16 de nov. de 2025

Apple Watch volta a ter oxímetro, mas já está na mira das autoridades

 A Apple Watch volta a incluir uma função de saúde essencial após vários meses de ausência, mas esta regressa imediatamente ao centro das atenções das autoridades norte-americanas. A Comissão do Comércio Internacional dos EUA (ITC) abriu um novo processo, reativando o conflito entre a Apple e a Masimo.

A Apple Watch enfrenta um novo episódio na longa disputa em torno da medição do oxigénio no sangue. Depois de lançar nos EUA uma versão redesenhada desta funcionalidade para contornar uma anterior proibição, a Apple deverá agora responder a um novo procedimento da ITC.

Esta reavaliação surge na sequência de uma nova queixa da Masimo, que contesta a conformidade da solução apresentada pela Apple.

ITC abre novo processo sobre a medição de oxigénio da Apple Watch

Em agosto, a Apple colocou à venda nos EUA uma versão modificada da medição de oxigénio no sangue na Apple Watch, cerca de 18 meses após ter sido obrigada a remover esta função devido a um litígio relacionado com patentes detidas pela Masimo.

A ITC afirma agora ter decidido abrir um procedimento conjunto de modificação e execução para avaliar se esta nova implementação cumpre as condições da proibição inicial. Esta decisão decorre de uma queixa apresentada pela Masimo.

Imagem Apple Watch Ultra 2 com oxímetro

Segundo a agência federal norte-americana, as condições mudaram porque a Apple comercializa atualmente um modelo modificado que não foi avaliado na investigação original. Esta alteração justifica uma nova análise, que será a única questão a decidir no processo.

O exame também pretende apurar se a Apple infringe patentes ao vender um relógio que, depois de emparelhado com um iPhone, ativa as funções contestadas.

Em termos simples, a ITC está a analisar o comportamento da Apple Watch como produto autónomo e também o seu funcionamento quando interage com o iPhone.

A batalha entre a Apple e a Masimo está longe de terminar

A versão modificada desta função transfere o resultado da medição para o iPhone. O utilizador inicia a leitura do nível de oxigénio na Apple Watch, os sensores recolhem os dados, mas os resultados deixam de surgir no relógio. Passam a estar disponíveis na secção Respiração da aplicação Saúde no iPhone.

Como seria de esperar, a Apple contesta firmemente a nova iniciativa da Masimo. Um porta-voz chegou a afirmar que a empresa tenta persuadir a ITC a impedir os utilizadores norte-americanos de acederem a funções de saúde essenciais.

O grupo destaca também que a queixa inicial apresentada à ITC se baseava num modelo de relógio Masimo que ainda não existia. Recorda ainda que, em 2024, um júri considerou que os relógios W1 e Freedom da Masimo violavam deliberadamente direitos de patente da Apple no design de relógios inteligentes, sendo que o modelo W1 já não é comercializado ao público.

Para quem acompanha este confronto entre o gigante de Cupertino e a Masimo, a ITC prevê divulgar a sua decisão dentro de seis meses a partir deste momento.

Fonte: Pplware.

Apple decidiu ir contra a concorrência do streaming e a Apple TV não terá anúncios

 Com o aumento dos preços dos serviços de streaming, todos adotaram a estratégia de lançar um plano com anúncios. Um dos principais resistentes a esta prática foi a Apple TV. E, para já, será essa a decisão, embora a Apple não tenha descartado por completo a possibilidade de um plano com anúncios.

Apple TV anúncios streaming

Apple TV não terá anúncios... por agora

Eddy Cue, responsável de serviços da Apple, confirmou que a empresa vai manter o seu modelo premium para a Apple TV, sem qualquer plano com anúncios em desenvolvimento. O executivo não descartou a ideia, acrescentando que “não quero dizer não para sempre”, mas, agora, a Apple está firme na sua posição e não vai adicionar um plano com anúncios ao seu serviço.

A Apple TV custa atualmente 9,99 euros por mês, sendo consideravelmente mais barato que alguns concorrentes. Tem um preço competitivo mesmo em comparação com alguns planos com anúncios oferecidos por outros serviços de streaming. Um plano com anúncios iria reduzir o preço para um valor ainda mais baixo.

Na Netflix, o seu plano com anúncios representa mais de 50% de todas as novas subscrições nos mercados em que está disponível. A estratégia foi tão bem-sucedida que a Netflix até desenvolveu a sua própria plataforma de anúncios. E, claro, este modelo foi imitado por praticamente todos os serviços de streaming, incluindo Amazon Prime Video, Disney+ e outros.

Apple TV anúncios streaming

Apple vai contra a concorrência do streaming

Esta abordagem da Apple particularmente singular. O principal negócio da empresa é ainda a venda de hardware com elevada margem de lucro. A Apple TV continua, por isso, a ser mais uma “mais-valia”. É uma vantagem premium para justificar o elevado preço dos seus dispositivos e fidelizar os utilizadores ao seu ecossistema de serviços.

Está disponível noutros dispositivos, e a Apple investe em conteúdos próprios para a plataforma, No final de contas, continua a ser um hobby para a empresa, ocupando uma posição muito baixa na sua lista de fontes de receita. A Apple não tem pressa em vencer a guerra do streaming, e a introdução de anúncios poderia ser vista como uma diluição da imagem premium.

A possibilidade de adicionar anúncios no futuro ainda existe. Aquui, a Apple pode optar por fazê-lo quando o serviço começar a ganhar mais espaço em dispositivos que não sejam da Apple, como os telemóveis Android ou as TVs com sistemas operativos da Google.

Fonte: Pplware.

O curioso método de “congelar” os AirPods Max para reparar a avaria

 Sim, leu bem. Nos últimos dias, vários utilizadores dos AirPods Max têm reportado um episódio estranho: ficam “bloqueados”, com três luzes âmbar a piscar, e só voltam a funcionar após… serem colocados no congelador durante algum tempo. Este método improvável reflete não apenas a frustração com um equipamento premium incapaz de cumprir expectativas, mas também revela algo sobre a fragilidade inerente à eletrónica moderna.

1. O problema identificado

Os AirPods Max de primeira geração estão a experienciar uma falha que muitos descrevem como “as três luzes âmbar da morte”, o produto deixa de responder ao reset, não emparelha via Bluetooth e parece completamente bloqueado.

Alguns utilizadores relatam que limpar os contactos e reiniciar pelos métodos oficiais não surtiu efeito.

2. A “cura” improvável: congelador

Surpreendentemente, há quem tenha resolvido temporariamente o problema colocando os auscultadores no congelador durante cerca de 15 a 60 minutos.

Depois de retirados, os auriculares voltam a ligar-se e funcionam normalmente, aliviando utilizadores que pensavam estar perante uma perda total.

Por exemplo, um relato explica:

Acabei de colocá-los no congelador, mas o problema persistiu e não funcionou, e, noutra tentativa, consegui que funcionassem após cerca de 20 a 60 minutos.

3. A explicação técnica provável

Uma teoria partilhada pelos utilizadores (nomeadamente no Reddit) sugere que o problema reside num entrelaçamento de fios finos que ligam as conchas auriculares através da armação: com o tempo, o movimento dos auriculares provoca microfissuras nesses fios.

A contração provocada pelo frio faria com que as fissuras voltem a “tocar”, restabelecendo temporariamente a ligação.

  • O girar repetido das conchas provoca tensão numa zona interna,
  • Surge uma fissura invisível nos fios,
  • O frio contrai os materiais e reestabelece o contacto.

Mas este é apenas um paliativo: a falha estrutural permanece e poderá voltar a ocorrer.

4. O que isto significa para utilizadores e para a Apple

Para quem tem os AirPods Max e enfrenta esta falha, colocar os auscultadores no congelador pode ser uma tentativa de curto prazo para recuperar a funcionalidade, mas não deve ser encarado como uma solução definitiva.

Como alerta um dos relatos:

A má notícia é que, como colocá-los no congelador funcionou, há uma grande probabilidade de que estejam danificados internamente e que a reparação não dure muito tempo.

Para a Apple, este fenómeno revela que mesmo os produtos topo-de-gama não estão imunes a problemas mecânicos/eletrónicos inesperados, sobretudo quando há partes móveis ou ciclos de uso repetido.

5. Recomendações práticas

  • Antes de recorrer ao congelador, tente todos os métodos oficiais de diagnóstico: reset, limpeza de contactos, atualização de firmware.
  • Se decidir experimentar o método do congelador: retire o equipamento da tomada (se estiver a carregar), desligue-o, coloque-o numa bolsa ou embalagem para reduzir humidade, deixe 15-60 minutos, depois seque bem antes de ligar.
  • Nota importante: pode haver condensação ou humidade residual, assegurar que o equipamento está seco antes de usar.
  • Considere que este “remendo” pode apenas adiar o problema; esteja preparado para eventuais custos de reparação ou substituição.

Em resumo...

Colocar uns auscultadores de cerca de 600 euros num congelador pode parecer absurdo, mas no contexto dos AirPods Max com falha de três luzes âmbar revelou-se um truque funcional para muitos, mas meramente temporário.

A mensagem subjacente é dupla: a inovação de áudio de alta gama continua dependente de fiabilidade estrutural, e o utilizador deve estar consciente dos compromissos implícitos, mesmo em produtos premium.

Fonte: Pplware.

13 de nov. de 2025

Raio-X revela: cabos USB-C não são todos iguais, o da Apple é uma peça extraordinária

 O cabo Thunderbolt 4 Pro USB-C da Apple realmente justifica o seu preço de 149 euros? Ou será que um cabo de 5 euros faz o mesmo trabalho?

Imagem cabo Thunderbolt 4 Pro (USB-C) da Apple

Uma investigação da Lumafield revela que o cabo USB-C da Apple (vendido por 149 euros) contém uma placa de microcontrolador de nove camadas em cada extremidade.

Por comparação, cabos mais baratos são construídos com menos fios internos e sem microcontroladores avançados.

Este nível de complexidade técnica explica por que fisicamente dois cabos que parecem iguais (mesmo conector, mesmo revestimento) podem ter capacidades muito diferentes.

Imagem vários tipos de cabos USB-C

O que distingue um cabo premium dos básicos

O estudo identifica que a diferença fundamental está nas capacidades permitidas pelos protocolos suportados:

  • Transferência de dados: a porta USB-C pode suportar padrões muito variados, por exemplo, USB4 até 40 Gbps.
  • Vídeo e áudio: modo DisplayPort Alt Mode, etc.
  • Carregamento de energia: o padrão USB Power Delivery (PD) pode chegar a 100 W ou mais, e alguns fabricantes podem suportar até 240 W.

O cabo da Apple está preparado para lidar com USB4, Thunderbolt 4, DisplayPort HBR3 e carregamento até 100 W.

Em contraste, um cabo mais simples poderá estar limitado a USB 2.0 ou USB 3.x com velocidades baixas e carga reduzida.

Vale o custo extra?

Embora seja inegável que o cabo da Apple apresenta uma construção de topo de gama, a reportagem aponta que não necessariamente faz sentido pagar esse valor elevado, exceto se for preciso utilizar todas as funcionalidades premium.

Para uso típico, carregar um smartphone ou fazer ligação ao computador, o cabo que acompanha o dispositivo ou um modelo de gama média poderão servir perfeitamente.

Por outro lado, se precisa de carregamento de alta potência, vídeo em 8K, Thunderbolt ou usar vários protocolos simultaneamente, aí sim o investimento pode estar justificado.

Este é um cabo barato. Nele podemos ver o alívio de tensão com dois braços e âncora de blindagem na cabeça do conector Amazon Basics

USB-C: considerações para o consumidor

  • Verifique quais protocolos realmente necessita: se vai usar só carregamento e dados básicos, um cabo simples poderá bastar.
  • Certifique-se de que o cabo suporta o padrão de potência que o seu dispositivo exige.
  • Evite cabos muito baratos cuja construção apresente carências — menos fios, sem microcontrolador, menos fiabilidade.
  • Se opta por um cabo premium, escolha um que informe claramente as especificações (USB4, TB4, PD 100 W, etc.).



O estudo da Lumafield confirma que nem todos os cabos USB-C “parecem iguais”: por dentro podem haver diferenças substanciais.

A construção avançada do cabo da Apple justifica tecnicamente o preço elevado, mas isso não significa que seja sempre o melhor valor para todos os utilizadores. O importante é alinhar necessidade, especificações e orçamento.

Fonte: Pplware.