6 de ago. de 2026

Telegram foi temporariamente suspenso pela Apple devido a imagens de abuso de menores

 A Apple deu um passo firme contra o Telegram. Depois de a Rússia ter emitido um mandado de detenção na semana passada contra Pavel Durov, por alegada colaboração com terroristas. A Apple foi enérgica e removeu a aplicação da App Store sem aviso prévio depois de ter detetado conteúdo que violava as suas regras relativas a material de abuso sexual de menores (CSAM).

Telegram Apple Store iPhone

As regras da App Store da Apple são claras e bem conhecidas. As aplicações com conteúdo perigoso, que incitem à violência ou abuso infantil não podem ser publicadas. Durante uma revisão de rotina das aplicações publicadas, a Apple descobriu que o Telegram permitia este tipo de material no seu serviço e decidiu removê-lo imediatamente.

Segundo a Apple, o Telegram permite grupos dentro da aplicação que contenham material de abuso infantil, vendam produtos proibidos e promovam a violência, razão pela qual não pode estar disponível na App Store. A polémica, porém, durou pouco, pois a própria aplicação confirmou a remoção deste tipo de conteúdo, e a Apple restabeleceu o download e a listagem do Telegram na App Store.

Isto não é propriamente uma surpresa, embora o Telegram se tenha defendido afirmando que tem ferramentas para analisar grupos de aplicações e remover aqueles que violam as suas regras. Embora isto nem sempre seja instantâneo, a empresa vangloriou-se de ter excluído mais de 22 milhões de grupos que violaram as suas políticas durante o ano de 2026.

Utilizadores do iPhone já podem usar de novo

E é aqui que surge a controvérsia. Há a dúvida se são as aplicações de mensagens responsáveis ​​pelos grupos criados ou pelas conversas entre utilizadores. O Telegram reconhece parte da culpa, embora afirme que a aplicação destes filtros é eficaz. A empresa quis também ser firme com a Apple, publicando um comunicado no Twitter dirigido à empresa de Cupertino: "Estou confiante de que esta postura será aplicada igualmente a todas as outras aplicações."

Após a controvérsia e depois de o Telegram ter confirmado a remoção dos grupos em questão, a Apple decidiu que poderia restabelecer a disponibilidade da aplicação na App Store. De facto, a aplicação já aparece novamente nos resultados de pesquisa no iPhone e pode ser instalada sem problemas.

Quem já tinha a aplicação instalada, provavelmente não detetou qualquer alteração no seu funcionamento, uma vez que a restrição da Apple apenas afetou o download. Não teve qualquer impacto na utilização da aplicação já instalada nos iPhones, Macs ou iPads da empresa.

Apple vai permitir sincronizar a área de transferência entre iPhone e Windows

 A Apple planeia disponibilizar uma funcionalidade que permitirá aos utilizadores copiar e colar conteúdos entre o iPhone e computadores com o sistema operativo Windows. Estamos perante um passo histórico na interoperabilidade entre sistemas concorrentes.

novidade foi detetada nos registos de pedidos de interoperabilidade da Apple na União Europeia. A empresa liderada por Tim Cook aceitou desenvolver um mecanismo que viabiliza a partilha e a importação de elementos da área de transferência do iPhone com computadores Windows emparelhados.

No pedido original, submetido no início de 2026, a Microsoft explicou que não conseguia disponibilizar uma ferramenta equivalente à Área de Transferência Universal da Apple, que facilita a partilha imediata entre dispositivos do ecossistema da marca.

Com esta alteração, os utilizadores poderão beneficiar de uma sincronização simplificada.

Funcionamento técnico da nova integração do iPhone com Windows

A Apple confirmou que irá criar uma solução baseada em frameworks já existentes, semelhantes às utilizadas para as notificações e atividades em tempo real.

Através do AccessorySetupKit, a Microsoft poderá solicitar permissão para aceder à área de transferência do telemóvel, exigindo o consentimento explícito do utilizador para cada computador emparelhado.

Este processo garante que a transferência de dados ocorre de forma segura e sem comprometer a integridade do sistema operativo.

Apesar de ser uma excelente notícia para quem trabalha com sistemas híbridos, o desenvolvimento desta funcionalidade exigirá um esforço de engenharia considerável. A tecnológica de Cupertino prevê concluir os trabalhos no final de 2027, altura em que deverá disponibilizar uma versão de testes para programadores.

Metade da receita global de smartphones vem da Apple e do iPhone

 Não é novidade que o mercado dos smartphones está a abrandar nas vendas e que isso se está a refletir nos fabricantes. Ainda que com este cenário menos positivo a dominar, a Apple atingiu um marco importante. Garantiu que metade da receita global de smartphones vem das vendas do iPhone.

iPhone vendas smartphones Apple

A Apple alcançou um marco importante ao garantir 49% da receita global de smartphones no segundo trimestre de 2026. Dados recentes publicados pela empresa de estudos Counterpoint Research revelam o domínio da Apple no mercado global de smartphones no segundo trimestre de 2026. A empresa conseguiu, sozinha, captar 49% da receita global total de smartphones durante este período.

Apesar da queda das remessas em todo o setor, a Apple aumentou significativamente a sua receita, estabelecendo um novo recorde para o segundo trimestre. Esta conquista consolida ainda mais a forte posição da empresa no mercado. A receita global com smartphones aumentou 7% em relação ao ano anterior, atingindo os 109 mil milhões de dólares, estabelecendo um novo recorde para o segundo trimestre. Os preços médios de venda a retalho também subiram 17% para 400 dólares durante o mesmo período.

A receita da Apple com smartphones aumentou 22% em comparação com o mesmo período do ano passado . As remessas cresceram 13%, enquanto o preço médio de venda do iPhone subiu de 879 dólares para 946 dólares. O principal fator por detrás deste desempenho financeiro é atribuído à forte procura pela série iPhone 17. A empresa alcançou a sua maior quota de mercado de sempre no segundo trimestre, aumentando a sua quota de 17% para 21%.

iPhone vendas smartphones Apple

Como está o resto da concorrência nos smartphones

A Samsung continua a manter a sua liderança de mercado com uma quota de 23% das remessas. A China, a Europa e os mercados emergentes desempenharam um papel crucial na trajetória de crescimento da Apple. Enquanto os dispositivos Android sofreram aumentos de preço devido a problemas de memória, a decisão da Apple de manter os seus preços estáveis ​​tornou os modelos de iPhone numa alternativa mais atrativa para os consumidores. Esta estratégia de preços permitiu à empresa obter uma vantagem significativa sobre os seus concorrentes.

Em termos de receitas, a Samsung ficou em segundo lugar, atrás da Apple, com uma quota de 16%. A receita e os envios da Samsung aumentaram 9%, enquanto o preço médio de venda manteve-se estável nos 270 dólares. Entre os cinco maiores fabricantes do mercado, a Xiaomi registou a queda mais significativa. As remessas da empresa caíram 26% e a sua receita diminuiu 17%. Apesar disso, o preço médio de venda dos produtos da Xiaomi aumentou 13%.

Outros grandes fabricantes, como a OPPO e a vivo, também sofreram perdas de receitas. Estas empresas terminaram o período com quebras de receitas de 10% e 11%, respetivamente.

Siri AI será um serviço pago? Apple vai cobrar a quem utilizar bastante a IA

 A Apple desenvolveu uma versão melhorada da sua assistente de voz, com inteligência artificial generativa. Infelizmente, a Siri AI não será totalmente gratuita. Tim Cook alertou agora que os utilizadores que queiram usá-la com mais frequência necessitarão de uma subscrição do iCloud+.

Siri AI IA Apple Tim Cook

Após meses de atrasos, a Apple revelou uma nova Siri. Chamada Siri AI, esta assistente de voz virá equipada com IA quando o iOS 27 chegar. Poderá finalmente realizar ações dentro das apps da Apple, aproveitando dados disponíveis, como a localização. Para assinalar a ocasião, a Apple irá também a lançar uma app com um histórico completo de conversas. 

Com a Siri AI, a Apple pretende rivalizar com o ChatGPT e o Claude. Esta nova Siri com inteligência artificial será gratuita, mas só até certo ponto. Durante a apresentação dos resultados financeiros trimestrais, a Apple indicou que serão necessárias subscrições para a utilização generalizada da Siri com IA. 

A notícia chega de Tim Cook, CEO cessante da Apple. Foi questionado sobre os custos computacionais da Siri. Após afirmar que a Apple ainda não tem um plano concreto, Cook sugeriu que "os utilizadores que pretendam utilizá-la intensivamente" terão de considerar "opções de upgrade no iCloud+". 

Por outras palavras, os utilizadores frequentes da Siri precisarão de uma subscrição se quiserem utilizá-la constantemente. Estas subscrições permitirão que "os utilizadores comprem mais recursos", indicou Tim Cook.

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Apple vai cobrar a quem utilizar bastante a IA

Durante a conferência com investidores, Tim Cook reconheceu que o equilíbrio entre os custos suportados pela Apple e os passados ​​​​às subscrições do iCloud+ permanece "incerto neste momento". 

A empresa suportará uma parte dos custos associados à IA, mas apenas até um determinado limite. Não é claro quantos pedidos à Siri se vão poder fazer por dia antes do limite, ou se esse limite irá variar com o plano iCloud+.

Na Europa, a questão continua longe de ser levantada. De facto, a nova versão da Siri não estará disponível no mercado europeu, pelo menos inicialmente. A DMA impede a Apple de implementar a Siri na sua forma atual. 

A Comissão Europeia acredita que a Apple deve permitir que outros assistentes de IA acedam ao sistema em condições justas. A Apple alega que esta exigência criará "perigos óbvios" para os seus clientes.

iOS 27 vai tornar a partilha de localização muito mais inteligente para quem usa Apple Watch

 A Apple prepara uma pequena, mas importante melhoria para a aplicação Encontrar (Find My) no iOS 27. A novidade resolve uma limitação antiga: a localização partilhada deixa de depender exclusivamente de um único dispositivo, permitindo que o Apple Watch assuma automaticamente esse papel quando o iPhone não está por perto.

Imagem das novidades no iOS 27

O problema atual

Até ao iOS 26, a funcionalidade de partilha de localização estava associada apenas a um dispositivo escolhido pelo utilizador, normalmente o iPhone. Isso significava que, se a pessoa deixasse o iPhone em casa e levasse apenas um Apple Watch com ligação à rede móvel, a localização partilhada continuava a mostrar a posição do iPhone e não a do utilizador.

Na prática, amigos e familiares viam uma localização incorreta, mesmo que o Apple Watch soubesse exatamente onde o utilizador se encontrava.

O que muda no iOS 27

Com o iOS 27, a Apple torna este processo muito mais inteligente. Em vez de existir apenas um dispositivo responsável pela localização, o sistema passa a escolher automaticamente aquele que representa melhor a posição real do utilizador.

Se o iPhone estiver em casa e o Apple Watch estiver no pulso, será o relógio a fornecer a localização aos contactos autorizados. Assim que o iPhone voltar a acompanhar o utilizador, o sistema poderá voltar a utilizá-lo como referência, sem qualquer intervenção manual.

Imagens das novidades do iOS 27

iOS 27 traz funcionalidade ideal para quem pratica desporto

Esta melhoria faz todo o sentido para o crescente número de utilizadores que utilizam o Apple Watch de forma independente.

Quem sai para uma corrida, caminhada ou passeio de bicicleta apenas com o relógio deixa de ter de escolher entre transportar o iPhone ou perder a precisão da localização partilhada.

A funcionalidade também beneficia situações em que familiares acompanham o percurso de crianças, idosos ou atletas em tempo real.

Outras novidades do Encontrar

A Apple também introduz novas opções de privacidade e controlo na aplicação Encontrar.

Entre elas estão:

  • Definir uma duração personalizada para a partilha da localização, durante minutos, horas ou dias;
  • Escolher uma data e hora específicas para terminar automaticamente a partilha;
  • Pausar temporariamente a localização para determinados contactos até ao final do dia.

Estas opções oferecem maior flexibilidade e evitam que o utilizador tenha de se lembrar de desativar manualmente a partilha quando esta deixa de ser necessária.

Um pequeno detalhe que melhora a experiência

Não se trata de uma funcionalidade revolucionária, mas é um exemplo de como a Apple continua a eliminar pequenas frustrações do dia a dia.

Para quem utiliza o Apple Watch como dispositivo principal durante algumas horas do dia, esta alteração garante que a localização partilhada corresponde finalmente à realidade, sem qualquer configuração adicional. É uma melhoria discreta, mas que torna o ecossistema Apple mais consistente e inteligente.