14 de dez. de 2025

Apple pode ter dado, sem querer, um murro na mesa contra proibições do iMessage

 A Apple poderá ter criado, quase por acidente, uma barreira técnica que torna extremamente difícil para qualquer governo, mesmo o russo, bloquear o iMessage (e a app Mensagens).

No caso da proibição de FaceTime na Rússia, justificada pelas autoridades russas com o argumento de uso da plataforma para “terrorismo”, tinha-se como óbvio que se o mesmo critério fosse aplicado ao iMessage, este também seria bloqueado.

Contudo, aponta-se agora que o design técnico do iMessage torna esta opção complexa: o tráfego de iMessage está fundido com o sistema de notificações push da Apple, usado para todo o ecossistema iOS.

Ou seja: desativar o iMessage implicaria desativar notificações para todas as apps iOS, um impacto demasiado amplo, capaz de comprometer o funcionamento normal dos dispositivos.

Intenção original ou consequência acidental?

A análise sugere que esta integração não foi necessariamente construída para evitar bloqueios governamentais, na altura, o objetivo teria sido driblar a vontade de operadores telecom de bloquear o serviço, visto que este reduziria a procura por SMS.

Mas, mesmo se não intencional, o efeito prático é o que interessa: uma proibição generalizada de iMessage deixaria muitos iPhones inutilizados como smartphones modernos, algo difícil de justificar para um governo, mesmo autoritário.

O que isto representa para liberdade e privacidade global

No contexto atual, no qual regimes com tendências autoritárias procuram limitar apps com encriptação ponta-a-ponta, o iMessage pode sair reforçado.

incapacidade técnica de banir o serviço de forma isolada torna-o mais resiliente a tentativas de censura digitais.

Para utilizadores, isto significa que muitas das conversas via iMessage podem continuar seguras e inacessíveis a governos, mesmo em países com forte controlo estatal das comunicações.

Fonte: Pplware.

Google Maps passa a guardar o local de estacionamento sem ter de fazer nada

 Continuando a senda de alterações, a Google resolveu melhorar o seu serviço de mapas com uma novidade, que muitos esperavam há anos. O Google Maps no iOS passou a ativar o guardar automático da localização de estacionamento e adiciona ícones de carros personalizados para marcar onde estacionou.

Google Maps estacionamento guardar iOS

A Google começou a implementar uma melhoria no Google Maps que permite à aplicação detetar automaticamente quando o carro foi estacionado e guardar a localização sem que o utilizador tenha de fazer nada. Esta é uma funcionalidade experimental que foi observada em versões preliminares da aplicação para dispositivos iOS. Além disso, esta versão de pré-visualização introduz um detalhe visual extra. 

Falamos da utilização de ícones de carros personalizados para marcar o lugar de estacionamento. De notar que a opção de guardar locais de estacionamento não é nova, uma vez que a aplicação oferece várias versões desta funcionalidade há anos. Até então, este salvamento exigia ação manual do utilizador; com a atualização, o processo será automático.

A nova funcionalidade permite que a aplicação detete lugares de estacionamento quando o condutor está no carro e se liga ao veículo via USB, Bluetooth ou CarPlay. Após estacionar, o Google Maps guardará a localização e mantê-la-á durante 48 horas, a menos que o utilizador a apague antes ou volte a conduzir.

Totalmente automático no iOS e por 48 horas

Atualmente, esta funcionalidade automática foi apenas implementada no iOS, enquanto no Android o processo permanece manual. Ainda não há indicações de quando será adicionada a deteção automática, mas a Google deve apostar em manter esta sua versão atualizada com esta novidade importante.

Google Maps estacionamento guardar iOS

A atualização também permitirá que os utilizadores utilizem o seu ícone de carro personalizado para marcar o local de estacionamento. Tradicionalmente, este local era representado por um ícone “P”, mas agora irá exibir o mesmo ícone de automóvel utilizado para a navegação. Os utilizadores que tiverem uma destas imagens personalizadas configuradas na aplicação deverão começar a ver esta integração imediatamente.

Esta mudança, ainda que simples, irá facilitar a vida a muitos utilizadores. Sem terem de se preocupar, rapidamente vão encontrar onde estacionaram os seus carros, bastando olhar ao Google Maps. No limite, podem sempre pedir instruções para navegar até esse local.

Fonte: Pplware.

25 de nov. de 2025

iPhone dobrável deverá custar mais de dois mil euros

 O mercado dos smartphones dobráveis está já recheado de propostas, assinadas por várias marcas bem conhecidas, como a Samsung. Entretanto, apesar dos rumores que se acumulam há anos, a Apple tem estado a adiar o seu modelo, que deverá custar mais de dois salários mínimos nacionais, conforme estimado agora.

iPhone dobrável da Apple

Pelo engenho que se lhes reconhece, os smartphones dobráveis são um desafio para as marcas, especialmente em termos de usabilidade e durabilidade.

Ora, neste campeonato não joga ainda a Apple, que tem adiado o lançamento da sua proposta dobrável, aguçando não apenas a curiosidade dos entusiastas, mas dos críticos da marca, também.

A juntar-se aos muitos rumores que foram surgindo ao longo do tempo está mais um, desta vez, relacionado com o preço.

Dobrável da Apple poderá custar mais de dois salários mínimos nacionais

O analista da Apple Ming-Chi Kuo disse anteriormente que espera que o iPhone dobrável custe entre 2000 e 2500 dólares. Por sua vez, Mark Gurman, da Bloomberg, revelou esperar que o preço fique em torno de 2000 dólares.

Entretanto, mais recentemente, o analista Arthur Liao, da Fubon Research, partilhouque prevê um preço de 2399 dólares para o iPhone dobrável. Em Portugal, este valor deverá corresponder a pouco mais de dois salários mínimos nacionais, ou seja, 2074 euros.

iPhone dobrável da Apple

À semelhança de outros dobráveis disponíveis no mercado, a Fubon Research sugere que o iPhone será caro, devido aos componentes premium que a Apple planeia usar: o painel do ecrã e a dobradiça deverão elevar o preço para o limite superior das expectativas do mercado, ou seja, os 2500 dólares previstos pelo analista Ming-Chi Kuo.

Partindo do pressuposto de que a procura pelo dispositivo dependerá do preço que a Apple definir, a Fubon acredita que a empresa poderá vender cerca de 5,4 milhões de unidades, em 2026.

A procura global por smartphones poderá cair durante o ano, e os dobráveis serão o "único destaque" no mercado de smartphones do próximo ano.

Fonte: Pplware.

Cadeia de retalho vendeu acidentalmente iPad Air por 15 euros e quer recuperá-los

 Uma grande cadeia de retalho ofereceu modelos de iPad Air de 13 polegadas a portadores de cartões de fidelização por 15 euros, com encomendas online e vendas para recolha em loja processadas e os iPads entregues aos novos proprietários.

iPad Air com uma promoção "incrível"

A empresa demorou 11 dias a perceber que tinha cometido um erro e está agora a pedir aos clientes que compraram os iPads que os devolvam ou paguem quase o preço total por eles.

Infelizmente, para o retalhista, os termos e condições associados à encomenda não excluíam erros de preço.

Wired relata que o erro foi cometido pelo gigante tecnológico de retalho MediaWorld, em Itália.

A 8 de novembro, surgiu no site da MediaWorld, um retalhista europeu de eletrónica, uma oferta para portadores de cartões de fidelização. O negócio: um iPad Air por 15 euros em vez dos habituais 879 euros. Sem truques, sem condições […]

O processo foi simples, mesmo para quem encomendou online […] Na loja, o pagamento de 15 euros foi processado com sucesso e a MediaWorld entregou os iPads como esperado.

Onze dias depois, porém, a MediaWorld enviou um simples email, não uma comunicação formal por correio registado, afirmando que o preço publicado era claramente incorreto. A empresa pediu então aos clientes afetados que escolhessem entre duas soluções: ficar com o iPad e pagar a diferença para corresponder ao preço, mas com um desconto de 150 euros; ou devolvê-lo e receber o reembolso dos 15 euros e um voucher de desconto de 20 euros pelo incómodo.

Serão obrigados a devolver?

Os termos e condições não tinham quaisquer cláusulas que excluíssem erros de preço, com a MediaWorld a tentar apoiar-se num princípio mais geral do direito contratual.

A lei italiana diz que uma empresa pode anular um contrato se o erro fosse óbvio. No entanto, um advogado de consumidores citado no artigo disse que existem tantos tipos diferentes de promoções, algumas claramente concebidas para gerar publicidade, que não se pode esperar que os consumidores saibam com certeza que se tratava de um erro e não de uma promoção para um número limitado de vendas.

Além disso, a empresa não emitiu qualquer notificação legal formal, limitando-se a enviar um email aos clientes com as duas opções.

Não se sabe como irá terminar esta história, mas por agora é provavelmente aconselhável que os clientes mantenham os iPads e não respondam ao email.

Fonte: Pplware.