A Apple está a tentar obter autorização do governo de Donald Trump para adquirir chips de memória a uma empresa chinesa sancionada. A empresa está a tentar desesperadamente mitigar o impacto da escalada de preços dos componentes.
O impacto da lista negra do Pentágono nos planos da AppleDe acordo com informações avançadas pelo Financial Times, a gigante de Cupertino iniciou uma campanha de pressão junto da administração norte-americana. O objetivo é conseguir uma licença especial para negociar com a CXMT, uma fabricante de chips que se encontra sob fortes restrições.
Esta empresa foi colocada numa lista restritiva devido a alegadas ligações às forças armadas da China, o que impede transações diretas sem o aval de Washington.
A tecnológica liderada por Tim Cook tenta assim contornar as barreiras impostas pela lista negra militar do Pentágono.
Aumento de custos força subida de preços nos Mac e iPad
A urgência desta medida surge num momento em que o mercado global de semicondutores enfrenta uma pressão inflacionária. Recentemente, a Apple viu-se obrigada a aumentar os preços de vários dos seus dispositivos mais populares, incluindo Macs e iPads.
A justificação oficial aponta diretamente para o encarecimento dos chips de armazenamento e memória. O próprio Tim Cook referiu que a empresa não tinha outra alternativa senão ajustar as margens de lucro através de uma subida generalizada de preços.
Embora a legislação norte-americana não proíba tecnicamente a compra de componentes a marcas como a CXMT ou a YMTC, as diretrizes de segurança nacional tornam o processo extremamente complexo. Para utilizar estes fornecedores sem sofrer represálias ou sanções, a Apple necessita de obter licenças específicas do Departamento de Comércio.
Cook já tinha sugerido que todas as opções de fornecimento deveriam estar abertas para garantir a estabilidade do ecossistema de produção.

