10 de out. de 2022

A Lufthansa está ou não está a proibir os AirTags nas bagagens?

 Surgiram recentemente algumas notícias onde é indicado que a companhia aérea Lufthansa proibiu o transporte do dispositivo de localização AirTag da Apple dentro da bagagem. A informação partiu mesmo de uma mensagem na conta do Twitter da empresa. Contactada sobre o assunto, a transportadora aérea respondeu a dizer que não tinha "proibido os AirTags e que não existe qualquer orientação ou regulamento da Lufthansa para proibir os AirTags".

Apesar de não visar diretamente qualquer dispositivo em particular, existe um regulamento permanente da ICAO (Organização Internacional da Aviação Civil) sobre tais dispositivos, mas isto não tem nada a ver com a Lufthansa ou qualquer outra transportadora. Então, em que ficamos?

Ilustração mapa com AirTag da Lufthansa

Uma vez que os AirTags permitem aos passageiros vigiar a localização da bagagem despachada após esta ter sido registada, o pequeno dispositivo de monitorização tornou-se uma adição popular ao conteúdo da bagagem despachada de muitos viajantes.

Há já muitos relatos de malas perdidas pelas empresas transportadoras e recuperadas pelos proprietários (ou pela polícia) graças à localização fornecida pelos AirTags.

Como tal, as companhias aéreas estão a começar a perceber que este dispositivo de localização permite ao passageiro confirmar que a sua mala desapareceu mesmo antes deste ter saído da porta do avião (como já aconteceu).

Há já alguns relatos interessantes sobre estes dispositivos e a maneira como ajudam as pessoas. Um passageiro contou que um amigo, piloto de uma grande companhia aérea europeia, partilhou com ele que se estava a preparar para o "pushback" (procedimento pelo qual um avião é rebocado desde a porta de embarque, até à taxiway) e a tripulação de cabine transmitiu uma mensagem invulgar de um passageiro a bordo.

Segundo o piloto, o passageiro afirmava que a sua bagagem registada não estava a bordo e que tinha de ser carregada, ou que ele próprio iria buscar a mala para dentro do avião. Uma situação que poderia facilmente transformar um voo que estava programado para partir a horas, num voo que agora atrasado.

Mas o que diz o regulamento sobre estes dispositivos?

Segundo informações e mesmo depois da empresa ter tweetado sobre o assunto, dizendo expressamente "Lufthansa is banning activated AirTags from luggage...", a explicação remete para a regra geral da IATA.

Assim, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) estabelece as regras para o que pode e não pode ser transportado a bordo e publica-as no seu manual "Regulamento de Mercadorias Perigosas". Se uma política existente da IATA for considerada insuficientemente robusta, as companhias aéreas podem fazer pequenas alterações às suas próprias políticas.

Quando se trata do transporte de dispositivos eletrónicos portáteis, os conselhos aos passageiros da Lufthansa espelham os da IATA.

Assim, sem entrar nas especificidades da bateria que alimenta o AirTag, a política da IATA afirma inequivocamente que, "os dispositivos na bagagem registada devem ser completamente desligados".

Durante a recente época alta de viagens na Europa, a escassez de pessoal nos aeroportos e nas companhias aéreas separou muitos passageiros das suas bagagens despachadas. As regras da IATA sobre mercadorias perigosas para o transporte de dispositivos eletrónicos portáteis não sofreram alterações, nem a Lufthansa fez qualquer alteração aos mesmos.

Imagem de bagagem com localizador e ecrã

Antes dos AirTags

Em 2016, as companhias aéreas da Star Alliance e a RIMOWA estabeleceram uma parceria para lançar uma mala com uma etiqueta eletrónica incorporada. Depois, tiraram silenciosamente o produto do mercado devido a preocupações com o incêndio das baterias.

Na altura, a RIMOWA, uma marca alemã de bagagem de luxo, e a Lufthansa colaboraram para criar uma gama exclusiva de malas que facilitaria a experiência de check-in dos passageiros. As malas de alumínio e policarbonato da RIMOWA deveriam ser redesenhadas com uma etiqueta de bagagem eletrónica integrada alimentada por um visor E Ink Mobius.

Os passageiros podiam usar a aplicação da Lufthansa para fazer o check-in das suas malas via Bluetooth, que ligava a sua etiqueta inteligente à companhia aérea e o seu bilhete de avião. A Lufthansa imprimiu então os seus bilhetes de bagagem, que incluem o seu destino, detalhes, e uma faixa alfandegária da UE. Limitada ao voo da Lufthansa, foi a primeira vez que tal tecnologia foi utilizada.

Dois anos mais tarde, a etiqueta eletrónica de bagagem que a RIMOWA introduziu parecia estar a terminar prematuramente a sua existência, uma vez que o fabricante de malas já a tinha removido da sua nova coleção.

A tecnologia da Rimowa Electronic Tag, particularmente a fonte de energia da bateria, tinha sido uma causa de disputa entre as companhias aéreas. Muitas companhias aéreas, de acordo com os proprietários, exigiam-lhes que removessem as baterias antes que a mala eletrónica fosse verificada.

Por volta de 2018, a SAS também realizou ensaios utilizando um tipo semelhante de etiqueta eletrónica de mala, mas abandonou a ideia. Antes da entrada em cena das AirTags, dizia-se que a RFID era a tecnologia futura para localizar a bagagem.

Recentemente, a Qantas introduziu a sua Q Bag Tag, uma etiqueta de mala permanente que permite aos clientes QF despachar facilmente a sua bagagem quando voam dentro da rede doméstica da companhia aérea. É uma ideia que outras companhias aéreas devem seguir.

Além de acrescentar uma fonte de receitas extra com a venda das etiquetas, a Qantas utiliza a etiqueta também para fins de branding. Portanto, os AirTags podem ou não ser usados?

Fonte: Pplware.



Apple lança iOS 16.0.3 com várias correções e melhorias de serviços

 A Apple continua a corrigir alguns dos primeiros bugs que afetam o iOS 16, assim como afina o sistema operativo no iPhone 14 e iPhone 14 Pro. A empresa está agora a lançar o iOS 16.0.3, que inclui correções de bugs adicionais e melhorias de desempenho para notificações, para a aplicação Câmara, além de outras melhorias.

Esta versão está disponível para todos os equipamentos que sejam suportados pelo iOS 16.

Imagem iOS 16.0.3 no iPhone

Pode atualizar o seu iPhone para o iOS 16.0.3, o utilizador deverá ir a Definições > Geral > Atualização de software. Depois vai encontrar a nova versão e a descrição das novidades.

E estas então são as seguintes:

  • As notificações de chamadas recebidas e de aplicações poderiam ser apresentadas com atraso ou não serem entregues no iPhone 14 Pro e iPhone 14 Pro Max;
  • O volume do microfone poderia baixar durante chamadas telefónicas através do CarPlay em modelos de iPhone 14;
  • A câmara poderia demorar a iniciar-se ou a mudar entre modos no iPhone 14 Pro e iPhone 14 Pro Max;
  • O Mail bloqueava ao ser iniciado após receção de um e-mail inválido.

Portanto, se tem um iPhone 8 ou seguintes, então instale que vai ter melhorias. A Apple deixará aqui mais informações.

Apple lança também o watchOS 9.0.2

A Apple também trouxe aos Apple Watch algumas correções. Assim, se foram à app Watch no iPhone e procurarem nas Definições vão encontrar as correções para o seguinte:

  • Interrupções para streaming de áudio em Spotify
  • As notificações de alarme de sono continuam depois de o alarme ser eliminado para os utilizadores do AssistiveTouch
  • Sincronização incompleta dos dados de Carteira e Fitness para o relógio Apple recém emparelhado
  • Áudio do microfone interrompido para alguns utilizadores Apple Watch Series 8 e Ultra

Em resumo, o novo sistema operativo do iPhone e dos Apple Watch está cada vez mais apurado e sem bugs (pelo menos aqueles que são quase um hábito no lançamento de cada nova versão do iOS e watchOS)

Fonte: Pplware.

Apple Watch: funções do relógio impressionam internautas


 A linha de relógios inteligentes Apple Watch é conhecida pelo seu caráter premium, com preços que ultrapassam os R$ 10 mil em alguns modelos no Brasil. No entanto, além de ser um produto de ponta, o smartwatch com logo de maçã também impressiona em suas funcionalidades relacionadas à saúde e bem-estar.

Nesta semana, usuários brasileiros do relógio compartilharam relatos no Twitter mostrando o poder do relógio inteligente. Tudo começou após uma notícia que ganhou notoriedade no mundo: uma usuária descobriu que estava grávida graças aos dados coletados pelo smartwatch.

Getty Images

A influenciadora digital Maju Trindade repercutiu o caso e compartilhou uma história envolvendo o smartwatch. Segundo conta Trindade, o relógio da Apple conseguiu detectar irregularidades no batimento cardíaco de seu pai, que precisou fazer uma cirurgia após o diagnóstico inicial do relógio.

Além da precisão ao medir batimentos cardíacos, outros usuários destacaram a função de detecção de queda do Apple Watch — que também está disponível em modelos concorrentes. Uma internauta relembrou o caso de um ciclista salvo pela função, que liga para os contatos de emergência ao detectar um tombo muito grave do usuário.

Uma internauta brasileira relatou que já passou por uma situação similar. "Eu caí de moto há uns dois meses e meu Apple Watch mandou a notificação pros meus contatos de emergência avisando sobre uma queda grave e minha localização", contou a usuária do Twitter identificada como Ray Fernandes.

Apple Watch descobrindo traição

As funções de saúde do Apple Watch não foram as únicas que impressionaram usuário do Twitter. Um outro caso lembrado por uma internauta foi o de uma namorada que teria descoberto a traição de seu companheiro por causa do relógio inteligente.

Enquanto a história até parece uma esquete do Porta dos Fundos lançada no ano passado, um caso assim realmente aconteceu em 2019. Pelo menos é o que contou, na época, a modelo Neyleen Ashley. Ela descobriu mensagens reveladoras quando o companheiro deixou o smartwatch em sua casa, enquanto o aparelho estava conectado ao celular.

No entanto, um caso ainda mais impressionante aconteceu com uma Fitbit, pulseira inteligente de uma empresa que agora faz parte do Google. Também em 2019, a jornalista Jane Slater disse que descobriu que estava sendo traída pelo namorado após ver que ele estava com picos de atividade física durante a madrugada, quando não estava com ela.

Fonte: Tecmundo.


Deteção de acidentes: Apple volta a explicar como funciona

 A Deteção de acidentes foi uma das grandes novidades apresentadas no evento de setembro. Esta funcionalidade, complexa, funciona na nova linha do iPhone 14, Apple Watch Series 8 e Apple Watch Ultra. Segundo a Apple, esta tecnologia tem a capacidade de interpretar vários sinais e dados recolhidos pelos sensores de forma a identificar um acidente automóvel e disparar um pedido de socorro. Vários testes e alguns cenário menos prováveis, contudo, já colocaram a tecnologia à prova.

Questionados dois executivos da Apple sobre a funcionalidade a ser ativada em passeios de montanha-russa, estes disseram que a deteção fiável de um acidente de viação é complexa, mas que funciona muito bem.

Segundo a Apple, a nova funcionalidade de Deteção de acidente pode atuar se o iPhone 14 detetar que o ocupante do veículo teve um acidente de automóvel grave. Então, o dispositivo liga para os serviços de urgência e notifica os seus contactos de emergência. Aliás, pode mesmo utilizar as chamadas de emergência via satélite.

Toda a tecnologia envolvida é combinada para um resultado o mais perfeito possível. Para isso, disse a empresa, a tecnologia utiliza uma grande variedade de pistas, incluindo coisas tão pouco visíveis como sinais Wi-Fi.

Então em termos práticos o que usa a tecnologia para detetar um acidente?

A empresa de Cupertino colocou dentro do iPhone, Apple Watch 8 e Ultra um sistema que recebe dados do acelerómetro, giroscópio, barómetro, microfone e GPS (além de mais dados de outros sistemas). Depois, com esses dados, recorrendo à aprendizagem automática e a um algoritmo treinado, o sistema deteta que houve um acidente e faz o contacto de emergência.

Na linha do iPhone 14, mais concretamente e em todos os modelos, a Apple colocou também nova tecnologia. Aliado aos mesmos sensores presentes nos Apple Watch deste ano, a Apple introduziu nos novos iPhones um giroscópio de gama alta dinâmica, assim como um acelerómetro de dois núcleos capaz de detetar forças de 256 Gs.

O sistema avalia da seguinte forma, citando a Apple:

  • Mudanças repentinas da velocidade: O novo acelerómetro de força-g elevada deteta acelerações e paragens extremas até 256 g.
  • Alterações na pressão da cabine: O barómetro deteta as alterações de pressão quando os airbags abrem.
  • Alterações abruptas da direção: O giroscópio de elevada amplitude dinâmica deteta mudanças drásticas na orientação do automóvel.
  • Sons altos provocados por impacto: Durante a condução, o microfone capta os níveis extremos do som de uma colisão. Para salvaguardar a sua privacidade, o processamento é feito no seu iPhone.
  • Testes de colisão em laboratório: Desenvolvemos algoritmos avançados de movimento através de testes de colisão frontal, traseira, lateral e capotamentos.
  • Dados de colisões reais: Recorremos também a dados públicos sobre sinistralidade para que a Deteção de acidente seja o mais precisa possível.

A Apple refere mesmo que o iPhone consegue identificar colisões graças a 1 milhão de horas de dados sobre condução e acidentes reais. Contudo, vários "youtubers" e outros meios que não da especialidade, executaram estes que... demonstraram uma fiabilidade variável nos testes de colisão.

No entanto, um problema que veio a lume é que a funcionalidade pode ser ativada inadvertidamente quando o utilizador está numa montanha russa.

O que diz a Apple sobre este assunto?

A TechCrunch falou com o vice-presidente do departamento sensing & connectivity, Ron Huang, e com o vice-presidente de marketing de produtos iPhone a nível mundial, Kaiann Drance.

Segundo estes executivos, a Apple explicou que forças Gs elevadas são a maior pista para um utilizador estar envolvido num acidente de automóvel, e isso explicaria porque é que também seria ativado em passeios de montanha russa, nos quais forças G relativamente elevadas podem ser brevemente experimentadas.

É sobretudo a detecção da Força G. A tecnologia é capaz de detectar a Força G até 256 Gs. Esta foi uma das principais diferenças para os novos acelerómetros que os novos relógios e telefones têm.

Disse Kaiann Drance.

No entanto, a empresa diz que toda a área é complexa, e não existe "nenhuma bala de prata" em termos de um indicador único e fiável. Em vez disso, a tecnologia da Apple combina uma gama diversificada de sinais para tentar detetar o acidente.

Em última análise, o giroscópio e o acelerómetro são apenas duas das peças (sensores) neste esquema. A lista inclui também o GPS para determinar que o utilizador viaja a alta velocidade, o microfone para monitorizar os sons de uma colisão e o barómetro, que deteta a mudança de pressão que ocorre quando os airbags são acionados. […]

Não há a bala de prata, em termos de ativação da deteção de acidentes. É difícil dizer quantas destas coisas têm de desencadear, porque não é uma equação direta. Dependendo da rapidez com que a velocidade de viagem foi feita, determina que sinais temos de ver mais tarde, também. A sua mudança de velocidade, combinada com a força de impacto, combinada com a mudança de pressão, combinada com o nível de som, é tudo um algoritmo bastante dinâmico" [...]

O Bluetooth e Carplay são também utilizados para determinar que se está num carro, embora nenhum deles seja estritamente necessário para a função. Para além disso, acrescentámos muitos sinais. Se se trata de ruído da estrada ou do motor, também podemos recolher essa informação. Podemos ver que os routers Wi-Fi que está a utilizar estão a mudar muito rapidamente - mais rapidamente do que se estiver a andar a pé ou de bicicleta, etc.

Explicou Ron Huang.

A Deteção de colisões pode utilizar automaticamente o SOS de satélite

A Apple disse também que o sistema tem múltiplas formas de encaminhar chamadas de emergência, que podem ser necessárias em áreas remotas. Isto inclui tentar automaticamente a capacidade SOS via satélite.

Tal como qualquer chamada 911 (112 em Portugal), tentaríamos marcar primeiro através da rede do utilizador. Se essa rede não estiver disponível, tentaremos encaminhá-la para qualquer outra operadora disponível, mesmo que não seja a operadora que tem com o seu SIM. Quando não houver cobertura, esta será ligada ao SOS de emergência via satélite.

Se por acaso tiver um acidente como este, e não houver cobertura absolutamente nenhuma onde se encontra, continuaremos a tentar ligar-nos via satélite através da capacidade de SOS de emergência.

Concluiu o executivo da Apple responsável por esta área.

Portanto, e em resumo, a tecnologia Deteção de acidentes precisa sobretudo de inputs dos sensores que medem as forças Gs, recorrendo, contudo, a outros dados registados pelos equipamentos. Além disso, e à medida que a Apple vai recolhendo mais cenários de falsos positivos, o sistema irá ser afinado até conceber um alerta perto do ponto exato.

Fica também registado que a mensagem de pedido de socorro primeiro sai pelo operador do equipamento, depois é procurado outro operador móvel, mesmo que não seja o que tem o contrato com o cliente e, por fim, o sistema de SOS por satélite é acionado.

Fonte: Pplware.