Poucos dias depois de ter começado a vender o seu primeiro iPhone dobrável, a Apple admitiu quealgumas unidades apresentam problemas no ecrã interiore indicou que os utilizadores afetados podem pedir a substituição através da AppleCare.
O iPhone Duo, que se abre como se fosse um passaporte, começou a ser enviado na semana passada, num lançamento marcado por filas de clientes em vários países, por stock limitado e por encomendas online esgotadas em poucos minutos. Ao longo do fim de semana foram surgindo imagens de dispositivos com fissuras e linhas no ecrã interior, junto à dobradiça central. A Apple já reconheceu o problema.
A justificação da Apple
Numa declaração enviada ao 9to5Mac, a Apple afirma ter conhecimento de um problema que afeta o ecrã interior de um pequeno número de unidades e recomenda aos utilizadores que o detetem que contactem a AppleCare para obter uma substituição. A empresa acrescenta que os dispositivos afetados tendem a mostrar o problema rapidamente, mas não comentou qual poderá ser a sua origem.
Na mesma declaração, sublinha que a reação dos primeiros utilizadores ao iPhone Duo tem sido muito positiva e que os programadores estão a atualizar rapidamente as aplicações para tirar partido do novo formato.
A análise da iFixit
Uma hipótese sobre a causa deste problema veio da iFixit, empresa conhecida pelas desmontagens de equipamentos eletrónicos e pelos guias de reparação. Com base em vídeos de desmontagem, patentes e tomografias, a empresa construiu uma simulação 3D da dobradiça e comparou-a com os locais onde os danos foram reportados, concluindo que estes se concentram logo abaixo do ponto onde o cabo do ecrã passa por baixo do painel, perto de uma barra de suporte central.
Segundo a iFixit, essa barra poderá não se estar a afastar do caminho do ecrã quando o telemóvel é dobrado, o que criaria um pequeno ponto de tensão junto à zona onde as fissuras foram observadas. Apesar destas conclusões, que a Apple não comentou, a iFixit considera que o iPhone Duo é o telemóvel dobrável mais fácil de reparar entre todos os que já testou.
Entretanto, na opinião de Francisco Jeronimo, vice-presidente da consultora International Data Corporation (IDC), citado pela Reuters, a oferta de substituição é o primeiro passo certo por parte da Apple. O analista recordou os problemas do Galaxy Fold original, da Samsung, em 2019, para defender que uma resposta rápida e transparente pode limitar os danos à categoria.
Tal como era esperado e depois de várias versões beta e a RC da semana passada, a Apple disponibilizou agora a todos os iPhones compatíveis o iOS 27.2. Além disso, há igualmente novidades para os outros dispositivos.
O que há de novo?
Esta é a versão final do iOS 27.2. Uma versão que traz algumas novas funcionalidades aos iPhones.
Entre as novidades testadas estão o Dupla captura nas chamadas de grupo do FaceTime, mais idiomas para a Siri AI, perfis na aplicação Apple TV e alterações à organização dos episódios no Apple Podcasts.
O Apple Music também muda de imagem: o ícone passa a preto e branco e o azul destaca o separador ativo na aplicação.
watchOS 27.2 chega com uma Siri AI e suporte para português
A Apple lançou esta segunda-feira, 26 de outubro, o watchOS 27.2. A nova atualização traz melhorias à Siri no Apple Watch, com respostas mais rápidas, memória de conversas anteriores e acesso a mais contexto pessoal.
O português do Brasil está entre os novos idiomas suportados, mas há uma limitação para os utilizadores em Portugal.
Siri passa a recordar conversas anteriores
Uma das principais novidades do watchOS 27.2 é a capacidade de a Siri recuperar informações de interações passadas. Isto permite retomar um assunto sem ter de explicar novamente todo o contexto.
Por exemplo, o utilizador pode voltar a perguntar pelos restaurantes que a assistente sugeriu anteriormente. A ideia é tornar as conversas mais naturais e facilitar o acesso a informações já consultadas.
Além desta capacidade, a atualização promete respostas mais rápidas no Apple Watch.
Mais fontes de informação para responder aos pedidos
A Siri passa também a consultar mais fontes pessoais para preparar as respostas. Entre os conteúdos disponíveis estão fotografias recebidas nas Mensagens, participantes de eventos do Calendário e mensagens de voicemail.
O histórico e a Lista de leitura do Safari no iPhone também ganham relevância, permitindo à assistente encontrar informação relacionada com os pedidos do utilizador.
Para gerir este acesso, a atualização acrescenta uma opção no iPhone que permite escolher quais as aplicações a que a Siri, a Pesquisa e as sugestões podem aceder.
Português chega à Siri AI, mas Portugal continua de fora
O iOS 27.2 alarga o suporte da Siri AI ao português, francês, japonês, coreano e espanhol.
No entanto, o suporte para português não significa que estas funcionalidades fiquem disponíveis em Portugal. A Siri AI continua indisponível na União Europeia e na China continental.
Assim, os utilizadores portugueses terão de aguardar pela disponibilização destas capacidades na região para poderem tirar partido das novidades.
Notas de lançamento
Siri AI (todos os modelos de iPhone 16 e posteriores, iPhone 15 Pro e iPhone 15 Pro Max)
A Siri AI é uma versão mais eficaz e conversacional da Siri, que está a ser disponibilizada aos utilizadores em mais idiomas, com suporte para coreano, espanhol, francês, japonês e português. A Siri AI não está disponível na UE nem na China continental.
A Siri AI ajuda a encontrar o que precisa e a realizar mais tarefas, recorrendo a funcionalidades como a compreensão do contexto pessoal, as ações das aplicações, a perceção do conteúdo no ecrã e o acesso a um vasto conhecimento geral.
A aplicação específica para a Siri disponibiliza uma forma fácil de voltar a ver uma conversa existente ou iniciar uma nova conversa e sincroniza as conversas de forma privada em todos os seus produtos Apple com o iCloud.
O modo Siri na Câmara integra a inteligência visual na aplicação Câmara, permitindo fazer perguntas e realizar ações consoante o que está à sua frente, como dividir uma conta ou procurar informação nutricional de uma refeição.
A funcionalidade Escrever com Siri permite gerar um rascunho do zero, editar o que escreveu ou receber comentários praticamente em qualquer local onde possa digitar. Nas aplicações Mensagens e Mail, a Siri AI adapta-se à forma como escreve a cada pessoa, recorrendo às frases e à pontuação que usou em conversas anteriores com essas pessoas.
Outras funcionalidades
A funcionalidade Resposta inteligente, nas aplicações Mail e Mensagens, ajuda a responder rapidamente a mensagens com sugestões de texto.
Nos álbuns partilhados na aplicação Fotografias, é possível editar legendas e comentários, evitar a adição de fotografias duplicadas e apresentar um aviso antes de os álbuns caducarem, para que os participantes possam guardar fotografias e vídeos importantes.
Compatibilidade com a marca de água SynthID, que permite identificar se uma imagem foi gerada ou modificada com ferramentas generativas, na aplicação Fotografias e no Image Playground.
O separador Início na aplicação Podcasts apresenta duas secções distintas para Novos episódios e Continuar a reproduzir, o que permite encontrar as atualizações mais recentes dos seus programas e, depois, continuar a reproduzir a partir do ponto em que parou.
O separador Amigos na aplicação Jogos fornece contexto sobre as sugestões de amizade e mostra os jogos jogados recentemente nas páginas de jogador dos amigos.
Os perfis simples na aplicação TV permitem que todas as pessoas da casa tenham o próprio perfil, com recomendações adaptadas ao que gostam de ver.
O FaceTime permite adicionar um serviço de interpretação de língua gestual de terceiros ou um serviço de legendas em tempo real a uma chamada.
macOS 27.2 Golden Gate também já fala português
A Apple lançou também o macOS 27.2 Golden Gate, cuja principal novidade é o suporte da Siri AI para português, francês, japonês, coreano e espanhol, depois da estreia apenas em inglês.
A atualização inclui ainda novas ferramentas de reconhecimento de gestos em várias aplicações do sistema, que poderão preparar o caminho para um futuro MacBook Pro com ecrã tátil.
No Apple Music, o ícone passa do habitual vermelho e branco para uma versão a preto e branco.
Foi também aparentemente corrigido um erro que impedia, de forma aleatória, arrastar janelas de aplicações baseadas em Electron.
A versão final corresponde à build 26B123; quem tiver as atualizações beta ativadas poderá precisar de as desativar para que esta apareça em Atualização de Software.
As devoluções fraudulentas tornaram-se uma dor de cabeça séria no retalho, e a Apple decidiu resolver o assunto com engenharia própria. A marca começou a instalar nas suas lojas uma máquina para inspecionar o interior da embalagem do iPhone sem tocar nos selos. O sistema corre diagnósticos através da caixa e valida em segundos se o smartphone e os componentes internos estão presentes e intocados.Até agora, este processo colocava os funcionários numa posição ingrata e provocava prejuízos absurdos.Para combater esquemas refinados, a ordem interna nas Apple Store exigia rasgar os selos de qualquer caixa devolvida ao balcão. Se isso travava quem entregava pesos de metal ou caixas vazias, por outro lado destruía o valor de artigos legítimos. Um iPhone intacto perdia o estatuto de novo e não podia regressar à venda. Esquema das devoluções e pesadelo do stock O esquema que motivou esta resposta é bem conhecido no mercado paralelo. Compradores mal-intencionados compravam o telemóvel, retiravam o aparelho ou trocavam peças genuínas por réplicas rascas e selavam a caixa com mestria para pedir o reembolso total. Como as fitas adesivas falsas se compram por tostões na internet, a verificação ocular dos funcionários era completamente inútil sem abrir a embalagem. O problema é que abrir caixas a clientes honestos que apenas desistiram da compra criava um pesadelo logístico. Com o selo violado, o aparelho já não podia voltar para a prateleira. Tinha de seguir para centros de processamento, ser testado e reembalado para venda como recondicionado com desconto, desperdiçando tempo e inflando custos operacionais desnecessários.Evolução do Presto para detetar burlas em segundos Para contornar o dilema, foi adaptada a tecnologia Presto, a mesma plataforma sem fios usada para atualizar o iOS nos telemóveis ainda na caixa. A nova versão do aparelho comunica diretamente com o hardware do iPhone através de radiofrequência, validando números de série, o estado da bateria e a presença dos módulos originais. Se o teste sem fios acusar anomalias, ausência de resposta eletrónica ou peças adulteradas, o funcionário descobre o esquema no imediato. A devolução é recusada no próprio balcão sem margem para desculpas, travando o prejuízo financeiro e afastando quem tenta lucrar com caixas manipuladas. Confirmando-se que o iPhone está genuíno e imaculado, a caixa segue direta para o expositor pronta a ser vendida. Quem devolve de boa-fé despacha o processo sem atritos nem desconfianças, o equipamento preserva a condição de fábrica e a loja elimina um custo logístico pesado sem correr riscos.
A Apple marcou para 28 de outubro a apresentação de mais uma vaga de novidades, que deverá incluir os primeiros MacBook Pro com ecrã OLED e tátil, novos Mac de entrada de gama e um iPad mini renovado.
A Apple confirmou para quarta-feira, dia 28 de outubro, o lançamento que dá continuidade ao anúncio “Welcome Home” de 13 de outubro. À semelhança desse, o “Pro and Tell” não deverá ter o formato de um evento tradicional, com alguns órgãos de comunicação social a terem sido convidados para uma “Apple Experience”, em Los Angeles, onde poderão experimentar os novos dispositivos.
Quem não estiver presentepoderá acompanhar as novidades através de comunicados de imprensa, que podem ser divulgados pelas 17h de Portugal continental, hora de arranque da sessão.
O nome escolhido aponta para o MacBook Pro, que deverá surgir acompanhado de outros Mac e de um novo iPad. Para o analista Ben Reitzes, da Melius Research, citado pela CNBC, o ritmo de lançamentos representa uma mudança significativa face aos dois eventos anuais a que a empresa habituou o mercado, sendo este o terceiro lançamento da era de John Ternus como diretor-executivo, depois do evento das novidades para iPhone, incluindo o modelo dobrável, e do dedicado à casa inteligente.
MacBook Pro com OLED e ecrã tátil
A grande novidade será a chegada de novos MacBook Pro de gama alta com ecrã OLED, que promete melhor contraste, cores mais ricas e menor consumo de energia, e com capacidades táteis, uma estreia absoluta no universo Mac.
O macOS 27 está a ser adaptado para suportar gestos de toque, que funcionarão como complemento ao teclado e ao trackpad e que, presumivelmente, poderão ser ignorados por quem preferir. Para que o ecrã não oscile quando é tocado, a Apple deverá introduzir uma dobradiça reforçada.
Os modelos serão disponibilizados nos tamanhos de 14 e 16 polegadas, sem alterações de dimensões, mas com um peso inferior ao dos atuais, e o entalhe deverá dar lugar à Dynamic Island.
No que diz respeito aos processadores, não são esperadas novidades, uma vez que a Apple terá decidido saltar os M6 Pro e M6 Max e os M7 Pro e M7 Max só deverão estar prontos no final de 2027, pelo que os novos portáteis deverão usar os mesmos M5 Pro e M5 Max que equipam os modelos apresentados em março. Apesar de os rumores anteriores apontarem para a designação MacBook Ultra, tudo indica agora que a Apple se manterá fiel ao nome Pro.
Os custos mais elevados do OLED e do módulo tátil deverão refletir-se no preço, e é possível que os atuais MacBook Pro continuem à venda, com os novos modelos a posicionarem-se como alternativa de topo, mais cara.
MacBook Pro de entrada, iMac e iPad mini 8
O MacBook Pro de 14 polegadas de entrada deverá receber o chip M6, em substituição do M5 que estreou em outubro de 2025, sem alterações de design. O iMac de 24 polegadas também deverá passar para o M6, igualmente sem mudanças exteriores, e será a primeira atualização deste modelo desde outubro de 2024.
O iPad mini 8 deverá ser o primeiro iPad, além do iPad Pro, a adotar um ecrã OLED, e terá um novo design com um sistema de altifalantes baseado em vibração que dispensa as aberturas tradicionais e permite maior resistência à água, podendo tornar-se o primeiro iPad com classificação IP, capaz de suportar salpicos e, eventualmente, imersão.
O equipamento deverá usar o chip A20 Pro, o mesmo dos iPhone 18 Pro, e a câmara frontal passará para o lado maior do ecrã, como já aconteceu noutros iPad. Ainda não é claro se o painel manterá os 60 Hz ou se passará a oferecer os 120 Hz do ProMotion.
Há quem chegue de madrugada e quem passe a noite à porta para garantir um novo iPhone. Mas, desta vez, nem uma boa posição na fila poderá resolver o problema. Com as entregas do iPhone Duo a resvalarem para janeiro de 2027, a Apple estará a preparar os funcionários das suas lojas para uma conversa pouco habitual: dizer aos clientes que talvez não valha a pena aparecerem no dia de lançamento.
Apple quer evitar que os clientes saiam de mãos vazias
Segundo informações, os funcionários das Apple Store receberam indicações para desencorajar os clientes sem pré-encomenda de se deslocarem às lojas com a intenção de comprar o iPhone Duo a 23 de outubro.
O motivo é simples: poderá não haver unidades disponíveis para venda direta. Alguns estabelecimentos poderão receber apenas os equipamentos já atribuídos às reservas, deixando poucas ou nenhumas hipóteses a quem aparecer sem ter assegurado uma unidade.
Ainda estão bem presentes na memória as longas filas à porta das lojas para comprar os novos iPhones. Esta imagem, captada em 2018, mostra dezenas de pessoas à espera junto à Apple Store de Colónia, na Alemanha. Hoje, a Apple estará a pedir aos funcionários que desencorajem os clientes sem pré-encomenda de se deslocarem às lojas para tentar comprar o iPhone Duo.
Entregas para janeiro tornam a espera ainda maior
Como já tínhamos noticiado, os prazos de entrega de novas encomendas do iPhone Duo começaram a deslizar para janeiro de 2027, pouco depois da abertura das reservas.
Para quem ficou de fora do primeiro lote, tentar a sorte numa loja física parecia uma alternativa à espera de vários meses. As informações agora divulgadas indicam que essa possibilidade também poderá ser bastante limitada.
As informações referem que a loja online da Apple convida os clientes a voltarem a consultar a disponibilidade a partir de 24 de outubro. Esse aviso não representa, contudo, uma garantia de reposição de stock nessa data.
Ainda poderá haver uma surpresa nas lojas?
Apesar dos alertas, o cenário não está fechado para todos os estabelecimentos. Mark Gurman, da Bloomberg, introduziu alguma prudência nesta leitura: as lojas com que falou ainda estavam a apurar quantas unidades receberiam e quantas já estavam destinadas às pré-encomendas.
Segundo o jornalista, seria prematuro concluir que não haverá qualquer iPhone Duo para clientes sem reserva. A disponibilidade poderá variar de loja para loja.
O lançamento mantém-se marcado para 23 de outubro. Mas quem contava chegar cedo, entrar na fila e sair com o novo dobrável da Apple terá agora de acrescentar outra variável à equação: poderá haver iPhones para experimentar, mas nenhum para levar para casa.
A morte de uma pessoa levanta também questões sobre o seu património digital, incluindo fotografias, mensagens, ficheiros e outros dados guardados na Google e na Apple. Existem várias opções disponíveis para preparar a transferência destas informações ou evitar que sejam eliminadas definitivamente. Conheça-as.
O que acontece às contas Google após a morte
Sem qualquer configuração prévia, uma conta Google não é automaticamente transmitida à família após a morte do titular. A empresa disponibiliza, contudo, uma ferramenta que permite decidir antecipadamente o destino dos dados pessoais em caso de inatividade prolongada. Chama-se “Gestor de contas inativas“.
Esta funcionalidade permite definir o que deve acontecer à conta quando deixa de ser utilizada durante um determinado período. Entre as opções disponíveis está a eliminação dos dados após três, seis ou 12 meses de inatividade. Em alternativa, é possível indicar até dez contactos de confiança que poderão receber acesso a determinadas informações,como mensagens, contactos e conteúdos associados ao YouTube.
Caso não exista qualquer configuração, a Google pode eliminar contas que permaneçam inativas durante, pelo menos, dois anos. A atividade é avaliada através de ações como iniciar sessão ou utilizar serviços da empresa.
Os familiares de uma pessoa falecida também podem contactar a Google para solicitar a desativação da conta antes desse prazo. No entanto, este pedido não garante o acesso às informações nela armazenadas.
Apple permite escolher contactos para a herança digital
A Apple disponibiliza uma solução semelhante, denominada Contacto de legado, que permite designar até cinco pessoas para aceder a determinados dados após a morte do titular.
A configuração é feita nas definições da Conta Apple e gera uma chave de acesso que deverá ser guardada pelo contacto escolhido. Após o falecimento, será necessário apresentar essa chave e uma certidão de óbito para solicitar o acesso aos dados elegíveis do iCloud.
Depois de o acesso ser autorizado, o contacto de legado dispõe de três anos para descarregar as informações disponibilizadas. Terminado esse período, a conta é eliminada permanentemente. Existem, contudo, limitações importantes: conteúdos comprados digitalmente, como livros, filmes e música, não estão incluídos no acesso concedido através deste mecanismo.
Quem não tiver designado um contacto de legado fica sujeito às regras de inatividade da Apple. Segundo a política descrita, após um ano sem atividade no iCloud, é enviado um aviso por correio eletrónico e a conta é eliminada 30 dias depois.
Como proteger o património digital antes que seja tarde
As regras diferem entre as duas empresas, mas a prevenção é essencial. Configurar antecipadamente as opções de legado, escolher pessoas de confiança e explicar-lhes como poderão aceder aos dados pode evitar a perda de fotografias, documentos e outras memórias digitais.
É uma forma simples de deixar instruções claras e reduzir as dificuldades administrativas para a família num momento já particularmente difícil.
Os clássicos iPods da Apple poderão receber uma segunda vida graças a um projeto que acrescenta conectividade sem fios, USB-C e acesso a serviços de música atuais. A solução pretende preservar o design e a simplicidade dos leitores originais, adaptando-os às necessidades tecnológicas de 2026.
Um iPod clássico com tecnologia atual
Os fãs da icónica roda de clique da Apple poderão voltar a utilizar os seus antigos leitores de música sem depender exclusivamente de auscultadores com fios ou de ligações USB proprietárias. O projeto Sprout pretende modernizar determinados modelos, mantendo a experiência de utilização que tornou estes dispositivos tão populares.
Ainiciativaassenta em duas placas eletrónicas de substituição, denominadas Sprout Pico e Sprout Pi, concebidas para os iPod de terceira e quarta gerações,bem como para o iPod mini.
Desenvolvidas com tecnologia Raspberry Pi, estas placas permitem atualizar o hardware original sem necessidade de soldadura, recorrendo a um sistema operativo próprio e de open-source.
Bluetooth, USB-C e armazenamento até 2 TB
A versão Sprout Pico deverá ser a opção mais acessível, embora os preços ainda não tenham sido anunciados. Entre as funcionalidades previstas encontram-se o áudio por Bluetooth, a compatibilidade com AirPods, um conversor digital-analógico de alta qualidade e uma ligação USB-C com saída de áudio digital e suporte para comandos integrados no cabo.
A lista inclui ainda Wi-Fi, dois pinos GPIO, armazenamento através de cartões microSD até 2 TB e suporte para baterias de 1200 ou 2500 mAh. Os utilizadores poderão também reproduzir ficheiros AAC, ALAC, FLAC e Opus, além de descarregar podcasts.
Já o Sprout Pi acrescenta um Raspberry Pi Compute Module Zero, abrindo caminho a funcionalidades como AirPlay, aplicações personalizadas e reprodução de música através do Spotify e do Apple Music.
Uma interface retro com aplicações modernas
O vídeo de apresentação demonstra o processo de instalação, que pode ser revertido, e mostra os dispositivos a funcionar com auscultadores sem fios, uma coluna HomePod e outros equipamentos Bluetooth.
Apesar do hardware atualizado, a interface mantém o aspeto monocromático e a baixa resolução dos ecrãs originais. Mesmo com estas limitações, o sistema consegue apresentar controlos dos AirPods, podcasts recentes e conteúdos de plataformas de streaming. O projeto inclui ainda aplicações como o MacPaint, uma calculadora e o jogo Crash Bandicoot.
Quem planeia comprar o novo iPhone Duo vai ter de redobrar as atenções mal o tire da caixa. A tabela oficial de assistência técnica já foi revelada e traz valores que deixam qualquer consumidor sem fôlego. Qualquer queda aparatosa ou azar do quotidiano arrisca-se a transformar uma simples ida à assistência num rombo financeiro.
O valor de entrada deste dobrável ronda os 2.399 euros no mercado europeu, pelo que ninguém esperava orçamentos propriamente simpáticos. O problema é que, ao contrário de outros mercados, em Portugal não existe o programa oficial AppleCare+, o que deixa qualquer utilizador totalmente desprotegido perante a tabela oficial da marca.
Arranjo que custa mais que comprar um novo
O caso mais assustador acontece com o ecrã interior flexível, cuja substituição fora da garantia fica nuns impressionantes 1.149 euros. Este montante supera com facilidade o custo de comprar um iPhone 17 novo diretamente numa loja.
Se o azar for ainda maior e o problema for parar à categoria de outros danos, que abrange o chassis e danos internos graves, a fatura dispara para os 1.719 euros. Por outras palavras, quem tiver a infelicidade de partir o dispositivo pode pagar tanto pelo conserto como pagaria por um modelo Pro acabado de estrear.
Mesmo as reparações mais corriqueiras cobram uma fatura pesada no bolso. A simples troca do ecrã frontal externo atinge os 489 euros, enquanto a bateria e o módulo da câmara traseira ficam por 269 euros cada. O vidro traseiro não baixa dos 219 euros e apenas a película protetora da tampa escapa ao choque inicial, cifrando-se nos 55 euros.
Sem proteção oficial, o utilizador fica sem rede
A ausência do serviço de cobertura direta da marca no mercado português agrava de forma drástica todo este cenário. Enquanto lá fora os utilizadores conseguem amortecer estes desastres com franquias de 99 euros no ecrã dobrável, por terras lusas a despesa cai por inteiro na conta bancária do proprietário.
O contraste torna-se ainda mais evidente quando se olha para concorrentes diretos no segmento dos dobráveis, onde a troca de painéis interiores chega a custar um terço deste valor. Sem uma cobertura alternativa, usar o primeiro dobrável da marca nas ruas portuguesas sem uma capa ultrarresistente é jogar à roleta russa com as poupanças.