4 de jan. de 2021

MagSafe – Evolução da Apple no carregamento sem fios

 O carregamento sem fios, no mercado dos dispositivos móveis, é a principal tecnologia que visa acabar de vez com o emaranhado de cabos. O fio, como requisito para carregamento, poderá estar no final de vida. Isto porque cada vez há mais opções, mais baratas e inovadoras. A Apple correu atrás deste mercado e trouxe ao iPhone o MagSafe.

A empresa de Cupertino já usa há alguns anos o carregamento sem fios e até tentou fazer incursões mais arrojadas neste segmento, mas falhou com o AirPower. Contudo, com esta nova tecnologia dentro da sua oferta, poderá querer mais que remover os cabos. Contamos tudo.

MagSafe – Evolução da Apple no carregamento sem fios

 

Carregamentos wireless ainda são uma escolha para nicho

Apesar de estarmos já a ter produtos com excelente qualidade em termos de segurança e velocidade, ainda são poucos os utilizadores que usam esta tecnologia. Claro, a responsabilidade também está na oferta. Atualmente a tecnologia está ainda numa fase jovem e a percentagem de dispositivos no mercado que aproveitam esta característica é ainda muito reduzida.

Com a introdução do MagSafe nos novos modelos de iPhone 12 da Apple, a empresa vem sublinhar ainda mais a importância deste tipo de carregamento no futuro dos dispositivos móveis. Uma dúvida que se coloca, no entanto, é em que se difere exatamente esta tecnologia da Apple e o que vem trazer de novo ao mercado?

 

Carregamento por indução ressonante

Há uns anos já havíamos abordado esta temática. Era dito à altura que o carregamento sem fios é uma tecnologia que começou a ser aplicada em dispositivos eletrónicos ainda durante os anos 90, tendo sido trazido apenas em 2012 para os dispositivos móveis.

De uma forma muito resumida, o carregamento sem fios moderno depende das propriedades dos campos magnéticos e na habilidade de conseguirem influenciar outros meios sensíveis a este tipo de magnetismo. Este carregamento indutivo faz uso de duas bobinas, onde a eletricidade aplicada numa primeira (transmissor) cria um campo magnético no seu redor, que gerará uma corrente elétrica numa segunda bobina (recetor) que se encontra suficientemente próxima.

Do ponto de vista do consumidor, este sistema é empregue aplicando uma bobina em qualquer tipo de dispositivos de carregamento, por exemplo, um suporte, um candeeiro ou até mesmo uma secretária.

Da mesma forma, é necessário aplicar uma outra bobina do lado do dispositivo recetor, neste caso, um qualquer smartphone, que irá “captar” o campo magnético e gerar a corrente necessária para o carregamento do dispositivo.

Existem, atualmente, dois standards dentro do carregamento sem fios: o QI, produto de um grupo de empresas chamado Wireless Power Consortium e o PowerMat da Airfuel Alliance.

A Apple começou a aplicar este tipo de carregamento indutivo em 2017, com o lançamento do iPhone 8 fazendo uso da tecnologia QI como standard predefinido, permitindo a utilização de uma vasta gama de acessórios no mercado que possibilitam o aproveitamento desta tecnologia.

 

MagSafe – Uma melhoria que faz toda a diferença

Com o lançamento dos novos modelos de iPhones 12 em outubro de 2020, a Apple anunciou uma nova característica, o MagSafe. Este tipo de mecanismo foi introduzido na gama de produtos da marca durante o lançamento do MacBook Pro, em 10 de janeiro de 2006. Este representa um tipo de conetor magnético utilizado no carregamento dos portáteis da empresa.

 

Desta vez a empresa decidiu trazer esta tecnologia para os dispositivos móveis, aperfeiçoando o conceito e tornando o carregamento sem fios já existente nos modelos de smartphones anteriores, mais eficiente.

De que forma? Tentando aliviar um dos principais entraves neste tipo de carregamento. O alinhamento do dispositivo recetor com a base é crítico e influenciará largamente a eficiência do carregamento em questão.

Um alinhamento perfeito resultará numa melhor receção de potência e numa redução dos tempos de carregamento. Pelo contrário, existe a possibilidade do alinhamento não ser sequer suficiente para a receção de nenhuma potência, impedindo que o smartphone entre no habitual modo de carregamento.

Assim, foi uma solução desenvolvida pela Apple para contornar este problema de uma forma fácil e garantindo a melhor prestação possível aos seus clientes.

Uma versão melhorada do carregamento sem fios com suporte QI foi criada, adicionando anéis de ímanes à carcaça do dispositivo, sendo o alinhamento feito automaticamente quando conectado a um carregador compatível com MagSafe.

MagSafe – Máximo proveito

É importante considerar que o carregamento sem fios ainda se encontra em evolução. Assim, este não é, atualmente, a forma mais eficiente de carregar o nosso iPhone. As perdas dissipadas por esta tecnologia são grandes.

Então, se quisermos um carregamento completo no menor espaço de tempo possível, a ligação a um conetor Lightning continua a ser a melhor escolha.

É relevante mencionar o esforço da Apple em retirar o máximo proveito desta nova funcionalidade. Para tal, foi tomada a decisão de alterar os níveis de potência máxima aquando a utilização do MagSafe, possibilitando a drenagem até 15W nos modelos iPhone 12 e Pro e até 12W de pico no modelo iPhone 12 mini, comparativamente aos mais reduzidos 7.5W dos carregadores Qi já existentes.

 

E retrocompatibilidade, há?

De um ponto de vista mais prático, todos os acessórios com compatibilidade MagSafe irão ser inseridos e retirados de forma perfeita. Existe algum esforço, mínimo, as faz parte da forma como estes se agarram ao dispositivo. Segundo os utilizadores, isto é um ponto positivo.

Outro aspeto importante é a compatibilidade do MagSafe com os convencionais carregadores QI. Assim, todos os novos modelos de smartphones com a aplicação desta tecnologia continuarão a funcionar com os antigos carregadores. Contudo, poderá não haver é a possibilidade do alinhamento automático.

Em suma, esta tecnologia wireless tem o seu espaço no nosso quotidiano. Assim, é possível retirar uma eficiência sólida, desde que algumas boas práticas sejam cumpridas.

Entre as mais importantes do ponto de vista do utilizador, é a remoção prévia de qualquer capa exterior ou acessório. Isto porque se não forem talhados para permitir a passagem, serão um problema, já que irão aumentar a distância entre as duas bobinas. E, como sabemos, a proximidade entre estes dois pontos é um fator essencial para o seu correto funcionamento.

Fonte: Pplware.

3 de jan. de 2021

O que é Dolby Vision e como ativá-lo no seu iPhone 12 e 12 Pro

 Com o lançamento do iPhone 12 e do iPhone 12 Pro, a Apple surpreendeu-nos com uma infinidade de recursos que não esperávamos. Por exemplo, MagSafe e todos os acessórios que fazem uso dele. No entanto, a empresa também lançou vários recursos de software. Um dos principais destaques da introdução do smartphone foi a gravação de vídeo Dolby Vision.

O novo formato é um grande feito que pode liderar a indústria num futuro próximo. Se não estão familiarizados, vamos deixar alguma informação de como ativar esta tecnologia de vídeo no seu iPhone 12 e iPhone 12 Pro.

Imagem Dolby Vision no iPhone 12 Pro

O que é o Dolby Vision que a Apple implementou no iPhone 12?

Dolby Vision é um formato de vídeo HDR que representa uma alta faixa dinâmica que vem com um grande número de informações, mais do que a faixa dinâmica nativa. Um vídeo HDR grava mais detalhes sobre uma cena específica, o que significa que editá-la forneceria mais opções de edição. No entanto, o utilizador não pode visualizar um vídeo HDR em todos os ecrãs e o mesmo aplica-se ao conteúdo Dolby Vision.

Mesmo que o novo formato esteja a ser amplamente adotado, ainda necessitará de tempo para se tornar o padrão.

O Dolby Vision recorre a metadados dinâmicos que poderão ser usados para editar a imagem cena a cena ou mesmo frame a frame. O que nos surpreendeu foi o facto de que o vídeo Dolby Vision requer muito poder computacional para ser implementado num smartphone.

Contudo, um dos trunfos da Apple é mesmo a sua vantagem de conceber os seus processadores e tirar grande desempenho deles. Aliás, o chip A14 Bionic é um exemplo desse poder permitindo lidar com a gravação de vídeo Dolby Vision no iPhone. Esta é outra grande inovação da Apple.

Portanto, os modelos do iPhone 12 podem gravar Dolby Vision em 4K a 30fps, enquanto os modelos do iPhone 12 Pro podem gravar no formato 4K a 60fps. Provavelmente tem a ver com o facto dos modelos Pro apresentarem 6 GB de RAM, enquanto os modelos de entrada de série terem 4 GB de RAM.

No entanto, todas as variantes apresentam o A14 Bionic system-on-chip (SoC) que pode lidar com o formato de vídeo Dolby Vision como nenhum outro.

Mas o ecrã tira partido desta tecnologia?

Aí está a capacidade da Apple em criar uma uniformização na qualidade da experiência. Isto porque todos os modelos do novo iPhone apresentam ecrã OLED de 10 bits que podem atingir um brilho máximo de 1200 nits (HDR). Então, o conjunto de tecnologias empregues, oferece de facto uma qualidade superior no que toca à imagem de ecrã.

Os números são realmente impressionantes e mais altos do que a maioria dos dispositivos de televisão e monitores por aí. Se deseja assistir a um vídeo Dolby Vision gravado no seu iPhone 12 ou 12 Pro num monitor diferente, certifique-se de que é compatível. Se não conhece, veja como ativar o vídeo Dolby Vision nos seus novos modelos de iPhone 12 e iPhone 12 Pro.

 

Como ativar no iPhone 12 o Dolby Vision

Vamos deixar então todas as etapas necessárias para que o utilizador possa ativar  o vídeo Dolby Vision nos novos modelos do iPhone.

Passo 1: Vá a Definições no seu iPhone 12, iPhone 12 Pro. Agora, procure a opção Câmara.



Passo 2: Dentro da opção Câmara clique na opção Gravar Vídeo. Agora, ative o vídeo HDR para ativar o Dolby Vision.


Pronto. É tudo o que há para fazer. O processo é bastante simples e não requer hardware externo ou solução alternativa. Assim, com os novos dispositivos da Apple, já é possível gravar até 4K a 60fps de vídeo em HDR de 10 bits e Dolby Vision.

Se quiser desligar o recurso, siga os mesmos passos e, no final, apenas desligue o vídeo HDR.

Edite vídeo diretamente no seu iPhone 12

A Apple também oferece uma maneira fácil de editar o vídeo Dolby Vision diretamente no seu iPhone. Assim, se quiser editar, nada mais fácil do que ir à app Fotografias do iOS. Terá agora a opção disponível para aplicar filtros, alterar parâmetros e muito mais. Embora limitado neste momento, o utilizador pode sempre exportar o vídeo e usar outro software e ferramentas poderosas para editar o formato.

Observe que esta tecnologia ocupará muito espaço no seu iPhone 12, porque há muitos dados a serem gravados. Além disso, isso também afetará a vida útil da bateria, pois exige muito poder de processamento. Sem dúvida que é mais um trunfo para quem gosta de fotografia e vídeo escolher o iPhone. A empresa responsável pela tecnologia tem uma apresentação muito completa.

Fonte: Pplware.









Apple supostamente já fixou o preço para as AirTags nos $49 e a bolsa nos $20

 A Apple estará a preparar há vários meses um acessório novo com base na localização, o AirTag. Este dispositivo irá entrar no mercado do Tile ou da Lapa, por exemplo, e de muitos outros localizadores. Contudo, além do sistema tradicional Bluetooth, a Apple irá tirar proveito do chip U1 que introduziu em vários dispositivos.

Assim, segundo os últimos rumores, os Apple AirTags poderão estar mais perto do que nunca de um lançamento. Agora já se fala no preço.

Imagem de conceito do localizador Apple AirTag

Segundo informou no Twitter o LeaksApplePro, as AirTags serão vendidas a 49 dólares por unidade. Além disso, se o utilizador quiser o estojo de armazenamento, terá de acrescentar 20 dólares extra.

Em euros, os preços devem ser semelhantes, como foi o caso do HomePod mini que é vendido por 99 dólares e traduziu-se em 99 euros.

Também é verdade que, feitas as contas, as etiquetas localizadores com a respetiva caixa poderão custar tanto como um AirPod. Então, se compararmos com a concorrência, com o Tile, por exemplo, 70 euros dá para comprar 4 localizadores. Mas o ecossistema da Apple poderá ser o trunfo da marca.

 

AirTags será lançado em 2021

Para justificar este preço, a Apple vai oferecer novos recursos, bem como melhor desempenho, em particular graças ao chip U1 de banda de frequência ultra-larga que também é encontrado no Apple Watch, no iPhone e no HomePod mini.

Esta tecnologia permite uma localização mais precisa e interações mais naturais, enquanto consome muito pouca energia. Uma vez na natureza, na sua bolsa, nas suas chaves ou em qualquer outro objeto de valor, os AirTags podem ser precisamente localizados graças à frota de iPhones em circulação que estabelecerá uma rede mesh segura para devolver informações para o seu iPhone e aplicação de localização Encontrar, que deve permitir que o utilizador localize os seus objetos e os encontre em realidade aumentada.

Certamente será possível configurar alertas quando objetos deixam uma área. Os localizadores AirTags devem ser apresentados pela Apple em 2021, provavelmente em março próximo.

Fonte: Pplware.

Conheça 3 ferramentas que o ajudarão a encontrar software compatível com o Apple M1

 Os processadores Apple M1 são um bom motivo para atualizar o seu Mac. Contudo, pode necessitar que todo o seu parque de software seja compatível com a nova arquitetura da Apple. Será que ao dar o salto todas as suas aplicações vão funcionar?

A boa notícia é que as suas aplicações ou jogos, se não forem compatíveis, continuarão a funcionar de forma virtualizada graças à ferramenta Rosetta. Contudo, se quiser saber quais são todas as aplicações compatíveis, poderá usar vários serviços que mostramos hoje.

Imagem do MacBook Pro com processador Apple M1

O Apple Silicon está pronto?

A Apple revolucionou o conceito de computador com o Apple M1, o novo chip para os Mac. Se pensa em comprar um, antes de dar o salto, a empresa californiana solicita que os utilizadores verifiquem se as aplicações que usam são compatíveis.

Uma das opções para perceber se existe compatibilidade no software é visitar o site O Apple silicon está pronto?. Esta base de dados irá ajudar a responder se os jogos e aplicações que usa no seu Mac com um processador Intel funcionarão corretamente no seu Mac com Apple Silicon M1.

Alguns programadores anunciaram que darão o salto o mais rápido possível, outros já o fizeram e um outro grupo ainda está em silêncio.

Imagem de ferramenta para ver compatibilidade com Apple M1

 

iMazing Silicon: encontre apps compatíveis no seu Mac atual

Existe uma app muito interessante que permite vasculhar o seu Mac e validar se o software que possui tem compatibilidade com a arquitetura do M1.

iMazing Silicon valida todo o software que encontrar no Mac e dá algumas informações sobre as aplicações. O software foi feito especialmente para detetar apps que oferecem (ou não) suporte nativo ao Apple Silicon.

iMobie M1 App Checker

Apesar das sugestões anteriores já ajudarem bastante, ainda pode tirar proveito da app iMovie. Assim, esta ferramenta apresenta dois lados da moeda. Um deles são as apps disponíveis numa base de dados online e o outro são as suas próprias aplicações.

Para isso pode descarregar o software e instalar no seu Mac. Portanto, com a app na máquina, o trabalho é mais dirigido e as informações serão dadas conforme a compatibilidade encontrada.

O software é gratuito, não precisa de qualquer registo e mantém-se atualizado, tendo em conta a evolução do parque de apps.

Conforme pode ser visto, a lista está dividida em aplicações Mac que funcionam em processadores Apple M1 e apps iPhone ou iPad que agora podem ser instaladas e executadas no novo Mac com Apple M1.

Assim, ao usar uma peça de tecnologia que vai revolucionar o mercado dos computadores pessoais, saiba se terá o seus softwares de trabalho ou de entretenimento compatíveis.

Fonte: Pplware.