6 de ago. de 2026

Apple volta a surpreender: faturou 109,4 mil milhões de dólares e cresceu 16%

 A Apple apresentou os resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre fiscal de 2026 e voltou a superar as expectativas de Wall Street.

empresa registou uma receita de 109,4 mil milhões de dólares, um crescimento homólogo de 16%, impulsionado sobretudo pelas vendas do iPhone e dos computadores Mac.

Os resultados demonstram que, apesar da crescente concorrência no mercado da inteligência artificial e das pressões sobre a cadeia de fornecimento, a tecnológica de Cupertino continua a apresentar um desempenho financeiro muito sólido.

Lucro e receitas acima das previsões

Além da receita recorde para um terceiro trimestre fiscal, a Apple registou um lucro por ação (EPS) de 2,02 dólares, acima dos cerca de 1,89 dólares esperados pelos analistas.

Mesmo excluindo o impacto positivo de reembolsos relacionados com tarifas norte-americanas, a empresa conseguiu apresentar resultados superiores às previsões do mercado.

Os primeiros resultados financeiros após a passagem de testemunho entre Tim Cook e o novo CEO da Apple mostram uma empresa em excelente forma. Com receitas e lucros acima das expectativas, a tecnológica inicia um novo ciclo de liderança sem perder o ritmo de crescimento.

O iPhone continua a ser o motor da Apple

O grande destaque voltou a ser o iPhone. As receitas desta divisão atingiram 54,25 mil milhões de dólares, representando um crescimento de aproximadamente 22% face ao mesmo período do ano anterior. Trata-se do melhor terceiro trimestre de sempre para a família iPhone.

Segundo Tim Cook, a procura manteve-se muito forte em praticamente todos os mercados, mesmo numa altura em que a Apple enfrenta limitações no fornecimento dos seus chips mais avançados.

Os computadores Mac continuam em alta

Outra surpresa positiva veio da divisão Mac. As vendas cresceram quase 29%, alcançando 10,35 mil milhões de dólares, impulsionadas pela renovação da gama MacBook e pelo crescente interesse em equipamentos preparados para inteligência artificial.

Este segmento voltou a superar claramente as expectativas dos analistas.

Serviços continuam a crescer… mas menos do que o esperado

A divisão de Serviços, que inclui Apple Music, iCloud, App Store, Apple TV+ e outros serviços digitais, gerou 30,74 mil milhões de dólares, um aumento de cerca de 12%.

Apesar do crescimento, este foi um dos poucos segmentos que ficou ligeiramente abaixo das previsões de Wall Street.

China volta a dar boas notícias

Depois de vários trimestres marcados por alguma instabilidade no mercado chinês, a Apple conseguiu inverter a tendência.

As receitas na Grande China cresceram cerca de 22%, atingindo 18,82 mil milhões de dólares, demonstrando uma recuperação significativa numa das regiões mais importantes para a empresa.

Apesar dos resultados, as ações caíram

Curiosamente, os excelentes números não impediram uma reação negativa dos investidores.

Nas negociações após o fecho da bolsa, as ações da Apple chegaram a cair entre 2% e 3%, numa reação que parece refletir preocupações com:

  • O ritmo de crescimento da divisão de Serviços.
  • O aumento dos custos de componentes, especialmente memória.
  • As limitações na produção de chips avançados.
  • A estratégia de inteligência artificial da empresa, que continua a ser comparada com a dos seus principais concorrentes.

Um trimestre que reforça a posição da Apple

Os resultados agora divulgados mostram que a Apple continua numa posição extremamente sólida.

Com 109,4 mil milhões de dólares em receitas, crescimento de 16%, recordes nas vendas do iPhone e uma recuperação expressiva na China, a empresa demonstra que mantém uma enorme capacidade de gerar receitas mesmo num mercado cada vez mais competitivo.

O próximo grande teste será já em setembro, com a apresentação da nova geração do iPhone e a continuação da aposta da Apple na inteligência artificial, área onde investidores e analistas esperam ver uma aceleração significativa.