7 de set. de 2026

Está a pensar trocar um PC Windows por um MacBook? Conheça os principais contras

 A mudança de Windows para MacBook pode trazer vantagens em desempenho, autonomia e longevidade, mas também implica lidar com algumas limitações do macOS, sobretudo no que diz respeito à aprendizagem, jogos, upgrades e integração com outros dispositivos.

Para quem passou anos a utilizar Windows, a transição para um MacBook pode parecer estranha nas primeiras semanas. Atualmente, a diferença é menos evidente graças às aplicações e serviços baseados na Web. Ferramentas como Gmail, Google Docs ou outras plataformas online funcionam praticamente da mesma forma independentemente do sistema operativo utilizado.

Ainda assim, existem vários hábitos que terá de reaprender. Um dos exemplos mais conhecidos está relacionado com o botão direito do rato. Nos trackpads dos MacBook, o clique secundário pode ser feito com dois dedos ou através da tecla Control enquanto clica. É uma abordagem diferente daquela a que os utilizadores de Windows estão habituados.

A instalação de aplicações também pode causar alguma estranheza inicialmente. Embora a App Store torne o processo bastante simples, muitos programas descarregados de outras fontes não recorrem a um instalador tradicional.

Em vários casos, basta arrastar a aplicação para a pasta Aplicações. É um método simples depois de aprendido, mas pode não ser imediatamente óbvio para quem chega do Windows.

A gestão das janelas é outra diferença importante. O Dock do macOS combina aplicações em execução com atalhos, mas não funciona exatamente como a barra de tarefas do Windows, especialmente quando existem várias janelas da mesma aplicação abertas.

Uma solução bastante útil é recorrer aos cantos ativos, disponíveis nas definições do macOS. Esta funcionalidade permite configurar os cantos do ecrã para mostrar as janelas abertas, apresentar o ambiente de trabalho, bloquear o MacBook ou executar outras ações. O Stage Managertambém pode facilitar a organização das aplicações, sobretudo durante períodos de trabalho mais concentrado.

O MacBook continua longe de ser a escolha ideal para jogos

Se o computador também serve para jogar, a mudança para MacBook exige alguma ponderação. A Apple tem vindo a melhorar a situação e existem cada vez mais jogos relevantes disponíveis para macOS, mas a plataforma continua a não oferecer a mesma variedade que um PC com Windows.

Isso não significa que um MacBook seja completamente inadequado para entretenimento. Serviços de streaming de jogos, como o GeForce Now, permitem jogar através de um browser, enquanto o Xbox Cloud Gaming oferece outra alternativa para quem dispõe de uma ligação à Internet adequada.

Também existem soluções de transmissão dentro de casa. Com ferramentas como o Moonlight, por exemplo, é possível executar um jogo num PC Windows mais potente e transmitir a imagem para um Mac.

Desta forma, um MacBook pode funcionar perfeitamente como máquina secundária para jogos, mesmo que não substitua um computador dedicado.

Comprar mais memória ou armazenamento depois não é uma opção

Uma das características mais interessantes dos processadores Apple Silicon é também uma das maiores limitações para quem está habituado a montar ou atualizar PCs.

Ao integrar CPU, GPU e memória num sistema altamente unificado, a Apple consegue obter uma combinação muito eficiente entre desempenho e consumo energético. O problema surge quando pretende melhorar o computador alguns anos depois.

Nos MacBook, a memória e o armazenamento escolhidos no momento da compra ficam, na prática, definidos para toda a vida útil do equipamento. Não poderá simplesmente abrir o computador mais tarde e instalar mais RAM ou substituir o SSD por uma unidade maior.

Por isso, a configuração inicial merece especial atenção. Se existir a possibilidade de precisar de mais espaço ou memória no futuro, é preferível considerar essa necessidade antes da compra.

Os ecrãs táteis continuam ausentes do MacBook

Pode parecer curioso que uma empresa responsável pelo sucesso do iPhone e do iPad ainda não tenha levado os ecrãs táteis para os Mac. Apesar da enorme experiência da Apple com interfaces baseadas no toque, os computadores MacBook continuam a depender de rato, trackpad e teclado.

Há muito que surgem rumores sobre possíveis alterações nesta área, mas não vale a pena comprar um MacBook contando com a chegada iminente de um ecrã tátil. A estratégia da Apple tem sido manter uma separação clara entre a experiência do macOS e a dos seus dispositivos móveis.

Na realidade, esta limitação pode não ser particularmente importante para a maioria das pessoas. Os trackpads dos MacBook são bastante precisos, os gestos estão bem integrados no sistema e muitas operações podem ser realizadas rapidamente sem tocar no ecrã.

Ainda assim, quem está habituado a computadores Windows com ecrãs táteis pode sentir alguma falta dessa possibilidade.

O ecossistema da Apple pode tornar-se difícil de abandonar

Existe ainda uma consequência menos óbvia de mudar para Mac: pode acabar por querer integrar outros produtos da Apple na sua rotina.

Um MacBook pode ser utilizado perfeitamente com um smartphone Android, mas a experiência não será tão integrada como aquela proporcionada por vários dispositivos da própria Apple.

Quando utiliza um iPhone em conjunto com um Mac, funcionalidades como a sincronização através do iCloud tornam-se particularmente convenientes.

Fotografias, documentos, palavras-passe e outros dados podem acompanhar o utilizador entre diferentes dispositivos. Há também funcionalidades que aproximam bastante o iPhone do MacBook e tornam algumas tarefas mais rápidas.

Isto não significa que seja obrigatório comprar tudo da Apple depois de adquirir um Mac. É perfeitamente possível combinar produtos de fabricantes diferentes. O problema é que, depois de experimentar uma utilização mais integrada, poderá começar a valorizar bastante essa conveniência.


A melhor escolha depende sobretudo daquilo que espera do computador.

  • Um utilizador que procura uma máquina portátil para produtividade pode adaptar-se rapidamente ao Mac.
  • Já alguém que pretende máxima liberdade de hardware e acesso ao maior catálogo possível de jogos poderá continuar a encontrar no Windows uma solução mais adequada.