1 de jan. de 2021

Apple teve derrota importante em caso contra empresa de emulador do iOS

 A Apple tem, neste momento, vários processos a decorrer em tribunal, que parecem estar a tomar direções diferentes. Ao contrário de outros anos, nem todos estão a pender para o lado da gigante de Cupertino e dos seus serviços.

Uma recente decisão de um tribunal da Flórida deu razão à Corellium, no caso que opunha estas duas empresas. A Apple viu assim negada a sua vontade de interromper o serviço de emulação do iOS que esta empresa fornece.

Apple Corellium tribunal iOS decisão

Uma derrota importante da Apple

Este caso teve início em agosto do ano passado e a Apple tenta que a empresa Corellium deixe de fornecer o seu serviço de emulação do iOS e de outros sistemas da Apple. A empresa alega que estes estão ilegalmente a fazer uso do iOS, por este correr fora do iPhone.

A ideia deste cenário é dar aos investigadores a possibilidade de avaliarem o iOS e assim descobrirem falhas ou problemas neste sistema. Através da virtualização conseguem interagir com o sistema de outra forma, monitorizando processos e interagindo com as apps do sistema.

Apple Corellium tribunal iOS decisão

Tribunal decide a favor da Corellium

Esta nova decisão do tribunal deita por terra a intensão da Apple e abre caminho a que a Corellium continue a vender o seu serviço. O juiz Rodney Smith fundamentou a sua decisão no chamado “fair use”, porque a solução era “transformativa” e ajudava os investigadores a descobrir problemas no iOS.

Também os argumentos da Apple sobre o facto de a Corellium ter um serviço comercial não convenceram o juiz. Este decerto não prejudica a sua defesa de uso justo, especialmente se for considerado o benefício público que esta solução traz.

O juiz também rejeitou o argumento da Apple de que a Corellium agiu de má-fé ao vender o seu produto indiscriminadamente, e ao não exigir que as falhas fossem reportadas. Argumentou que a empresa não impôs essas regras no seu próprio Programa de Bugs.

Apesar desta derrota, a Apple ainda pode dar continuidade a um segundo processo igualmente contra a Corellium. Neste alega que para criar este software foram contornadas medidas de segurança importantes do iOS, implementados pela gigante de Cupertino.

Fonte: Pplware.

WhatsApp 'abandona' iPhones e Androids antigos; saiba quais

 


Atualização - 30/12/2020 - 14h50: o WhatsApp emitiu um comunicado oficial sobre a notícia de que seu mensageiro deixaria de funcionar em uma série de aparelhos em 01/01/2021 explicando que, na verdade, o suporte aos ditos modelos já foi encerrado. Isso quer dizer que os smartphones listados já não conseguem mais rodar a ferramenta de comunicação. A confusão sobre a data surgiu após uma atualização nos termos de serviço do mensageiro neste mês de dezembro, mas que não alterava as informações sobre o fim do suporte aos celulares e sistemas operacionais citados. Confira a notícia original a seguir:

A partir de 1° de janeiro, o WhatsApp finalizará o suporte a diversos aparelhos – o que, consequentemente, impedirá seus proprietários de utilizarem o aplicativo de mensagens instantâneas sem trocar de celular. A ação afetará aqueles que contam com dispositivos antigos; se este for o seu caso, é bom dar uma olhada na lista divulgada.

Apesar de ser algo comum, esta é a primeira vez em que iPhones foram "contemplados" por uma rodada de desligamentos. Além disso, a companhia ressalta a necessidade de se manter sistemas operacionais atualizados, uma vez que alguns dos selecionados deverão rodar ambientes mínimos para a continuidade dos serviços.

Já no caso de usuários de smartphones com KaiOS, baseado em Linux, inclusive donos de JioPhone e JioPhone 2, a exigência é que os aparelhos contem com a versão 2.5.1 ou mais recente se o objetivo é manter o app em 2021.

Por fim, havendo jailbreak em seu companheiro da empresa da Maçã, é possível que tudo continue funcionando perfeitamente. Entretanto, a prática não recomendada pelo WhatsApp, uma vez que tais modificações podem afetar a funcionalidade dos dispositivos.

Sendo assim, problemas eventuais devem ser corrigidos pelo próprio usuário, sem ajuda alguma da companhia.

Esta é a primeira vez em que iPhones perderão o WhatsApp.Esta é a primeira vez em que iPhones perderão o WhatsApp.Fonte:  Reprodução 

Sem WhatsApp (independentemente do sistema)

  • iPhone, iPhone 3G, iPhone 3GS, iPhone 4
  • LG Optimus Black (e modelos anteriores)
  • Motorola Droid RAZR
  • Samsung Galaxy S2
  • HTC Desire

Exigência mínima: iOS 9 ou Android 4.0.3

  • iPhone 4S, iPhone 5, iPhone 5S, iPhone 6, iPhone 6S
  • LG Lucid
  • Motorola Droid 4
  • Sony Xperia Pro
  • HTC Sensation, HTC Thunderbolt 4G
  • Samsung Galaxy Note
  • Samsung Galaxy S3 (e variantes)

Aparelhos descontinuados anteriormente continuam sem o aplicativo de mensagens. E o seu, está na lista?

Fonte: Tecmundo.

Brasil tem os iPhones mais caros do planeta

 


Quando a Apple lança algum produto novo, uma enxurrada de memes toma conta da internet por conta dos preços nas alturas e da previsão de que nem o céu é o limite quando as novidades chegam ao Brasil.

Uma pesquisa feita pelo site Currently.com levantou o preço da nova linha de iPhones 12e, para surpresa de ninguém no Brasil, descobriu que os mais caros são vendidos em terras tupiniquins.

A comparação dos preços lista os cinco países com os valores mais altos e os mais baixos para a nova família de smartphones Apple. Somos o país que paga mais caro por qualquer modelo de iPhone; a seguir, vêm (alternadamente) Itália, México, França e Alemanha. Já a Índia teve uma menção (des)honrosa: é dela o 2° lugar dos mais caros iPhones 12 Max Pro.

Confira abaixo os gráficos com os preços indicados em dólar e que  foram convertidos a partir dos valores cobrados pelos aparelhos em cada país.

Nas alturas

iPhone 12 Mini

Made with Flourish

iPhone 12

Made with Flourish

iPhone 12 Pro

Made with Flourish

iPhone 12 Pro Max

Made with Flourish

Poucos aparelhos

A primeira razão para qualquer celular importado custar tanto é a alta do dólar – só isso faria o modelo mini com 64GB, vendido nos EUA a US$ 699, custar quase R$ 3.650. Porém, ainda temos a pesada carga tributária que hoje encarece um smartphone em 39,8%, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Na época do lançamento do iPhone X, a revista Veja ouviu o editor-chefe do Blog do iPhone, Alessandro Salvatori. Segundo ele, além do dólar em alta e os impostos, o preço alto também é uma estratégia da Apple para reduzir o volume de pedidos no período pós-lançamento.

Salvatori disse que, se a empresa não tem smartphones o suficiente para atender a demanda, ela infla o preço, forçando assim a redução dos pedidos em um primeiro momento. Segundo ele, a tendência é de os preços caírem quando a produção se normalizar, mas nem sempre isso significa preços menores para a população no Brasil.

Fonte: Tecmundo.

30 de dez. de 2020

Análise ao iPhone 12 Pro Max… provavelmente o melhor smartphone do mundo

 A Apple esteve muito ativa no ano 2020. Iniciou o ano com o lançamento de um iPhone SE mas guardou para o último trimestre o lançamento da série iPhone 12. Assim, além de uma nova estrutura, mais retilínea, a empresa californiana inovou novamente no que toca à arquitetura do seu SoC. Apesar de ter saído com o iOS 14.1, os equipamentos só receberam a totalidade das funcionalidades prometidas na versão 14.3. Por isso, esta análise só faz sentido com a versão mais recente do sistema operativo.

Assim, hoje deixamos a nossa análise aquele que será o iPhone mais desejado desde há muitos anos. No foco do trabalho estará o topo de gama, o iPhone 12 Pro Max.

Análise iPhone 12 Pro Max... provavelmente o melhor smartphone do mundo

iPhone 12 Pro Max em vídeo

Especificações gerais do iPhone 12 Pro Max

Este é o modelo que traz mais tecnologia. Apesar do 12 Pro partilhar grande parte das novidades com o modelo Pro Max, este último é o “State of the art”.

O seu ecrã OLED tem 6,7″ com tecnologia Super Retina XDR. A resolução é de 2778 × 1284 píxeis com 458 ppp. O processador que o equipa, bem como a toda a linha do iPhone 12, é o Apple A14 Bionic com uma unidade Neural Engine de última geração.

Análise ao iPhone 12 Pro Max... provavelmente o melhor smartphone do mundo

O iPhone 12 Pro Max pode ser encontrado em três versões de armazenamento diferentes: 128, 256 e 512 GB. Além disso, está disponível em quatro cores: grafite, prateado, dourado e azul pacífico. Esta última cor é uma novidade nos mais recentes produtos da Apple.

O modelo Pro Max é também aquele que dispõe do melhor módulo de câmaras dos quatro iPhones apresentados em outubro.

CÂMARAS TRASEIRAS:
  • 16 MP com abertura f/1.6 – grande angular de 26 mm (PDAF, IBIS)
  • 12 MP com abertura f/2.2 – telefoto de 65 mm (PDAF, OIS, zoom ótico 2,5x, zoom digital até 12x)
  • 12 MP com abertura f/2.4 – ultra grande angular de 13mm
  • TOF 3D LiDAR
  • Vídeo: 4K@24/30/60fps, 1080p@30/60/120/240fps HDR, Dolby Vision HDR (60fps), gravação de som em stereo
CÂMARAS FRONTAIS:
  • 12 MP com abertura f/2.2 – grande angular 23mm (gyro-EIS)
  • SL 3D, (profundidade/sensor biométrico)
  • Vídeo: 4K@24/30/60fps, 1080p@30/60/120fps

Estamos perante o primeiro dos iPhones preparado para ligações 5G. Aliás, a Apple, em apenas dois meses, é a marca que mais smartphones 5G vendeu no mundo. Este é um marco muito importante para a empresa e para o segmento em geral que já contava com proposta 5G há bastante tempo.

Adicionalmente, destacamos a inclusão de NFC, Wi‑Fi 6 (802.11ax), Bluetooth 5.0, sistema de geolocalização com GPS, GLONASS, Galileo, QZSS e BeiDou integrados, e ainda microlocalização iBeacon.

A bateria do iPhone 12 Pro Max tem uma capacidade de 3687 mAh capaz de carregar a 20W com fios e, sem fios, a 15W. Tal como já tantas vezes foi referido, a Apple não inclui adaptador de corrente nas suas caixas, mas o cabo Lightning/USB Tipo-C acompanha o iPhone.

Construção e design

A Apple lançou em 2007 o seu primeiro iPhone. As linhas eram arredondadas no chassi. Este design está então no 2G, no 3G e no iPhone 3GS. Posteriormente, a empresa lançou o iPhone 4. Nessa altura mudou muita coisa não só em termos de hardware, mas sobretudo no aspeto do dispositivo. Linhas mais retas e um iPhone metálico com vidro.

iPhone 12 Pro Max ao lado do iPhone 4

Esta estrutura do iPhone 4 estendeu-se até ao iPhone 5S e depois ao iPhone SE de primeira geração. Com o iPhone 6 a empresa de Cupertino apostou num chassi com uma estrutura arredondada que se estendeu por vários anos e é tendência no segmento. O último desta série foi o iPhone SE de segunda geração lançado já este ano de 2020. Os utilizadores pediam uma nova imagem e a Apple respondeu ao pedido.

De facto o toque num chassi mais retilíneo era mais agradável. Assim, os 4 smartphones da linha iPhone 12 têm agora um design renovado.

As linhas retas nos acabamentos entre o metal e o vidro são então evidentes e se esperava o desconforto outrora sentido nalguns modelos, a Apple conseguiu criar uma estrutura suave e que se encaixa bem na mão.

O recorte que alberga a câmara frontal, todo o sistema TrueDepth e ainda o altifalante, mantém-se presente neste modelo. A opção de perfurar o ecrã, como outras marcas de topo estão a fazer não parece estar nos planos da empresa, ainda que pudessem trazer alguma elegância acrescida a este modelo de topo.

Ainda assim, as margens à volta do ecrã diminuíram, face ao modelo anterior, o que é visto de forma positiva.

Olhando para a traseira, o acabamento mate é perfeito para a diminuição de dedadas. A câmara fica posicionada no canto superior esquerdo, com as lentes bem demarcadas. Um design que, aliás, é herdado do modelo iPhone 11. Neste módulo de câmaras destaca-se ainda o flash LED e o sensor LiDAR.

iPhone 12 Pro Max ao lado do iPhone 11 Pro Max

Nas laterais temos então à esquerda o botão de controlo das definições de som, os botões de volume e o slot do cartão. À direita existe apenas o botão de power. Em cima não existem elementos a destacar, mas em baixo temos o sistema de microfone e altifalante, e a porta Lightning.

Em termos de construção, o iPhone 12 Pro Max destaca-se ainda por ser à prova de água e poeiras, com certificado IP68.

 

O Ecrã – Detalhes finos e HDR

O que salta de imediato à atenção de quem se confronta com o iPhone 12 Pro Max é o ecrã. Estamos a falar num display de 6,7 polegadas, que atinge um pico de brilho de 800 nits.

A resolução de 2.778 por 1.284 do telefone tem mais de 200 píxeis verticais a mais do que o iPhone 12 e 12 Pro, o que torna tudo muito mais legível.

Ao ar livre, o ecrã realmente mostra-se brilhante e assertivo. Mesmo com dias soalheiros, este permanece com a informação bem legível. A luz solar direta pode ser um problema devido à refletividade do ecrã e, portanto, deve ser evitada, se possível, para proteger os seus olhos.

Os ângulos de visão são excelentes, e não encontramos quase nenhuma distorção de cor e apenas uma pequena queda no brilho quando olhamos o ecrã dos lados.

Pese o facto de para alguns ser um ponto menos positivo ter uma taxa de refrescamento de ecrã de 60Hz, acreditem que os 120 Hz não fazem qualquer falta a quem o usa para praticamente tudo o que um iPhone moderno pode ser usado.

Ao usarmos as aplicações, ao vermos os vídeos, com a taxa de atualização de 60Hz tudo é suave. Claro que por trás está um excelente trabalho de otimização do iOS 14.

Ainda no que toca ao brilho, a sua distribuição geral é bastante uniforme e equilibrada. As cores são precisas, não existindo aquele sentimento de belo no ecrã, e feio no olhar.

Claro que estamos a falar das cores quando temos o TrueTone desligado. Não se esqueçam desse pormenor, se é que o usam ligado.

Os testes mostraram que o ecrã do iPhone 12 Pro Max é o “estado da arte”. Nunca um smartphone teve um ecrã tão bem conseguido.

iPhone 11 Pro Max ao lado do iPhone 12 Pro Max

Passando para o capítulo da resistência deste ecrã, a Apple adicionou o Ceramic Shield à frente do iPhone 12 Pro Max, assim como fez com outros da linha do iPhone 12. Desta forma, segundo a marca, a tecnologia torna o painel quatro vezes menos propenso a partir em caso de queda.

Desempenho

Os novos iPhones são alimentados pelo primeiro processador de 5 nanómetros construído pela Apple, o A14 Bionic. Com mais 40% de transístores, oferece mais velocidade e eficiência energética para uma excelente autonomia da bateria.

Além disso, vem com um novo processador de sinal de imagem que está na base da gravação Dolby Vision que, segundo a Apple, é algo que nenhuma câmara de filmar profissional consegue fazer, muito menos outros telemóveis.

De uma forma geral, a Apple ainda garante que a GPU e a CPU conseguem oferecer um desempenho 50% mais elevado do que qualquer outro smartphone. Além disso, o novo módulo Neural Engine apresenta-se 80% mais rápido que o anterior.

Nas tarefas do dia a dia apenas observamos um smartphone completamente fluido. Não existe nada que possamos apontar como negativo. Mas estes pormenores de desempenho acabados de descrever são fundamentais nas tarefas que exigem elevado desempenho, como o é caso de processamento de imagem, tanto em vídeo como em foto. As aplicações mais avançadas de edição disponíveis para iOS podem ser usadas com grande eficácia.

Já para não falar na excelente performance em jogo, uma área cada vez mais explorada pelas fabricantes de smartphones.

Autonomia

Além de todos os pormenores citados, a autonomia surge como um fator diferenciador. A Apple conseguiu criar, tal como já foi referido, um processador que preza pela eficiência energética.

É certo que com o iPhone 11 Pro Max já tínhamos conseguido bons resultados neste campo, mas agora no modelo 12 Pro Max, são notórias melhorias.

A bateria do iPhone 12 Pro Max é de 3678 mAh e suporta carregamento rápido com e sem fios. Não é qualquer carregador wireless que o permite fazer, mas Apple disponibiliza os seus acessórios indicados. O carregamento rápido, não atinge, no entanto, os valores astronómicos que muitas marcas conseguem atualmente. Os tempos de carregamento (dos 0% aos 100%) são sempre superiores a uma hora.

Com o carregador a 20W da Apple é possível, por exemplo, em meia hora carregar mais de 50%, o que é já bastante bom.

Em termos de autonomia, com uma utilização mais básica, é possível ir até aos 2 ou 3 dias de utilização. No entanto, o iPhone é uma peça tecnológica de alto desempenho da qual se deve tirar o máximo partido. Portanto, nos dias mais exigentes é garantido um dia inteiro de utilização.

As câmaras

A área da fotografia e do vídeo são dois dos pontos fortes deste iPhone. Temos três câmaras na traseira e uma na frente, cada uma delas com sensores de leitura de profundidade associados. Na frente todo o sistema TrueDepth e na traseira o sensor LiDAR.

A câmara principal do iPhone 12 Pro Max é de 16 MP com abertura f/1.6 o que garante fotos noturnas absolutamente extraordinárias. Além disso, são conseguidos excelentes resultados em ambientes com menos luz. Esta câmara tem estabilização ótica de imagem com movimento do sensor.

A câmara telefoto de 12 MP tem uma abertura f/2.2 e é indicada para captação de retratos, já que tem zoom ótico 2,5x, ou mesmo para alcançar objetos mais longínquos com o zoom digital até 12x.

Por fim, existe uma câmara ultra grande angular de 13 mm com abertura f/2.4, ideal para fotos de paisagens, com uma distorção nas zonas mais sensíveis quase inexistente.

A câmara frontal tem 12 MP e uma abertura f/2.2. Os resultados conseguidos são de excelente qualidade, sem necessidade de utilizar os efeitos desfocados que a Apple oferece. Estes continuam exagerados, tal como nas outras versões do iPhone já aqui testadas.

Apple ProRAW

A Apple com o lançamento do iOS 14.3 trouxe ao iPhone 12 Pro e iPhone 12 Pro Max uma novidade que faz toda a diferença para quem gosta de fotografia, o ProRAW. Apesar do iOS usar o formato RAW há vários anos, apareceu no iOS 10, agora acrescentou algo mais.

Conforme a própria empresa refere, o Apple ProRAW combina as informações de um formato RAW padrão com o processamento de imagem do iPhone, o que oferece mais flexibilidade ao editar a exposição, cor e equilíbrio de branco nas fotos.

Os resultados

O iPhone é uma verdadeira câmara fotográfica e permite-nos chegar a resultados absolutamente fantásticos, considerando que estamos perante um smartphone. Nós já aqui tecemos várias considerações sobre estas câmaras e comparámos com outro peso pesado da fotografia.

As fotografias à noite são um dos pontos fortes deste modelo, ainda que com o modo noturno haja um reflexo das luzes, dependendo do ângulo com que a foto é captada.

O zoom de 2,5x permite-nos captar retratos com um excelente detalhe e com o efeito de fundo desfocado desejado nestes exemplos. Contudo, este não é um smartphone para se fazer Zoom. Depois das 2,5x, o zoom conseguido é apenas digital e os resultados não são de todo bons.

Seguem-se então alguns exemplos.

Retratos

À noite

Com Zoom

Em pormenor e outros exemplos

Veredicto

Sim, o iPhone 12 Pro Max da Apple continua a ser um dos smartphones mais caros que o dinheiro pode comprar.

Contudo, o que se recebe em troca é muito e bom. Claro, não irá servir a todos, até porque a filosofia de utilização destes dispositivos está muito incorporada no conceito de ecossistema, cada vez mais, como temos visto.

Neste novo lançamento gostamos do novo design da estrutura, e tem sido o eco que o mercado tem refletido. Muitos utilizadores estão satisfeitos pela Apple ter apostado num chassi que foi abandonado lá atrás no SE de primeira geração. Quando o seguramos percebemos que a Apple continua a manter uma excelente qualidade de construção e oferece muito desempenho concentrado agora num SoC de 5 nm.

Apesar de uma bateria menor, a duração da bateria do iPhone 12 Pro Max não sofreu danos perceptíveis e a precisão das cores do ecrã é excelente.

Além disso, o novo iPhone suporta agora conectividade 5G moderna. A Apple foi ambiciosa e colocou em toda a sua linha, do mini ao Max.

Nestes modelos Pro, a empresa de Cupertino lançou o carregamento sem fio MagSafe até 15 W. Ainda não é um supra-sumo do carregamento rápido, mas de forma equilibrada, a empresa californiana parece estar a dar passos para ser rápido e carregar e equilibrado a gastar.

Aliás, no que toca ao consumo de energia o A14 Bionic acabou por ser uma grande melhoria em relação ao seu antecessor. Este tem efetivamente uma melhor eficiência energética. Depois é usar sem pudor e tirar partido das quase 17 horas sem desligar… a bateria de 3.687 mAh vai durar vários dias, no seu trabalho diário.

Na fotografia esta máquina também dá cartas. O seu conjunto de câmaras deu um salto quer no hardware, quer no software.

Graças a vários novos recursos inovadores, como ProRAW (que só ficou disponível no iOS 14.3 e é alvo desta análise), ou o HDR3 e suporte DolbyVision para vídeos gravados, o apelido “Pro” parece ser bem justificado. Profissionais de edição de fotos e vídeos certamente irão beneficiar com estes novos recursos.

Apple iPhone 12 Pro Max

Apple iPhone 12 Pro Max
9.8

CONSTRUÇÃO E DESIGN

10/10

ECRÃ

10/10

DESEMPENHO

10/10

CÂMARAS

9/10

AUTONOMIA

10/10

PRÓS

  • Bateria de longa duração
  • Ecrã grande e qualidade superior
  • Câmaras excelentes

CONTRAS

  • Fotos com Zoom