29 de jun. de 2026

Memória está tão cara que a Apple quer recorrer a um fornecedor “proibido”

 A escalada nos preços da memória RAM e NAND, alimentada pela corrida à Inteligência Artificial (IA), está a obrigar a Apple a considerar uma opção que sempre evitou.

Segundo avançado pela imprensa internacional, a Apple contactou o Departamento de Comércio dos Estados Unidos a pedir autorização para comprar chips de memória à chinesa ChangXin Memory Technologies (CXMT).

O problema é que esta empresa consta da lista de "empresas militares chinesas" do Pentágono, a chamada lista 1260H, devido a suspeitas de ligações ao Exército de Libertação Popular.

A CXMT não está, por agora, na "Entity List" do Departamento de Comércio, uma presença que implicaria um bloqueio quase total das relações com a empresa.

Ainda assim, a sua presença na lista do Pentágono já é suficiente para gerar problemas. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está impedido de adquirir produtos de empresas que utilizem componentes de fornecedores nesta situação.

Para a Apple, garantir uma autorização formal serviria para proteger os contratos que mantém com o Governo norte-americano.

Fábrica da Apple em Houston

Em fevereiro, a Apple anunciou uma expansão significativa das operações da fábrica em Houston, levando a produção do Mac mini para os Estados Unidos, pela primeira vez. Por lá, os trabalhadores montam servidores avançados de IA, incluindo logic boardsproduzidas no próprio local, que são depois utilizadas nos centros de dados da empresa no país.

Por que motivo a memória está tão cara?

A construção massiva de centros de dados para a IA disparou a procura por memória, tanto a High-Bandwidth Memory (HBM), usada nos aceleradores de IA, como a memória NAND usada no armazenamento.

Com os centros de dados a comprar tudo o que conseguem, sobra cada vez menos para as fabricantes de smartphones e computadores. Aliás, a Apple deixou de ser o maior cliente da TSMC, com esse lugar a passar para a NVIDIA.

Como seria de esperar, o custo extra é transferido para o consumidor.

Esta pressão já deixou de ser teórica. Afinal, a Apple aumentou, recentemente, os preços de iPads e MacBooks, justificando a decisão com a subida acentuada nos custos de memória e armazenamento provocada pela explosão da IA. Ao que tudo indica, os próximos iPhones não ficarão imunes a este aumento.

O problema não é exclusivo da Apple, com os utilizadores de um Galaxy S26 Ultra ou de um Pixel 10 Pro a sentirem o mesmo aperto, já que toda a indústria Android bebe do mesmo poço de memória. Os smartphones mais baratos tendem a sofrer ainda mais, na medida em que têm margens mais reduzidas para absorver o custo extra.

Reações em Washington

Entretanto, o pedido da Apple não está a ser bem recebido por todos. O presidente republicano do comité da Câmara dos Representantes dedicado à China, John Moolenaar, classificou como um "erro grave" qualquer acordo entre a Apple e uma empresa chinesa com ligações militares.

Na sua perspetiva, isso ajudará a China a dominar cadeias de fornecimento críticas.


27 de jun. de 2026

Apple poderá estar a preparar-se para lançar um anel inteligente

 O projeto do anel inteligente da Apple, há muito alvo de rumores, ressurgiu no mundo da tecnologia. Um conhecido leaker afirma que a empresa está a desenvolver um dispositivo wearable. Esta nova proposta poderá rivalizar com produtos como o Oura Ring e o Samsung Galaxy Ring.

Apple anel inteligente

Esta afirmação trouxe à tona memórias do trabalho da Apple em dispositivos de rastreio biométrico baseados em impressões digitais, que tem sido alvo de vários pedidos de patente e fugas de informação ao longo dos anos. Anteriormente, sabia-se que a empresa considerava esta tecnologia como uma forma de expandir a sua linha de produtos wearable.

Para os utilizadores que procuram um acessório biométrico menos chamativo do que o Apple Watch, um anel inteligente é visto como uma opção estratégica. Acredita-se que o recente aumento da popularidade do Oura Ring tenha reacendido o interesse da Apple nesta área.

A Oura é uma empresa de destaque que opera no setor das tecnologias de saúde desde 2015. O modelo atual, Oura Ring 5, consegue monitorizar métricas essenciais de saúde, como o ritmo cardíaco, os dados do sono e o ritmo respiratório.

Concorrência forte num mercado em crescimento

O modelo atual do Oura Ring está equipado com características avançadas, como a deteção da tendência da pressão arterial e a análise da respiração noturna. O dispositivo oferece ainda aos utilizadores novas ferramentas de monitorização de saúde, como o rastreio da medicação com GLP-1.

Ainda não há informações oficiais sobre como a Apple irá proceder nesta área ou quando será lançado um produto. A fonte da fuga, Kosutami, afirmou apenas que o projeto está em fase de desenvolvimento. Dado o sucesso da Apple na tecnologia wearable, é interessante observar como um anel inteligente se integrará no ecossistema existente. 

Resta saber se a empresa conseguirá replicar o sucesso anteriormente alcançado com o Apple Watch num formato mais compacto. Os esforços da Apple para expandir a sua linha de produtos continuam a ser um tema constante de debate no mundo da tecnologia.

Apple pede à administração Trump que aprove memória RAM chinesa

 A Apple está a tentar obter autorização do governo de Donald Trump para adquirir chips de memória a uma empresa chinesa sancionada. A empresa está a tentar desesperadamente mitigar o impacto da escalada de preços dos componentes.

Esta empresa foi colocada numa lista restritiva devido a alegadas ligações às forças armadas da China, o que impede transações diretas sem o aval de Washington.

A tecnológica liderada por Tim Cook tenta assim contornar as barreiras impostas pela lista negra militar do Pentágono.

Aumento de custos força subida de preços nos Mac e iPad

A urgência desta medida surge num momento em que o mercado global de semicondutores enfrenta uma pressão inflacionária. Recentemente, a Apple viu-se obrigada a aumentar os preços de vários dos seus dispositivos mais populares, incluindo Macs e iPads.

A justificação oficial aponta diretamente para o encarecimento dos chips de armazenamento e memória. O próprio Tim Cook referiu que a empresa não tinha outra alternativa senão ajustar as margens de lucro através de uma subida generalizada de preços.

Embora a legislação norte-americana não proíba tecnicamente a compra de componentes a marcas como a CXMT ou a YMTC, as diretrizes de segurança nacional tornam o processo extremamente complexo. Para utilizar estes fornecedores sem sofrer represálias ou sanções, a Apple necessita de obter licenças específicas do Departamento de Comércio.

Cook já tinha sugerido que todas as opções de fornecimento deveriam estar abertas para garantir a estabilidade do ecossistema de produção.

Apple aumenta preços de vários produtos. Há modelos a subir centenas de euros…

 A Apple avançou com uma atualização dos preços de vários dos seus equipamentos, confirmando informações que já circulavam nos últimos dias. Os aumentos afetam sobretudo a gama Mac e iPad, com algumas versões a registarem subidas de várias centenas de euros.

Um dos exemplos mais evidentes é o do MacBook Neo. O portátil mais acessível da marca deixou de custar 699 euros na sua configuração base e passa agora a estar disponível por 799 euros. Já a variante equipada com 512 GB de armazenamento chega aos 899 euros.

Macs registam algumas das maiores subidas

Apesar do aumento aplicado ao MacBook Neo, existem outros modelos da gama Mac que sofreram ajustes ainda mais expressivos. Os novos preços apresentados pela empresa de Cupertino representam, em vários casos, acréscimos de centenas de euros face aos valores anteriormente praticados. Entre as alterações mais relevantes destacam-se:

  • MacBook Air de 13 polegadas: de 1249 para 1449 euros;
  • MacBook Air de 15 polegadas: de 1499 para 1749 euros;
  • MacBook Pro de 14 polegadas com chip M5: de 1949 para 2249 euros;
  • MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Pro: de 3099 para 3499 euros;
  • MacBook Pro de 16 polegadas com M5 Max: de 4549 para 5199 euros;
  • Mac Studio com M4 Max: de 2329 para 3049 euros; Mac Studio com M3 Ultra: de 4849 para 6399 euros;
  • Mac mini com M4 Pro: de 1719 para 1929 euros;
  • iMac: de 1519 para 1829 euros.

A única exceção relevante nesta categoria é o Mac mini equipado com o processador M4, que mantém o preço inicial de 979 euros.

Apple aplica reajustes importantes também ao iPad

Os tablets da Apple não escaparam à atualização de preços. Tanto a família iPad Air como os modelos Pro passaram a custar mais do que anteriormente. Os novos valores de entrada são os seguintes:

  • iPad Air de 11 polegadas: de 679 para 829 euros;
  • iPad Air de 13 polegadas: de 879 para 1029 euros;
  • iPad Pro de 11 polegadas: de 1129 para 1329 euros;
  • iPad Pro de 13 polegadas: de 1479 para 1679 euros.

No segmento do entretenimento doméstico, o Apple TV 4K também recebeu novos preços. A versão de 64 GB com ligação Wi-Fi passa para 229 euros, acima dos anteriores 169 euros. Por sua vez, o modelo de 128 GB com Wi-Fi e Ethernet sobe de 189 para 299 euros.

As alterações não estão limitadas a Portugal ou ao mercado europeu. A estratégia de atualização de preços está a ser aplicada em diferentes regiões onde a Apple comercializa os seus produtos.