18 de ago. de 2026

Recebeu esta notificação da Apple? O seu iPhone pode estar infetado.

 A Apple emitiu uma nova vaga de avisos de segurança para utilizadores de vários países que possam ter sido alvo de ataques informáticos direcionados. Se recebeu uma destas notificações no seu dispositivo, é fundamental agir de imediato para proteger as suas informações pessoais.

A Apple enviou recentemente alertas para utilizadores em 110 países, elevando o total histórico de nações afetadas para mais de 150. Estes avisos surgem quando os sistemas internos da empresa detetam tentativas de intrusão através de pacotes de espionagem altamente sofisticados, muitas vezes associados a entidades governamentais.

Para garantir que a informação não passa despercebida, a Apple atualizou o método de comunicação. Agora, o aviso surge em grande destaque diretamente no ecrã de bloqueio do equipamento.

O objetivo é assegurar que as potenciais vítimas possam proteger os seus dados confidenciais com a maior rapidez possível.

Como identificar o alerta oficial

A mensagem apresentada nos ecrãs dos dispositivos afetados é bastante clara e indica que foi detetado um ataque de spyware direcionado ao iPhone. Além do ecrã de bloqueio, a empresa envia mensagens de correio eletrónico e apresenta avisos quando o utilizador inicia sessão no portal oficial do ID Apple.

Embora a receção deste aviso não signifique obrigatoriamente que o sistema tenha sido invadido com sucesso, o risco é demasiado elevado para ser ignorado.

Especialistas em segurança digital enfatizam que a rapidez na resposta pode ditar a segurança das comunicações, sendo crucial ativar imediatamente as ferramentas de proteção avançada disponibilizadas pelo ecossistema.

O papel do modo de bloqueio

Ao abrir a notificação de ameaça, o sistema encaminha o utilizador para recomendações práticas, incluindo a ativação do "Modo de bloqueio". Esta funcionalidade de segurança restringe severamente várias capacidades do dispositivo para impedir o sucesso de invasões externas.

Até à data, a fabricante não tem conhecimento de nenhum caso de intrusão bem-sucedida com esta barreira ativa.

13 de ago. de 2026

iPhone 18 da Apple pode mesmo ficar de fora do lançamento do outono deste ano

 O habitual calendário de lançamentos da Apple poderá sofrer uma alteração enorme com a chegada do iPhone 18. Informações recentes apontam para que apenas os modelos mais caros cheguem ao mercado no outono de 2026.

De acordo com um relatório do Economic Daily News, que cita fontes ligadas à Pegatron (uma das principais parceiras de produção da Apple), a empresa de Cupertino planeia lançar a gama iPhone 18 Pro no período habitual do outono.

No entanto, quem pretender adquirir a versão base do iPhone 18 terá de esperar até ao primeiro trimestre do ano seguinte.

Esta decisão alinha-se com vários rumores que têm circulado no setor tecnológico nos últimos meses, sugerindo que a Apple pretende criar um maior distanciamento temporal entre as suas propostas de gama média e premium.

Novos modelos e escassez de componentes justificam a decisão

Para além do adiamento do modelo padrão, as informações sugerem que a tecnológica norte-americana aproveitará o início de 2027 para introduzir novas variantes na sua linha de dispositivos.

Entre as novidades esperadas encontram-se o iPhone 18e, uma alternativa mais acessível do iPhone 18, e uma versão extremamente fina designada temporariamente por iPhone Air.

Analistas de renome, como Ming-Chi Kuo, já tinham antecipado este cenário, que agora ganha força devido aos desafios na cadeia de distribuição. A escassez de semicondutores e memórias estará na origem desta mudança, forçando a Apple a dar prioridade absoluta aos equipamentos com maior margem de lucro.

Esta reestruturação do calendário de lançamentos poderá também abrir espaço para a apresentação de novos formatos de dispositivos no outono de 2026. Os rumores apontam para que a Apple lance, em conjunto com os modelos Pro, o seu muito aguardado smartphone dobrável de ultra-gama.

Apple prepara “selo de autenticidade” para provar que uma foto foi tirada com um iPhone

 A criação de imagens por inteligência artificial tornou cada vez mais difícil perceber se uma fotografia é real, alterada ou totalmente gerada por computador. A Apple parece estar a preparar uma resposta para este problema, através de uma nova funcionalidade destinada a confirmar que uma foto foi captada por um iPhone.

Imagem do Apple Reference Image que autentica um foto tirada num iPhone

A ideia é associar informação única do hardware da câmara à fotografia, criando uma espécie de comprovativo de origem.

Uma fotografia com origem verificável

A Apple já identifica, através de metadados, imagens criadas com as suas ferramentas de IA, como o Image Playground. Agora, a empresa estará a trabalhar num sistema focado nas fotografias reais: permitir verificar que determinada imagem foi captada por uma câmara de iPhone específica.

Para isso, o utilizador terá de recorrer a um novo modo de captura na app Câmara, chamado Reference. As fotografias tiradas normalmente não terão os dados de proveniência necessários para uma autenticação posterior.

Após a captura, a imagem poderá ser autenticada pelo utilizador. Nesse momento, a fotografia original e os dados associados serão processados pelo Private Cloud Compute, a infraestrutura privada de computação na cloud da Apple. Depois da verificação, será atribuído um identificador exclusivo à fotografia.

Imagem de uma foto tirada com o iPhone

Privacidade é parte central do sistema

Segundo as referências encontradas, a Apple não terá acesso direto à imagem em bruto. O processo deverá recorrer apenas a informação relevante dos sensores e aos metadados da fotografia.

Há ainda uma salvaguarda adicional. Se a empresa concluir que um sensor poderá ter sido comprometido, poderá invalidar autenticações emitidas anteriormente para imagens associadas a esse componente.

Autenticação verificável mesmo depois da partilha

As imagens autenticadas poderão ser partilhadas e verificadas noutros equipamentos Apple localmente. Ou seja, quem recebe uma fotografia poderá confirmar a sua autenticidade sem que a Apple saiba quais as imagens que estão a ser visualizadas.

Os dados enviados poderão variar de acordo com o meio de partilha, como AirDrop ou Mensagens, e conforme se trata de uma imagem original, editada ou já autenticada. Ao escolher a opção "Todos os dados de fotografia", poderão ser incluídos identificadores de hardware e conteúdos não recortados associados à imagem.

A Apple deverá também acrescentar a opção “Transferir com proveniência” às transferências por USB. Desta forma, fotografias autenticadas passadas para um Mac ou PC conservarão os dados necessários para confirmar a sua origem.

Numa época em que a fronteira entre fotografia e imagem criada por IA é cada vez menos evidente, esta poderá ser uma ferramenta importante para fotógrafos, jornalistas e qualquer pessoa que precise de provar a autenticidade de uma imagem.