19 de out. de 2026

O que acontece às contas Google e Apple quando o proprietário morre?

A morte de uma pessoa levanta também questões sobre o seu património digital, incluindo fotografias, mensagens, ficheiros e outros dados guardados na Google e na Apple. Existem várias opções disponíveis para preparar a transferência destas informações ou evitar que sejam eliminadas definitivamente. Conheça-as.

O que acontece às contas Google após a morte

Sem qualquer configuração prévia, uma conta Google não é automaticamente transmitida à família após a morte do titular. A empresa disponibiliza, contudo, uma ferramenta que permite decidir antecipadamente o destino dos dados pessoais em caso de inatividade prolongada. Chama-se “Gestor de contas inativas“.

Caso não exista qualquer configuração, a Google pode eliminar contas que permaneçam inativas durante, pelo menos, dois anos. A atividade é avaliada através de ações como iniciar sessão ou utilizar serviços da empresa.

Os familiares de uma pessoa falecida também podem contactar a Google para solicitar a desativação da conta antes desse prazo. No entanto, este pedido não garante o acesso às informações nela armazenadas.

Apple permite escolher contactos para a herança digital

A Apple disponibiliza uma solução semelhante, denominada Contacto de legado, que permite designar até cinco pessoas para aceder a determinados dados após a morte do titular.

A configuração é feita nas definições da Conta Apple e gera uma chave de acesso que deverá ser guardada pelo contacto escolhido. Após o falecimento, será necessário apresentar essa chave e uma certidão de óbito para solicitar o acesso aos dados elegíveis do iCloud.

Depois de o acesso ser autorizado, o contacto de legado dispõe de três anos para descarregar as informações disponibilizadas. Terminado esse período, a conta é eliminada permanentemente. Existem, contudo, limitações importantes: conteúdos comprados digitalmente, como livros, filmes e música, não estão incluídos no acesso concedido através deste mecanismo.

Quem não tiver designado um contacto de legado fica sujeito às regras de inatividade da Apple. Segundo a política descrita, após um ano sem atividade no iCloud, é enviado um aviso por correio eletrónico e a conta é eliminada 30 dias depois.

Como proteger o património digital antes que seja tarde

As regras diferem entre as duas empresas, mas a prevenção é essencial. Configurar antecipadamente as opções de legado, escolher pessoas de confiança e explicar-lhes como poderão aceder aos dados pode evitar a perda de fotografias, documentos e outras memórias digitais. 

É uma forma simples de deixar instruções claras e reduzir as dificuldades administrativas para a família num momento já particularmente difícil.

iPods antigos vão ganhar Bluetooth, Wi-Fi e Spotify com este novo projeto

 Os clássicos iPods da Apple poderão receber uma segunda vida graças a um projeto que acrescenta conectividade sem fios, USB-C e acesso a serviços de música atuais. A solução pretende preservar o design e a simplicidade dos leitores originais, adaptando-os às necessidades tecnológicas de 2026.

Um iPod clássico com tecnologia atual

Os fãs da icónica roda de clique da Apple poderão voltar a utilizar os seus antigos leitores de música sem depender exclusivamente de auscultadores com fios ou de ligações USB proprietárias. O projeto Sprout pretende modernizar determinados modelos, mantendo a experiência de utilização que tornou estes dispositivos tão populares.

Desenvolvidas com tecnologia Raspberry Pi, estas placas permitem atualizar o hardware original sem necessidade de soldadura, recorrendo a um sistema operativo próprio e de open-source.

Bluetooth, USB-C e armazenamento até 2 TB

A versão Sprout Pico deverá ser a opção mais acessível, embora os preços ainda não tenham sido anunciados. Entre as funcionalidades previstas encontram-se o áudio por Bluetooth, a compatibilidade com AirPods, um conversor digital-analógico de alta qualidade e uma ligação USB-C com saída de áudio digital e suporte para comandos integrados no cabo.

A lista inclui ainda Wi-Fi, dois pinos GPIO, armazenamento através de cartões microSD até 2 TB e suporte para baterias de 1200 ou 2500 mAh. Os utilizadores poderão também reproduzir ficheiros AAC, ALAC, FLAC e Opus, além de descarregar podcasts.

Já o Sprout Pi acrescenta um Raspberry Pi Compute Module Zero, abrindo caminho a funcionalidades como AirPlay, aplicações personalizadas e reprodução de música através do Spotify e do Apple Music.

Uma interface retro com aplicações modernas

O vídeo de apresentação demonstra o processo de instalação, que pode ser revertido, e mostra os dispositivos a funcionar com auscultadores sem fios, uma coluna HomePod e outros equipamentos Bluetooth.

Apesar do hardware atualizado, a interface mantém o aspeto monocromático e a baixa resolução dos ecrãs originais. Mesmo com estas limitações, o sistema consegue apresentar controlos dos AirPods, podcasts recentes e conteúdos de plataformas de streaming. O projeto inclui ainda aplicações como o MacPaint, uma calculadora e o jogo Crash Bandicoot.

Não deixe cair o iPhone Duo: ecrã avaria e o arranjo custa mais que um iPhone novo

 Quem planeia comprar o novo iPhone Duo vai ter de redobrar as atenções mal o tire da caixa. A tabela oficial de assistência técnica já foi revelada e traz valores que deixam qualquer consumidor sem fôlego. Qualquer queda aparatosa ou azar do quotidiano arrisca-se a transformar uma simples ida à assistência num rombo financeiro.

O valor de entrada deste dobrável ronda os 2.399 euros no mercado europeu, pelo que ninguém esperava orçamentos propriamente simpáticos. O problema é que, ao contrário de outros mercados, em Portugal não existe o programa oficial AppleCare+, o que deixa qualquer utilizador totalmente desprotegido perante a tabela oficial da marca.

O caso mais assustador acontece com o ecrã interior flexível, cuja substituição fora da garantia fica nuns impressionantes 1.149 euros. Este montante supera com facilidade o custo de comprar um iPhone 17 novo diretamente numa loja.

Se o azar for ainda maior e o problema for parar à categoria de outros danos, que abrange o chassis e danos internos graves, a fatura dispara para os 1.719 euros. Por outras palavras, quem tiver a infelicidade de partir o dispositivo pode pagar tanto pelo conserto como pagaria por um modelo Pro acabado de estrear.

Mesmo as reparações mais corriqueiras cobram uma fatura pesada no bolso. A simples troca do ecrã frontal externo atinge os 489 euros, enquanto a bateria e o módulo da câmara traseira ficam por 269 euros cada. O vidro traseiro não baixa dos 219 euros e apenas a película protetora da tampa escapa ao choque inicial, cifrando-se nos 55 euros.

Sem proteção oficial, o utilizador fica sem rede

A ausência do serviço de cobertura direta da marca no mercado português agrava de forma drástica todo este cenário. Enquanto lá fora os utilizadores conseguem amortecer estes desastres com franquias de 99 euros no ecrã dobrável, por terras lusas a despesa cai por inteiro na conta bancária do proprietário.

O contraste torna-se ainda mais evidente quando se olha para concorrentes diretos no segmento dos dobráveis, onde a troca de painéis interiores chega a custar um terço deste valor. Sem uma cobertura alternativa, usar o primeiro dobrável da marca nas ruas portuguesas sem uma capa ultrarresistente é jogar à roleta russa com as poupanças.