Se reconhecer o velho iPhone 4 na mão de algum jovem adulto, não está a imaginar coisas. Numa nova tendência, a Geração Z (composta pelas pessoas nascidas entre meados da década de 1990 e o início de 2010), está a repescar o smartphone da Apple, 15 anos depois do seu lançamento oficial, em junho de 2010.
Apesar da sua idade, o iPhone 4 marcou um ponto de viragem no design e na tecnologia dos smartphones.
Na altura, já combinava um corpo de vidro e aço inoxidável com uma forma compacta e elegante que ainda hoje se vê como icónica.
Geração Z está a repescar o iPhone 4
Depois de ter sido lançado em 2010, o iPhone 4 regressa às manchetes em 2026, principalmente devido ao aspeto das fotografias que capta.
Para algumas pessoas, é refrescantemente diferente da fotografia demasiado polida dos smartphones atuais, conforme relatado pelo Cult of Mac.
O sensor de 5 MP, o alcance dinâmico limitado e o processamento de imagem mais antigo produzem fotos com contraste mais acentuado, ruído visível e um caráter ligeiramente granulado.
Numa altura em que os smartphones modernos suavizam agressivamente a pele, realçam cores e dependem muito da fotografia computacional, a geração Z tem recorrido ao iPhone 4 para imagens que parecem mais cruas e autênticas.
Enquanto que para alguns é uma forma de nostalgia digital, para outros é uma escolha criativa deliberada, usando hardware antigo para alcançar um aspeto difícil de replicar com telefones mais recentes, mesmo com filtros.
A nostalgia tem marcado os últimos anos
Nos últimos anos, a geração Z tem explorado a nostalgia de várias formas, muitas vezes rejeitando tendências modernas que consideram excessivamente polidas, artificiais e menos autênticas.
Desde logo, na forma de vestir, com a geração Z a procurar peças vintage e acessórios retro, recusando aderir à moda rápida e massificada massa, vendo-a como impessoal e descartável.
Depois, na música, repescando os vinis e as cassetes; nos jogos, voltando a usar consolas antigas e plataformas clássicas; e na fotografia e vídeo, captando os seus momentos com câmaras analógicas.
Conforme explorámos anteriormente, as novas gerações já estavam, em 2023, a resgatar os telefones dos anos 2000, com o objetivo de limitar o seu tempo de ecrã.
O regresso dos dumb phones
Na altura, vimos, também, os chamados dumb phones estavam a ser resgatados pelos jovens dos Estados Unidos, com empresas a trabalharem em dispositivos mais intencionais e minimalistas.
O cofundador de uma dessas empresas, Joe Hollier, da Light, ressalvou que não se tratava de ser "inerentemente anti-tecnologia", mas antes de "escolher conscientemente como e quando utilizar que aspetos da tecnologia que contribuem para a minha qualidade de vida".
De facto, a geração Z cresceu num mundo saturado de informação, notificações constantes e experiências digitais que exigem atenção permanente e produtividade quase contínua.
Esta sobrecarga está, ainda hoje, a levar muitos a procurarem refúgio na simplicidade dos "bons velhos" tempos, olhando-os como uma forma de desacelerar, reconectar com experiências mais tangíveis e recuperar a sensação de controlo sobre o seu tempo e criatividade.
Fonte: Pplware.





