3 de set. de 2026

Pfizer utiliza os Apple Vision Pro para explicar a investigação sobre o cancro

 A farmacêutica Pfizer desenvolveu uma nova aplicação imersiva para os Apple Vision Pro, com o objetivo de aproximar os doentes do complexo processo de investigação oncológica.

Os Apple Vision Pro têm demonstrado utilidade em diversas áreas da medicina, incluindo no diagnóstico precoce de tumores. Agora, a multinacional farmacêutica Pfizer decidiu dar-lhe uma nova utilidade, focando-se na educação e no apoio ao paciente através de uma experiência digital.

Esta ferramenta pretende partilhar o percurso de resiliência e as descobertas científicas da empresa no combate a esta doença.

Ao iniciar a aplicação, o utilizador depara-se com testemunhos reais de doentes, familiares e investigadores da Pfizer. Contudo, apesar de os relatos serem verídicos, as pessoas representadas no ecrã não são reais.

A Groove Jones, criadora desta experiência, utilizou tecnologia proprietária para gerar imagens estereoscópicas de alta resolução, com o intuito de proteger a identidade dos intervenientes, mantendo a expressividade emocional.

Do laboratório tridimensional à criação de fármacos

Os utilizadores, compostos maioritariamente por doentes e familiares que já conhecem de perto a realidade da doença, são depois convidados a entrar num laboratório em três dimensões.

Ali, encontram cientistas reais da Pfizer, recriados através de inteligência artificial (IA) e mapas de profundidade personalizados, embora surjam de forma estática e fotorrealista. A interação resume-se a navegar pelo espaço virtual para aceder a informações e explorar as inovações científicas da empresa.

O ponto alto da experiência é o chamado ADC Builder, onde o utilizador pode simular a conceção de um conjugado anticorpo-fármaco, a principal terapia oncológica da Pfizer.

Este processo funciona quase como um jogo de blocos virtual, dividido em quatro etapas simples, cada uma acompanhada por uma breve explicação textual. No final, é exibida uma animação em que o medicamento entra na corrente sanguínea. A farmacêutica defenda que o áudio espacial e a visualização em tempo real facilitam a compreensão de conceitos complexos.

iOS 27 vai permitir usar o mesmo número de telefone em dois iPhones

 A Apple prepara-se para tornar mais simples a utilização alternada de dois iPhones. O iOS 27 introduz uma funcionalidade chamada iPhone Handoff, que permitirá usar o mesmo número de telefone em dois equipamentos diferentes.

iOS 27: um número, dois iPhones

A funcionalidade poderá ser configurada em Definições > Rede móvel. Durante o processo, o utilizador terá de indicar qual será o iPhone principal e qual funcionará como dispositivo complementar.

cartão eSIM habitual continuará instalado no equipamento principal. Ao segundo iPhone será atribuído um eSIM complementar, permitindo alternar entre os dois dispositivos sem mudar de número de telefone.

As configurações da rede móvel permanecerão centralizadas no iPhone principal. Já a partilha de localização terá em consideração o equipamento que estiver, naquele momento, a utilizar o número.

Para que poderá servir o iPhone Handoff?

Esta solução abre espaço para diferentes cenários. O utilizador poderá, por exemplo, deixar aplicações bancárias, documentos e outros dados sensíveis no iPhone principal e levar um modelo antigo para a praia, para uma corrida ou durante uma viagem.

Também poderá fazer sentido numa futura combinação entre um iPhone Pro e um modelo dobrável, permitindo escolher o equipamento mais adequado para cada situação sem perder o acesso ao número habitual.

Apesar do nome, o funcionamento é diferente do Handoff já existente no ecossistema Apple. Não se trata apenas de continuar uma tarefa noutro dispositivo, mas de transferir efetivamente a utilização da linha móvel entre dois iPhones.

Imagem Handoff iOS 27

Operadoras terão de suportar a novidade

Além de dois equipamentos com o iOS 27, tudo indica que o iPhone Handoff dependerá do apoio das operadoras. A T-Mobile, nos Estados Unidos, e a Deutsche Telekom, na Alemanha, são apontadas como algumas das primeiras empresas que poderão disponibilizar o serviço.

Esta dependência deixa, para já, uma questão importante: quando chegará a funcionalidade a Portugal e quais serão as operadoras nacionais compatíveis?

A Apple mencionou discretamente o iPhone Handoff durante a WWDC 2026, mas não explicou o seu funcionamento. A novidade foi agora demonstrada através de dois iPhones simulados no Device Hub do Xcode 27.

Depois de três meses em testes beta, o lançamento público do iOS 27 está previsto para setembro. Até lá, deverão surgir mais informações sobre os países, operadoras e modelos compatíveis.

Quanto vai ganhar John Ternus, o novo CEO da Apple? O valor surpreende

 A liderança da Apple traz consigo números vertiginosos. Com a saída de Tim Cook, John Ternus assume os destinos da empresa, acompanhado por um pacote financeiro colossal, estabelecendo um salário base anual de cerca de 2,7 milhões de euros (3 milhões de dólares). Este valor fixo representa apenas uma fração de toda a remuneração que o novo líder poderá arrecadar.

Apple John Ternus Tim Cook CEO ganhar

Milhões garantidos ou dependentes da bolsa de Wall Street?

Apesar de a soma parecer exorbitante à primeira vista, a verdade é que o valor global não está totalmente garantido e exige provas dadas no mercado de capitais. Cerca de três quartos deste lote de ações estão vinculados ao desempenho das ações da Apple face às restantes cotadas do índice S&P 500. Se os mercados dispararem e a Apple ficar para trás na rentabilidade relativa, a recompensa sofrerá um corte substancial.

Os restantes 25% do pacote acionista serão libertados gradualmente ao longo de um período de quatro anos, funcionando como um mecanismo direto de retenção e estabilidade executiva. Esta engrenagem reflete a enorme pressão sobre o antigo responsável de hardware, que herda uma empresa sólida na venda de dispositivos físicos, mas sob escrutínio permanente para acelerar o passo na corrida à IA.

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O que vai acontecer a Tim Cook e à velha guarda de Apple?

A mudança de cadeiras no topo da empresa não afasta Tim Cook dos corredores da Apple. Assume agora a presidência executiva do conselho de administração. Por esta nova função, o anterior líder passará a auferir um ordenado anual de 2 milhões de dólares, acompanhado por um pacote de ações a rondar os 45 milhões de dólares, mantendo uma remuneração total próxima dos 47 milhões.

Embora o montante fique abaixo dos mais de 74 milhões de dólares que recebeu em 2025, o estatuto assegura-lhe uma influência determinante na estratégia global e na gestão do relacionamento com reguladores governamentais. Este papel diplomático ganha uma importância acrescida numa altura em que a pressão legislativa aumenta significativamente na União Europeia e noutros mercados estratégicos.

A transição marca também o início de uma renovação geracional mais alargada na estrutura histórica da Apple. Figuras de peso como Phil Schiller começam a afastar-se da gestão direta de áreas como a App Store e a condução das apresentações oficiais. Consolida o início de uma nova era onde a remuneração funciona como o derradeiro voto de confiança na liderança de John Ternus.

Tem um Mac com processador Intel? As suas apps favoritas vão começar a parar no tempo

 A transição dos computadores da Apple para os processadores Silicon entrou numa fase decisiva para quem ainda utiliza hardware antigo. A Apple notificou formalmente os programadores de que as aplicações universais presentes na Mac App Store já não são obrigadas a suportar a arquitetura Intel. A nova diretriz aplica-se de imediato a qualquer ferramenta que exija o macOS 13 Ventura ou versões posteriores do sistema operativo.

Apple Intel processador apps Mac

Até agora, as regras da loja oficial impunham a inclusão de código compatível com os processadores x86 da Intel e com os chips ARM da tecnológica. Com esta alteração, os responsáveis pelas aplicações podem compilar e submeter versões desenhadas exclusivamente para a arquitetura moderna. A justificação técnica assenta na simplificação de todo o processo de desenvolvimento e na redução substancial do espaço ocupado pelos programas no armazenamento interno.

Este corte representa um marco evidente na estratégia da empresa, que iniciou esta caminhada há cerca de seis anos com a chegada do M1. Embora muitos utilizadores ainda mantenham equipamentos com CPU Intel perfeitamente funcionais no quotidiano, o ecossistema começa agora a fechar as portas a estas máquinas. A mudança transfere a decisão do suporte diretamente para as mãos das equipas de programação.

Consequências para quem usa processadores Intel

No terreno prático, os computadores com processadores Intel não vão deixar de funcionar nem perderão os programas que já se encontram instalados. A própria loja de aplicações continuará a disponibilizar o último pacote estável compatível com a máquina do utilizador. O problema reside no facto de essas ferramentas deixarem de receber novidades a partir do instante em que o criador decida ignorar o código legado.

Apple Intel processador apps Mac

A questão ganha contornos mais preocupantes quando se analisa a vertente da segurança e da estabilidade geral das plataformas. Sem atualizações regulares, os utilizadores perdem o acesso a correções cruciais contra vulnerabilidades emergentes e falhas críticas no código. Como a barreira mínima foi colocada no macOS Ventura, a medida atinge uma fatia considerável de modelos lançados a partir de 2017 que ainda continuam em circulação.

Adeus anunciado ao hardware antigo da marca

O calendário delineado pela Apple já antecipava o desfecho deste hardware, sendo o macOS 26 a última versão com capacidade para arrancar nestes processadores. Apenas quatro modelos de topo lançados entre 2019 e 2020 receberam essa plataforma, ficando a próxima grande atualização restrita aos equipamentos com chips Apple Silicon. Em simultâneo, a ferramenta de emulação Rosetta 2 prepara também a sua saída definitiva do sistema operativo.

Embora a tecnológica mantenha a distribuição de correções básicas de segurança para o sistema operativo até 2028, a vida útil prática das máquinas depende do software do dia a dia. Com os programadores livres para abandonar a arquitetura antiga, o relógio começou a contar de forma bem mais acelerada para estes computadores. A renovação do parque informático da Apple ganha assim um novo impulso que poucos conseguirão evitar.