1 de jul. de 2026

Falhas no AirDrop e Quick Share expõem mais de 5 mil milhões de smartphones

 As ferramentas de partilha de ficheiros sem fios integradas nos smartphones e computadores modernos, conhecidas como AirDrop no ecossistema Apple e Quick Share nos ambientes Android, estão no centro de uma nova investigação de segurança. Especialistas do Centro CISPA Helmholtz para a Segurança da Informação detetaram seis vulnerabilidades críticas.

 AirDrop Quick Share Apple Android Google

Estas afetam os protocolos de comunicação em segundo plano destas plataformas, colocando em risco mais de cinco mil milhões de dispositivos ativos em todo o mundo. A investigação focou-se na análise das camadas de aplicação acima do sinal de rádio, revelando falhas que abrangem os sistemas operativos macOS, iOS, Android e Windows. 

Por funcionarem através de processos privilegiados que se ativam automaticamente sempre que um dispositivo desconhecido entra no raio de alcance sem fios, ambos os sistemas acabam por processar dados complexos antes de qualquer autenticação ou autorização por parte do utilizador. No caso da Apple, os problemas identificados centram-se no serviço que gere não apenas o AirDrop, mas também funcionalidades populares como o AirPlay e o Handoff. 

O envio de pedidos malformados para este componente pode causar falhas em cadeia, desativando por completo estas ferramentas de continuidade. Adicionalmente, foi detectada uma falha num descodificador básico do sistema, capaz de afetar a estabilidade de relógios, televisões e óculos de realidade virtual da marca. Por outro lado, o Quick Share revelou fragilidades na lógica de validação de segurança. 

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Falhas no AirDrop e Quick Share reveladas

Nas implementações da Samsung, os investigadores conseguiram contornar as fases iniciais de autenticação, forçando o sistema a responder a comandos sem a troca de chaves de segurança necessária. Já na versão para Windows, desenvolvida pela Google, foi descoberta uma falha de gestão de memória relacionada com o processamento simultâneo de ligações, abrindo a porta a potenciais instabilidades no cliente de transferência.

Embora as duas gigantes tecnológicas tenham seguido abordagens de engenharia distintas, os analistas sublinham que ambas partilham a mesma fragilidade estrutural: a ausência de uma barreira única e centralizada para validar a segurança antes de processar dados externos. Para mitigar o problema, os autores do estudo recomendam que os futuros protocolos validem a encriptação logo na fronteira do sistema e minimizem o código exposto a terceiros.

As empresas envolvidas já começaram a reagir aos alertas emitidos em regime de divulgação coordenada. A Apple corrigiu uma das falhas numa atualização de software recente e está a avaliar os restantes relatórios. Do lado do ecossistema Android e Windows, a Google já validou uma correção para o erro de memória no cliente de computador, enquanto as restantes falhas de lógica de protocolo nos dispositivos Samsung continuam sob investigação oficial.

29 de jun. de 2026

Memória está tão cara que a Apple quer recorrer a um fornecedor “proibido”

 A escalada nos preços da memória RAM e NAND, alimentada pela corrida à Inteligência Artificial (IA), está a obrigar a Apple a considerar uma opção que sempre evitou.

Segundo avançado pela imprensa internacional, a Apple contactou o Departamento de Comércio dos Estados Unidos a pedir autorização para comprar chips de memória à chinesa ChangXin Memory Technologies (CXMT).

O problema é que esta empresa consta da lista de "empresas militares chinesas" do Pentágono, a chamada lista 1260H, devido a suspeitas de ligações ao Exército de Libertação Popular.

A CXMT não está, por agora, na "Entity List" do Departamento de Comércio, uma presença que implicaria um bloqueio quase total das relações com a empresa.

Ainda assim, a sua presença na lista do Pentágono já é suficiente para gerar problemas. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está impedido de adquirir produtos de empresas que utilizem componentes de fornecedores nesta situação.

Para a Apple, garantir uma autorização formal serviria para proteger os contratos que mantém com o Governo norte-americano.

Fábrica da Apple em Houston

Em fevereiro, a Apple anunciou uma expansão significativa das operações da fábrica em Houston, levando a produção do Mac mini para os Estados Unidos, pela primeira vez. Por lá, os trabalhadores montam servidores avançados de IA, incluindo logic boardsproduzidas no próprio local, que são depois utilizadas nos centros de dados da empresa no país.

Por que motivo a memória está tão cara?

A construção massiva de centros de dados para a IA disparou a procura por memória, tanto a High-Bandwidth Memory (HBM), usada nos aceleradores de IA, como a memória NAND usada no armazenamento.

Com os centros de dados a comprar tudo o que conseguem, sobra cada vez menos para as fabricantes de smartphones e computadores. Aliás, a Apple deixou de ser o maior cliente da TSMC, com esse lugar a passar para a NVIDIA.

Como seria de esperar, o custo extra é transferido para o consumidor.

Esta pressão já deixou de ser teórica. Afinal, a Apple aumentou, recentemente, os preços de iPads e MacBooks, justificando a decisão com a subida acentuada nos custos de memória e armazenamento provocada pela explosão da IA. Ao que tudo indica, os próximos iPhones não ficarão imunes a este aumento.

O problema não é exclusivo da Apple, com os utilizadores de um Galaxy S26 Ultra ou de um Pixel 10 Pro a sentirem o mesmo aperto, já que toda a indústria Android bebe do mesmo poço de memória. Os smartphones mais baratos tendem a sofrer ainda mais, na medida em que têm margens mais reduzidas para absorver o custo extra.

Reações em Washington

Entretanto, o pedido da Apple não está a ser bem recebido por todos. O presidente republicano do comité da Câmara dos Representantes dedicado à China, John Moolenaar, classificou como um "erro grave" qualquer acordo entre a Apple e uma empresa chinesa com ligações militares.

Na sua perspetiva, isso ajudará a China a dominar cadeias de fornecimento críticas.


27 de jun. de 2026

Apple poderá estar a preparar-se para lançar um anel inteligente

 O projeto do anel inteligente da Apple, há muito alvo de rumores, ressurgiu no mundo da tecnologia. Um conhecido leaker afirma que a empresa está a desenvolver um dispositivo wearable. Esta nova proposta poderá rivalizar com produtos como o Oura Ring e o Samsung Galaxy Ring.

Apple anel inteligente

Esta afirmação trouxe à tona memórias do trabalho da Apple em dispositivos de rastreio biométrico baseados em impressões digitais, que tem sido alvo de vários pedidos de patente e fugas de informação ao longo dos anos. Anteriormente, sabia-se que a empresa considerava esta tecnologia como uma forma de expandir a sua linha de produtos wearable.

Para os utilizadores que procuram um acessório biométrico menos chamativo do que o Apple Watch, um anel inteligente é visto como uma opção estratégica. Acredita-se que o recente aumento da popularidade do Oura Ring tenha reacendido o interesse da Apple nesta área.

A Oura é uma empresa de destaque que opera no setor das tecnologias de saúde desde 2015. O modelo atual, Oura Ring 5, consegue monitorizar métricas essenciais de saúde, como o ritmo cardíaco, os dados do sono e o ritmo respiratório.

Concorrência forte num mercado em crescimento

O modelo atual do Oura Ring está equipado com características avançadas, como a deteção da tendência da pressão arterial e a análise da respiração noturna. O dispositivo oferece ainda aos utilizadores novas ferramentas de monitorização de saúde, como o rastreio da medicação com GLP-1.

Ainda não há informações oficiais sobre como a Apple irá proceder nesta área ou quando será lançado um produto. A fonte da fuga, Kosutami, afirmou apenas que o projeto está em fase de desenvolvimento. Dado o sucesso da Apple na tecnologia wearable, é interessante observar como um anel inteligente se integrará no ecossistema existente. 

Resta saber se a empresa conseguirá replicar o sucesso anteriormente alcançado com o Apple Watch num formato mais compacto. Os esforços da Apple para expandir a sua linha de produtos continuam a ser um tema constante de debate no mundo da tecnologia.

Apple pede à administração Trump que aprove memória RAM chinesa

 A Apple está a tentar obter autorização do governo de Donald Trump para adquirir chips de memória a uma empresa chinesa sancionada. A empresa está a tentar desesperadamente mitigar o impacto da escalada de preços dos componentes.

Esta empresa foi colocada numa lista restritiva devido a alegadas ligações às forças armadas da China, o que impede transações diretas sem o aval de Washington.

A tecnológica liderada por Tim Cook tenta assim contornar as barreiras impostas pela lista negra militar do Pentágono.

Aumento de custos força subida de preços nos Mac e iPad

A urgência desta medida surge num momento em que o mercado global de semicondutores enfrenta uma pressão inflacionária. Recentemente, a Apple viu-se obrigada a aumentar os preços de vários dos seus dispositivos mais populares, incluindo Macs e iPads.

A justificação oficial aponta diretamente para o encarecimento dos chips de armazenamento e memória. O próprio Tim Cook referiu que a empresa não tinha outra alternativa senão ajustar as margens de lucro através de uma subida generalizada de preços.

Embora a legislação norte-americana não proíba tecnicamente a compra de componentes a marcas como a CXMT ou a YMTC, as diretrizes de segurança nacional tornam o processo extremamente complexo. Para utilizar estes fornecedores sem sofrer represálias ou sanções, a Apple necessita de obter licenças específicas do Departamento de Comércio.

Cook já tinha sugerido que todas as opções de fornecimento deveriam estar abertas para garantir a estabilidade do ecossistema de produção.