29 de abr. de 2026

Há um dispositivo tecnológico que está a transformar a cirurgia às cataratas

 Apple Vision Pro está a afirmar-se num terreno inesperado: o bloco operatório. Nos Estados Unidos, o dispositivo já foi utilizado em centenas de cirurgias às cataratas ao longo do último ano, demonstrando que o seu potencial vai muito além do entretenimento ou produtividade. Com as novas versões, a tecnologia poderá chegar a qualquer centro hospitalar como uma ferramenta de auxílio nas cirurgias e não só!

Imagem cataratas nos olhos

Da inovação ao bloco operatório

A primeira cirurgia deste tipo ocorreu em outubro de 2025, pela mão do oftalmologista Eric Rosenberg, da SightMD. Foi um marco. Pela primeira vez, um procedimento cirúrgico desta natureza recorreu a um headset de computação espacial.

O médico destacou sobretudo dois fatores decisivos: a elevada resolução das imagens e a ergonomia do equipamento.

Em cirurgias de elevada precisão, como as cataratas, a qualidade visual e o conforto são determinantes para reduzir erros e fadiga.

ScopeXR: o cérebro por trás da experiência

O avanço não se deve apenas ao hardware. A plataforma ScopeXR, co-desenvolvida por Rosenberg, é o elemento que transforma o Vision Pro numa ferramenta cirúrgica.

Este software permite:

  • Visualizar em tempo real imagens estereoscópicas vindas de microscópios cirúrgicos
  • Integrar dados clínicos diretamente no campo de visão
  • Ligar especialistas remotamente, com áudio bidirecional

Na prática, um cirurgião pode operar enquanto partilha exatamente o que vê com colegas em qualquer parte do mundo. Isso abre portas à colaboração instantânea, formação remota e apoio em casos complexos.

Rosenberg descreve o sistema como uma forma de tornar os cirurgiões “mais seguros, mais inteligentes e mais conectados”, acrescentando que esta tecnologia redefine o conceito de sala de operações moderna.

Um novo paradigma para a medicina

O impacto vai além das cataratas. O Apple Vision Pro já foi utilizado noutros procedimentos, como colonoscopias, artroscopias do ombro e até cirurgias de fusão da coluna no Reino Unido.

Além disso, há aplicações emergentes fora do bloco operatório:

  • Apoio à comunicação em doentes com lesões na medula espinhal ou Esclerose Lateral Amiotrófica
  • Visualização de cirurgias para melhorar a compreensão dos pacientes
  • Investigação em interfaces baseadas em sinais cerebrais

O futuro passa por aqui

Apesar do preço elevado, cerca de 3500 dólares (cerca de 3200 euros), o Vision Pro está a encontrar um nicho claro na área da saúde. A próxima evolução deverá chegar com atualizações do visionOS, esperadas na WWDC 2026, marcada para junho.

Se a tendência se mantiver, a sala de operações do futuro poderá ser um espaço híbrido, onde o físico e o digital se fundem em tempo real, com especialistas ligados globalmente e decisões suportadas por dados visuais avançados.

iPhone 17 não liga após descarga completa? Solução “caseira” foi encontrada

 Todos nós já passámos por isso. O telefone desliga-se, liga o cabo imediatamente e, alguns segundos depois, o pequeno ícone vermelho da bateria aparece no ecrã. Para alguns proprietários de iPhone 17, este cenário tranquilizador não acontece. Um jornalista norte-americano relata ter ligado o seu iPhone Air ao USB-C poucos segundos após o dispositivo se desligar. O resultado: nada.

iPhone bateria descarga problema

Sem logótipo da Apple, sem ícone de bateria vazia, sem sinal de vida. Pesquisando no Reddit e no iFixit, descobriu que o problema também afeta o iPhone 17 e o iPhone 17 Pro. Os relatos são todos notavelmente semelhantes, como um guião copiado e colado de um tópico online para outro. A bateria descarrega, o telefone desliga-se. Volta a ligá-lo com um cabo, e o ecrã permanece teimosamente preto. 

Uma reinicialização forçada não resolve o problema. Trocar o cabo, o adaptador ou a tomada também não ajuda. No caso documentado pelo jornalista, nem o Mac conseguiu detetar o dispositivo através do Finder. É fácil imaginar o pânico inicial: um telefone que custa mais de 1.000 euros e que não parece mais do que um pisa-papéis de alta tecnologia.

O fenómeno parece ser esporádico, o que o torna ainda mais intrigante. Não ocorre a cada descarga completa, nem em todos os dispositivos. O jornalista observa que o seu iPhone Air já tinha apresentado problemas de bateria anteriormente, sem este problema. Os relatos continuam dispersos por alguns tópicos do Reddit e do iFixit, o que impossibilita avaliar a verdadeira extensão do problema. A Apple, por sua vez, não se pronunciou.

A solução passaa por ligar a um MagSafe

A solução mencionada em todos os relatos pode ser resumida numa frase. Colocar o iPhone num carregador MagSafe e esperar cerca de quinze minutos. No caso documentado, o telefone reiniciou após dez minutos de carregamento sem fios. Era como se o controlador de carregamento USB-C não conseguisse manter um fluxo de corrente estável para uma bateria descarregada. O carregador MagSafe, por outro lado, fez isso sem qualquer problema.

O sinal mais revelador é a reação nas Apple Stores. Vários utilizadores relatam que os técnicos da Genius Bar, ao depararem-se com um iPhone "descarregado" após uma descarga completa, utilizam de imediato um carregador MagSafe. O facto de os próprios funcionários da Apple conhecerem esta solução alternativa sugere que o problema foi identificado internamente, mesmo que nenhum documento oficial o mencione.

O bug não é irreversível. Mas significa ter um carregador MagSafe à mão no momento crítico, no carro, durante as viagens ou longe de casa. Para um dispositivo que custa pelo menos 1.000€, este tipo de detalhe é difícil de aceitar. A Apple não se pronunciou, mas pelo menos tem um argumento convincente para vender acessórios MagSafe juntamente com o telefone.