20 de set. de 2021

Benchmarks mostram chip A15 do iPad mini menos poderoso que o do iPhone 13

 A Apple lançou há alguns dias o renovado iPad mini. Este tablet não sofria atualizações há 2 anose no evento do passado dia 14 de setembro a empresa de Cupertino apresentou-o com um design moderno, novo hardware e funcionalidades acrescidas. Entre as novidades está o novo e poderoso chip da empresa que equipa o iPhone 13.

Segundo os resultados do Geekbench realizados ao processador A15 Bionic do iPad mini 6, é possível perceber que o chip é, na verdade, ligeiramente menos poderoso do que o do iPhone 13.

Imagem iPad mini com chip A15

Benchmarks mostram um A15 "contido" no iPad mini

Conforme descoberto pela MacRumors, os resultados do Geekbench mostram que o iPad é alimentado por um processador de 2,93 GHz, em comparação com o processador de 3,2 GHz usado no iPhone 13 e no iPhone 13 Pro. No entanto, esta diferença parece não ter grande impacto no desempenho.

Os resultados do teste Geekbench mostram que a pontuação do tablet mini é de cerca de 1.595 nos testes de single-core e 4.540 nos testes de multi-core. O iPhone 13 Pro, no entanto, pontua em cerca de 1.730 e 4.660 nos testes single-core e multi-core, respetivamente.

Imagem iPad mini

O novo mini vem equipado com um ecrã Liquid Retina de 8,3 polegadas

Um poderoso tablet mini

Este é sem dúvida um tablet muito bem equipado e que traz funcionalidades retiradas dos seus irmãos mais velhos e mais "Pro". Aliás, a Apple diz que o novo iPad mini proporciona um desempenho até 80% mais rápido do que a geração anterior do tablet mini, o que o torna "o iPad mini mais capaz de sempre".

No comunicado de imprensa a anunciar o novo iPad mini a Apple disse:

O iPad mini recebe um enorme impulso de desempenho do novo chip A15 Bionic, com o seu design incrivelmente eficiente que proporciona uma duração de bateria de um dia inteiro. A CPU de 6 núcleos proporciona um salto de 40% no desempenho, e a GPU de 5 núcleos proporciona um salto de 80% no desempenho gráfico em comparação com a geração anterior do iPad mini.

O A15 Bionic no iPad mini trata até das tarefas mais exigentes - desde jogos graficamente ricos, a aplicações profissionais utilizadas por designers, pilotos, médicos, e muito mais. Com o seu poderoso desempenho e design compacto, o iPad mini é a derradeira ferramenta que os utilizadores podem levar para qualquer lugar.

Não se sabe qual é a estratégia da Apple ao otimizar este chip no iPad mini com configurações diferentes. Apesar disso, os valores continuam a ser extraordinários e atiram este dispositivo para os primeiros lugares do mercado dos tablets.

Este novo iPad já pode ser encomendado, para entrega a partir do dia 24 de setembro, e tem um preço de entrada de 569 euros.

Fonte: Pplware.

Os sem-abrigo que vivem ao redor do Silicon Valley recebem ajuda que suscita dúvidas

 Embora o Silicon Valley seja amplamente conhecido por ser a casa de muitas das gigantes da tecnologia que conhecemos, o que está à sua volta parece ter inquietado as empresas. Então, a Big Tech prometeu milhares de milhões de dólares para ajudar os sem-abrigo que se instalaram sombra da região.

Contudo, levantam-se dúvidas sobre esta mudança e consequente apoio oferecido pelas gigantes.

Silicon Valley

Conforme adianta a NBC News, Andrea Urton, que cresceu sem-abrigo em Los Angeles, desde cedo testemunhou que os interesses corporativos tendem a descurar a ajuda que podem dar aos mais carenciados. Pela raiz que criou, é CEO da HomeFirst, uma organização que presta serviços aos sem-abrigo, em Santa Clara – condado que alberga o Silicon Valley. Então, foi com surpresa que recebeu uma chamada de um representante da Apple.

Queremos realmente trabalhar no desenvolvimento desta propriedade que possuímos e não queremos apenas expulsar as pessoas.

Disse-lhe o representante.

A oferta da Apple consiste em pagar milhões de dólares à organização liderada por Urton, de forma a ajudar a financiar a relocalização de dezenas de pessoas de um acampamento de sem-abrigo num terreno em San Jose – o terreno em causa pertence à empresa. Aquele seria transferido para um motel próximo ou para um parque de caravanas seguro.

Seja qual for a escolha, a Apple dispõe-se a pagá-la durante nove meses, bem como serviços sociais durante 12.

Nunca tive uma empresa que me abordasse para este nível de apoio e a sua vontade de pagar por ele.

Disse Urton.

Este esforço é semelhante a outros que as gigantes têm vindo a desenvolver para ajudar os mais carenciados. Aliás, em 2019, a Apple comprometeu-se a gastar 2,5 mil milhões de dólares para enfrentar a crise habitacional da Califórnia, e o Facebook anunciou que ia direcionar mil milhões para o mesmo objetivo.

Ajuda da Big Tech a sem-abrigo questionada

Apesar de Urton considerar que a Apple está efetivamente a oferecer ajuda, há ativistas que veem os esforços como insuficientes para resolver problemas que são, na sua opinião, contínuos. Além disso, consideram que esses problemas são, em grande parte, provocados pela própria Big Tech e, portanto, caber-lhe-ia resolver de forma mais eficiente.

É irónico, porque são em grande parte estas empresas tecnológicas que estão a criar desalojamento. Não há alojamento para todos os trabalhadores. Há alojamento para os trabalhadores da tecnologia, mas não há alojamento para os porteiros.

Disse Shaunn Cartwright, um defensor da Bay Area, que conheceu muitas pessoas da comunidade agora desalojada.

Mais do que isso, os preços médios para uma casa de família em nove condados da Bay Area e arredores atingiram os 1.34 milhões de dólares, em maio, num aumento de quase 40% por ano. Tendo em conta esses valores, um estudo do Bay Area Council Economic Institute concluiu que seriam necessários quase 13 mil milhões de dólares para acabar com o problema dos sem-abrigo nos nove condados. Esse valor cobriria os custos de construção e seria acompanhado por cerca de 3.5 mil milhões de dólares para suportar a próxima década.

A Apple tem estado há muito concentrada em ajudar a combater a crise habitacional em toda a Califórnia e a trabalhar com parceiros para apoiar as comunidades em risco e fornecer novas unidades acessíveis. Como os desafios para os arrendatários e potenciais proprietários de habitações continuam a aumentar, acelerámos o nosso apoio e já mobilizámos mais de mil milhões de dólares para novos projetos desde o início de 2020.

Disse a empresa num comunicado fornecido por Rachel Tulley, porta-voz da Apple, depois de recusar responder às perguntas da NBC News acerca do programa de realojamento.

Fonte: Pplware.

19 de set. de 2021

Apple é acusada de publicidade enganosa com MacBooks M1


 No final de julho, comentamos aqui no TecMundo que um número significativo de clientes da Apple estava reclamando nas redes sociais sobre seus MacBooks, especificamente os modelos Pro e Air com o badalado chip M1, feito com o silício personalizado da empresa da maçã. Essas queixas espalhadas pelos EUA transformaram-se em uma ação judicial coletiva, apresentada na terça-feira (14) em um tribunal da Califórnia.

Na petição inicial, os clientes afetados reclamam que as telas de seus laptops simplesmente racham do nada, ou passam a exibir linhas pretas horizontais e verticais. Os reclamantes alegam que os defeitos não decorrem de falta de cuidado, mas devido a um claro problema no próprio hardware.

Como a qualidade das telas do MacBook Pro e do MacBook Air é um dos diferenciais exaltado na publicidade dos produtos, o processo acusa a gigante de Cupertino de “marketing enganoso” e de práticas comerciais “fraudulentas”.

O que os reclamantes pedem à Apple

De acordo com a ação judicial proposta, a Apple tomou conhecimento dessa onda de defeitos, mas optou por não os divulgar aos seus clientes e continuar sua comercialização. Pior: infringiu a lei do consumidor, pois se recusou a consertar as telas mesmo dentro do período de garantia, alegando que os danos haviam sido causados pelos próprios usuários.

Na forma como apresentado ao Distrito Norte da Califórnia, o processo não pleiteia pagamento de danos ou indenização monetária da Apple. A ação solicita que a multinacional reverta o seu "falso marketing" a respeito da qualidade e confiabilidade dos displays de seus MacBooks, e que também "corrija, conserte, substitua ou de alguma forma retifique as suas práticas ilegais, injustas, falsas e/ou enganosas".

A peça jurídica concede à fabricante dos modelos supostamente defeituosos um prazo de 30 dias, contados a partir de 30 de agosto, para se manifestar. Caso contrário, a ação coletiva prosseguirá, e os danos coletivos podem chegar a US$ 5 milhões

Fonte: Tecmundo.


18 de set. de 2021

iPhones conquistam mais de metade do total das vendas de smartphones premium

 Era uma tendência que já se vinha a verificar. Assim, com base no relatório da Counterpoint, a participação de mercado premium global da Apple cresceu de 48% no segundo trimestre de 2020 para 57% no segundo trimestre de 2021. Esta números deveram-se em grande parte ao iPhone 12 e ao sucesso que conseguiu angariar. Vendem-se cada vez mais smartphones premium!

Conforme os dados apresentados, a empresa de Cupertino conseguiu manter a sua enorme participação no segmento premium de smartphones o que mais uma vez deixou para trás a sua maior rival Android, a Samsung.

Imagem iPhone 12, iPhone 12 Pro, iPhone 12 Pro Max, iPhone Se 2020, iPhgone 11 Pro Max smartphones premium

Apple domina segmento dos smartphones premium

Trimestre após trimestre, os números do relatórios de contas da Apple mostravam um forte crescimento na venda dos seus produtos, principalmente no iPhone. Com o iPhone 12, as vendas colocaram esta série como o smartphone mais vendido de sempre, batendo mesmo o iPhone 6S que detinha o recorde de 222 milhões de unidades.

Os analistas apontam que toda a série iPhone 12 venda entre 240 e 250 milhões de unidades.

Com base no relatório da Counterpoint, a participação de mercado premium global da Apple cresceu de 48% no segundo trimestre de 2020 para 57% no segundo trimestre de 2021. Conforme referido, um dos grandes obreiros destes números foi o iPhone 12.

Poderão estar a questionar-se o que considera a Counterpoint como segmento de mercado premium. A empresa considera que são os dispositivos que estão no mercado de revenda num valor acima dos 400 dólares (cerca de 340 euros).

Disto isto, o desempenho da Apple no segmento ultra-premium, onde os dispositivos estão a ser vendidos a 800 dólares (aproximadamente 680 euros) ou mais, é igualmente um feito!

Mercado dos smartphones premium está crescer

Se analisarmos todo o mercado de smartphones premium, esta faixa de preços específica representou 36% das vendas de smartphones premium no primeiro trimestre de 2021. Assim, isto representa um crescimento de 182% em relação ao período homólogo.

Apple foi responsável por quase três quartos das vendas deste segmento no segundo trimestre de 2021, acima dos 54% do ano anterior. Mais uma vez, isto deve-se em grande parte ao sucesso do iPhone 12 Pro e 12 Pro Max, como sugere o relatório da Counterpoint.

No que diz respeito à concorrência, os OEMs Android esforçaram-se por acompanhar a Apple no segmento de mercado premium. A Samsung conseguiu manter uma quota de 22% no segundo trimestre de 2020, mas esta quota caiu para 17% no segundo trimestre de 2021.

A Counterpoint salientou que isto se deve às restrições de fornecimento, mas mesmo assim, a Samsung conseguiu ver um aumento de 13% nas vendas na categoria premium durante este período.

Surpreendentemente, a Huawei continuou também a ser o maior fabricante mundial de smartphones na categoria premium. No entanto, o fabricante chinês viu um declínio e caiu para apenas 6% no segundo trimestre de 2021, de 17% no segundo trimestre de 2020.

A razão pela qual a Huawei ainda está no radar deve-se em grande parte à sua força no mercado chinês, onde continua a ser o segundo maior OEM no segmento premium.

Fonte: Pplware.



17 de set. de 2021

iPhone 13 conquistou mais chineses do que os modelos anteriores

 Durante o evento da Apple, no passado dia 14, muitas foram as novidades dadas a conhecer aos expectantes espectadores. Embora a maioria delas esteja já em pré-venda, o iPhone 13 é o produto que mais tem recebido atenção. Aliás, aparentemente, os consumidores chineses apressaram-se a encomendá-lo.

Relatórios da imprensa local alegam que foram pré-encomendados mais de 2 milhões de smartphones.

Imagem iPhone 13

De acordo com um relatório do South China Morning Post, os consumidores chineses não perderam tempo para garantir que terão o mais recente smartphone da Apple. Afinal, foram feitas mais de 2 milhões de pré-encomendas do iPhone 13 através da loja oficial da Apple na chinesa JD.com.

Este número é consideravelmente mais elevado do que o registado no ano passado, aquando do lançamento do iPhone 12, de 1,5 milhões de pré-encomendas. Mais do que isso, o South China Morning Post informou que as encomendas poderão ver-se aumentadas, uma vez que o interesse dos consumidores na plataforma Tmall da Alibaba parece elevado.

Embora o número de pré-encomendas surpreenda, tendo em conta o do ano passado, a China continua a ser um dos mercados mais importantes da Apple. Além disso, apesar de se tratar de uma atualização relativamente pequena – para muitos – regista-se um forte interesse no mais recente modelo da Apple.

Apesar do interesse dos consumidores chineses, os investidores não parecem estar, ainda, rendidos ao novo iPhone 13. Isto, porque as ações da Apple mantiveram-se relativamente estáveis ao longo da semana.

Conforme sugere o South China Morning Post, a fraca concorrência da Apple na China poderá ser uma das razões para o elevado número de pré-encomendas. Segundo adiantou, a concorrente da Apple no país, a Huawei, tem estado focada nas penalizações comerciais e não produziu nem lançou qualquer smartphone semelhante capaz de combater o iPhone 13 em termos de vendas.

Fonte: Pplware.

Apple não usa teclado FlickType e é acusada de apresentar um clone no Apple Watch

 Uma das novidades da última keynote foi o Apple Watch 7 e o seu ecrã que agora é maior. Este tem várias vantagens e uma delas é permitir escrever de forma mais fácil e rápida, independentemente do tamanho dos dedos.

Esta melhoria traz uma utilização aprimorada para os teclados neste relógio, mas há também um novo caso. A Apple está a ser acusada de não querer utilizar o teclado FlickType e de apresentar um clone no Apple Watch.

Apple Watch teclado FlickType regras

Novo problema para a Apple que pode acabar no tribunal

Para além das muitas novidades que foram apresentadas para o Apple Watch 7, uma delas resulta do seu novo ecrã de maiores dimensões. Este permite agora que esteja presente um teclado QWERTY completo, o que facilita a escrita neste equipamento.

Ao mesmo tempo, e associado a este novo teclado, surgiu uma nova confusão. Mais uma vez a Apple está a ser acusada de rejeitar e retirar da App Store uma aplicação que surge depois nos seus sistemas como uma nova função, aparentemente clonada. Desta vez é o teclado FlickType o visado.

As acusações surgem do seu criador, Kosta Eleftheriou, que no passado já apontou o dedo à Apple e terá visto a sua conhecida app ser alvo de uma reavaliação da Apple e onde surgiram problemas. Estes visavam as regras de interface humana do iOS e em particular por ser um teclado para o Watch, algo que à altura não seria permitido.

Um teclado recusado e que aparece depois no Apple Watch

Após a recusa de uma atualização, foi anunciado pelo programador que o FlickType iria ser retirado da App Store. As suas queixas junto da Apple foram muitas, sempre sem uma resolução ou uma possível solução a ser apresentada. O seu teclado foi depois removido da App Store.

O que Kosta Eleftheriou agora reclama é o surgimento de um teclado completo no Apple Watch, depois de a sua app ser constantemente recusada. Para mostrar o seu desagrado, anunciou que irá recorrer em breve aos tribunais para esclarecer esta situação.

Quer provar que a Apple terá prejudicado a sua app e que terá aproveitado a sua posição para assim destacar a sua oferta neste campo. Quer ainda provar que a gigante de Cupertino usa propaganda enganadora, pratica concorrência desleal, viola a boa-fé e pratica fraude, negligência e deturpação negligente.

A empresa já veio a público defender-se destas acusações

Naturalmente que a Apple já veio a público defender-se e refutar estas acusações de Kosta Eleftheriou. A empresa refere que toda a documentação apresentada no Twitter é antiga, remetendo a data da mesma para 2019. 

Segundo a empresa, na época, o FlickType foi removido por infringir regras da loja de apps sobre teclados no Apple Watch. No entanto, e após ter reenviado a app para revisão com uma explicação sobre as funcionalidades de acessibilidade, a atualização foi aprovada, tendo até recebido destaque na App Store.

A Apple, entretanto, reviu as suas regras e já permite teclado no Watch, com vário a estarem já disponíveis. Resta saber como este caso irá evoluir e o que irá este programador fazer, agora que a Apple tem o seu teclado completo no seu relógio.

Fonte: Pplware.