24 de jun. de 2021

Apple: Executivo sugere que os utilizadores que querem sideloading no iOS mudem para Android

 A Apple tem sido confrontada por alguns reguladores da concorrência pela forma como a empresa gere o seu sistema operativo iOS e como nele as aplicações são disponibilizadas. Isto é, as entidades querem que a Apple abra o acesso ao iOS a outras lojas e não apenas à App Store, a isso é chamado de carregamento lateral (sideloading). Tim Cook já veio dizer que este tipo de ação poderá destruir a segurança do iPhone. A União Europeia é uma das entidades que dedica especial atenção e a atual Lei dos Mercados Digitais poderá forçar o sideloading no iPhone.

Agora, um executivo da Apple sugere aos utilizadores que querem ter a opção de várias lojas para download de apps que se mudem para o Android.

Ilustração: quer sideloading mude de iOS para Android

Android tem cerca de 47 vezes mais malware do que o iOS, diz Tim Cook

A Apple publicou hoje cedo um relatório detalhado delineando em termos flagrantes o impacto negativo que o carregamento lateral (sideloading) teria no iPhone e iPad, chamando especificamente a atenção para os impactos que teria na privacidade e segurança dos utilizadores.

Agora, a empresa continua o seu esforço de relações-públicas, com um executivo a sugerir, numa entrevista, que os utilizadores que desejem carregar lateralmente as aplicações devem passar para o Android.

Numa entrevista ao site Fast Company, o chefe de privacidade do utilizador da Apple, Erik Neuenschwander, disse que abrir as portas para aplicações de lojas de terceiros no iPhone e iPad, o que permitiria aos utilizadores descarregar aplicações da web e de outros mercados de aplicações para além da Apple App Store, poderia levar o utilizador a ser “enganado ou ludibriado nalgum beco escuro”.

O executivo, que apareceu na conferência de desenvolvimento da empresa no ano passado, acabou por dizer que o iOS não é a plataforma para os utilizadores que desejem carregar aplicações de outras lojas, sugerindo que estes deveriam mudar para o Android.

“O sideloading neste caso está, na verdade, a eliminar a escolha. Os utilizadores que desejam este acesso direto a aplicações sem qualquer tipo de revisão têm hoje em dia o sideloading noutras plataformas. A plataforma iOS é aquela em que os utilizadores compreendem que não podem ser enganados ou ludibriados num beco escuro, ou num caminho lateral onde vão acabar com uma aplicação sideloading, mesmo que não o pretendessem.

Referiu o executivo da Apple.

 

Sideloading é a porta de entrada de malware para qualquer sistema operativo

Atualmente, as aplicações devem passar pelo rigoroso processo de revisão da App Store da Apple, mas se o sideloading fosse permitido, as aplicações seriam capazes de contornar o processo de revisão. Neuenschwander também disse que as aplicações de sideloading deixariam o utilizador vulnerável a vírus, malware, e muito mais.

Hoje, temos as nossas técnicas de defesa, temos as nossas políticas de defesa políticas, e depois ainda temos o próprio cuidado dos utilizador

Disse Neuenschwander, referindo-se aos processos da App Store da Apple. O sideloading iria negar estas defesas, segundo o executivo da empresa de Cupertino.

Mesmo os utilizadores que pretendem – eles próprios pensaram conscientemente que só vão descarregar aplicações da App Store – bem, os atacantes sabem disso, por isso vão tentar convencer este utilizador de que estão a descarregar uma aplicação da App Store mesmo quando isso não está a acontecer. Realmente, é preciso pensar muito criativamente, muito expansivamente, como um atacante tentaria ir atrás de tantos utilizadores com dados tão ricos no seu dispositivo. E assim os utilizadores serão atacados independentemente de pretenderem ou não navegar em lojas de aplicações que não sejam da Apple.

Disse Neuenschwander.

Ao contrário da natureza rigorosamente controlada do iPhone e do iPad, os utilizadores podem descarregar e executar aplicações de outros locais que não a App Store no macOS.

Imagem iPad Pro com App Store

 

Sideloading: Comparar o macOS ao iOS é fazer uma comparação desonesta

Neuenschwander tentou fazer uma distinção clara entre iOS e macOS, salientando que o iPhone é um dispositivo que os utilizadores têm sempre com eles, transportando informações pessoais, tais como a sua localização. Observou que os dados no iPhone são “mais aliciantes” para um potencial atacante, em comparação com as informações no Mac.

[O iPhone] é o dispositivo que transporta consigo. Por isso, sabe a sua localização. E, portanto, alguém que o atacasse obteria detalhes sobre o seu padrão de vida. Tem um microfone, e portanto é um microfone que poderia estar à sua volta muito mais do que é provável que seja o seu microfone Mac. Portanto, o tipo de dados sensíveis [no iPhone] é mais aliciante para um atacante.

Realçou Erik Neuenschwander, especialista da Apple em segurança e privacidade.

O executivo da Apple continuou a explicar a diferença de utilização entre o iPhone e o Mac. Segundo Neuenschwander, os utilizadores dos Mac tendem a descarregar apenas algumas aplicações necessárias para o seu trabalho e não explorar outras aplicações. Pelo contrário, os utilizadores do iPhone descarregam continuamente aplicações, tornando o sideloading mais perigoso, de acordo com o executivo.

O padrão de utilização do Mac – apenas o estilo, a forma como as pessoas utilizam esta plataforma – tende a ser aquela onde as pessoas obtêm algumas aplicações que utilizam para fazer o seu trabalho ou para um hobby, e depois atinge um estado estável.

Mas o que todos vimos é que as plataformas móveis, incluindo o iPhone, são aquelas em que os utilizadores descarregam aplicações numa base contínua. E isso dá a um atacante mais oportunidades de entrar e chegar a esse utilizador. Portanto, a ameaça do lado do iOS é muito maior do que a ameaça do lado do Mac.

Concluiu o especialista em segurança.

 

Unanimidade em relação à importância do sideloading nos macOS versos iOS

Craig Federighi, o chefe de software da Apple que supervisiona o desenvolvimento de iOS e macOS, disse durante o seu testemunho para a ação em tribunal relativa ao caso Epic Games que o nível de malware no Mac está a um nível inaceitável, possivelmente avisando que níveis semelhantes de malware poderiam chegar ao iPhone se o carregamento lateral fosse ativado.

Portanto, há uma avaliação desmesurada que parece não ter em conta os problemas de segurança e os responsáveis da Apple estão a combater de forma firme. A Apple definitivamente não quer permitir que o iOS tenha sideloading.

Fonte: Pplware.

Apple lança nova atualização revista do firmware dos AirTags

 Os AirTags continuam no foco da Apple e, depois de no início deste mês terem recebido uma atualização do seu firmware, hoje volta a haver novidades.

Segundo as informações, esta nova versão do firmware (1.0.276) é uma revisão da atualização que foi disponibilizada há dias.

Imagem AirTags da Apple

Apple refina os AirTags

O novo firmware ‌dos AirTags‌, versão 1.0.276, tem um número de compilação 1A287b, enquanto o firmware anterior tinha um número de compilação 1A276d.

O firmware 1.0.276, que saiu no início de junho, adicionou melhorias de segurança anti-stalking, e esta nova versão provavelmente apenas refina estes recursos.

Como a versão do firmware não mudou, não é possível distinguir o novo firmware do antigo na aplicação Encontrar (Find My), nem ficará aparente quando o firmware dos ‌AirTags‌ tiver sido atualizado.

Não há como forçar uma atualização dos AirTags, porque é algo que é feito remotamente através de um iPhone quando ligado. Para garantir que a atualização aconteça, pode colocar o seu AirTag ao alcance do seu ‌iPhone‌, mas tem que esperar que o firmware seja implementado no dispositivo.

 

Como podemos ver a versão do firmware?

A Apple não deixou esta informação com acesso direto. Assim, para podermos descobrir a versão do software atualmente instalado para um AirTag que temos, basta fazer o seguinte:

  • Abra a aplicação Encontrar.
  • Depois selecione a AirTag da lista no separador Objetos.
  • Agora toque no indicador de bateria no painel deslizante para cima.

Conforme vão reparar, ao tocar no indicador de bateria alternará uma nova visualização que mostra o número de série e a versão do software do acessório. Toque novamente para voltar à hora da última atualização e ao estado da bateria.

 

Como descobrir o número de série de qualquer AirTag

Se deseja descobrir o número de série de uma AirTag que não é sua, existem duas maneiras fáceis de fazer isso.

Se tiver um dispositivo iPhone ou Android compatível com NFC, simplesmente segure o AirTag próximo ao scanner NFC no seu telefone.

Imagem AirTag com smartphone Android

Isso lançará um site da Apple que inclui o número de série do AirTag, bem como informações de contacto, caso o proprietário tenha colocado o AirTag no Modo Perdido.

O número de série do AirTag também é impresso fisicamente no próprio dispositivo. E então ainda pode encontrar as informações sem ser emparelhado na app Encontrar.

Fonte: Pplware.

23 de jun. de 2021

iPhone 13: notch menor, um conjunto de câmaras maior e informação dos preços

 Estamos a poucos meses de conhecer o novo iPhone 2021 da Apple, que uns não querem que se chame iPhone 13 e que trará muita tecnologia de ponta no que toca a smartphones. Do que se sabe, apenas pelos rumores, a Apple irá manter o espeto do iPhone 12, mas vai fazer alguns ajustes quer ao nível do notch, quer ao nível do grupo fotográfico.

Num vídeo de conceito, é ilustrado isso mesmo, com o possível design final do novo smartphone da empresa de Cupertino. Mas há mais hipotéticas novidades.

Ilustração iPhone 13 da Apple

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iPhone 13 ou iPhone 12 S?

Se tudo correr como é normal, a Apple apresentará em setembro o novo iPhone. A seguir uma linha tradicional de nomenclatura, este será o iPhone 13. Contudo, além dos supersticiosos, outros vaticinam que este será um iPhone 12S. Seja como for, o iPhone 2021 terá várias novidades que se vão destacar do iPhone 12.

A começar pela frente do equipamento, a Apple irá ter uma evolução no ecrã, este trará tecnologia LTPO. Graças a um novo arranjo do conjunto do Face ID, que o tornará menor, também o notch será menor.

Ilustração do ecrã do iPhone 12S com notch menor

O que é LTPO?
LTPO é a sigla que significa óxido policristalino de baixa temperatura. Resumindo, esta tecnologia permite que um ecrã mude dinamicamente a sua taxa de atualização sem a necessidade de nenhum componente de hardware adicional entre a unidade de processamento gráfico de um dispositivo e o controlador de ecrã.

A Apple desenvolveu a tecnologia LTPO e usa-a no Apple Watch Series 4 em diante para dimensionar uma taxa de atualização de 60 Hz para 1 Hz, ajudando assim o smartwatch a durar mais. Portanto, adotar esta tecnologia para ecrãs de smartphones ajudaria a reduzir o consumo de energia. 

Todos os novos modelos do novo iPhone incluirão painéis AMOLED flexíveis, enquanto os modelos Pro apresentarão, portanto, uma taxa de atualização de 120Hz. Para aqueles que esperavam uma opção de armazenamento de 1 TB, há rumores que a Apple deverá manter as mesmas opções de armazenamento que tem hoje no iPhone 12.

Imagem do suposto novo ecrã com notch menor

 

Novas lentes e mais poder de fotografia no iPhone 12S… ou 13!

No que toca ao SoC, este virá equipado com o A15 e deverá ser fabricado também com a tecnologia de 5 nanómetros, apesar da Apple já estar a trabalhar nos 3 nanómetros.

No conjunto de câmaras, a empresa de Cupertino atualizará todas as principais dos dispositivos deste ano. Assim, o novo iPhone 2021 incluirá tecnologias de estabilização de imagem por deslocação do sensor.

Ilustração conjunto de câmaras maior no iPhone 2021

Para os modelos Pro, não só as câmaras ultra-panorâmicas agora estarão equipadas com lentes 6P (que é um upgrade em relação à geração anterior), mas também serão capazes de funções de foco automático. Deve ser destacado que os scanners LiDAR estão disponíveis apenas nos modelos Pro.

Os rumores mais recentes referem que os novos iPhones serão mais grossos (espessura aumentará 0,26 mm) e terão as lentes das câmaras maiores – pelo menos na linha Pro. Todos os modelos terão 5G e quando se fala em todos os modelos, já não se deve contar com o iPhone mini, dado que a Apple já parou a sua produção no iPhone 12.

Preço e disponibilidade

Se a data de lançamento do iPhone 13 seguir o padrão da Apple para lançamentos anteriores, poderemos ver este dispositivo chegar às lojas na quarta sexta-feira de setembro de 2021. Isso seria 24 de setembro.

No que toca aos preços, os rumores apontam para que a Apple tenha os seguintes preços:

  • iPhone 13 com ecrã de 6,1 polegadas começa nos 929 euros
  • iPhone 13 Pro com ecrã de 6,1 polegadas começa nos 1179 euros
  • iPhone 13 pro Max com ecrã de 6,7 começa nos 1279 euros

Basicamente a Apple seguirá os mesmos preços do iPhone 12. Para este novo modelo, segundo a TrendForce, a Apple tem como objetivo a venda de 223 milhões de unidades.

Fonte: Pplware.

Participação da Intel no mercado dos portáteis pode cair para 80% e culpa é da Apple

 O mercado assiste a uma interessante guerra de hardware, entre diferentes marcas de diferentes segmentos. Entre estas está a competição entre os novos processadores Apple Silicon, que alimentam os seus computadores Mac, com os chips da agora rival Intel.

Segundo os dados recentes, a Apple tenciona cortar 50% dos seus pedidos com CPUs Intel. Desta forma, espera-se que a participação no mercado dos portáteis da fabricante norte-americana caia para 80% até ao final do ano de 2022.

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Se antes a Apple recorria à Intel para contar com os seus processadores nos Macbooks, agora a empresa de Cupertino tornou-se mais autónoma com o lançamento dos seus próprios chips Apple Silicon. Desta forma, os computadores portáteis da maçã passaram a trazer os próprios processadores da marca, alteração que foi muito bem recebida pelos consumidores

Mas, como consequência, a vida ficou um pouco complicada para os lados da Intel.

Participação da Intel no mercado dos portáteis pode cair para 80%

Uma recente pesquisa do jornal DigiTimes, indica que a Apple tem planos para cortar 50% dos seus pedidos por computadores com processadores Intel ainda em 2021. Esta decisão trará então dissabores à Intel que, de parceira, passou a ser concorrente direta da empresa de Cupertino.

Desta forma, estima-se que com este corte, a participação da Intel no mercado de portáteis x86 caia 10% no final do ano de 2022. Isto porque, para já, a Apple cortará metade dos pedidos com os processadores da fabricante mas, em breve, deverá não aceitar mais pedidos sequer, vendendo apenas Macs com o seu chip Apple Silicon M1.

Assim, com a Apple a conquistar possivelmente 10% do mercado dos portáteis, e a AMD a manter os seus 10%, prevê-se que a participação da Intel caia para menos de 80% em 2023.

Intel responde e destaca a qualidades dos seus produtos

Por sua vez, o site Wccftech contactou a Intel e obteve algumas informações adicionais. A fabricante relembra os bons resultados conseguidos no seu primeiro trimestre, destacando a capacidade e qualidade dos seus produtos. Segundo a Intel “…esperamos continuar a mostrar que a tecnologia Intel é sempre certa para os clientes que desejam as melhores experiências e mais opções”.

A fabricante mostra-se ainda bastante confiante com a chegada dos seus processadores Alder Lake para portáteis. Estes chips vão então oferecer uma maior capacidade de personalização, melhor eficiência energética e maior poder de processamento.

Fonte: Pplware.