14 de jul. de 2026

Novo chip M7 Ultra da Apple triplicará a memória dos computadores Mac mais potentes

 A Apple está a planear uma autêntica revolução na sua linha Mac ao preparar o lançamento do processador M7 Ultra. Este novo componente disponibilizará uma capacidade de memória unificada nunca antes vista no mercado.

 

De acordo com as mais recentes fugas de informação reveladas pela Bloomberg, o futuro chip topo de gama da gigante de Cupertino poderá suportar até 1,5 TB de memória unificada. Este valor representa o triplo do limite máximo que encontrávamos no Mac Studio equipado com o processador M3 Ultra.

O objetivo principal desta evolução é dar resposta às exigências crescentes das tarefas de inteligência artificial (IA), que passarão a ser executadas localmente e sem esforço. Para alcançar este patamar, a empresa liderada por Tim Cook está a desenhar uma arquitetura focada no processamento local de IA.

O conhecido jornalista Mark Gurman avançou que este modelo irá duplicar as capacidades do futuro M5 Ultra. Este último, previsto para chegar ao mercado no final de 2026, deverá contar com 36 núcleos de processamento central (CPU), 80 núcleos gráficos (GPU) e cerca de 768 GB de memória.

No entanto, a atual crise no setor dos semicondutores e da memória RAM poderá colocar entraves à produção em massa destas especificações extremas. Caso se confirmem estes dados, o M7 Ultra posiciona-se para competir diretamente com soluções de grande escala, como o Medusa Halo da AMD ou o Nova Lake-AX da Intel.

Calendário de lançamentos, incluindo dos novos M7

A produção deste componente de elite ficará a cargo da TSMC, estimando-se que utilize a tecnologia de fabrico de 2 nanómetros (família N2) por volta de 2028.

Curiosamente, para diversificar a sua cadeia de distribuição, a Apple poderá recorrer à Intel e ao seu processo 18A-P para as versões base do processador M7.

No que diz respeito ao calendário de atualizações do Mac Studio, a marca planeia saltar a geração M6, apresentando o modelo com M5 Ultra em 2026 e a versão com M7 Ultra em 2028.

Para suportar este novo hardware, o computador de 2028 estreará um design interno totalmente renovado, focado num sistema de refrigeração otimizado.


13 de jul. de 2026

Apple processa OpenAI por usar segredos nos projetos de hardware de IA

 A Apple abriu uma nova frente legal contra a OpenAI. Esta é uma ação que poderá ter grandes repercussões na corrida para desenvolver a próxima geração de dispositivos com IA. A acusação alega que foram usados segredos nos projetos de hardware de IA. O tribunal deverá pronunciar-se sobre este caso e tomar uma decisão que promete ser polémica.

Apple OpenAI hardware segredos IA

De acordo com informações publicadas pela Bloomberg , a empresa de Cupertino interpôs um processo acusando a OpenAI de alegadamente lucrar com informações confidenciais da Apple para acelerar as suas ambições no mercado de hardware. O processo inclui ainda a io Products, empresa fundada pelo conceituado designer Jony Ive e recentemente adquirida pela OpenAI.

Esta aquisição reforçou o compromisso da empresa liderada por Sam Altman em criar uma nova categoria de dispositivos focados na inteligência artificial. De acordo com informações recolhidas, a Apple afirma que ex-funcionários da empresa retiveram ou tiveram acesso a documentos internos confidenciais antes de se juntarem a projetos relacionados com a OpenAI.

A gigante tecnológica alega que esta informação incluía detalhes sobre o desenvolvimento de produtos, processos de fabrico e relações com fornecedores — áreas consideradas estratégicas dentro da empresa. A Apple defende que este conhecimento poderá ter ajudado a acelerar o trabalho da OpenAI na área do hardware.

Apple OpenAI hardware segredos IA

Usados segredos nos projetos de hardware de IA

Segundo o processo, a empresa acredita que o alegado acesso a esta informação não foi um incidente isolado, mas sim parte de um esforço coordenado para obter vantagem competitiva no desenvolvimento de futuros dispositivos de inteligência artificial. No entanto, é importante realçar que estas alegações fazem parte do processo interposto pela Apple e ainda não foram provadas em tribunal.

Até à data, não existe nenhuma decisão judicial que determine se houve um uso indevido de segredos comerciais. No âmbito do processo, a Apple procura uma indemnização financeira pelos danos que alega ter sofrido. Solicita ainda uma ordem judicial para impedir a OpenAI de utilizar qualquer informação que possa ter sido obtida indevidamente e exige a devolução ou destruição de quaisquer materiais confidenciais.

A OpenAI já respondeu às alegações. Num comunicado divulgado após a abertura do processo, a empresa afirmou: "Não temos qualquer interesse nos segredos comerciais de outras empresas. Continuamos focados em criar tecnologia inovadora que empodere pessoas em todo o mundo". O caso ainda está numa fase inicial e caberá aos tribunais determinar se as acusações feitas pela Apple são fundamentadas.

Mole: a ferramenta gratuita que promete limpar, otimizar e monitorizar o macOS

 Manter um Mac rápido e organizado nem sempre é uma tarefa simples. Com o passar do tempo, o sistema acumula ficheiros temporários, caches, registos e aplicações que deixam “vestígios” mesmo depois de serem removidas. É precisamente para resolver este problema que surgiu o Mole, uma ferramenta para macOS que reúne várias funcionalidades de limpeza, otimização e monitorização num único pacote.

O que é o Mole?

O Mole é uma ferramenta desenvolvida especificamente para o macOS que permite analisar o sistema, libertar espaço em disco, remover aplicações de forma completa e monitorizar o estado do computador em tempo real.

O projeto nasceu como uma aplicação de linha de comandos (CLI), gratuita e de código aberto. Entretanto, passou também a disponibilizar uma aplicação gráfica (GUI), desenvolvida em SwiftUI, destinada aos utilizadores que preferem uma interface mais intuitiva. Ambas partilham o mesmo motor de limpeza e otimização.

Entre as principais funcionalidades destacam-se:

  • Limpeza de caches, ficheiros temporários e registos.
  • Remoção completa de aplicações, incluindo ficheiros residuais.
  • Análise da ocupação do disco.
  • Identificação de ficheiros de grandes dimensões.
  • Monitorização em tempo real do CPU, GPU, memória, armazenamento e rede.
  • Otimização de serviços do macOS e reconstrução de algumas caches do sistema.

Como instalar o Mole

Existem duas formas principais de instalar a ferramenta.

Reprodutor de vídeo

Media error: Format(s) not supported or source(s) not found

Descarregar ficheiro: https://pplware.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/07/mole.mp4?_=1
00:00
00:00

Instalar a aplicação gráfica

A forma mais simples consiste em descarregar a versão para macOS disponível no site oficial ou instalá-la através do Homebrew:

brew install --cask mole-app

Depois da instalação, basta abrir a aplicação normalmente através da pasta Aplicações.

Instalar a versão de linha de comandos

Quem utiliza frequentemente o Terminal pode instalar a versão CLI através do Homebrew:

brew install mole

Também existe um script de instalação disponibilizado pelos programadores, embora a utilização do Homebrew seja geralmente a opção mais recomendada.

Como executar o Mole

Após a instalação da versão CLI, basta abrir o Terminal e executar:

mo

Será apresentado um menu interativo com as várias funcionalidades disponíveis.

Também é possível executar comandos específicos.

Limpar ficheiros desnecessários

mo clean

Este comando remove caches, ficheiros temporários e outros dados considerados seguros para limpeza.

Desinstalar aplicações completamente

mo uninstall

Ao contrário da simples remoção da aplicação da pasta Aplicações, este comando elimina igualmente preferências, ficheiros de configuração e outros elementos associados.

Analisar o espaço ocupado no disco

mo analyze

Permite visualizar quais são as pastas e ficheiros que estão a ocupar mais espaço no armazenamento.

Monitorizar o sistema

mo status

Mostra informações em tempo real sobre a utilização do processador, memória RAM, armazenamento, rede e outros recursos do sistema.

É seguro utilizar?

Uma das características mais interessantes do Mole é a possibilidade de executar diversas operações em modo de simulação (“dry run”), permitindo verificar exatamente o que será removido antes de qualquer alteração ao sistema.

Por exemplo:

mo clean --dry-run

Desta forma, o utilizador pode analisar os resultados antes de confirmar a limpeza efetiva.

Uma alternativa às aplicações comerciais

Os próprios criadores apresentam o Mole como uma solução que reúne funcionalidades normalmente distribuídas por várias aplicações conhecidas, como CleanMyMac, AppCleaner, DaisyDisk e iStat Menus.

versão de linha de comandos mantém-se gratuita e de código aberto, enquanto a aplicação gráfica está disponível mediante uma licença única, sem subscrição, incluindo atualizações vitalícias.

Para quem procura uma forma simples de manter o macOS limpo, otimizado e monitorizado, o Mole apresenta-se como uma solução bastante completa, oferecendo tanto uma interface gráfica moderna como uma poderosa versão para Terminal destinada aos utilizadores mais avançados.