19 de mar. de 2021

Procon-SP multa Apple em R$ 10 milhões


 A nova moda das empresas de tecnologia é vender celulares sem carregador na caixa: Apple e Samsung lançaram seus mais recentes produtos no Brasil sem o acessório com a justificativa de que estão protegendo o meio ambiente. Mas a fundação de defesa do consumidor Procon, de São Paulo, não gostou da ideia.

O órgão anunciou nesta sexta-feira (19) que aplicou uma multa no valor de R$ 10.546.442,48 à Apple por vender iPhones sem carregador. Além disso, o Procon-SP acusa a empresa de propaganda enganosa, de vender aparelhos com defeitos de fábrica, de manter cláusulas abusivas no contrato com consumidores e de não ter consertado um produto que ainda estava no prazo de garantia.

"A Apple precisa entender que no Brasil existem leis e instituições sólidas de Defesa do Consumidor. Ela precisa respeitar essas leis e essas instituições", declarou, em nota, o diretor executivo do Procon-SP, Fernando Capez. Procurada por Tilt, a Apple não respondeu até o fechamento desta reportagem.

O Procon-SP notificou a Apple em outubro do ano passado, pedindo para a empresa explicar por que os novos iPhones seriam vendidos sem carregador. O órgão diz que a empresa nunca ofereceu uma explicação convincente, e por isso decidiu aplicar a multa agora. A Apple ainda pode recorrer da decisão, pedindo ao Procon que reavalie, ou partir para a Justiça comum.

Apple não é a única

A justificativa oficial da Apple para remover os acessórios é de que a decisão faz parte do seu "compromisso com o meio ambiente". Remover o carregador e o fone de ouvido das caixas reduz "ainda mais as emissões de carbono, evitando a mineração e o uso de materiais preciosos", disse a empresa. "O resultado é uma embalagem menor e mais leve, permitindo 70% mais caixas em cada palete."

Depois da Apple, mais empresas entraram na onda. A chinesa Xiaomi lançou seu mais recente top de linha, o Mi 11, com o acessório opcional —clientes poderiam escolher entre levar o smartphone sem o carregador na caixa para "preservar o meio ambiente" ou mantê-lo na embalagem sem custo adicional.

A Samsung também anunciou no exterior sua nova linha Galaxy S21 sem carregadores na caixa. Na época, antes do lançamento dos aparelhos no Brasil, o Procon-SP disse a Tilt que a empresa sul-coreana também estava na sua mira. Mas quando a linha S21 foi lançada no Brasil, a Samsung costurou um acordo com o Procon-SP: quem comprasse os aparelhos no período de pré-venda levaria um carregador "de brinde".

E agora?

A Apple pode recorrer da decisão do Procon-SP e até levar o caso para a Justiça, se quiser. Há, inclusive, precedentes favoráveis à empresa no Brasil. Em janeiro, um juiz de São Paulo anulou o pedido de um cliente da Apple, que processou a empresa por vender iPhones sem carregador, acusando-a de "venda casada". O carregador USB-C de 20 W compatível com o iPhone 12 é vendido atualmente pelo site oficial da Apple por R$ 219.

Segundo o juiz Guilherme Lopes Alves Lamas, da Vara do Juizado Especial Cível e Criminal de Piracicaba, não cabe ao Judiciário "intervir de forma tão drástica no contrato a ponto de proibir que a ré [Apple] altere sua política de preço, pois, afinal de contas, no Brasil, vigora o capitalismo".

Mas em outros países, a empresa teve que mudar a estratégia para seguir a lei. Na França, por exemplo, o iPhone é vendido em duas caixas porque a empresa é obrigada por lei a incluir fones de ouvido com o aparelho, mas não o carregador.

Outras acusações

A multa do Procon-SP contra a Apple também inclui outras acusações. Uma delas é de propaganda enganosa: o órgão diz que a empresa mente ao fazer publicidade do iPhone como um celular "resistente à água" enquanto consumidores reclamam que seus aparelhos "apresentaram problemas" no contato com água e não tiveram direito a reparo.

O Procon-SP também diz que recebeu reclamações de consumidores sobre problemas nos iPhones após atualizações do sistema. "Apesar de notificada, a Apple não apresentou explicações sobre vários questionamentos feitos", diz o órgão em nota.

A Apple é acusada também de desrespeitar a legislação brasileira quando o assunto é garantia, por ter se negado a reparar um produto adquirido no exterior dentro do prazo de 30 dias. E, por fim, o Procon-SP acusa a marca de impor "cláusulas abusivas" em contratos com clientes.

"Em uma delas a empresa se isenta de todas as garantias legais e implícitas e contra defeitos ocultos ou não aparentes; em outra informa que 'o software distribuído pela Apple [...] não está coberto por garantia' e que 'a Apple não garante que o funcionamento do produto será ininterrupto ou sem erros'", diz o Procon

Fonte: Uol.-S

FP.

WhatsApp caiu! Mensageiro deixa de funcionar nesta sexta-feira

 

O maior mensageiro do mundo, o WhatsApp, está enfrentando dificuldades nesta sexta-feira (19) para manter entregar mensagens. Ao enviar texto, foto ou áudio, o usuário fica vendo apenas o “reloginho” no lugar das marcações que confirmam o envio e recebimento.

O WhatsApp ainda não se pronunciou sobre a falha. De acordo com o DownDetector, os primeiros reportes de falhas começaram a aparecer há poucos minutos, às 14h30. Por isso, ainda não se sabe quais regiões estão sendo mais afetadas.



Curiosamente, Instagram, Twitter, Facebook e Google também estão enfrentando dificuldades nesta sexta-feira. Ainda não sabemos se existe relação entre todas essas quedas.

De acordo com os nossos testes, o mensageiro voltou à estabilidade às 15h15.

Fonte: Tecmundo.



18 de mar. de 2021

Malware no macOS disparou em 2020, mas ainda está muito longe do Windows

 Com o crescimento do macOS no mercado, este é um sistema cada vez mais apetecível para os atacantes. Como resultado, têm surgido cada vez mais tentativas de contornar a segurança do sistema da Apple e assim roubar os dados dos utilizadores.

O malware é cada vez mais uma realidade e o ano de 2020 foi um dos mais ativos. Um estudo recente mostrou que o malware no macOS disparou durante o ano de 2020, atingindo valores muito elevados e preocupantes.

malware macOS Windows 2020

2020 foi um ano particularmente ativo no que toca ao surgimento de malware. Uma análise feita pela Atlas VPN, em parceria com a AV-TEST, revelou que o malware no macOS atingiu valores demasiado altos que, comparados com 2019, registam um crescimento de 1.100%.

Novo malware no macOS não parou em 2020

Ao todo, o ano passado viu surgir 1.847 novas ameaças diariamente, o que resultou em 674.273 novas ameaças para o macOS durante o ano todo. Este valor, comparado com os anos anteriores, representa um crescimento muito elevado e uma ameaça clara para os utilizadores.

malware macOS Windows 2020

Comparando com 2019, o crescimento em 2020 foi de 1.092%, tendo por base as 55.556 novas ameaças desse ano. O número de incidências tem-se mantido estável, com 2018 a ter 92.570 novos casos de malware. De acordo com este estudo, 2017 registou 28.949 casos e apenas 5.208 novas formas de malware em 2016.

O Windows teve um cenário ainda pior em 2020

Se os números do macOS podem parecer alarmantes, estes representam apenas uma parte ínfima, de 1%, do que o Windows tem. Neste sistema da Microsoft, e apenas durante 2020, foram encontrados mais de 91 milhões de novas ameaças.

malware macOS Windows 2020

O valor apresentado neste estudo representa a descoberta que mostra quase 250 mil novas ameaças de malware em cada um dos dias de 2020. Fica ainda claro que este registou mais 135 vezes do que foi detetado para o macOS, nesse mesmo período.

Estes números, do macOS e do Windows, são alarmantes e podem revelar problemas ainda maiores para o ano atual. Se no caso do sistema da Apple os números ainda estão baixos (2.474 registos de novo malware), o mesmo não parece acontecer com o Windows, onde estão já elevados (33 milhões de registos de novo malware).

Fonte: Pplware.

17 de mar. de 2021

AirPods Max: analista diz que a Apple vai vender 1 milhão de unidades

 Não há dúvidas que a Apple tem uma estratégia bem definida para o seu segmento dos produtos dedicados à música. Depois de tirar de linha o HomePod original, a empresa irá apostar mais no HomePod mini e nos AirPods. Neste último produto, espera-se que o produto de luxo, os AirPods Max, vendam bem. Contudo, o cenário pode não ser bem esse.

O analista Ming-Chi Kuo diz que a Apple tem um “dilema” sobre as vendas dos AirPods em 2021, e pode estar a ser motivado também pela quantidade de vendas relativamente pequena dos AirPods Max.

Imagem auscultadores da Apple AirPods Max

AirPods 3 ou AirPods Max, quais os mais preponderantes em 2021?

Numa nota disponibilizada à imprensa, o analista Ming-Chi Kuo relatou que “os AirPods 3” não entrarão em produção em massa até o terceiro trimestre de 2021.

Contudo, não está claro se a Apple continuará a vender os AirPods 2. Como tal, o analista entende que a marca de Cupertino terá em mãos problemas com na gama geral dos AirPods, incluindo os mais recentes AirPods Max.

Em termos de mix de produtos, prevemos que as vendas de AirPods 2 diminuirão significativamente para cerca de 3 milhões de unidades no 3.º trimestre de 2021 (contra 12 milhões de unidades no 3.º trimestre de 2020.

Acreditamos que a transição do produto é a principal razão para o declínio das vendas dos AirPods 2. Achamos que ainda é difícil determinar se os AirPods 2 encerrarão a produção depois que os AirPods 3 entrarem em produção em massa.

Se os AirPods 2 saírem de produção, com a entrada dos AirPods 3, estimamos que os AirPods 3, AirPods Pro, AirPods 2 e AirPods Max representarão cerca de 40%, 28%, 31%, e 1% das remessas totais, respetivamente, em 2021.

Se os AirPods 2 continuarem em produção após a produção em massa de AirPods 3, estimamos que AirPods 3, AirPods Pro, AirPods 2 e AirPods Max representarão cerca de 32%, 28%, 39% e 1% do total de remessas em 2021, respetivamente.

Escreveu Kuo.

Imagem AirPods 3 da Apple

 

AirPods Max “só” vão vender 1 milhão de unidades

Kuo descreve os AirPods Max como sendo de “ajuda limitada” para a linha de produtos. Isto é, ele prevê “vendas anuais de cerca de 1 milhão de unidades”.

Independentemente de a Apple manter ou não os AirPods 2, Kuo espera que os AirPods Max sejam responsáveis no máximo de 1% de todas as vendas de AirPods em 2021. E ele vê o alcance geral em declínio diante da concorrência de rivais de baixo custo.

Acreditamos que o declínio nas vendas dos AirPods se deve à falta de um ecossistema sólido para proteger o crescimento das vendas quando é difícil diferenciar os pontos de venda de hardware dos produtos de baixo preço dos concorrentes.

O analista refere que a chave para o sucesso inicial dos AirPods é a facilidade de uso da conectividade Bluetooth e a alta qualidade oferecida pelo TWS [True Wireless Stereo].

Embora os AirPods ainda estejam à frente da concorrência nestes dois recursos, as principais vantagens são gradualmente compensadas pelas estratégias dos concorrentes para melhorar a experiência do utilizador e reduzir o preço.

Os resultados [de vendas] mostram que os consumidores não estão muito dispostos a gastar mais de 100 dólares para comprar equipamentos do tipo AirPods Pro.

Acreditamos que se as vendas dos AirPods quiserem crescer novamente no futuro, precisam ter um ecossistema forte ou redefinir o comportamento dos utilizadores do TWS através da inovação de hardware (como fornecer funções de gestão de saúde).

Conforme temos percebido, a Apple “declaradamente” não anunciou futuros melhoramentos ou funcionalidades de saúde para a linha de AirPods. No entanto, várias patentes e pedidos de patentes sugerem que é uma área que a empresa persegue.

Fonte: Pplware.

16 de mar. de 2021

Apple lança iOS 14.5 beta 4 para programadores e utilizadores beta públicos

 A Apple dá mais um passo para a versão final de um iOS que tem trazido muita controvérsia. Conforme sabemos, o iOS 14.5 reforçará o movimento “revolucionário”, atribuindo ao utilizador muito mais controlo sobre a sua privacidade.

A empresa lançou há poucas horas a quarta versão beta do iOS 14.5 que chega às mãos dos programadores e utilizadores beta públicos.

Imagem iPhone e Apple watxh a atualizar com iOS 14.5 beta 4 e watchOS 7.4 beta 44

Quarta versão beta do iOS 14.5

Duas semanas passaram depois da beta 3. A cada versão, a empresa de Cupertino cimenta mais os novos recursos. A capacidade de desbloquear o iPhone com o Apple Watch, se o utilizador estiver com a máscara, é uma das principais novidades.

Também há os novos recursos para as AirTags, que

hão-de chegar em breve.

O iOS 14.5 beta 4 está disponível para programadores

e utilizadores beta públicos através de uma

atualização over-the-air na aplicação Definições.

O número da compilação para a nova atualização

é 18E5178a.

 

Atualizações de segurança e as outras atualizações

Uma das novidades desta versão é a possibilidade

de a Apple fazer lançamentos de correções

de segurança no iOS separadas de outras

atualizações.

Uma nova secção adicionada ao menu de 

atualização de software iOS indica que

a Apple fornecerá atualizações de 

segurança independentes para os 

utilizadores de iPhone e iPad.

Assim, os utilizadores poderão escolher

se desejam instalar apenas atualizações

de segurança ou atualizações completas do iOS.

Embora ainda não existam mais detalhes sobre esta alteração, o macOS já oferece um método semelhante de atualizações. Quando um Mac executa uma versão mais antiga do sistema operativo, como o macOS Mojave, a Apple oferece atualizações de segurança separadas para que os utilizadores possam obter patches de segurança e correções de bugs sem ter que instalar a versão mais recente do macOS disponível.

O novo código encontrado no iOS 14.5 também menciona

que, depois de descarregar uma atualização 

específica, como uma atualização de segurança,

pode ser necessário excluí-la antes de

instalar outra atualização disponível do iOS.

É difícil dizer exatamente como a Apple 

planeia implementar isso no iOS, mas uma

possibilidade é continuar a oferecer atualizações

de segurança para iOS 14 após o lançamento do

iOS 15, para que os utilizadores possam 

escolher não atualizar para a versão principal

mais recente, mas continuar a receber

 patches de segurança importantes.

 

Novos recursos no iOS 14.5

  • Novo separador “Objetos” na app Encontrar para localizar AirTags e outros acessórios de terceiros
  • O código do iOS 14.5 sugere suporte para Apple Card Family Sharing, mas não está claro se o recurso estará na versão final
  • Ecrã de inicialização horizontal no iPad
  • Atualizações para a app de música, incluindo gestos de deslizar, um recurso de partilha de letras e muito mais
  • Suporte AirPlay 2 para Fitness + treinos
  • Recursos semelhantes ao Waze no Apple Maps
  • Suporte ao comandr PS5 / Xbox Series X

Outros novos lançamentos da Apple:

  • tvOS 14.5 beta 4
  • watchOS 7.4 beta 4
  • HomePod 14.5 beta 4
  • iPadOS 14.5 beta 4
  • macOS Big Sur 11.3 beta 4
Fonte: Pplware.