o lançamento da correção. Este atraso cria uma janela de oportunidade indesejada. A automação acelera a descoberta de fragilidades por parte dos caçadores de falhas bem-intencionados, mas permite que agentes maliciosos utilizem as mesmas técnicas para encontrar vulnerabilidades do tipo *zero-day* antes de serem corrigidas.

Reestruturação do programa de bugs da Apple

Para conter o problema e garantir a eficácia do sistema, a Apple começou a impor novas regras e tetos à submissão de relatórios associados a ferramentas automatizadas. As medidas visam desencorajar o envio de relatórios em massa sem a devida verificação prévia e focar a atenção em descobertas manuais de elevado valor.

Esta decisão marca um ponto de viragem na indústria da tecnologia. O modelo tradicional de "bug bounty" precisa de ser adaptado à era da IA, obrigando as gigantes tecnológicas a reforçar igualmente a automação nas suas próprias defesas para equilibrar o terreno de jogo. Curiosamente, a Apple não é a única a sofrer deste problema, sendo o Linux o mais falado nos últimos tempos.