21 de jul. de 2026

Novo malware para macOS “mata” as aplicações até as vítimas introduzirem a sua password

 Os utilizadores de macOS voltam a estar na mira dos cibercriminosos. Investigadores de segurança descobriram uma nova ameaça, denominada ClickLock Stealer. Este malware é "bravo" e resulta da engenharia social dirigida a utilizadores Apple.

Ilustração ClickLock Stealer, o malware contra utilizadores Apple

Embora este tipo de ataque dependa da interação do utilizador, a sua forma de atuação torna-o um dos infostealers para macOS mais sofisticados identificados nos últimos meses.

O que é o malware ClickLock Stealer?

É importante começar por entender que tipo de malware está em causa. O ClickLock Stealer pertence à categoria dos infostealers, um tipo de malware cujo principal objetivo é roubar informação sensível do computador da vítima.

Em vez de destruir ficheiros ou encriptar o sistema, como acontece com o ransomware, este malware procura recolher o máximo de dados possível, incluindo:

  • Palavras-passe guardadas nos navegadores;
  • Cookies de sessão (que podem permitir aceder a contas sem conhecer a palavra-passe);
  • Dados armazenados no Apple Keychain;
  • Informação de gestores de palavras-passe;
  • Carteiras de criptomoedas;
  • Histórico de navegação e credenciais de aplicações.

Na prática, basta que um atacante obtenha estes dados para conseguir aceder a contas bancárias, redes sociais, serviços de email ou plataformas de trabalho.

Esquema da cadeia de ataque o malware ClickLock Stealer.

O ataque começa com engenharia social

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, este malware não invade o computador sozinho.

Os investigadores acreditam que o ataque utiliza a técnica ClickFix, uma campanha de engenharia social que engana o utilizador para executar um comando malicioso no Terminal do macOS.

O cenário costuma ser semelhante a este:

  • O utilizador visita um website comprometido;
  • Surge uma falsa verificação, muitas vezes disfarçada de CAPTCHA ou de uma mensagem da Cloudflare;
  • É pedido que copie e cole um comando no Terminal para "confirmar que é humano" ou "resolver um problema de segurança";
  • Ao executar esse comando, o próprio utilizador instala o malware no computador.

Ou seja, tecnicamente, é a vítima que acaba por abrir a porta ao atacante.

O que acontece depois da instalação?

É aqui que o ClickLock Stealer se distingue de outras ameaças. Depois de instalado, apresenta uma janela muito semelhante às mensagens legítimas do macOS a pedir a palavra-passe do utilizador.

Se a vítima introduzir a palavra-passe, o malware valida-a imediatamente e passa a ter acesso ao Apple Keychain e a outras áreas protegidas do sistema.

Mas se o utilizador cancelar a janela o ataque não para por aí. Mata aplicações de 210 em 210 milissegundos.

Caso a vítima recuse fornecer a palavra-passe, o malware instala mecanismos que permanecem ativos mesmo após reiniciar o computador.

No arranque seguinte, começa a encerrar automaticamente aplicações essenciais do macOS aproximadamente a cada 210 milissegundos, incluindo:

  • Finder;
  • Dock;
  • Spotlight;
  • Terminal;
  • Monitor de Atividade;
  • Navegadores de Internet.

O resultado é um computador praticamente inutilizável. As aplicações desaparecem assim que tentam abrir, dificultando qualquer tentativa de remover a ameaça.

Este comportamento pode manter-se durante várias horas ou até dias, até que a vítima acabe por introduzir a palavra-passe.

Porque é que os atacantes querem a palavra-passe?

Muitos utilizadores pensam que a palavra-passe do Mac serve apenas para iniciar sessão. Na realidade, essa credencial protege vários componentes críticos do sistema.

Com ela, o malware consegue desbloquear o Apple Keychain, onde podem estar armazenadas:

  • Credenciais de websites;
  • Chaves criptográficas;
  • Certificados digitais;
  • Redes Wi-Fi;
  • Dados utilizados por aplicações de autenticação.

Além disso, o malware consegue obter uma chave de segurança utilizada pelo Google Chrome e por outros navegadores semelhantes para proteger palavras-passe e cookies.

Na prática, isto permite aos atacantes ler essas informações mesmo depois de as copiarem para os seus próprios sistemas.

O malware instala também uma "porta traseira"

O roubo de informação não é o único problema. Os investigadores descobriram que o ClickLock Stealer instala ainda um backdoor (porta traseira), permitindo que os atacantes voltem a ligar-se ao computador remotamente mesmo depois de terminado o roubo inicial de dados.

Isto significa que o sistema pode continuar comprometido sem que o utilizador se aperceba.

Quem está a ser afetado?

Segundo a Group-IB, foram identificadas mais de 100 vítimas em 33 países desde maio deste ano, sendo que mais de metade dos casos ocorreram na Europa.

Os investigadores acreditam ainda que o malware continua em desenvolvimento e que novas variantes poderão surgir em breve.

Se a palavra-passe for introduzida, o malware acede ao Apple Keychain; se for recusada, passa a matar aplicações de 210 em 210 milissegundos e mantém-se ativo mesmo após reiniciar o sistema.

Como se pode proteger deste malware?

A boa notícia é que este malware depende quase totalmente da engenharia social.

Algumas recomendações simples reduzem significativamente o risco:

  • Nunca copie nem execute comandos no Terminal sugeridos por websites desconhecidos;
  • Desconfie de páginas que peçam para "confirmar que é humano" através do Terminal;
  • Instale aplicações apenas a partir da App Store ou de programadores reconhecidos;
  • Mantenha o macOS sempre atualizado;
  • Utilize um software de segurança capaz de detetar ameaças recentes.

Se, após executar um comando suspeito, o computador começar a fechar aplicações constantemente ou surgir um pedido inesperado da palavra-passe do macOS, não a introduza.

Os especialistas recomendam desligar imediatamente o computador e iniciar o sistema em Modo de Segurança, antes de proceder à remoção da ameaça.

Preço do iPhone dispara 100 euros. A memória não é a culpada desta vez

 No dia 17 de julho, os clientes japoneses da Apple depararam-se com novos preços em quase toda a gama de iPhones, com aumentos de até 11%, dependendo do modelo. Sem aviso, sem explicações: os preços simplesmente mudaram na loja online. A próxima pergunta óbvia é quem será o próximo? A resposta reside em dois mecanismos distintos, e apenas um deles deve interessar.

iPhone preço aumento Apple

Os aumentos de preço são significativos e afetam a maioria da gama de produtos. O iPhone 17 Pro Max de 256 GB passou de 194.800 (1047,81 EUR) para 214.800 ienes (1 155,39 EUR), um aumento de 20.000 ienes (107,58 EUR). O iPhone Air teve um aumento de 11%, o iPhone 17 um aumento de 10% e até o iPhone 16 de 2024 teve um aumento de 9%. O culpado provável são flutuações cambiais: o iene atingiu o seu nível mais baixo em 40 anos no final de junho.

Cada iPhone vendido em Tóquio gerava, portanto, cada vez menos receitas para a Apple, resultando em preços comparáveis ​​aos de outros locais. Este tipo de realinhamento corrige a desvalorização da moeda local, nada mais. Se a apreciação do iene japonês seguir esta lógica, não há razão para ultrapassar fronteiras. O euro não sofre o mesmo que o iene. Essa é a boa notícia. E é aí que ela termina.

A 25 de junho, a Apple já tinha aumentado os preços na Europa para quase todo o seu catálogo, com exceção do iPhone.. A justificação, desta vez oficial, citava a "extrema" escassez de memória e armazenamento, com a empresa a admitir que "sabe que esta não é uma notícia bem-vinda". A causa é uma mudança industrial. 

iPhone preço aumento Apple

A memória não é a culpada desta vez

A Samsung, a SK Hynix e a Micron, que controlam mais de 95% da DRAM mundial, estão a reservar as suas linhas de produção para memórias de alta largura de banda utilizadas em servidores de IA. Os preços da memória padrão quase duplicaram no primeiro trimestre.

O iPhone foi o último produto a ser poupado, mas este alívio tem um prazo de validade. Durante as negociações no início do ano, a Samsung terá imposto um aumento de 80% na memória RAM do iPhone, enquanto a SK Hynix terá chegado perto dos 100%. Os contratos terão mesmo passado de um cronograma anual para um trimestral, algo sem precedentes para um cliente da dimensão da Apple. 

As estimativas apontam agora para que o custo do armazenamento de 256 GB num iPhone Pro ronde os 51 dólares (44,5 EUR), face aos 13 dólares (11,36 EUR) do ano anterior. O iPhone 18, previsto para setembro, será o primeiro montado sob este novo sistema, e a Apple irá detalhar a sua política de preços no dia 30 de julho, durante a divulgação dos seus resultados trimestrais.

14 de jul. de 2026

Novo chip M7 Ultra da Apple triplicará a memória dos computadores Mac mais potentes

 A Apple está a planear uma autêntica revolução na sua linha Mac ao preparar o lançamento do processador M7 Ultra. Este novo componente disponibilizará uma capacidade de memória unificada nunca antes vista no mercado.

 

De acordo com as mais recentes fugas de informação reveladas pela Bloomberg, o futuro chip topo de gama da gigante de Cupertino poderá suportar até 1,5 TB de memória unificada. Este valor representa o triplo do limite máximo que encontrávamos no Mac Studio equipado com o processador M3 Ultra.

O objetivo principal desta evolução é dar resposta às exigências crescentes das tarefas de inteligência artificial (IA), que passarão a ser executadas localmente e sem esforço. Para alcançar este patamar, a empresa liderada por Tim Cook está a desenhar uma arquitetura focada no processamento local de IA.

O conhecido jornalista Mark Gurman avançou que este modelo irá duplicar as capacidades do futuro M5 Ultra. Este último, previsto para chegar ao mercado no final de 2026, deverá contar com 36 núcleos de processamento central (CPU), 80 núcleos gráficos (GPU) e cerca de 768 GB de memória.

No entanto, a atual crise no setor dos semicondutores e da memória RAM poderá colocar entraves à produção em massa destas especificações extremas. Caso se confirmem estes dados, o M7 Ultra posiciona-se para competir diretamente com soluções de grande escala, como o Medusa Halo da AMD ou o Nova Lake-AX da Intel.

Calendário de lançamentos, incluindo dos novos M7

A produção deste componente de elite ficará a cargo da TSMC, estimando-se que utilize a tecnologia de fabrico de 2 nanómetros (família N2) por volta de 2028.

Curiosamente, para diversificar a sua cadeia de distribuição, a Apple poderá recorrer à Intel e ao seu processo 18A-P para as versões base do processador M7.

No que diz respeito ao calendário de atualizações do Mac Studio, a marca planeia saltar a geração M6, apresentando o modelo com M5 Ultra em 2026 e a versão com M7 Ultra em 2028.

Para suportar este novo hardware, o computador de 2028 estreará um design interno totalmente renovado, focado num sistema de refrigeração otimizado.