20 de set. de 2021

AirPods: Apple adiou para o final do outono o suporte à Rede Encontrar (Find My Network)

 Um dos grandes trunfos de 2021 lançados pela Apple foi a sua Rede Encontrar. Isto é, com os AirTags e com novos conceitos de localização remota, a empresa valeu-se dos seus milhões de equipamentos para construir uma rede gigante que protege o utilizador Apple e os seus bens. Para estender a mais dispositivos, a tecnológica californiana havia prometido no iOS 15 o suporte da Rede Encontrar também nos AirPods.

Segundo as informações partilhadas há algumas semanas, o iOS 15 irá permitir vincular AirPods com o Apple ID do utilizador como parte da Rede Encontrar. No entanto, esta novidade ficou adiada para final do outono.

Imagem AirPods Pro e AirPods Max na Rede Encontrar da Apple

AirPods Pro e AirPods Max na Rede Encontrar

Hoje a Apple irá lançar mais ao final da tarde o novo iOS 15. Entre centenas de novas funcionalidades, a Apple introduziu uma que é algo totalmente "fora da caixa". A partir de agora, se alguém lhe roubar o seu iPhone e o desligar, este continuará a estar acessível à Rede Encontrar. Esta teia de proteção aos bens dos utilizadores Apple está ainda a crescer.

Com o aparecimento dos AirTags, a Apple iniciou uma nova e mais abrangente rede de deteção de dispositivos e objetos perdidos. A Rede Find My, em português de Portugal Rede Encontrar, está cada vez mais rica em funcionalidades. Depois de ter adicionado várias opções de monitorização aos AirTags, como o recurso de localização em tempo real, chega a vez desta Rede usar no iOS 15 a tecnologia Bluetooth para localizar precisamente os AirPods quando estivermos perto deles.

Imagem rede Encontrar para detetar AirPods Max

Assim, se os perdermos num espaço perto de nós, podemos utilizar os beacons BT para chegarmos até eles. Este recurso estará disponível para AirPods Pro e Max e também mostrará a localização atual dos AirPods no mapa, mesmo quando não estiverem ligados ao nosso iPhone ou iPad.

 

Suporte está marcado para final do outono

A Apple atualizou recentemente a sua página de recursos do iOS 15 para indicar que o suporte à Rede Encontrar (Find My Network) para AirPods Pro e AirPods Max foi adiado até "mais tarde neste outono", o que significa que o recurso não estará disponível já hoje com o lançamento inicial do iOS 15.

A Apple não forneceu uma razão para o atraso, mas vários outros recursos do iOS 15 também só estarão disponíveis até o final deste ano, como é o caso do recurso SharePlayContactos do Legado Digital, a capacidade de adicionar uma Licença de Condução ou Cartão de Cidadão à aplicação Carteira, além de outras funcionalidades.

Em resumo, este recuso que será implementado nos AirPods Pro e AirPods Max foi projetado para ajudar o utilizador a descobrir os dispositivos através do Bluetooth dos auscultadores para que possa reproduzir um som e localizá-los. Se estes forem roubados ou alguém os encontrar e os emparelhar, o legítimo proprietário também irá saber onde estão.

Fonte: Pplware.

A Apple poderá estar a preparar dois telefones dobráveis, diz rumor

 A Apple lançou na semana passada o seu tão aguardado iPhone 13, entre outras novidades. No entanto, adensam-se os rumores em volta da possibilidade da marca de Cupertino se aventurar no desenvolvimento dos telefones dobráveis.

De acordo com os mais recentes rumores, a Apple estará a preparar não apenas um, mas dois smartphones dobráveis.

Segundo o que já aqui havíamos escrito, o iPhone dobrável da Apple deverá ter um ecrã de 8 polegadas e será lançado no ano de 2023. Além disso, estima-se que venda 20 milhões de unidades. Conhecendo o impacto e popularidade dos produtos Apple, é bem possível que, caso seja lançado, esse objetivo se cumpra.

Mas estas são apenas especulações e, enquanto a rival Samsung já vai na terceira geração dos seus telefones que dobram, a Apple ainda não conta com nenhum modelo deste segmento no seu portefólio.

Apple pode estar a trabalhar em dois telefones dobráveis

No entanto, os rumores mais recentes reforçam que a Apple está mesmo com as mãos na massa dos smartphones dobráveis e parece que estará a trabalhar em duas versões destes equipamentos, que podem seguir a tendência do design dos Galaxy Z Fold e Galaxy Z Flip da Samsung.

Os detalhes revelam que a LG será a responsável pelo fabrico do ecrã, uma vez que tem experiência na produção de equipamentos flexíveis. Tudo indica que já haverá um protótipo com um ecrã de 7,5 polegadas com acabamentos finos.

Mas a grande novidade da marca da maçã poderá ser a possibilidade deste telefone ser o primeiro no mercado a trazer um novo género de ecrã OLED.

Segundo alguns especialistas, mesmo que a Apple lance dentro de um, dois ou mais anos os seus smartphones dobráveis, possivelmente não irá conseguir bater as vendas da Samsung neste segmento. Pelo menos numa primeira fase, onde a participação da empresa sul-coreana deverá manter-se acima dos 75%.

De acordo com as estimativas da indústria, em 2023 devem ser lançados 90 milhões de dobráveis e em 2025 esse valor rondará 100 milhões de unidades.

Fonte: Pplware.

Benchmarks mostram chip A15 do iPad mini menos poderoso que o do iPhone 13

 A Apple lançou há alguns dias o renovado iPad mini. Este tablet não sofria atualizações há 2 anose no evento do passado dia 14 de setembro a empresa de Cupertino apresentou-o com um design moderno, novo hardware e funcionalidades acrescidas. Entre as novidades está o novo e poderoso chip da empresa que equipa o iPhone 13.

Segundo os resultados do Geekbench realizados ao processador A15 Bionic do iPad mini 6, é possível perceber que o chip é, na verdade, ligeiramente menos poderoso do que o do iPhone 13.

Imagem iPad mini com chip A15

Benchmarks mostram um A15 "contido" no iPad mini

Conforme descoberto pela MacRumors, os resultados do Geekbench mostram que o iPad é alimentado por um processador de 2,93 GHz, em comparação com o processador de 3,2 GHz usado no iPhone 13 e no iPhone 13 Pro. No entanto, esta diferença parece não ter grande impacto no desempenho.

Os resultados do teste Geekbench mostram que a pontuação do tablet mini é de cerca de 1.595 nos testes de single-core e 4.540 nos testes de multi-core. O iPhone 13 Pro, no entanto, pontua em cerca de 1.730 e 4.660 nos testes single-core e multi-core, respetivamente.

Imagem iPad mini

O novo mini vem equipado com um ecrã Liquid Retina de 8,3 polegadas

Um poderoso tablet mini

Este é sem dúvida um tablet muito bem equipado e que traz funcionalidades retiradas dos seus irmãos mais velhos e mais "Pro". Aliás, a Apple diz que o novo iPad mini proporciona um desempenho até 80% mais rápido do que a geração anterior do tablet mini, o que o torna "o iPad mini mais capaz de sempre".

No comunicado de imprensa a anunciar o novo iPad mini a Apple disse:

O iPad mini recebe um enorme impulso de desempenho do novo chip A15 Bionic, com o seu design incrivelmente eficiente que proporciona uma duração de bateria de um dia inteiro. A CPU de 6 núcleos proporciona um salto de 40% no desempenho, e a GPU de 5 núcleos proporciona um salto de 80% no desempenho gráfico em comparação com a geração anterior do iPad mini.

O A15 Bionic no iPad mini trata até das tarefas mais exigentes - desde jogos graficamente ricos, a aplicações profissionais utilizadas por designers, pilotos, médicos, e muito mais. Com o seu poderoso desempenho e design compacto, o iPad mini é a derradeira ferramenta que os utilizadores podem levar para qualquer lugar.

Não se sabe qual é a estratégia da Apple ao otimizar este chip no iPad mini com configurações diferentes. Apesar disso, os valores continuam a ser extraordinários e atiram este dispositivo para os primeiros lugares do mercado dos tablets.

Este novo iPad já pode ser encomendado, para entrega a partir do dia 24 de setembro, e tem um preço de entrada de 569 euros.

Fonte: Pplware.

Os sem-abrigo que vivem ao redor do Silicon Valley recebem ajuda que suscita dúvidas

 Embora o Silicon Valley seja amplamente conhecido por ser a casa de muitas das gigantes da tecnologia que conhecemos, o que está à sua volta parece ter inquietado as empresas. Então, a Big Tech prometeu milhares de milhões de dólares para ajudar os sem-abrigo que se instalaram sombra da região.

Contudo, levantam-se dúvidas sobre esta mudança e consequente apoio oferecido pelas gigantes.

Silicon Valley

Conforme adianta a NBC News, Andrea Urton, que cresceu sem-abrigo em Los Angeles, desde cedo testemunhou que os interesses corporativos tendem a descurar a ajuda que podem dar aos mais carenciados. Pela raiz que criou, é CEO da HomeFirst, uma organização que presta serviços aos sem-abrigo, em Santa Clara – condado que alberga o Silicon Valley. Então, foi com surpresa que recebeu uma chamada de um representante da Apple.

Queremos realmente trabalhar no desenvolvimento desta propriedade que possuímos e não queremos apenas expulsar as pessoas.

Disse-lhe o representante.

A oferta da Apple consiste em pagar milhões de dólares à organização liderada por Urton, de forma a ajudar a financiar a relocalização de dezenas de pessoas de um acampamento de sem-abrigo num terreno em San Jose – o terreno em causa pertence à empresa. Aquele seria transferido para um motel próximo ou para um parque de caravanas seguro.

Seja qual for a escolha, a Apple dispõe-se a pagá-la durante nove meses, bem como serviços sociais durante 12.

Nunca tive uma empresa que me abordasse para este nível de apoio e a sua vontade de pagar por ele.

Disse Urton.

Este esforço é semelhante a outros que as gigantes têm vindo a desenvolver para ajudar os mais carenciados. Aliás, em 2019, a Apple comprometeu-se a gastar 2,5 mil milhões de dólares para enfrentar a crise habitacional da Califórnia, e o Facebook anunciou que ia direcionar mil milhões para o mesmo objetivo.

Ajuda da Big Tech a sem-abrigo questionada

Apesar de Urton considerar que a Apple está efetivamente a oferecer ajuda, há ativistas que veem os esforços como insuficientes para resolver problemas que são, na sua opinião, contínuos. Além disso, consideram que esses problemas são, em grande parte, provocados pela própria Big Tech e, portanto, caber-lhe-ia resolver de forma mais eficiente.

É irónico, porque são em grande parte estas empresas tecnológicas que estão a criar desalojamento. Não há alojamento para todos os trabalhadores. Há alojamento para os trabalhadores da tecnologia, mas não há alojamento para os porteiros.

Disse Shaunn Cartwright, um defensor da Bay Area, que conheceu muitas pessoas da comunidade agora desalojada.

Mais do que isso, os preços médios para uma casa de família em nove condados da Bay Area e arredores atingiram os 1.34 milhões de dólares, em maio, num aumento de quase 40% por ano. Tendo em conta esses valores, um estudo do Bay Area Council Economic Institute concluiu que seriam necessários quase 13 mil milhões de dólares para acabar com o problema dos sem-abrigo nos nove condados. Esse valor cobriria os custos de construção e seria acompanhado por cerca de 3.5 mil milhões de dólares para suportar a próxima década.

A Apple tem estado há muito concentrada em ajudar a combater a crise habitacional em toda a Califórnia e a trabalhar com parceiros para apoiar as comunidades em risco e fornecer novas unidades acessíveis. Como os desafios para os arrendatários e potenciais proprietários de habitações continuam a aumentar, acelerámos o nosso apoio e já mobilizámos mais de mil milhões de dólares para novos projetos desde o início de 2020.

Disse a empresa num comunicado fornecido por Rachel Tulley, porta-voz da Apple, depois de recusar responder às perguntas da NBC News acerca do programa de realojamento.

Fonte: Pplware.

19 de set. de 2021

Apple é acusada de publicidade enganosa com MacBooks M1


 No final de julho, comentamos aqui no TecMundo que um número significativo de clientes da Apple estava reclamando nas redes sociais sobre seus MacBooks, especificamente os modelos Pro e Air com o badalado chip M1, feito com o silício personalizado da empresa da maçã. Essas queixas espalhadas pelos EUA transformaram-se em uma ação judicial coletiva, apresentada na terça-feira (14) em um tribunal da Califórnia.

Na petição inicial, os clientes afetados reclamam que as telas de seus laptops simplesmente racham do nada, ou passam a exibir linhas pretas horizontais e verticais. Os reclamantes alegam que os defeitos não decorrem de falta de cuidado, mas devido a um claro problema no próprio hardware.

Como a qualidade das telas do MacBook Pro e do MacBook Air é um dos diferenciais exaltado na publicidade dos produtos, o processo acusa a gigante de Cupertino de “marketing enganoso” e de práticas comerciais “fraudulentas”.

O que os reclamantes pedem à Apple

De acordo com a ação judicial proposta, a Apple tomou conhecimento dessa onda de defeitos, mas optou por não os divulgar aos seus clientes e continuar sua comercialização. Pior: infringiu a lei do consumidor, pois se recusou a consertar as telas mesmo dentro do período de garantia, alegando que os danos haviam sido causados pelos próprios usuários.

Na forma como apresentado ao Distrito Norte da Califórnia, o processo não pleiteia pagamento de danos ou indenização monetária da Apple. A ação solicita que a multinacional reverta o seu "falso marketing" a respeito da qualidade e confiabilidade dos displays de seus MacBooks, e que também "corrija, conserte, substitua ou de alguma forma retifique as suas práticas ilegais, injustas, falsas e/ou enganosas".

A peça jurídica concede à fabricante dos modelos supostamente defeituosos um prazo de 30 dias, contados a partir de 30 de agosto, para se manifestar. Caso contrário, a ação coletiva prosseguirá, e os danos coletivos podem chegar a US$ 5 milhões

Fonte: Tecmundo.


18 de set. de 2021

iPhones conquistam mais de metade do total das vendas de smartphones premium

 Era uma tendência que já se vinha a verificar. Assim, com base no relatório da Counterpoint, a participação de mercado premium global da Apple cresceu de 48% no segundo trimestre de 2020 para 57% no segundo trimestre de 2021. Esta números deveram-se em grande parte ao iPhone 12 e ao sucesso que conseguiu angariar. Vendem-se cada vez mais smartphones premium!

Conforme os dados apresentados, a empresa de Cupertino conseguiu manter a sua enorme participação no segmento premium de smartphones o que mais uma vez deixou para trás a sua maior rival Android, a Samsung.

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Apple domina segmento dos smartphones premium

Trimestre após trimestre, os números do relatórios de contas da Apple mostravam um forte crescimento na venda dos seus produtos, principalmente no iPhone. Com o iPhone 12, as vendas colocaram esta série como o smartphone mais vendido de sempre, batendo mesmo o iPhone 6S que detinha o recorde de 222 milhões de unidades.

Os analistas apontam que toda a série iPhone 12 venda entre 240 e 250 milhões de unidades.

Com base no relatório da Counterpoint, a participação de mercado premium global da Apple cresceu de 48% no segundo trimestre de 2020 para 57% no segundo trimestre de 2021. Conforme referido, um dos grandes obreiros destes números foi o iPhone 12.

Poderão estar a questionar-se o que considera a Counterpoint como segmento de mercado premium. A empresa considera que são os dispositivos que estão no mercado de revenda num valor acima dos 400 dólares (cerca de 340 euros).

Disto isto, o desempenho da Apple no segmento ultra-premium, onde os dispositivos estão a ser vendidos a 800 dólares (aproximadamente 680 euros) ou mais, é igualmente um feito!

Mercado dos smartphones premium está crescer

Se analisarmos todo o mercado de smartphones premium, esta faixa de preços específica representou 36% das vendas de smartphones premium no primeiro trimestre de 2021. Assim, isto representa um crescimento de 182% em relação ao período homólogo.

Apple foi responsável por quase três quartos das vendas deste segmento no segundo trimestre de 2021, acima dos 54% do ano anterior. Mais uma vez, isto deve-se em grande parte ao sucesso do iPhone 12 Pro e 12 Pro Max, como sugere o relatório da Counterpoint.

No que diz respeito à concorrência, os OEMs Android esforçaram-se por acompanhar a Apple no segmento de mercado premium. A Samsung conseguiu manter uma quota de 22% no segundo trimestre de 2020, mas esta quota caiu para 17% no segundo trimestre de 2021.

A Counterpoint salientou que isto se deve às restrições de fornecimento, mas mesmo assim, a Samsung conseguiu ver um aumento de 13% nas vendas na categoria premium durante este período.

Surpreendentemente, a Huawei continuou também a ser o maior fabricante mundial de smartphones na categoria premium. No entanto, o fabricante chinês viu um declínio e caiu para apenas 6% no segundo trimestre de 2021, de 17% no segundo trimestre de 2020.

A razão pela qual a Huawei ainda está no radar deve-se em grande parte à sua força no mercado chinês, onde continua a ser o segundo maior OEM no segmento premium.

Fonte: Pplware.