18 de mar. de 2021

Malware no macOS disparou em 2020, mas ainda está muito longe do Windows

 Com o crescimento do macOS no mercado, este é um sistema cada vez mais apetecível para os atacantes. Como resultado, têm surgido cada vez mais tentativas de contornar a segurança do sistema da Apple e assim roubar os dados dos utilizadores.

O malware é cada vez mais uma realidade e o ano de 2020 foi um dos mais ativos. Um estudo recente mostrou que o malware no macOS disparou durante o ano de 2020, atingindo valores muito elevados e preocupantes.

malware macOS Windows 2020

2020 foi um ano particularmente ativo no que toca ao surgimento de malware. Uma análise feita pela Atlas VPN, em parceria com a AV-TEST, revelou que o malware no macOS atingiu valores demasiado altos que, comparados com 2019, registam um crescimento de 1.100%.

Novo malware no macOS não parou em 2020

Ao todo, o ano passado viu surgir 1.847 novas ameaças diariamente, o que resultou em 674.273 novas ameaças para o macOS durante o ano todo. Este valor, comparado com os anos anteriores, representa um crescimento muito elevado e uma ameaça clara para os utilizadores.

malware macOS Windows 2020

Comparando com 2019, o crescimento em 2020 foi de 1.092%, tendo por base as 55.556 novas ameaças desse ano. O número de incidências tem-se mantido estável, com 2018 a ter 92.570 novos casos de malware. De acordo com este estudo, 2017 registou 28.949 casos e apenas 5.208 novas formas de malware em 2016.

O Windows teve um cenário ainda pior em 2020

Se os números do macOS podem parecer alarmantes, estes representam apenas uma parte ínfima, de 1%, do que o Windows tem. Neste sistema da Microsoft, e apenas durante 2020, foram encontrados mais de 91 milhões de novas ameaças.

malware macOS Windows 2020

O valor apresentado neste estudo representa a descoberta que mostra quase 250 mil novas ameaças de malware em cada um dos dias de 2020. Fica ainda claro que este registou mais 135 vezes do que foi detetado para o macOS, nesse mesmo período.

Estes números, do macOS e do Windows, são alarmantes e podem revelar problemas ainda maiores para o ano atual. Se no caso do sistema da Apple os números ainda estão baixos (2.474 registos de novo malware), o mesmo não parece acontecer com o Windows, onde estão já elevados (33 milhões de registos de novo malware).

Fonte: Pplware.

17 de mar. de 2021

AirPods Max: analista diz que a Apple vai vender 1 milhão de unidades

 Não há dúvidas que a Apple tem uma estratégia bem definida para o seu segmento dos produtos dedicados à música. Depois de tirar de linha o HomePod original, a empresa irá apostar mais no HomePod mini e nos AirPods. Neste último produto, espera-se que o produto de luxo, os AirPods Max, vendam bem. Contudo, o cenário pode não ser bem esse.

O analista Ming-Chi Kuo diz que a Apple tem um “dilema” sobre as vendas dos AirPods em 2021, e pode estar a ser motivado também pela quantidade de vendas relativamente pequena dos AirPods Max.

Imagem auscultadores da Apple AirPods Max

AirPods 3 ou AirPods Max, quais os mais preponderantes em 2021?

Numa nota disponibilizada à imprensa, o analista Ming-Chi Kuo relatou que “os AirPods 3” não entrarão em produção em massa até o terceiro trimestre de 2021.

Contudo, não está claro se a Apple continuará a vender os AirPods 2. Como tal, o analista entende que a marca de Cupertino terá em mãos problemas com na gama geral dos AirPods, incluindo os mais recentes AirPods Max.

Em termos de mix de produtos, prevemos que as vendas de AirPods 2 diminuirão significativamente para cerca de 3 milhões de unidades no 3.º trimestre de 2021 (contra 12 milhões de unidades no 3.º trimestre de 2020.

Acreditamos que a transição do produto é a principal razão para o declínio das vendas dos AirPods 2. Achamos que ainda é difícil determinar se os AirPods 2 encerrarão a produção depois que os AirPods 3 entrarem em produção em massa.

Se os AirPods 2 saírem de produção, com a entrada dos AirPods 3, estimamos que os AirPods 3, AirPods Pro, AirPods 2 e AirPods Max representarão cerca de 40%, 28%, 31%, e 1% das remessas totais, respetivamente, em 2021.

Se os AirPods 2 continuarem em produção após a produção em massa de AirPods 3, estimamos que AirPods 3, AirPods Pro, AirPods 2 e AirPods Max representarão cerca de 32%, 28%, 39% e 1% do total de remessas em 2021, respetivamente.

Escreveu Kuo.

Imagem AirPods 3 da Apple

 

AirPods Max “só” vão vender 1 milhão de unidades

Kuo descreve os AirPods Max como sendo de “ajuda limitada” para a linha de produtos. Isto é, ele prevê “vendas anuais de cerca de 1 milhão de unidades”.

Independentemente de a Apple manter ou não os AirPods 2, Kuo espera que os AirPods Max sejam responsáveis no máximo de 1% de todas as vendas de AirPods em 2021. E ele vê o alcance geral em declínio diante da concorrência de rivais de baixo custo.

Acreditamos que o declínio nas vendas dos AirPods se deve à falta de um ecossistema sólido para proteger o crescimento das vendas quando é difícil diferenciar os pontos de venda de hardware dos produtos de baixo preço dos concorrentes.

O analista refere que a chave para o sucesso inicial dos AirPods é a facilidade de uso da conectividade Bluetooth e a alta qualidade oferecida pelo TWS [True Wireless Stereo].

Embora os AirPods ainda estejam à frente da concorrência nestes dois recursos, as principais vantagens são gradualmente compensadas pelas estratégias dos concorrentes para melhorar a experiência do utilizador e reduzir o preço.

Os resultados [de vendas] mostram que os consumidores não estão muito dispostos a gastar mais de 100 dólares para comprar equipamentos do tipo AirPods Pro.

Acreditamos que se as vendas dos AirPods quiserem crescer novamente no futuro, precisam ter um ecossistema forte ou redefinir o comportamento dos utilizadores do TWS através da inovação de hardware (como fornecer funções de gestão de saúde).

Conforme temos percebido, a Apple “declaradamente” não anunciou futuros melhoramentos ou funcionalidades de saúde para a linha de AirPods. No entanto, várias patentes e pedidos de patentes sugerem que é uma área que a empresa persegue.

Fonte: Pplware.

16 de mar. de 2021

Apple lança iOS 14.5 beta 4 para programadores e utilizadores beta públicos

 A Apple dá mais um passo para a versão final de um iOS que tem trazido muita controvérsia. Conforme sabemos, o iOS 14.5 reforçará o movimento “revolucionário”, atribuindo ao utilizador muito mais controlo sobre a sua privacidade.

A empresa lançou há poucas horas a quarta versão beta do iOS 14.5 que chega às mãos dos programadores e utilizadores beta públicos.

Imagem iPhone e Apple watxh a atualizar com iOS 14.5 beta 4 e watchOS 7.4 beta 44

Quarta versão beta do iOS 14.5

Duas semanas passaram depois da beta 3. A cada versão, a empresa de Cupertino cimenta mais os novos recursos. A capacidade de desbloquear o iPhone com o Apple Watch, se o utilizador estiver com a máscara, é uma das principais novidades.

Também há os novos recursos para as AirTags, que

hão-de chegar em breve.

O iOS 14.5 beta 4 está disponível para programadores

e utilizadores beta públicos através de uma

atualização over-the-air na aplicação Definições.

O número da compilação para a nova atualização

é 18E5178a.

 

Atualizações de segurança e as outras atualizações

Uma das novidades desta versão é a possibilidade

de a Apple fazer lançamentos de correções

de segurança no iOS separadas de outras

atualizações.

Uma nova secção adicionada ao menu de 

atualização de software iOS indica que

a Apple fornecerá atualizações de 

segurança independentes para os 

utilizadores de iPhone e iPad.

Assim, os utilizadores poderão escolher

se desejam instalar apenas atualizações

de segurança ou atualizações completas do iOS.

Embora ainda não existam mais detalhes sobre esta alteração, o macOS já oferece um método semelhante de atualizações. Quando um Mac executa uma versão mais antiga do sistema operativo, como o macOS Mojave, a Apple oferece atualizações de segurança separadas para que os utilizadores possam obter patches de segurança e correções de bugs sem ter que instalar a versão mais recente do macOS disponível.

O novo código encontrado no iOS 14.5 também menciona

que, depois de descarregar uma atualização 

específica, como uma atualização de segurança,

pode ser necessário excluí-la antes de

instalar outra atualização disponível do iOS.

É difícil dizer exatamente como a Apple 

planeia implementar isso no iOS, mas uma

possibilidade é continuar a oferecer atualizações

de segurança para iOS 14 após o lançamento do

iOS 15, para que os utilizadores possam 

escolher não atualizar para a versão principal

mais recente, mas continuar a receber

 patches de segurança importantes.

 

Novos recursos no iOS 14.5

  • Novo separador “Objetos” na app Encontrar para localizar AirTags e outros acessórios de terceiros
  • O código do iOS 14.5 sugere suporte para Apple Card Family Sharing, mas não está claro se o recurso estará na versão final
  • Ecrã de inicialização horizontal no iPad
  • Atualizações para a app de música, incluindo gestos de deslizar, um recurso de partilha de letras e muito mais
  • Suporte AirPlay 2 para Fitness + treinos
  • Recursos semelhantes ao Waze no Apple Maps
  • Suporte ao comandr PS5 / Xbox Series X

Outros novos lançamentos da Apple:

  • tvOS 14.5 beta 4
  • watchOS 7.4 beta 4
  • HomePod 14.5 beta 4
  • iPadOS 14.5 beta 4
  • macOS Big Sur 11.3 beta 4
Fonte: Pplware.

15 de mar. de 2021

Análise AirPods Max: Os auscultadores de luxo da Apple

 A Apple lançou no passado mês de dezembro uns auscultadores para o segmento HiFi. Contudo, ninguém ficou surpreso com o anúncio dos AirPods Max. Os primeiros auscultadores “por cima da orelha” da Apple foram um dos segredos mais mal guardados do mundo da tecnologia em meses. A surpresa, além do preço, 629,00 €, foi serem de facto muito bons no que respeita à qualidade do som.

Provavelmente, estes auscultadores têm o melhor cancelamento de ruído do mercado. Mas vamos à análise.

Análise Airpods Max: Os auscultadores de luxo da Apple

Equilíbrio perfeito entre a alta‑fidelidade e a magia dos AirPods

Começamos pelo subtítulo que tem o cunho da Apple. Na verdade, é esse mesmo equilíbrio que atinge quando utilizamos estes auscultadores. Também é verdade que alguns pontos negativos afetam consideravelmente este tal equilíbrio.

Os AirPods Max desafiam-nos a testar a qualidade, mas com o foco num conjunto de elementos. O som, o design do produto e a integração no ecossistema. Do preço falamos depois.

Qualidade de construção

Ao contrário de outras marcas que produzem este tipo de equipamento, a Apple não tem tradição histórica no domínio do som, no desenvolvimento das técnicas de áudio. Contudo, a empresa tem uma qualidade reconhecida na sua engenharia. Aquele look&feel que entrega ao utilizador não é só na qualidade dos materiais, mas é também na qualidade de utilização.

Embora o estilo possa não agradar a todos, não há como negar a qualidade do produto no que toca à construção dos Apple AirPods Max. Aliás, como utilizadores de auscultadores de qualidade, como, por exemplo, os Sony WH-1000XM4, Bose Noise Cancelling Headphones 700 ou Bang & Olufsen Beoplay H95, percebemos que o conforto e durabilidade surgem como uma melhoria importante à própria usabilidade.

Os Sony têm aparência e toque quase baratos em comparação com os Apple, que possuem protetores de ouvido de alumínio anodizado numa única peça, perfeitamente fabricados, ligados por uma faixa de aço inoxidável.

Entre as conchas e a cabeça estão almofadas de espuma viscoelástica que circundam facilmente até as orelhas maiores, criando uma vedação suave e surpreendentemente eficaz no bloqueio físico do som.

Os materiais premium tornam os AirPods Max significativamente mais pesados ​​do que os auscultadores sem fio, que são maioritariamente de plástico.

 

Engenharia Apple e áudio computacional

Em termos de engenharia acústica, os AirPods Max possuem um driver dinâmico de 40 mm concebido pela Apple que fornece graves ricos, profundos, médios precisos, e uma extensão de alta-frequência nítida e limpa para que cada nota possa ser ouvida.

Um motor único de íman de anel duplo de neodímio permite aos AirPods Max manter uma distorção harmónica total de menos de 1% em toda a gama audível, mesmo no volume máximo.

Equipado com um chip H1 concebido pela Apple em cada concha auditiva, um design acústico personalizado, e software avançado, os AirPods Max recorrem a áudio computacional para proporcionar uma experiência de audição da mais alta qualidade possível.

Utilizando cada um dos 10 núcleos de áudio dos chips – capazes de 9 mil milhões de operações por segundo – o áudio computacional proporciona uma experiência de audição interessante que inclui EQ Adaptativo, Cancelamento de Ruído Ativo, modo Transparência, e áudio espacial.

Imagem Almofadas para AirPods Max

A título de curiosidade, se quiser substituir as almofadas para AirPods Max, estas custam 79,00 €




 

Conforto e usabilidade

Estes auscultadores da Apple pesam 385g. Isto é, pesam 100g a mais do que os Sony WH-1000XM4, por exemplo. Mas tal é a eficácia do design de distribuição de peso, que realmente não parecem pesados ​​na cabeça e não há pontos de pressão pronunciados.

Durante o teste, embarcamos numa série de sessões de audição longas e ininterruptas e em nenhum momento sentimos qualquer desconforto ou fadiga. Eventualmente, haverá um calor que gera depois um pouco de humidade dentro das conchas acústicas.

… vamos à utilização!

A Apple resistiu à tentação de integrar controlos de toque ao design dos AirPods Max. Contudo, não deixou o produto totalmente em modo mãos livres. Em vez disso, na parte superior da concha, do lado direito, estão dois controlos físicos: um botão simples para alternar entre os modos de cancelamento de ruído, e um botão inspirado na coroa digital do Apple Watch.

Este botão é uma solução particularmente limpa e intuitiva, embora seja um pouco fácil tocar ao ajustar os auscultadores, e a sua baixa resistência significa que podemos ajustar acidentalmente o volume. O que podemos fazer para combater isso é mudar a orientação do volume no iOS.

Dito isso, ao usar a coroa intencionalmente, é um prazer tátil. Gire para aumentar ou diminuir o volume, clique para reproduzir / pausar, clique duas vezes para saltar para a frente e clique três vezes para passar para trás.

Manter a coroa pressionada invoca a Siri, embora, por predefinição, os AirPods Max também estejam sempre a ouvir o comando ‘Hey Siri’.

E a case?

Há coisas que a Apple faz muito bem, há outras que “nem ao diabo lembra”. Do mesmo naipe do carregamento do Magic Mouse 2, esta bolsa de transporte dos AirPods Max parece um sutiã. O que não faltaram foram memes a “reinar” com a escolha da Apple.

Além de parecer parva, ela não desempenha nem mesmo a função mais básica de uma bolsa típica, que é proteger o produto guardado, evitando que se esmurre, amasse ou suje.




Esta saca de transporte não cobre a faixa da cabeça ou a parte superior, ou inferior dos auriculares, então é apenas vagamente mais protetor do que simplesmente colocá-los nus dentro de uma mochila.

Mas tem mais utilidade, atenção. A empresa de Cupertino adicionou uns imanes na bolsa que colocam os AirPods Max num modo de ultra-baixo consumo de energia. Mas… em relação à bateria, já lá vamos.

Quem deve comprar os Apple AirPods Max?

Estes auscultadores levam ao utilizador uma excelente qualidade de áudio. Têm uma boa construção e exigem cuidados na utilização. Apesar de serem compatíveis com um vasto leque de dispositivos Apple, que passam pelo iPhone, Apple TV, iPad e os Macs, seguramente que, combinado com o iPhone, pela mobilidade, haverá uma utilização mais intensiva.

Assim, estes auscultadores serão uma compra para quem quer um som de alta fidelidade, excelente serviço de cancelamento de ruído e que seja um utilizador Apple disposto a pagar os 629 euros. Efetivamente, tem de ser alguém que queira som premium.

Bateria

Este é o calcanhar de Aquiles dos AirPods Max. A título de exemplo, os Sony WH-1000XM4 oferecem 30 horas.

A Apple diz nas especificações que estes auscultadores têm uma autonomia de até 20 horas com um só carregamento, com o Cancelamento ativo de ruído ou o modo Transparência ativado.

Além disso, diz também que se conseguem até 20 horas a ver filmes com um só carregamento, com o áudio espacial ativado e até 20 horas de autonomia de conversação com um só carregamento.

Imagem utilizadora com os Apple AirPods Max

Os AirPods Max estão disponíveis em Cinzento sideral, Prateado, Verde, Azul-céu e Rosa.

Na verdade, todos estes valores ficam aquém dos seus concorrentes mais diretos ou até de equipamentos a metade do preço. A performance da bateria deixa a desejar, mesmo quando utilizamos 20 horas. Contudo, e até há bem pouco tempo, estes auscultadores sofreram de um problema que drenava a bateria quando estavam em descanso.

Aparentemente, esse problema ficou resolvido com a atualização do firmware que a Apple lançou no passado dia 10 de março.

Claro que em 5 minutos de carregamento podemos obter logo cerca de 1,5 horas de autonomia. Portanto, o carregamento desta bateria permite voltar à música sem grande perda de tempo.

No que toca à vida útil, ainda não há informações, pela juventude destes auscultadores.

Som

Em primeiro lugar, a qualidade do cancelamento de ruído é excelente. Visto que estamos a analisar durante uma pandemia, não experimentamos noutros ambientes, como é num avião, num comboio ou no meio de uma cidade ativa, barulhenta e dinâmica.

Contudo, há nitidamente uma qualidade superior neste recurso. A Apple sabe fazer e faz muito bem.

A nossa experiência leva-nos a comparar com outros igualmente muito bons, como é o caso dos B&O Beoplay H95, ou dos Bose Noise Cancelling Headphones 700 ou dos Sony WH-1000XM4.

Um barulho de motor, os ruídos urbanos, as vozes cruzadas… tudo isto fica do lado de fora quando ativamos o cancelamento de ruído. Mas atenção, estes ruídos poderão igualmente ser tratado de forma competente com os Sony. Contudo, no geral, os AirPods Max superam num ou noutro ponto.

Conforme mencionamos, estes auscultadores usam oito microfones no total, um voltado para dentro para ouvir o que está a sair do driver de 40 mm e três microfones externos para ouvir o barulho ao seu redor. Com quatro em cada auscultador, os microfones ouvem ‘200 vezes por segundo’. Depois, ajustam o cancelamento e o EQ adaptável para criar um ambiente de audição adequado.

Explorando agora as outras opções, se quisermos andar pela cidade, e ter a perceção do que nos rodeia, então ativamos o modo Transparência.

Este modo processa ativamente o ruído externo e injeta-o nos nossos ouvidos. Há uma qualidade ligeiramente sintética em determinada parte deste ruído. Bom, é um modo “meio-termo” que cada um terá de escolher para o que serve.

Outra especificação impressionante, que abordamos de forma ligeira em cima, estes auscultadores alcançam uma distorção harmónica total (THD) de “menos de” 1%. O THD é a medição dos harmónicos introduzidos num sinal por um amplificador. Quanto mais baixo for o valor, mais preciso é o sinal.

A Apple afirma que os AirPod Max retêm menos de 1% do THD mesmo com o volume no máximo. Isso significa que quando aumentados para o mais alto possível, eles ainda retêm mais de 99% do sinal original sem interferência ou distorção.

Ora bem, vamos desativar o cancelamento ativo de ruído e perceber o que valem estes auscultadores enquanto meio de transporte de som.

Equilíbrio geral

Começamos com um tema para percebermos o equilíbrio geral do áudio. Ao som de Kendrick Lamar, com o tema Pray For Me, os AirPods Max valorizam as frequências altas, as repetições dos graves e permitiram uma distinção clara da voz, que tem umas particularidades no timbre nem sempre fáceis de separar nas frequências mais baixas.

Os vocais do The Weeknd são brilhantes e cortantes, reverberando de forma fantástica com um tom agudo. Os AirPods Max permitem apreciar as muitas transições melódicas deste tema.

Frequências agudas

Os agudos foram postos à prova num tema muito rico. Max Roach, com o tema Lonesome Lover, obriga os auscultadores a dar tudo para sobressair o piano que está lá bem atrás da voz e, sobretudo, atrás dos pronunciados pratos. Percebe-se a fineza do bater da baqueta no metal. Foi bom, mas não foi bestial.

Apesar disso, só com uns bons auscultadores é que se consegue diferenciar os diferentes sons por tom e frequência, apesar de serem muito semelhantes em timbre.

Este tema deve ser interiorizado como se o estivéssemos a ouvir numa casa pequena, onde, ao fechar os olhos, detetamos o palco sonoro, com a esquerda mais ativa. As notas altas no saxofone funcionam a partir das 3:00 (e às 3:22) dão-nos uma sensação de como os nossos auscultadores têm de lidar com tons perfurantes na gama alta.

Frequências altas, médias e baixas

A seguir, para desfrutar de uma mistura de altos, médios e baixos, nada melhor que Enya, com o tema Orinoco Flow. Um ataque aos graves que obrigam os auscultadores a ser muito competentes para percebermos as marimbas para os agudos, os vocais para os médios e as cordas para os graves.

É interessante focar a nossa atenção para perceber cada parte deste espaço sonoro tão denso.

Frequências graves de baixa ressonância.

Pois bem, para levarmos os AirPods Max a trabalhos forçados, mas sem perder a compostura, vamos deixar esta maldade: Lil Wayne – A Milli. Tão intenso e com vibrações para lá da conta. O “bass” está lá e há uma limpeza na passagem de tons por trás da voz.

Este tema tem um grande som de tambor que fica pendurado na mistura durante um bom tempo. Um bocado com o som nos 70% e a coisa bate forte.

Claro, não podia deixar de testar o palco sonoro, os graves, agudos, velocidade de transições, amplitude, claridade da voz, sem libertar a bom som Eddy Louiss – Funky Day. Apenas este tema teve de ser em “streaming” por não possuirmos o cabo Lightning para áudio de 3,5 mm (que custa 39,00 €).

Todos os temas foram ouvidos e apreciados na aplicação Tidal HiFi. Além disso, foram igualmente usados os auscultadores noutros dispositivos como a Apple TV 4K para experimentar outras tecnologias disponíveis nestes dispositivos em conjunto, como o áudio Espacial.

 

Veredito

Há que destacar, claramente, a qualidade do Cancelamento ativo de ruído, a construção dos auscultadores e a qualidade do som. De facto, com estes pontos, o preço faz sentido, até porque está num nível de outros auscultadores premium que têm preços bem acima do que a Apple cobra pelos AirPods Max. No entanto, pelo que se paga, a Apple deveria ter em atenção alguns pormenores.

Primeiro a bateria que não pode oferecer nada menos que as 30 horas. Vinte horas é já sofrível quando a concorrência, por metade do preço, oferece muito mais. Depois a bolsa. Vamos lá ter consideração, porque quem investe mais de seiscentos euros, precisa de uma case decente para os transportar e, acima de tudo, proteger um dispositivo que não é plástico.

Imagem auscultadores da Apple AirPods Max

Sobre o som, dificilmente por este preço conseguem um som tão equilibrado e com cancelamento ativo de ruído tão poderosos. Pelo menos no mercado atual não serão muitos que, pelos seiscentos e poucos euros, conseguem este nível. Há melhores, com um nível de som mais apurado, mas custam mais do que estes da Apple.

O facto de não trazer cabo para jack 3,5 mm, pelo preço do conjunto, é claramente um ponto negativo. Em resumo, se é utilizador Apple e quer um som fantástico e um produto de excelente qualidade, então os AirPods Max são um bom investimento. Se quer apenas um bom som e um cancelamento ativo de ruído eficaz, por uma ou duas centenas de euros, esqueça estes auscultadores.

Fonte: Pplware.