6 de ago. de 2026

Dica: como usar o botão ação do iPhone para executar mais do que uma função

 O botão ação do iPhone pode fazer muito mais do que executar apenas uma função. Com a ajuda da app Atalhos e de uma automação simples, é possível configurar o botão para realizar diferentes ações consoante a orientação do equipamento.

1️⃣ Descarregue o atalho Orientation Action Mode

O primeiro passo consiste em adicionar o atalho Orientation Action Mode à aplicação Atalhos. Este atalho verifica a posição em que o iPhone se encontra antes de decidir qual a ação a executar. Desta forma, cada orientação do equipamento pode corresponder a uma função diferente.

2️⃣ Instale a aplicação Actions no iPhone

Também será necessário instalar a aplicação Actions, desenvolvida por Sindre Sorhus. Esta aplicação adiciona novas ações à app Atalhos e é indispensável para que o Orientation Action Mode funcione corretamente. Depois de instalada, não será necessário realizar qualquer configuração adicional.





3️⃣ Personalize as ações do botão do seu iPhone

Abra a aplicação "Atalhos", localize o "Orientation Action Mode" e clique nos três pontos para editar o atalho. Por predefinição, já existem algumas ações configuradas, mas podem ser substituídas pelas que forem mais úteis no dia a dia. Entre as possibilidades disponíveis encontram-se:

  1. Abrir uma aplicação específica.
  2. Ligar ou desligar a lanterna.
  3. Abrir diretamente a Câmara.
  4. Iniciar uma gravação de voz.
  5. Digitalizar documentos.
  6. Telefonar a um contacto.
  7. Executar qualquer atalho criado na aplicação Atalhos.

Para alterar uma ação, basta adicionar uma nova tarefa acima da existente e remover a ação predefinida. O atalho permite definir funções diferentes para 5 orientações distintas do iPhone:

  1. Vertical.
  2. Vertical ao contrário.
  3. Horizontal para a esquerda.
  4. Horizontal para a direita.
  5. Ecrã voltado para cima.
  6. Ecrã voltado para baixo.




    4️⃣ Associe o atalho ao botão ação

    Depois de personalizar todas as ações, resta associar o atalho ao botão ação. Para isso, abra "Definições" >" Botão Ação", selecione a opção "Atalho" e escolha o "Orientation Action Mode" na lista de atalhos disponíveis.

    A partir desse momento, sempre que mantiver o botão premido, o iPhone executará automaticamente a ação correspondente à orientação em que se encontra.



    É importante salientar que o iPhone também tem uma funcionalidade nativa de obter a orientação do dispositivo, com exatamente o mesmo efeito. Se já dominar a app Atalhos pode aventurar-se a fazer um atalho do zero. Por exemplo:






    Como funciona no dia a dia

    Depois de concluída a configuração, basta segurar o iPhone na posição pretendida antes de premir o botão ação.

    Por exemplo, pode configurar o equipamento para abrir a Câmara quando está na horizontal, ligar a lanterna quando está na vertical, iniciar uma nota de voz quando o ecrã está voltado para cima e abrir uma aplicação de chatbot quando está voltado para baixo.

    Na primeira utilização, o iPhone poderá solicitar autorização para que o atalho aceda a determinadas aplicações ou definições. Depois dessas permissões serem concedidas, tudo passa a funcionar automaticamente.

    Apple ultrapassa pela primeira vez os 5 biliões de dólares em valor de mercado

     A Apple voltou a fazer história nos mercados financeiros. 5 biliões de dólares de capitalização na bolsa.

    A empresa de Cupertino ultrapassou, ainda que momentaneamente durante a sessão bolsista desta terça-feira, a impressionante marca dos 5 biliões de dólares de capitalização bolsista (5 trillion, na nomenclatura norte-americana), tornando-se uma das poucas empresas de sempre a alcançar este patamar e reforçando o estatuto de empresa pública mais valiosa do mundo.

    Ações acima dos 340 dólares impulsionaram o marco

    O feito aconteceu quando as ações da Apple ultrapassaram os 340 dólares, chegando a negociar perto dos 342,89 dólares.

    Nesse momento, a capitalização de mercado da tecnológica atingiu aproximadamente 5,036 biliões de dólares.

    Apesar de o valor ter recuado ligeiramente ao longo da sessão, ficando abaixo da fasquia dos 5 biliões, o marco histórico ficou registado.

    Uma estratégia diferente da corrida à Inteligência Artificial

    Curiosamente, a valorização da Apple surge numa altura em que muitas das gigantes tecnológicas estão a investir centenas de milhares de milhões de dólares em infraestruturas para Inteligência Artificial.

    A Apple optou por uma estratégia distinta. Em vez de construir enormes centros de dados ou desenvolver modelos de IA próprios à escala dos concorrentes, a empresa tem privilegiado uma abordagem mais controlada, integrando funcionalidades inteligentes nos seus produtos e recorrendo, em alguns casos, a parceiros como a Google para suportar algumas capacidades de IA.

    Esta contenção nos investimentos tem sido bem recebida pelos mercados, que valorizam a forte geração de caixa da empresa e a sua elevada rentabilidade.

    O iPhone continua a ser o motor da Apple

    Outro dos fatores que impulsionou a cotação foi a forte procura pelos mais recentes modelos do iPhone. A decisão da Apple de manter o preço do smartphone praticamente inalterado, ao mesmo tempo que aumentou os preços de alguns Mac e iPad, ajudou a manter elevadas as vendas do seu produto mais importante.

    Os investidores aguardam também os próximos resultados financeiros da empresa, para os quais os analistas antecipam um crescimento superior a 15% nas receitas face ao mesmo período do ano anterior.

    Apple recupera liderança mundial

    Nas últimas semanas, a Apple voltou a ultrapassar a NVIDIA, recuperando o título de empresa cotada mais valiosa do planeta. A disputa entre as duas tecnológicas tem sido intensa, refletindo duas visões diferentes do mercado.

    Enquanto a NVIDIA continua a beneficiar da enorme procura por hardware dedicado à Inteligência Artificial, a Apple convenceu os investidores de que consegue continuar a crescer sem embarcar numa corrida de investimento massivo em infraestrutura.

    Um marco histórico para a indústria tecnológica

    A entrada no clube dos 5 biliões de dólares representa mais do que um número simbólico. Demonstra a capacidade da Apple para manter um crescimento sustentado quase cinco décadas após a sua fundação, apoiando-se num ecossistema que integra hardware, software e serviços, e que continua a gerar receitas recorde.

    Este novo máximo confirma também que, apesar das dúvidas levantadas nos últimos anos sobre a posição da Apple na corrida à Inteligência Artificial, os investidores continuam a acreditar na capacidade da empresa para transformar inovação tecnológica em valor económico.

    28 de jul. de 2026

    Esta é a arma secreta da Apple para combater os óculos inteligentes da Meta

     A Apple estará a ponderar adiar a apresentação dos seus óculos inteligentes para a Worldwide Developers Conference (WWDC) de 2027, depois de a questão da privacidade se ter tornado o principal obstáculo ao projeto.

    Imagem conceito de Apple Glasses com realidade aumentada que apareceu na patente

    O motivo do atraso não está relacionado com limitações técnicas, mas com a forma como o produto vai lidar com a privacidade dos utilizadores e das pessoas à sua volta.

    A câmara dos Apple Glasses é o problema central

    O grande dilema para as equipas de engenharia e marketing da Apple resume-se à decisão de integrar, ou não, uma câmara nos óculos.

    De facto, a Meta sabe o que significa lançar óculos com câmara sem uma estratégia de privacidade sólida. O modelo que lançou em conjunto com a Ray-Ban, do qual já foram vendidos mais de sete milhões de unidades, tornaram-se alvo de críticas recorrentes por permitirem gravações não consentidas em espaços públicos.

    A situação agravou-se com um processo judicial coletivo movido em março contra a Meta, que acusa a empresa de ter enviado imagens íntimas captadas pelos óculos para trabalhadores contratados no Quénia analisarem.

    Perante este cenário, a Apple está a equacionar duas soluções:

    • Óculos sem câmara, mantendo ainda assim acesso a Inteligência Artificial (IA), áudio e chamadas em modo mãos-livres;
    • Óculos com câmara, mas sem capacidade de gravar fotos ou vídeo, com as câmaras a servirem apenas para observar o ambiente e enviar essa informação a ferramentas de IA, como a Siri.

    Ainda assim, segundo Gurman, o cenário mais provável continua a ser o lançamento de um modelo com câmara, acompanhado de mecanismos de privacidade que a Apple ainda não implementou em nenhum produto atual.

    Imagem ilustrativa de uns óculos inteligentes da Apple, os Apple Glasses

    Uma questão de marca, não só de tecnologia

    Para a Apple, este não é um problema técnico qualquer, mas uma questão de reputação. Ao contrário da Meta ou da Samsung, a Apple construiu grande parte da sua identidade de marca em torno da privacidade.

    Neste sentido, segundo a Bloomberg, as equipas responsáveis pelo desenvolvimento dos óculos, integradas no grupo de hardware Vision, consideram a privacidade a prioridade número um do projeto.

    O contexto à volta do setor também não ajuda: tribunais do estado de Nova Iorque já proibiram o uso de óculos inteligentes em salas de audiência, a Royal Caribbean baniu-os de casinos, casas de banho e zonas infantis nos seus cruzeiros, e a Samsung já classificou o problema da privacidade como algo que exige uma "solução partilhada" por toda a indústria.