4 de jul. de 2020

Apple encerra produção de iPhone na Índia por disputa com a China

A Apple encerrou a produção de iPhones na Índia por conta dos conflitos do país com a China. Após o governo indiano bloquear as encomendas vindas do território chinês, as fábricas da Maçã ficaram impedidas de funcionar, já que os componentes necessários para a fabricação dos dispositivos foram retidos nos portos.
Em razão disso, a Foxconn, fabricante de componentes eletrônicos que trabalha para a Apple, teve que mandar centenas de funcionários para casa nesta semana.

Início dos conflitos

Os conflitos começaram na última segunda-feira (29), quando tropas chinesas atacaram tropas indianas na fronteira do Vale de Galwan — região conhecida como Linha de Controle Real que tem sido disputada pelas duas nações há mais de três décadas. Com o ataque, a Índia decidiu impor sanções aos produtos e serviços chineses.

Produção da Apple

Nesta semana, funcionários da alfândega em Chennai, cidad indiana, confiscaram mais de 150 cargas com produtos e peças eletrônicas vindos da China. Os atrasos nessas importações estão atingindo o país no momento em que a cadeia de suprimentos já está afetada pela pandemia de covid-19. 
Nesta sexta-feira (03), o Ministério do Comércio da China afirmou espera que o país “corrija suas ações discriminatórias contra empresas chinesas imediatamente”.
Vale lembrar que a Apple tem sofrido os impactos das mudanças econômicas desde o início deste ano. Em março, a empresa teve que encerrar sua produção na Índia em respeito às medidas de proteção implementadas pelo primeiro-ministro, Narendra Modi. 

App Store



Unsplash/Reprodução
O governo indiano também proibiu a distribuição de 59 aplicativos chineses por lá, incluindo o TikTok — medida que afetou App Store e o Google Play.
Como justificativa, o Ministério de Tecnologia da Índia alegou que os aplicativos estavam “compilando, minerando e criando perfis” dos dados de usuários e que isto gerava ameaças à “segurança nacional e defesa da Índia”.
Nesta sexta-feira (03), a Foxconn informou que as importações da China foram oficialmente liberados pela alfândega indiana. Os apps, contudo, permanecem bloqueados.
Fonte: Tecmundo.

3 de jul. de 2020

Apple fecha 30 lojas devido à segunda onda da covid-19 nos EUA

O aumento no número de contaminações por coronavírus nos Estados Unidos levou a Apple a fechar novamente mais 30 lojas espalhadas pelo país. Em comunicado divulgado no mês passado, a companhia já havia sinalizado que adotaria tais medidas. “Tomamos essa decisão por precaução e acompanharemos o cenário para que possamos receber nossos colaboradores e consumidores o mais rápido possível.”
De acordo com uma análise do The new York Times, os casos de covid-19 estão crescendo cada vez mais em diversos estados, incluindo naqueles em que a empresa da Maçã decidiu paralisar suas operações. Alguns deles, inclusive, foram os primeiros a aliviar diversas restrições, como Texas e Flórida.
Em junho, um novo recorde foi atingido pelos EUA, que contabilizaram 48 mil novos registros. Ainda em maio, a Apple havia afirmado que retomaria as atividades aos poucos, mas que encerrá-las novamente não estava fora de cogitação. Deirdre O'Brien, vice-presidente sênior de varejo e pessoal da companhia, se posicionou na época: “Analisamos todos os dados disponíveis, como casos locais, tendências de curto e longo prazo e orientações de autoridades nacionais e locais de saúde.”
“Não tomamos tais decisões de maneira apressada – e abrir nossas lojas não quer dizer que não adotaremos medidas de prevenção necessárias se as condições exigirem.” Aparentemente, foi preciso dar um passo atrás novamente.
Fonte: Tecmundo.

iPhone 12 poderá apresentar lentes de alta tecnologia da Largan nas câmaras

A Apple a esta altura estará já a compilar o novo iPhone 12 que daqui a uma par de meses poderá estar a ser apresentado. Assim, alguns elementos a serem montados começam a mostrar onde a empresa de Cupertino foi investir. Segundo o conhecido analista Ming-Chi Kuo, o iPhone 12 terá um conjunto de lentes de alta tecnologia da empresa Largan.
As lentes e o módulo de câmaras parecem ser uma aposta ainda maior no novo iPhone. A fotografia e vídeo estão efetivamente na ordem do dia.
Imagem conjunto câmaras iPhone 12
O próximo “iPhone 12” da Apple incluirá conjuntos de lentes “high-end” na câmara traseira para melhorar a qualidade de imagem. Segundo informações do conhecido analista Ming-Chi Kuo, a Largan fornecerá à Apple as lentes de câmara premium para os smartphones, embora a Apple tenha recebido os mesmos componentes ligeiramente mais cedo nos últimos dois anos.
A produção foi alegadamente adiada durante quatro a seis semanas na segunda metade deste ano. Como tal, este atraso poderá significar que a entrega dos iPhone caia entre agosto e outubro.
Imagem ilustração do iPhone 12

Atraso na entrega das lentes podem apontar nova data para o iPhone

Conforme pode ser lido na nota informativa de Kuo, este não menciona a razão do atraso. No entanto, as causas podem ser naturalmente derivadas da pandemia. Espera-se que a Apple ainda anuncie os iPhones em setembro, mas rumores têm afirmado que alguns modelos de iPhone poderão não ser lançados antes de outubro ou novembro.
A última nota de Kuo não especifica que tipo de lente de alta tecnologia será utilizada no iPhone 12, mas numa nota anterior afirmou que o modelo do iPhone de 6,7 polegadas apresentará múltiplas melhorias na câmara traseira, incluindo sensores maiores que captam mais luz para uma melhor qualidade de imagem.
Espera-se que a Apple lance iPhones de 6,7 e 6,1 polegadas de gama alta com câmaras de lente tripla, e iPhones de 5,4 e 6,1 polegadas de gama baixa com câmaras de lente dupla. Anteriormente, Kuo disse esperar que os iPhones de 6,1 e 5,4 polegadas entrem em produção em massa em setembro, enquanto a produção em massa no maior iPhone de 6,7 polegadas será adiada até outubro devido ao seu design mais complicado.

Portanto, o que noutros anos se esperava em setembro, este ano já derrapou até novembro. Claro, estamos apenas na esfera dos rumores.
Fonte: Pplware.

2 de jul. de 2020

Google ainda paga milhões à Apple para ser o mecanismo de pesquisa predefinido no Safari

A Apple tem no seu ecossistema uma grande valia, tendo em conta que nenhuma outra empresa conseguiu criar um conjunto de ofertas desta magnitude. Como tal, muitas empresas pagam para estar dentro da vasta oferta Apple. Por exemplo, a Google pagou à Apple cerca de 1,5 mil milhões de dólares, ano passado, pela posição predefinida no Safari em utilização no Reino Unido.
Os reguladores britânicos estão a analisar um acordo de longa data entre Apple e Google. Em causa está o mecanismo de pesquisa predefinido no navegador da empresa de Cupertino.
Imagem motor de pesquisa Google no Safari da Apple
Não há a mínima dúvida que para lá de serem rivais e concorrentes, as duas empresas gigantes são parceiras. Ambas ganham milhões com a existência de serviços de parte a parte.
De acordo com um relatório atualizado compilado pela Autoridade de Concorrência e Mercadosdo governo do Reino Unido, a Google paga à Apple uma “maioria substancial” dos 1,2 mil milhões de libras esterlinas (cerca de 1,5 mil milhões de dólares) que paga todos os anos apenas no Reino Unido pelas chamadas posições padrão. Isto significa que este é o valor que a Google paga à outra empresa para o seu motor de pesquisa ser o predefinido no seu navegador.
O relatório diz que o acordo cria uma “barreira significativa à entrada e expansão” para os concorrentes do Google. O relatório também sugere limitar a capacidade da Apple de monetizar tais acordos ou oferecer aos utilizadores uma opção de mecanismo de pesquisa na configuração.
Imagem Safari com Google Search no macOS

Safari é muito lucrativo para a Apple

Desde há muitos anos que o Safari móvel conta com a pesquisa do Google. Como tal, esta parceria torna o iPhone num gerador de receita substancial para os negócios de anúncios para smartphones da Google. Assim, a gigante das pesquisas ganha uma enorme vantagem competitiva sobre a concorrência.
Em 2014, documentos judiciais revelaram um pagamento de mil milhões de dólares feito pela Google para garantir a posição padrão no Safari móvel nos EUA. Analistas estimam que este valor só tenha aumentado nos anos seguintes. A Apple beneficia muito com isso, com cerca de 9 mil milhões de dólares por ano com estes acordos de colocação. Contudo, a empresa de Cupertino nunca divulgou números concretos.
Os reguladores estão assim preocupados com o enorme acordo no Reino Unido. No ano passado, por exemplo, os números foram 50% maiores do que a Google pagou pela colocação nos EUA, há mais de seis anos. E estamos a falar numa região muito mais populosa. Tal negócio poderá sufocar a concorrência.

Concorrentes não podem pagar e ficam arredados

Os concorrentes do Google – embora poucos, como o Bing (da Microsoft) e o DuckDuckGo – na verdade, podem não estar em condições de pagar uma quantia tão grande por uma colocação privilegiada no navegador padrão do iPhone.
No relatório, pode ser encontrada, na página 13, informação relativa ao negócio:
Na pesquisa, a Google negociou acordos com a Apple e com muitos dos maiores fabricantes de telemóveis, ao abrigo dos quais paga uma parte das receitas de publicidade de pesquisa a estes parceiros em troca da Pesquisa Google que ocupa as posições de pesquisa padrão no dispositivo.
A escala destes pagamentos é impressionante e demonstra o valor que a Google atribui a estas posições padrão. Em 2019, a Google pagou cerca de £1,2 mil milhões em troca de posições padrão apenas no Reino Unido, a maioria substancial dos quais foi paga à Apple por ser a posição predefinida no navegador Safari.
Os motores de pesquisa rivais ao Google que falámos destacaram estes pagamentos por defeito como um dos fatores mais significativos que inibem a concorrência no mercado da pesquisa. Os consumidores acedem principalmente à Internet através de dispositivos móveis, que representam mais de dois terços das pesquisas gerais, uma percentagem que cresceu substancialmente nos últimos anos e que é provável que continue a crescer no futuro.
Portanto, agora, a Apple e a Google estão debaixo do escrutínio dos reguladores na UE e nos EUA. Estas gigantes começam a preocupar o mundo pelo seu poder, as chamadas Big Tech, que ofuscam qualquer outra empresa de menores dimensões.
Fonte: Pplware.

Aplicação Dictafone no iOS 14 e macOS Big Sur inclui função de redução de ruído

A Apple lançou há alguns dias o iOS 14, além dos seus outros sistemas operativos, para programadores. Ainda longe do lançamento oficial, os sistemas vão sendo descobertos e aparecem novas funcionalidades que não foram abordadas pela Apple no evento WWDC deste ano. Depois do reconhecimento de sons e das várias novidades de acessibilidade, apareceu agora a função de redução de ruído na app Dictafone.
Esta app, Dictafone, utiliza o microfone integrado no dispositivo para gravar voz. Com esta novidade, a captação fica com mais qualidade.
Imagem da aplicação Dictafone no iOS 14 da Apple
A Apple anunciou o iOS 14 e macOS 11 Big Sur durante o evento da WWDC, na semana passada. Conforme foi referido, estas versões foram entregues nas mãos de programadores na sua forma beta. Com isso, todos os dias aparecem novidades e aprendemos mais sobre o que a Apple trará em breve.
Uma das coisas que estamos a aprender são as melhorias não anunciadas que foram introduzidas na aplicação Dictafone, no iPhone, iPad, e Mac.
Uma dessas melhorias é simples, mas pode fazer uma grande diferença em termos de qualidade de vida – Pastas. Os utilizadores serão capazes de organizar os seus memorandos em diferentes pastas.
Parte disso é uma nova funcionalidade Pastas Inteligentes que agrupará automaticamente coisas como gravações favoritas, gravações gravadas num Apple Watch, e muito mais. A própria funcionalidade Favoritos é também ela nova.
No entanto, a novidade nesta app mais interessante é a chegada da Gravação Melhorada. Conforme foi observado por Federico Viticci, a Gravação Melhorada espera reduzir a quantidade de ruído de fundo e eco numa gravação, para tornar mais fácil do que nunca ouvir e compreender a nota que acabamos de criar. Testamos e, de facto, nota-se alguma melhoria.

iOS 14: Investimento em áudio, voz e inteligência artificial

Apesar de já estar a ter o retorno desta aposta, a Apple gastou uma tonelada de tempo e dinheiro em investigação áudio nos últimos anos. Como acompanhamos, a empresa fabricou coisas como o HomePod, AirPods Pro, e as impressionantes colunas no MacBook Pro de 16 polegadas. Portanto, não será novidade obtermos cada vez mais produtos com som melhorado.

Não temos dúvidas que ainda seremos surpreendidos com mais novidades. Seguramente, os utilizadores irão descobrir mais inovações, principalmente quando a Apple tornar públicas as betas, tanto do iOS 14, como do macOS 11 Big Sur, no próximo mês. Contudo, como sabemos, a versão final e aberta a todos só lá para final de setembro… ou início de outubro!
Fonte: Pplware.

Apple poderá vender apenas 15 a 20 milhões de unidades dos iPhone 12 5G em 2020

A Apple vai lançar este ano os seus primeiros smartphones 5G. Apesar de estarem previstos lançamentos de modelos 4G, para responder às necessidades de mais utilizadores pelo mundo, a verdade é que os holofotes estarão apontados para os modelos do iPhone 12 com 5G.
Depois do sucesso estrondoso que foi o iPhone 11 em termos de vendas pelo mundo, a Apple poderá este ano estar pronta para vender menos dos seus smartphones topo de gama.
Apple poderá vender apenas 15 a 20 milhões de unidades dos iPhone 12 em 2020
As vendas do iPhone 11 superaram todas as expectativas. Só no primeiro trimestre do ano, este foi o smartphone mais vendido em todo o mundo, mesmo olhando para opções substancialmente mais baratas. Além disso, na gama alta, o iPhone 11 e as suas variantes, 11 Pro Max e 11 Pro, foram os mais vendidos.
Com o iPhone 12 a vislumbrar no horizonte, previa-se inicialmente que a Apple deveria vender este ano 30 a 40 milhões de unidades do novo iPhone e das suas variantes. Contudo, um relatório recente da DigiTimes, vem contrariar estas expectativas. O relatório refere, portanto, que a Apple deverá apenas vender 15 a 20 milhões de unidades da nova linha de iPhones em 2020.
Os fornecedores de componentes, parceiros da Apple, estão pouco otimistas em relação aos iPhone 12 da série 5G que serão lançados este ano. Isto fez com que revissem em baixa as vendas dos novos modelos.

Apple poderá apenas estar a diversificar fornecedores

Apesar desta expectativa dos parceiros habituais da Apple, a verdade é que ainda é cedo para perceber se realmente a Apple prevê vender menos iPhones este ano. O relatório avança que a empresa poderá simplesmente estar a diversificar a sua cadeia de fornecedores. Assim, poderá diminuir custos e quebrar a dependência que tem face a alguns deles.
Imagem iPhone em queda na China e Apple culpa Coronavírus
O aumento de fabricantes na China, levou a Apple a criar relações com mais empresas na produção dos seus iPads, Apple Watches e até AirPods. 

Há, no entanto, que considerar que a pandemia fez diminuir drasticamente as vendas de smartphones de topo de gama em todo o mundo. Tal poderá refletir-se nas vendas dos novos iPhones 12 5G.
Fonte: Pplware.