21 de jan. de 2022

Uma vitória para a Apple! Já não precisa vender o iPhone com os EarPods na caixa em França

 Quando apresentou o iPhone 12 em 2020, a Apple tomou uma decisão que muitos consideraram errada e até pouco lógica. A gigante de Cupertino removeu da caixa do seu smartphone todos os elementos que considerou serem desnecessários.

Claro que conseguiu isto na grande maioria dos países onde vende o iPhone, mas alguns mercados reagiram. Em França teve problemas, mas agora essa obrigação foi revertida e a Apple pode finalmente remover os EarPods da caixa do iPhone.

Apple iPhone EarPods França caixa

Uma barreira para a Apple em França

Com base na sua preocupação ecológica, a Apple resolveu remover da caixa do iPhone o carregador e os EarPods. Esta ideia lógica e prática foi barrada em alguns países, fruto de legislações que impediam que um ou outro destes elementos fossem removidos da caixa do iPhone. 

No caso de França, onde a Apple teve um destes problemas, os EarPods tiveram de ser mantidos. O país tinha uma lei obrigava os fabricantes a terem presentes nos seus equipamentos um kit mãos livres ou uns auscultadores. Estes servem para proteger as crianças com menos de 14 anos contra a radiação eletromagnética.

Apple iPhone EarPods França caixa

Caixa do iPhone muda a 24 de janeiro

Estava previsto que este cenário fosse alterado, com uma nova lei que conseguiria superar a anterior. Esta nova especificação vem alterar a disposição da anterior e passa a a exigir apenas que precisam garantir que existem auscultadores compatíveis estejam disponíveis para venda separadamente e como acessório opcional.

A informação foi apresentada pela operadora Fnac que alertou os seus clientes em França para esta mudança. Do que revelou, esta mudança foi aprovada no final de 2021 e visa reduzir a pegada ambiental na França. A partir de 24 de janeiro a mudança acontece.

Apple iPhone EarPods França caixa

EarPods deixam de ser obrigatórios

Esta mesma informação revelou ainda que a mudança será também aplicada nos restantes fabricantes e que, por exemplo, a Xiaomi já está fora desta obrigação. Mesmo com este dado, a Apple ainda mantém no seu site a informação da presença dos EarPods na caixa do iPhone.

Certamente que esta mudança é uma vitória para a Apple, que assim se livra da necessidade de ter presente os EarPods na caixa do iPhone. Consegue assim dar mais um passo rumo ao seu plano de remover todos estes elementos desnecessários e que os utilizadores já têm consigo.

Fonte: Pplware.

Epic Games volta a brigar com Apple devido a 'monopólio' no iOS


 A Epic Games apresentou nesta quinta-feira (20) um recurso e voltou para estender a batalha judicial contra a Apple no caso da App Store. Entre outras coisas, o processo original acusava a Apple de praticar monopólio na venda e distribuição de aplicativos em dispositivos com iOS.

O pedido de recurso por parte da Epic Games aconteceu em setembro, logo que a sentença foi divulgada, mas apenas agora o texto do apelo foi submetido. A apelação sugere que, caso não seja revertida, a sentença pode ser prejudicias às políticas antitruste.

Sentença ambígua

O caso transitou na corte por mais de uma ano foi encerrado em setembro de 2021, obrigando a Apple a suspender algumas restrições para pagamentos dentro de aplicativos rodando no iOS.  Entretanto, a Juíza Gonzales Rogers entendeu que, considerada isoladamente, a distribuição de aplicativos exclusivamente via App Store não configura monopólio por uma tecnicalidade.

"As evidências de fato sugerem que a Apple esteja beirando o poder de mercado substancial, ou poder de monopólio, com sua fatia do mercado. [A] Apple só foi salva por sua fatia de mercado não ser maior".

Texto da apelação deve fechar o cerco

A Juíza ainda afirmou que, como a Epic Games focou na exclusividade de distribuição de aplicativos e não na fatia abarcada do mercado de jogos mobile, a sentença da acusação de monopólio foi favorável à Apple.

Por conta do processo, Fortnite só está acessível no iOS via serviços de streaming de jogosPor conta do processo, Fortnite só está acessível no iOS via serviços de streaming de jogosFonte:  Epic Games 

Por considerar a sentença insuficiente, a Epic Games não voltou a publicar Fortnite na App Store e imediatamente abriu recurso. Ao que tudo indica, a apelação deve retificar a redação com aberturas legais do processo original, além de explicitar que a" conduta da Apple é precisamente o que a lei antitruste proíbe".

Fonte: Tecmundo.

WhatsApp Beta para iOS: Migração de backups do Android está na forja

 É uma das carências do WhatsApp para iOS. Se um utilizador quiser sair do Android e começar a usar iOS, tem de recorrer a aplicações de terceiros para portar todas as suas conversas de uma lado para o outro. Contudo, esta opção, depois de muito solicitada, estará já a ser preparada nas versões beta para o sistema operativo do iPhone.

Segundo informações, a versão 22.2.74 já está a contemplar novidades para a migração bidirecional do chat.

WhatsApp prepara finalmente opção muito desejada pelos utilizadores

O WhatsApp trabalha há algum tempo na ferramenta que permitirá oficialmente mover as mensagens do Android para o iOS e vice-versa. Atualmente, isso não é oficialmente suportado. Portanto, se o utilizador mudar de um smartphone Android para iOS, ou o contrário, precisará deixar as suas mensagens anteriores para trás ou usar software de terceiros. Contudo, a nova versão beta do WhatsApp, a 22.2.74, para iOS continua a preparar-se no caminho certo.

Esta opção ainda não está disponível publicamente. No entanto, a WABetaInfo fez algumas descobertas na aplicação e encontrou mais indicações de uma introdução iminente.

Imagem WhatApp beta com migração de mensagens para e de iOS

O WhatsApp perguntará durante a configuração se as mensagens devem ser migradas do Android. Isso só será possível durante a configuração inicial do WhatsApp no ​​iOS. Quem ignorar esta etapa, já não poderá voltar atrás.

Sem dúvida que é uma ferramenta muito interessante, apesar de haver aplicações de terceiros que já o façam com muita qualidade. Aliás, tem sido recorrente recebermos no Consultório Pplware a pergunta essencialmente de quem quer passar de Android para iOS.

Fonte: Pplware.

20 de jan. de 2022

Apple pressionada a desativar o 2G no iPhone

 O 2G é o acrónimo de rede celular de segunda geração. As redes 2G foram lançadas comercialmente na tecnologia móvel GSM na Finlândia pela Radiolinja em 1991. Apesar da sua longevidade e de ser já muito ultrapassada, a rede ainda conta com muitos serviços que a utilizam. Contudo, pela sua estrutura ultrapassada e pelas falhas de segurança, está a ser desligada dos principais players do mercado mobile.

Depois da Google ter desativado oficialmente a rede 2G no sistema Android, a Electronic Frontier Foundation (EFF) está a pressionar também a Apple para o fazer no iPhone.

Apple deverá remover a rede 2G do iPhone

Conforme vimos recentemente, a Google adicionou uma opção no Android 12 que ativa ou desativa o recurso “Permitir 2G” nas configurações do cartão SIM.

A EFF elogiou a abordagem da Google e pediu que a Apple acompanhasse esta decisão. A fundação quer que a Apple também adicione a função de desligar a rede 2G no iPhone. Atualmente, os smartphones da empresa de Cupertino não têm essa opção. Contudo, a EFF quer que a Apple tome essa decisão sobretudo para melhorar a segurança dos utilizadores móveis porque existem muitas brechas de segurança na rede 2G.

Conforme revelamos, a rede 2G surgiu em 1991 e tem uma história de mais de 30 anos. Naquela época, não havia muita atenção pela segurança. Então, nesse ponto, a tecnologia tem muitas carências. Há riscos efetivos bem identificados.

 

Rede insegura e com muitos ataques ao serviço

Um dos problemas de segurança identificados passa pela fraca criptografia da rede 2G nas comunicações entre os telemóveis e as antenas GSM. Isso permite que os hackers intercetem facilmente as telecomunicações e as mensagens de texto dos utilizadores. Aliás, conseguem mesmo invadir os dispositivos móveis sem enviar nenhum pacote de dados.

Outro buraco na segurança passa pela ausência de tecnologia de autenticação com os operadores na rede 2G. Assim, podem ser injetados "operadores falsos" conseguindo os mal-intencionados enviar mensagens de texto de spam e chamadas de assédio que muitas pessoas recebem.

Estes são apenas dois dos principais problemas de segurança, apesar de a rede e tecnologia 2G terem uma infinidade de problemas nesse sentido. A partir da rede 4G, estas vulnerabilidades foram corrigidas gradualmente. No entanto, existem simuladores de operadores que podem ser rebaixados para 2G e continuam a sofrer as vulnerabilidades anteriores.

Assim, existem alguns utilizadores de rede mais altos que podem encontrar problemas de segurança 2G.

 

Reino Unido irá eliminar rede 2G até 2033

De acordo com a Reuters, o Reino Unido disse que eliminará gradualmente as suas redes móveis 2G e 3G até 2033. Isso permitirá que o país liberte ondas de rádio para redes 5G e, eventualmente, 6G. Estas redes não serão operadas e serão muito úteis para carros autónomos, drones e tecnologias de realidade virtual.

O governo britânico afirmou que todas as quatro operadoras no Reino Unido – EE, Vodafone, O2 e Three concordam com este cronograma. A British Telecom, que usa a mesma rede principal da EE, disse em julho que eliminará o 3G no início de 2023. A empresa então eliminará o 2G que tem mais de 25 anos de história.

Além disso, ficou também previsto que à data do término dos serviços 2G e 3G facilitará a entrada de novos fabricantes de equipamentos no mercado, dado que não terão de suportar tecnologias tradicionais.

Fonte: Pplware.

iOS 15.3 Release Candidate está já nas mãos dos programadores

 A Apple não precisou de muitas versões beta para lançar a Release Candidate do iOS 15.3. Portanto, isso quer dizer que na próxima semana o mundo em geral irá receber a nova versão do iOS.

Esta versão, que no iPhone 13 Pro Max pesa um pouco mais de 5GB, deverá trazer algumas correções. Em termos de novidades, a Apple ainda não mostrou tudo o que prometeu. Será que vai mostrar agora?

Imagem iOS 15.3 RC no iPhone 13 Pro Max

Depois de apenas duas betas para programadores e utilizadores beta públicos, a Apple agora lança as versões Release Candidate do iOS 15.3, iPadOS 15.3, watchOS 8.4 e tvOS 15.3. Isso sugere que as atualizações podem ser lançadas ao público na próxima semana.

Conforme podemos ver no developers.apple, o número de compilação do iOS 15.3 RC é 19D49. Tal como temos avançado nas versões beta, esta era a altura para a Apple cumprir o restante das promessas que fez ao lançar o iOS 15. Contudo, a Apple diz nas notas de lançamento do iOS 15.3 que esta versão inclui correções de bugs e atualizações de segurança. Logo, é sugerido que todos os utilizadores façam esta atualização.

Assim, esta versão também não incluiu o nenhum novo recurso ou melhoramento importante. O tão esperado recurso Controlo Universal.

Os outros novos betas lançados pela Apple hoje incluem:

  • iPadOS 15.3 beta RC (Build: 19D49)
  • watchOS 8.4 beta RC (compilação: 19S546)
  • tvOS 15.3 beta RC (compilação: 19K545)
  • macOS Big Sur 11.6.3 RC (compilação: 20G413)

O iOS 15.3 RC está disponível através do processo normal, descarregar via OTA. 

Fonte: Pplware.

19 de jan. de 2022

Apple Lisa: Um desastre de computador que custava 10 mil dólares e que a NASA confiava

 A história da Apple é rica em muitos momentos de glória tecnológica, apesar de ter fracassos que quase lhe custaram a sobrevivência. Contudo, hoje é a empresa mais valiosa do mundo. Há 30 anos, a empresa lançava no mercado o seu computador dedicado ao mundo empresarial, o Apple Lisa. Sim, foi um fracasso, caro, mas deu àquela pequena equipa muita experiência.

O Apple Lisa foi um computador pessoal concebido na Apple Computer, Inc. no início da década de 80. Oficialmente, "Lisa" significava "Local Integrated Software Architecture", mas era também o nome da filha do co-fundador da Apple, Steve Jobs.

Apple Lisa: Um desastre de computador que custava 10 mil dólares e que a NASA confiava

Apple Lisa, uma máquina poderosa, mas muito cara

O projeto Lisa foi iniciado na Apple em 1978 e evoluiu para um projeto de conceção de um poderoso computador pessoal, com uma interface gráfica de utilizador (GUI), que seria direcionado para clientes empresariais.

Em setembro de 1980, Steve Jobs foi forçado a abandonar o projeto Lisa, pelo que se juntou ao projeto Macintosh. Ao contrário da crença popular, o Macintosh não é um descendente direto de Lisa, embora existam semelhanças óbvias entre os sistemas e a revisão final, a Lisa 2/10, foi modificada e vendida como o Macintosh XL.

Atenção que quando juntamos a palavra desastre ao projeto Lisa não tem a ver com a qualidade da máquina. O Lisa era um sistema mais avançado (e muito mais caro) do que o Macintosh daquela época em muitos aspetos, tais como a sua inclusão de proteção de memória, multitarefa cooperativa, com sistema operativo sofisticado baseado em disco rígido, um protetor de ecrã incorporado, uma calculadora avançada com uma fita de papel e RPN, suporte para 2 megabytes de RAM, slots de expansão e um ecrã de maior resolução.

Foram precisos muitos anos até que várias destas características fossem implementadas na plataforma Macintosh. A proteção de memória, por exemplo, só apareceu no sistema operativo Mac OS X em 2001. O Macintosh, no entanto, apresentava um processador 68000 mais rápido (7,89 MHz) e som.

A complexidade do sistema operativo Lisa e os seus programas carregavam o microprocessador Motorola 68000 de 5 MHz de modo que o sistema ficasse lento, particularmente quando se deslocava nos documentos.

 

Há 30 anos era uma "fruto proibido"

O Lisa foi introduzido pela primeira vez em 19 de janeiro de 1983 a um custo de 9.995 dólares (atualmente custaria algo como 22 mil euros). É um dos primeiros computadores pessoais comerciais a ter uma interface gráfica e um rato. Utilizava uma CPU Motorola 68000 a uma frequência de relógio de 5 MHz e tinha 1 MB de RAM.

A Lisa original tinha duas unidades de disquetes de dupla face Apple FileWare 5¼ polegadas, mais conhecida pelo nome de código interno da Apple para a unidade, "Twiggy". Tinham uma capacidade de aproximadamente 871 kilobytes cada, mas exigiam disquetes especiais.

As unidades tinham a reputação de não serem fiáveis, pelo que o Macintosh, que foi originalmente concebido para ter um único Twiggy, foi revisto para utilizar uma unidade de microfloppy Sony 400k em janeiro de 1984. Foi também oferecido um disco rígido externo opcional de 5 MB ou, mais tarde, um disco rígido Apple ProFile de 10 MB (originalmente concebido para o Apple III).

Apple Lisa (1983)

Com tantos problemas e a um preço "astronómico", a Apple sentiu necessidade de lançar uma nova versão. Assim, em janeiro de 1984 apareceu o Apple Lisa 2. Este foi lançado no mercado a um preço entre os 3.495 e os 5.495 dólares. Estava agora muito mais barato que o modelo original.

A empresa de Cupertino deixou cair também as unidades de disquete Twiggy a favor de uma única microfloppy Sony de 400k. Foi possível comprar o Lisa 2 com um ProFile e com apenas 512k de RAM. A versão final da Lisa disponível incluia um disco rígido interno opcional de 10 MB fabricado pela Apple, conhecido como o "Widget".

 

Fiasco empresarial

O Apple Lisa revelou-se um fracasso comercial para a Apple, o maior desde o desastre Apple III de 1980. Os clientes empresariais pretendidos não conseguiram pagar o preço elevado do Lisa e optaram, em grande parte, por comprar  PCs IBM menos caros, que já estavam a começar a dominar a informática empresarial de secretária.

O maior cliente do Lisa foi a NASA, que utilizou o LisaProject para a gestão de projetos e que se viu confrontada com problemas significativos quando o Lisa foi descontinuado.