18 de nov. de 2022

Estudo confirma: AirPods Pro podem funcionar como aparelhos auditivos acessíveis

 A tecnologia inclusa nos auscultadores Pro da Apple poderão auxiliar de sobremaneira quem tem problemas de audição. As suas características permitem equiparar-se a aparelhos auditivos dez vezes mais caros. Quem o afirma são os autores de um estudo publicado na revista iScience. Segundo a investigação feita pelos cientistas de engenharia biomédica, os AirPods Pro têm a capacidade de filtrar faixas de frequência indesejadas e focar em direções específicas.

Esta sugestão já não é a primeira vez que é feita. Já em 2021 um estudo da Auditory Insightdava conta do elevado corte tecnológico deste tipo de auscultadores.

Imagem AirPods da Apple

Apple prepara os seus AirPods para ter mais Acessibilidade

Os aparelhos auditivos modernos são dispositivos sofisticados, projetados com características para, por exemplo, aliviar os zumbidos através de terapias e incorporam uma avançada tecnologia que proporciona a redução do ruído, foco automático na conversa, e elevação da voz do interlocutor. Contudo, estas características sofisticadas têm um custo.

O preço de um aparelho auditivo típico de gama média pode rondar o milhar de euros e os topo de gama podem custar vários milhares, podendo criar muitas dificuldades a quem deles precisa, dificultando o uso desta tecnologia aos mais necessitados.

Em Portugal há cerca de um milhão de pessoas com perda auditiva e segundo as últimas estimativas, 60% da população nacional com mais de 65 anos padecerá desta complicação. Já os dados das Nações Unidas referem que cerca de 2,5 mil milhões de pessoas no planeta podem sofrer perda auditiva até 2050.

Ilustração de pessoas com dificuldades auditivas

A Apple há muito tem interesse na funcionalidade de aparelhos auditivos. Já em 2013, o programa MFi da empresa foi expandido para que o iPhone adicionasse funcionalidade aos aparelhos auditivos Bluetooth.

Em 2018, o iOS 12 adicionou um recurso Live Listen – e a Apple no ano passado introduziu um recurso Conversation Boost para AirPods Pro, que aumenta a captação do microfone diretamente à sua frente, para ouvir melhor alguém quando estão a falar para o utilizador.

Capacidades do aparelho auditivo AirPods Pro

Segundo um artigo partilhado pelo WSJ, um novo estudo sugere que os AirPods Pro existentes já se comparam bem a dispositivos dedicados muito mais caros.

Um estudo publicado na revista iScience descobriu que um recurso de amplificação de som no AirPods Pro da Apple ajudou adultos com perda auditiva leve a moderada a ouvir a fala quase tão bem quanto dois aparelhos auditivos prescritos. O estudo comparou dois tipos de auscultadores da Apple com dois aparelhos auditivos de outras empresas […]

No novo estudo, o AirPods Pro não atendeu aos padrões da Food and Drug Administration para aparelhos auditivos. Mas amplificaram o som, assim como alguns dispositivos menos avançados que ajudam as pessoas a ouvir melhor

Disseram os investigadores.

O estudo foi de pequena escala, mas testes objetivos também descobriram que o AirPods Pro atendeu a quatro dos cinco padrões de aparelhos auditivos.

Num teste de som e clareza usado para avaliar o desempenho de alguns assistentes auditivos, os AirPods Pro atenderam aos padrões estabelecidos em quatro das cinco categorias, enquanto os AirPods 2 atenderam aos padrões em duas.

Os AirPods Pro ultrapassaram o limiar ideal para os níveis de ruído interno, o que poderia tornar mais difícil para os utilizadores distinguir sons e fala mais suaves.

Disse o co-autor do estudo Ying-Hui Lai, professor de engenharia biomédica na Universidade Nacional Yang Ming Chiao Tung de Taiwan.

 

Bateria é que não se compara

A maior limitação, diz um especialista, é a duração da bateria. Isto porque os AirPods também utilizam os microfones do iPhone, o que obriga a uma ligação constante de bluetooth, limitando as horas de autonomia dos auscultadores Pro da Apple.

Segundo disse Michele DiStefano, diretora do Centro de Audiologia Shelley e Steven Einhorn no Centro de Audição e Comunicação em Nova Iorque, os aparelhos auditivos (e de outros assistentes auditivos) utilizam microfones internos para captar sons ambientais, ao contrário dos AirPods.

Portanto, a Apple estará a evoluir os seus auscultadores para um patamar já onde além da qualidade do áudio, os auscultadores têm acesso a tecnologia que cuida da saúde auditiva. Esta preocupação está patente na sua App de Acessibilidade, na app Saúde e também no Apple Watch que deteta já o ruído em volta do utilizador para avaliar o estado de cansaço após exposição prolongada a ambientes barulhentos.

Fonte: Pplware.

17 de nov. de 2022

Apple lança actualização “Resposta Rápida de Segurança” para iOS 16.2 beta

 A Apple lançou hoje uma atualização de software para iOS 16.2 beta 3 e iPadOS 16.2 beta 3que inclui uma importante correção de segurança. Os detalhes do problema não estão atualmente disponíveis, mas a atualização está claramente marcada como uma correção específica de segurança.

Esta versão está, de facto, a trazer várias melhorias até na resposta da empresa a ataques à segurança dos seus equipamentos. Esta nova "ferramenta" parece ser um exemplo do empenho da Apple no combate às ameaças ao seu software.

Imagem iOS 16.2 beta 3 com Rápida Resposta de Segurança

Apple continua a afinar as ferramentas de ataque à insegurança

Esta é uma novidade que pode não ter uma ação real de correção de segurança.

Isto é, a empresa poderá estar a testar e a demonstrar o sistema de Resposta Rápida de Segurança da Apple. Esta nova característica permite que as atualizações de segurança que não afetem o firmware do dispositivo possam ser opcionalmente instaladas automaticamente.

O lançamento está disponível através do processo de atualização do software normal Definições > Geral > Atualização de software. A versão de 96,8 MB chama-se iOS Security Response 16.2 (a). A Apple diz que o "Rapid Security Response fornece importantes correções de segurança e é recomendado para todos os utilizadores".

Curiosamente, a instalação da atualização lista a versão iOS como iOS 16.2 (a), e existe uma opção para remover a "resposta de segurança" em Definições > Geral > Atualização de software > versão iOS.

Esta secção também continua a listar a versão original do iOS 16.2 beta 3 construída separadamente. Saiba mais sobre o Resposta Rápida de Segurança aqui.

Fonte: Pplware.


16 de nov. de 2022

Apple lançou a beta 3 do iOS 16.2 para programadores e trouxe novidades

 A Apple está a acelerar os testes da sua última versão do software iOS 16.2 para a poder lançar dentro de poucos dias. Como tal, a empresa disponibilizou o iOS 16.2 beta 3 aos programadores. Esta versão traz atualizações e algumas novidades. A juntar a este lançamento, a Apple disponibilizou também a beta 3 para watchOS 9.2, tvOS 16.2 e macOS Ventura 13.1.

As atualizações servem acima de tudo para manter os equipamentos atualizados e seguros, o que atualmente é um trunfo para o utilizador.

Apple lançou a beta 3 do iOS 16.2 para programadores e trouxe novidades

O que há de novo no iOS 16.2?

Os utilizadores Beta podem atualizar o seu iPhone e iPad para o iOS 16.2 beta 3 e terão acesso à versão 20C5049e, conforme podemos ver no site developers.apple.com.

O iOS 16.2 e o iPadOS 16.2 incluem algumas alterações notáveis. A aplicação de colaboração Freeform está agora disponível para utilizadores de iPad, iPhone e Mac. Há também alterações à aplicação Casa, atualizações à aplicação Meteorologia e muito mais.

Aqui está um resumo de tudo o que descobrimos até agora:

Atividades ao Vivo ou Live Activities mais frequentes

Há várias novidades ainda por disponibilizar no iOS 16 e que foram prometidas na WWDC2022. Por exemplo, esta nova versão beta irá permitir que os utilizadores mantenham atividades ao vivo atualizadas com mais frequência com iOS 16.2.

A nova opção, que ainda não está ativada no iOS 16.2 beta 1, fornecerá “Atualizações mais frequentes” para atividades ao vivo. O código já identificado confirma que, quando essa opção estiver ativada, as Atividades ao Vivo (e, consequentemente, as interações da Ilha Dinâmica) solicitarão atualizações em intervalos mais curtos para mostrar “mais informações em tempo real”.

Forma livre

Forma livre é a nova app de produtividade para desenvolver ideias e colaborar. É ideal para tirar notas, partilhar ficheiros e inserir documentos, vídeo, áudio e ligações para páginas web.

App Casa ganha mais organização

O iOS 16.2 beta 3 melhorou a nova arquitetura na aplicação Casa para uma experiência mais fiável.

Um dos principais destaques do iOS 16 é a aplicação Casa redesenhada, que faz parte dos esforços da Apple para impulsionar o HomeKit e o novo padrão Matter para dispositivos domésticos inteligentes.

Agora com o iOS 16.2 beta 3, a empresa continua a melhorar a nova arquitetura prometida na aplicação Casa, que se espera que torne a experiência mais fiável para os utilizadores.

 

SOS acionado por engano?

Com esta nova versão beta, o iOS 16.2 permite que os utilizadores informem à Apple quando o SOS de emergência é acionado involuntariamente.

A beta 3 agora solicita feedback dos utilizadores quando eles cancelam o modo SOS de emergência. O sistema mostra uma notificação que abre o Feedback Assistant para enviar dados à Apple sobre o que aconteceu naquele momento.

Ativou intencionalmente o SOS de emergência no seu iPhone?

Pode-se ler na mensagem.

Com a funcionalidade SOS emergência, o utilizador do iPhone ou Apple Watch pode pedir ajuda e avisar os seus contactos de emergência de forma rápida e fácil. Assim, quando efetua uma chamada com a funcionalidade de SOS, o iPhone liga automaticamente ao número de emergência local (112).

Também pode adicionar contactos de emergência. Quando uma chamada de emergência termina, o iPhone envia uma mensagem de texto aos seus contactos de emergência para os avisar, a menos que cancele esta opção. O iPhone envia a sua localização atual e, durante um determinado período de tempo após ter ativado o modo SOS, os seus contactos de emergência recebem atualizações sempre que a sua localização mudar.

 

Ecrãs Always-On do iPhone 14 Pro pode ser todo negro no iOS 16.2

Esta nova opção pode ser encontrada na aplicação Definições > Ecrã e brilho. Dentro deste menu encontraremos o menu Always On Display. Agora aqui existem 3 opções. A primeira é para ativar e desativar o Always On Display, depois as outras duas, uma mostra o Wallpaper(Show Wallpaper) e a outra mostra notificações (Show Notifications).

Ora, na verdade, é uma opção há muito pedida. Deixar o ecrã negro, como muitos pediram logo após o lançamento desta funcionalidade no iPhone 14 Pro. Fica muito mais interessante, no nosso ponto de vista, e com menos luminosidade para este ecrã do iPhone 14 Pro e Pro Max em "repouso".

tvOS traz mais interação com a Siri

Apesar de não ser uma funcionalidade que esteja disponível em Portugal, esta não deixa de ser uma novidade. Como tal, fica registado que a nova versão do tvOS 16.2 beta traz reconhecimento de voz multiutilizador para a Siri na Apple TV.

Que mais haverá?

Para utilizadores do iPad, o iPadOS 16.2 permite suporte para um ecrã externa com Stage Manager. No entanto, não está claro neste momento se esta atualização estará disponível ao público.

Ainda há alguns novos recursos anunciados inicialmente pela Apple na WWDC. Isso inclui atualizações no SharePlay, alterações contínuas no Stage Manager, SOS de emergência via satélite para iPhone 14 e iPhone 14 Pro... entre outras coisas.

Fonte: Pplware





15 de nov. de 2022

Quase 50% do malware do macOS vem de uma única fonte, diz relatório

 O macOS é um sistema operativo muito seguro, com ferramentas de combate ao malware que ajudam, de forma silenciosa, o utilizador a se proteger dos constantes ataques. Contudo, não há soluções perfeitas e, como tal, a luta nunca tem fim. Apesar da evolução na forma como os computadores hoje são utilizados, a engenharia simples parece funcionar. Engana-se o elemento mais frágil nesta cadeira e infeta-se a máquina. Curiosamente, segundo um relatório, quase 50% do malware do macOS vem de uma única fonte.

Saiba de onde vem o maior ataque de malware ao macOS da Apple.

Ilustração de malware no macOS

macOS é um sistema operativo cada vez mais seguro

O site Elastic Security Labs publicou o seu relatório sobre as ameaças de software em 2022. Descobertas interessantes incluem como a quantidade total de malware descoberto é dividida por sistema operativo, o tipo de malware mais popular em geral e, especificamente, o malware mais usado no Mac.

Segundo o relatório partilhado há poucas horas, grande parte da informação que conta nas 40 páginas dizem respeito ao malware para Windows e Linux. Isso faz sentido, pois a grande maioria encontrada é voltada para estes sistemas operativos.

Traduzindo esta informação em percentagens, o relatório refere que 54,4% do malware foi encontrado no Windows, 39,4% no Linux e apenas 6,2% no macOS.

Metodologia de recolha de dados

Para a abordagem da empresa para identificar malware, o relatório aponta que “a telemetria da solução Elastic Security é gerada por uma população diversificada de sensores e fontes de dados que são muito numerosos para serem descritos de forma concisa, incluindo sensores não desenvolvidos pela Elastic”.

Numa análise ao malware encontrado no Mac, a Elastic descobriu que quase 50% dele vinha de apenas uma fonte, o MacKeeper.

Para assinaturas de ficheiros macOS, o MacKeeper classificou o mais alto em ~48% de todas as deteções. O XCSSet aparece na segunda posição com uma percentagem perto dos 17%.

O MacKeeper é um pacote de software utilitário para endpoints macOS projetado para ajudar a otimizar recursos e monitorizar recursos internos. Embora o seu objetivo inicial seja ajudar os utilizadores do macOS, muitas vezes pode ser abusado por outras apps, pois possui amplas permissões e acesso a processos e ficheiros.

Ao olhar para o panorama geral de todo o malware que foi encontrado em todos os sistemas operativos, os trojans foram os mais utilizados a 80,5%, com os "criptominadores" a ficarem em segundo lugar com 11,3%.

De destacar que o ransomware ficou numa posição menos proeminente, apesar da sua ainda atual letalidade.

Segundo este relatório, "apenas" 3,7% das máquinas infetadas com malware era ransomware!

É interessante perceber que os próprios sistemas operativos ainda "confiam" demais nalgumas ferramentas que se servem de "propósitos convencionais", como o limpar o disco, o libertar RAM ou otimizar o arranque, por forma a abrir a segurança do sistema, deixando o utilizador desamparado.

De facto, o relatório tem muita informação importante a reter para uma linha de defesa primária, isto é, de escrutínio do utilizador. Para perceber tudo o que foi apresentado, veja o relatório completo que está disponível para download.

Fonte: Pplware.