A tecnologia aparece com o iPhone 18 Pro que assina criptograficamente as fotografias no momento da captura. Mas há uma limitação para Portugal.
Criptografia nas imagens captadas pelo iPhone 18 Pro
A Apple explicou como funciona o Reference Image (ou Imagem de referência), um modo opcional dos iPhone 18 Pro que cria uma imagem verificável a partir dos dados do sensor.
A assinatura é feita antes do processamento habitual da fotografia, numa altura em que distinguir imagens captadas de imagens geradas por IA se tornou cada vez mais difícil.
Ao ativar o modo Reference, o sensor da câmara principal reinicia num modo dedicado e assina criptograficamente os dados dos píxeis logo após a captura. A intenção é impedir que uma alteração feita pelo software do iPhone passe por informação original do sensor.
O telemóvel guarda esses dados, juntamente com metadados e registos de tempo, num "negativo digital" seguro.
Esse negativo ainda não é a fotografia de referência que o utilizador pode consultar. Quando decide criá-la, o iPhone envia-o para o Private Cloud Compute. O sistema verifica as assinaturas do sensor e do Secure Enclave, confirma que ambos pertencem ao mesmo equipamento e processa os dados para produzir um JPEG.
A imagem final recebe uma assinatura que combina RSA-3072 e ML-DSA-87, algoritmo concebido para resistir a futuros ataques com computadores quânticos.
A Apple também procura tornar verificável quando a fotografia foi tirada. Em vez de depender apenas da hora indicada pelo sistema operativo, usa dois registos criptográficos que estabelecem um intervalo de captura.
Se o iPhone estiver sem ligação à Internet, o limite superior desse intervalo pode ser acrescentado mais tarde.
Uma prova de origem, com limites
Segundo a Apple, o Reference Image permite verificar que a imagem corresponde ao que o sensor do iPhone captou, sem publicar uma credencial que identifique o fotógrafo ou permita associar publicamente várias fotografias ao mesmo sensor.
A empresa prevê ainda revogar imagens individuais, ou as imagens de um sensor, caso detete fraude. O serviço responsável pela revogação não recebe o conteúdo das fotografias. Estas garantias fazem parte da arquitetura apresentada pela Apple.
Há, contudo, uma distinção essencial: confirmar a origem e a integridade dos dados captados não confirma que a cena fotografada seja verdadeira. A câmara pode, por exemplo, registar uma imagem falsa mostrada num ecrã.
O que a assinatura ajuda a demonstrar é que a fotografia de referência foi produzida a partir dos dados daquele sensor e passou pelo processo de verificação descrito pela Apple.
O modo é opcional e, nesta estreia, funciona apenas com o sensor da câmara principal dos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max.
E funciona em Portugal?
Para os leitores em Portugal, há outra ressalva importante: a captura de Reference Images não estará disponível na União Europeia no lançamento.
A Apple afirma que os utilizadores com iOS 27, iPadOS 27 ou macOS 27 poderão, ainda assim, desenvolver e visualizar imagens de referência. A limitação consta do anúncio oficial dos novos iPhone.

