20 de jun. de 2022

iOS 16 traz Face ID às fotos que estão ocultas e às apagadas

 A Apple a cada novo sistema operativo acrescenta funcionalidades nativas que antes eram possíveis ter através de aplicações de terceiros. Não será por não querer dar ao utilizador essas ferramentas, mas é sobretudo para favorecer o mercado, rico, dos programadores. No iOS 16 a Apple decidiu colocar o Face ID como garante da privacidade da pasta de fotos ocultas e apagadas.

Hoje trazemos um pequeno guia de como usar esta funcionalidade de ocultar as fotos e mostrar como agora este espaço está protegido contra olhares indiscretos.

Imagem do iOS 16 com as Fotos ocultas e com acesso via Face ID

iOS 16 traz autenticação nos álbuns de fotos Oculto e no Apagado

A próxima atualização do iOS 16 da Apple dará às pessoas mais tranquilidade. Isto é, irá permitir bloquear acesso a fotos e vídeos excluídos e ocultados recentemente por trás da segurança biométrica. Isso significa que as pessoas precisarão de usar o Face ID ou Touch ID para ter acesso a estas "pastas".

Com o iOS 15 instalado, as fotos e vídeos ocultados e excluídos recentemente são facilmente encontrados na aplicação Fotografias, e basta tocar nos álbuns para que tudo seja revelado. Conforme referimos anteriormente, isso vai mudar quando o iOS 16 chegar ainda este ano, com um desafio biométrico que impede qualquer pessoa de ver dentro dos álbuns sem primeiro autenticar.

Mas como posso ocultar uma imagem na app Fotografias?

Possivelmente não será das funcionalidades mais usadas. Mas também já reparou que muitas vezes quer mostrar fotografias a alguém e não interessa que essa pessoa veja mais do que aquelas que lhe quer mostrar. Assim como ter documentos fotografados com códigos ou outras imagens que sejam somente do seu foro privado e pessoal.

Para colocarmos essas fotografias e vídeos na pasta Oculto, basta...

  1. Na foto(s) ou vídeo(s) clique para selecionar ou abrir esse conteúdo.
  2. Toque em botão Partilhar e, depois, toque em Ocultar na lista das opções.

Esta mecânica é a que está atualmente em funcionamento no iOS 15. Com o iOS 16 a forma de ocultar, o menu, melhor dizendo, será alterado. Mas para já é este o caminho.

Esta funcionalidade existe há muitos anos, mas pela mão de aplicações de terceiros. Também era possível ter a app Fotografias toda ela bloqueada através da funcionalidade Tempo de ecrã > Usar código do tempo de ecrã.

Fonte: Pplware.







Com o sucesso de vendas dos AirTags, a Apple poderá trazer nova versão

 Os AirTags foram um lançamento de sucesso da Apple. A rede Encontrar (Find My) trouxe uma nova realidade à procura de objetos perdidos ou roubados, assim como foi potenciada pela funcionalidade nos iPhones destes serem encontrados mesmo quando estão desligados. Tudo contribuiu para esta rede se tornar global, com utilização de milhões de pessoas e isso aumentou o interesse nos AirTags.

Com este cenário, o analista Ming-Chi Kuo acredita que a Apple poderá estar a preparar o lançamento da segunda geração deste dispositivo.

No dia 20 de abril de 2021, no evento online Spring Loaded, a Apple apresentou os AirTags. Passado uns dias, o dispositivo estava disponível para venda e desde então tornou-se num caso de sucesso. Apesar de nem sempre ser pelas melhores razões, o mundo falou nas suas capacidades de localização e em tudo o que pode fazer pela segurança dos bens dos utilizadores.

Em um post no Twitter neste domingo, o analista Ming-Chi Kuo, da TF Securities, acredita que a popularidade do acessório ainda está a aumentar. É muito preciso e, acima de tudo, económico, face a outros do mesmo nível de precisão.

 

AirTags: Gradualmente tornaram-se num acessório de localização muito popular

Os AirTags "cresceram gradualmente em vendas desde o seu lançamento", escreve o analista. Acredita-se que as estimativas de vendas tenham atingido 20 milhões de unidades vendidas deste localizador em 2021, enquanto em 2022, estima-se que chegará a 35 milhões.

Kuo ressalta que o AirTag "não recebeu muita atenção", referindo-se a como a Apple lançou o localizador e configurou os sistemas conectados, mas não fez nenhuma alteração real no produto até agora.

Se as vendas dos AirTags continuarem a crescer, acredito que a Apple desenvolverá a 2.ª geração.

Referiu o analista.

Imagem AirTags da Apple

O que poderá a Apple trazer de novo?

Lançar um modelo de segunda geração é praticamente um dado concreto no que toca à política de lançamento de produtos da Apple. A empresa por norma lança no mercado uma primeira versão, refina-a com algumas correções e melhorias, mas depois lança uma segunda com novidades que os utilizadores deram conta que fazem falta.

Além disso, a empresa costuma introduzir mais funcionalidades que capacitem o produto para ganhar espaço face à concorrência, caso esta se tenha aproximado.

Embora não seja um grande salto na especulação, o comentário de Kuo é um raro voto de confiança de que um novo modelo pode chegar em breve. Claro, o design pode ser melhorado, tornando o AirTag mais fino, poderá ganhar outras tecnologias para interagir com mais dispositivos e poderá refinar o que oferece atualmente.

Fonte: Pplware.


Apple paga 5 vezes mais que concorrência por falhas de segurança, mas tem de melhorar

 Ao longo dos anos, as grandes empresas como a Apple, Google ou a Microsoft, têm criados programas para encontrar problemas de segurança graves. Estes são alimentados por investigadores privados e têm recompensas associadas, para manter o interesse e serem apelativos.

Um estudo recente veio mostrar que é a Apple quem domina neste campo, no que toca a pagamentos. Ainda assim, este programa de caça aos bugs da gigante de Cupertino tem ainda muito que melhorar para ser realmente apelativo.

Apple falhas segurança programa bugs

O programa de caça aos bugs

Os programas de caça aos bugs têm um objetivo único. As grandes empresas querem descobrir problemas de segurança e para isso recorrem aos investigadores de segurança, que estão constantemente a avaliar os sistemas e as apps destas empresas.

Claro que isso tem uma vertente monetária, que assim os cativa para estarem ligados e não os fazerem render em mercados mais alternativos. Esta é uma situação cada vez mais comum e que as marcas têm de conseguir controlar.

Apple falhas segurança programa bugs

Apple paga mais que a concorrência

Uma avaliação recente deste cenário mostra que a Apple está no topo no campo dos pagamentos aos investigadores de segurança. A sua liderança coloca-a a pagar 5 vezes mais do que a concorrência, com valores entre os 100 mil e o milhão de dólares.

Esta avaliação mostrou ainda que em segundo lugar temos a Samsung, que tem pagamentos aos programadores de segurança entre 200 e 200 mil dólares. A Huawei destaca-se ainda com pagamentos entre os 200 e os 224 mil dólares.

Apple falhas segurança programa bugs

Tratar melhor as falhas de segurança

Apesar de estar no topo, a Apple e o seu programa de bugs de segurança não são isentos de problemas. Há muitas queixas de investigadores de que muitas falhas reportadas acabam ignoradas pela empresa. Entretanto, este foi reformulado e estará a funcionar melhor.

Estes são programas importantes e que mantém as falhas longe dos atacantes e de empresas que as exploram. É do seu interesse manter os investigadores cativados e a contribuir de forma ativa e positiva para impedir problemas.

Fonte: Pplware.

17 de jun. de 2022

Reino Unido processa a Apple pela lentificação de 25 milhões de iPhones

 Já não é propriamente uma novidade que os modelos de iPhone antigos começavam a ficar mais lentos assim que novos smartphones da marca da maçã eram lançados no mercado. Esta é uma realidade que muitos utilizadores já reconheceram e com a qual, definitivamente, não concordam.

Assim sendo, agora o Reino Unido processou a Apple por limitar e desacelerar 25 milhões de iPhones dos seus habitantes.

iphone

Apple processada por lentificar iPhones no Reino Unido

De acordo com as mais recentes informações, o Reino Unido processou a Apple devido à limitação e lentificação dos seus iPhones. A ação judicial foi aberta pelo investigador Justin Gutmann, onde é exigido da marca da maçã 907 milhões de dólares para ocultar o software que desacelerou os iPhones em até 58%, o que afetou então 25 milhões de utilizadores britânicos.

Gutmann, que é um defensor dos direitos do consumidor, entrou com a ação no Tribunal de Apelação em matéria de Concorrência do Reino Unido com o objetivo de obter uma compensação pelos danos sofridos pelos britânicos com iPhones afetados pela limitação dos mesmos. Como seria de prever, trata-se de modelos de iPhones mais antigos, uma vez que em causa está uma ferramenta lançada no ano de 2017. Os modelos afetados pela limitação vão deste o iPhone 6 até ao iPhone X.

A ação pede assim que os 907 milhões de dólares sejam distribuídos pelos 25 milhões de utilizadores com os iPhones nestas condições.

Ferramenta para gestão da energia

Foi em 2017, com o iOS 10.2.1, que a Apple integrou recursos de gestão de energia para os iPhones mais antigos, como o iPhone 6, 6 Plus, 6S, 6S Plus, SE, 7, 7 Plus, 8, 8 Plus e o iPhone X. O objetivo era evitar que os equipamentos sofressem apagões inesperados em momentos de consumo máximo de energia quando as baterias já estavam gastas, ao mesmo tempo que contribuía para o aumento da autonomia.

Contudo, uma das consequências foi então a lentificação do sistema dos telefones, que se tornaram menos rápidos. E este recurso manteve-se até ao final de 2017, tendo depois a Apple reconhecido a revelado esta situação.

Mas, para Gutmann, a empresa da maçã integrou estes recursos para disfarçar o facto das baterias dos iPhones não conseguirem lidar com os requisitos das versões mais recentes do sistema operativo iOS. E em vez de recolher os equipamentos ou trocar as baterias, optou por adotar a referida ferramenta que os limitava. O defensor e investigador diz ainda que:

Em vez de fazer a coisa honrosa e legal para os seus clientes e oferecer uma substituição gratuita, serviço de reparo ou compensação, a Apple enganou as pessoas ao esconder uma ferramenta nas atualizações de software que desaceleravam os seus dispositivos em até 58%.

Ao The Guardian, a Apple enviou um comunicado onde garante que, no âmbito deste processo, a sua intenção nunca foi prejudicar o utilizador levando-o a comprar modelos mais recentes. "Nunca fizemos nada para encurtar intencionalmente a vida útil de qualquer produto da Apple ou degradar a experiência do utilizador para impulsionar as atualizações do cliente. O nosso objetivo sempre foi criar produtos que os nossos clientes adoram e fazer com que os iPhones durem o maior tempo possível", disse a empresa de Tim Cook.

Fonte: Pplware.

EUA: Mulher rastreou o namorado através dos AirTags da Apple e acabou por matá-lo

 Para além das notícias sobre as novidades tecnológicas, também existem com regularidade informações sobre situações insólitas e caricatas que acontecem neste segmento.

Recentemente foi então notícia o caso de uma mulher nos Estados Unidos da América que rastreou o namorado através dos AirTags da Apple. A situação não correu bem, e a mulher acabou mesmo por matar o companheiro.

Rastreia namorado com um AirTag da Apple

Os AirTags chegaram ao mercado no dia 20 de abril de 2021 e, para quem não conhece, tratam-se dos localizadores da Apple com o objetivo de ajudar os utilizadores a descobrir e localizar qualquer objeto onde seja colocado, como chaves, carteiras, malas. A localização é depois feita a partir do iPhone, onde o sistema lhe dirá o paradeiro daquilo que perdeu ou que não encontra.

No entanto, para pessoas mal intencionadas, tal tecnologia pode mesmo representar 'ouro sobre azul', uma vez que lhes permite das asas à imaginação e engendrar situações em que conseguem perseguir os seus alvos. E foi exatamente esse o caso que recentemente aconteceu nos Estados Unidos da América.

De acordo com as informações avançadas pelo canal Indianapolis Star, Garlyn Morris, uma mulher norte-americana de 26 anos residente no Estado de Indiana, rastreou o namorado, Andre Smith, também com 26 anos, através de um Apple AirTag, uma vez que suspeitava que o companheiro tinha um caso com outra mulher. O sucedido aconteceu no início deste mês e foi agora revelado devido à existência de mais detalhes dados pela acusada.

Segundo as suas declarações, a mulher confirmou que usou o dispositivo de localização da marca da maçã, o qual a levou a um bar - Tilly's Pub - onde o namorado se encontrava com outra mulher. Ao encarar aquela situação, o casal entrou numa acesa discussão, sendo depois expulsos do bar. Já no exterior, a mulher entrou no seu carro e embateu contra o namorado, atropelando-o por diversas vezes. Morris tentou ainda perseguir a outra mulher, no entanto foi bloqueada pela polícia que entretanto chegou ao local.

A mulher foi então detida pela Polícia Metropolitana de Indianápolis mas, lamentavelmente o namorado foi declarado como morto no local pelos Médicos do Corpo de Bombeiros da região, tendo o atropelamento sido a causa do óbito. Por sua vez, Morris foi então acusada de homicídio.

Embora esta seja uma situação pontual, já não é a primeira vez que relatos do género acontecem. Em março deste ano, por exemplo, demos a conhecer a história de um homem que rastreou o carro da namorada ao prender um Apple Watch no pneu do mesmo.

Fonte: Pplware.