6 de nov. de 2022

Quem paga melhor aos músicos, a Apple ou o Spotify? Um paga muito mais que o outro…

 Não há dúvidas que o Spotify é um gigante do streaming de música. A Apple é outro gigante que persegue, de longe, o pódio, mas tem alguns trunfos, que podem ser mais atrativos, segundo quem trabalha com os dois serviços. A questão foi posta às claras por um produtor que fez as contas e mostrou-as lado a lado. O Spotify é muito maior, mas será que paga mais do que a Apple?

Esta é uma guerra já antiga, que coloca lado a lado os dois maiores serviços deste mercado que cresceu imenso nos últimos anos. Um tem mais clientes, mas o outro tem muito mais dinheiro. Fica a questão, qual será o mais "forreta"?

Os serviços de streaming de música ajudaram a quase erradicar a pirataria de música. Trouxeram qualidade e usabilidade sem que com isso o utilizador tenha de pagar um euro sequer. Esse é o foco do Spotify que, segundo dados recentes, já conta com mais de 400 milhões de utilizadores, sendo que destes 162 milhões pagam o serviço premium.

Já a Apple, que não partilha qualquer informação do número de utilizadores desde há alguns anos, deverá ter, segundo estimativas, cerca de 78 milhões de subscritores. Neste caso, deverá ser quase o número total, visto que a Apple apenas tem o plano pago e um plano temporário (3 meses de teste gratuito). Portanto, pagadores, o Spotify terá cerca de 162 milhões e a Apple 78 milhões.

Vamos então para a análise do melhor pagador com base nestes números.

Imagem Apple Music no iPhone 12 Pro Max com AirPods Max

 

Qual a melhor plataforma de streaming de música para os artistas?

O preço das subscrições de serviços de streaming de música tem uma leitura dupla. Por um lado, temos o preço que pagamos pelo serviço, mas, por outro, há o valor que os artistas recebem quando ouvimos as suas. Uma figura que muda radicalmente entre Apple Music, Spotify, Amazon Music e outras.

Informação que não é exatamente pública, embora no caso da Apple o seja, mas que podemos, em grosso modo, deduzir os rendimentos que os artistas recebem. É exatamente disto que o produtor L.Dre fala, e oferece-nos uma visão muito interessante de como a paisagem de streaming é para aqueles que enchem os seus catálogos de conteúdo.

Neste vídeo, L.Dre mostra números concretos. Uma música, com 4,7 milhões de streams na Apple Music, rende-lhe 24.200 dólares. Entretanto, outro tema, com 4,5 milhões de streams no Spotify, rende-lhe 11.683 dólares, menos de metade do valor pago pela Apple.

Sim, há uma diferença abismal quando se trata de monetizar as obras que os artistas enviam, às vezes diretamente, às vezes através de editoras, para os serviços de streaming.

Conforme devem estar lembrados, no ano passado, a Apple publicou uma carta aos artistassobre o Apple Music, onde afirmava que em média foi pago um royalty de um cêntimo de dólar por reprodução.

Declarou também que, até 2020, o número de artistas que recebem mais de 50.000 dólares por ano da Apple Music tinha duplicado. Números que a Apple cita com orgulho em pagar aos artistas no seu serviço de streaming a sua quota-parte, e que são muito diferentes de outras figuras concorrentes.

Se olharmos para os números partilhados por L.Dre, o Spotify paga menos de um terço de centavo de dólar, nomeadamente 0,0026 dólares por stream. Neste caso, a Apple paga 0,0051 dólares por stream, o dobro do valor. Uma diferença abissal no que os artistas recebem. A isso temos de acrescentar que, através das produtoras/editoras, estes números podem ainda ser mais baixos.

As razões para estas diferenças - em média 0,01 dólares na Apple Music contra 0,0033 dólares na Spotify - não são claras. Podemos especular que o plano de Spotify gratuito e apoiado por anúncios não é tão lucrativo como deveria ser, mas pouco mais.

O que é claro é que a Apple sempre teve uma relação muito especial com a música. Não podemos esquecer o que fez com o iPod, com o iTunes, ou mesmo com o que Steve Jobs fez pela indústria. Lembra-se das palavras de David Ellefson da banda Megadeth, ele disse que “Steve Jobs salvou o negócio da música”.

Bom, não é por acaso que a Apple aposta neste segmento. Aliás, há algumas semanas, foi notícia a plataforma Apple Music ter ultrapassado as 100 milhões de músicas disponíveis. Um número que, não tenhamos dúvidas, se deve em grande parte à oferta de condições vantajosas para os artistas que contribuem para o catálogo da Apple.

A guerra tem várias frentes e está a crescer

A guerra do streaming de música parece estar em curso, especialmente agora que a Amazon Music está incluída na Amazon Prime, o que representa uma competição ainda mais dura pela Spotify.

Dado o número de opções, não seria surpreendente se os artistas decidissem dar prioridade a serviços mais vantajosos quando se trata de monetizar as suas obras. Nós, como utilizadores, podemos falar sobre os preços da Apple Music e dos outros serviços, mas o outro lado da moeda também tem muito a dizer.

Afinal, agora paga-se para ouvir música e estes serviços estão em todo o lado, como nos smartphones, smartwatches, colunas inteligentes, carros, computadores, TVs... entre outros dispositivos.

Fonte: Pplware.

Como desfocar fotos pelo WhatsApp


 O WhatsApp adicionou um novo recurso de desfocar imagens na sua mais recente atualização. Agora, tanto os usuários de iOS e Android, como os que usam o software na versão para desktops, podem enviar fotos, aplicando o novo efeito, sem a necessidade de ter que recorrer a outro aplicativo para isso.

A possibilidade de desfocar uma imagem é uma mão na roda principalmente para quem usa o mensageiro instantâneo para o trabalho. É possível, por exemplo, desfocar marcas para evitar propagandas gratuitas, e até mesmo esconder elementos ou pessoas nos quais você não quer que apareça de uma forma nítida na sua foto.

Hoje o TecMundo traz o passo a passo de como usar a ferramenta para desfocar fotos no WhatsApp. Confira!

Como desfocar fotos pelo WhatsApp?

1. Abra o aplicativo do WhatsApp no seu smartphone ou no aplicativo para desktops;

2. Em seguida, escolha a conversa para qual você deseja enviar a imagem;

3. Uma vez lá, aperte no ícone da câmera para enviar uma imagem ou tirar uma foto;

O ícone com o símbolo de uma câmera fica localizado na parte inferior da tela

4. Depois de escolher a imagem, nas opções de edição de foto do WhatsApp, selecione o ícone de "Desenhar", como mostra a imagem abaixo;

Já o ícone da opção "Desenhar" fica no topo da tela, no lado direito

5. Em seguida, escolha o último pincel da direita para criar o efeito de desfocar;

O novo pincel traz o efeito de desfocar partes de uma imagem antes de envia-la para um contato

6. Deslize o dedo (ou o mouse caso esteja usando o aplicativo para desktops) em cima da área da imagem onde deseja criar o efeito de desfoque;

Perceba o quanto você pode desfocar partes de uma imagem no WhatsApp

7. Depois de feitas as modificações, aperte no botão "Ok", localizado no topo da tela à esquerda;

É preciso apertar em "Ok" para que as alterações sejam salvas

8. Pronto, agora escreva uma legenda, caso necessário, e envie para o seu contato a imagem desfocada. Lembrando que você pode fazer o envio pelo modo normal, ou também pelo temporário.

Antes de enviar a foto para um contato do WhatsApp, é possível adicionar uma legenda para ela

Agora que você já sabe como aplicar o efeito, não é mais necessário ter que recorrer a outros aplicativos de edição de fotos apenas para desfocar suas imagens.

E você, ficou com alguma dúvida? Conte para a gente em nossas redes sociais!

Fonte: Tecmundo.

Novo plano Básico com anúncios da Netflix não pode ser usado na Apple TV

 Depois de ter apresentado o seu novo plano Básico com anúncios, a Netflix está agora a colocá-lo no mercado para o testar. Ao chegar a um lote novo de países, veio uma notícia que não se esperava. Todos os que tentaram usar este plano numa Apple TV não o conseguiram fazer.

Esperava-se que este suporte fosse total, mas aparente há algumas limitações, pelo menos por agora. Em breve uma solução chegará e trará este plano da Netflix todos os dispositivos já suportados.

Netflix Básico anúncios Apple TV plano

Plano Básico com anúncios não funciona

Depois de ter sido lançado no passado dia 1 de novembro no Canadá e no México, foi ontem alargado a mais um lote de países. Falamos dos EUA, Reino Unido, Austrália, Japão, Brasil, França, Alemanha, Itália e Coreia do Sul, onde pode agora ser usado.

Ao testar esta novidade, muitos utilizadores queixam-se agora que estão a ter uma limitação que não era esperada. Usar este plano na Apple TV não é possível e apresenta a mensagem que o plano Básico com anúncios não é compatível. Indica que deve ser atualizada a app, algo que não é possível, por não existirem novas versões.

Netflix Básico anúncios Apple TV plano

A Apple TV ainda não é suportada

A recomendação apresentada passa por atualizar o plano da Netflix para um dos 3 que existiam antes. Naturalmente que esta mudança não é pretendida, dado que os utilizadores acabaram de subscrever o plano Básico com anúncios.

A solução parece estar agora pendente de uma atualização que irá ser criada para a app da Netflix para a Apple TV. Esta mensagem está presente na página de suporte do serviço de streaming, sem que seja apresentada uma data para essa nova versão.

Netflix Básico anúncios Apple TV plano

Netflix vai resolver a situação em breve

O plano Básico com anúncios da Netflix permite assistir a filmes e séries por um preço inferior. Com este plano, pode assistir à Netflix com qualidade de vídeo HD (até 720p) num telefone, tablet, computador ou TV compatível. Ao contrário dos outros planos, serão exibidos anúncios antes ou durante a maioria dos filmes e séries. Alguns filmes e séries não estarão disponíveis devido a restrições de licenciamento, e os downloads não estão incluídos.

Esperava-se que este plano estivesse já plenamente acessível em todas as plataformas onde está a ser disponibilizado aos utilizadores. Será certamente uma das propostas mais interessantes para muitos e assim deverá estar já massificado. Caso vá optar por este plano, e usa uma Apple TV, tenha isto em atenção e a informações do Netflix.

Fonte: Pplware.

2 de nov. de 2022

Apple já tem em versão beta o novo design do portal web iCloud

 O iCloud é uma das plataformas mais importantes da Apple e tem vindo a crescer em importância há já alguns anos. Como temos visto, a própria empresa de Cupertino tem melhorado a sua oferta web ao trazer vários serviços para o domínio do browser. Um caso flagrante é o Apple Music. Contudo, o centro nevrálgico é mesmo o iCloud, e a nova versão beta deste serviço web está muito mais interessante.

Este novo design da interface vem mostrar que a Apple quer mesmo dar aos seus utilizadores uma interação muito maior, ao permitir que, em qualquer sistema operativo, através do navegador, seja possível gerir o email, fotos, contactos, dispositivos e muito mais. Vamos conhecer o que há de novo.

Imagem da versão beta do portal web iCloud da Apple

Apple redesenha o portal web iCloud

A Apple trabalha numa nova versão web do iCloud que revolucionará completamente a experiência gráfica atual.

Qualquer utilizador poderá testar esta nova interface indo ao portal beta.icloud.com, em vez do endereço clássico.

Como podemos ver nas imagens em cima, do atual para o futuro design há uma organização logo no aspeto inicial do portal iCloud.

Além disso, e pelas opções que estão a ser disponibilizadas, este sítio, além de modular, irá igualmente ter espaços reorganizáveis, como se fosse um ecrã do iPhone.

O que está disponível na nova interface web iCloud?

A ideia passa por ter pequenos widgets combinados com as principais aplicações do iCloud, permitindo que tenhamos tudo imediatamente num piscar de olhos:

  • Os e-mails mais recentes;
  • Os ficheiros mais recentes guardados no iCloud Drive através da app Ficheiros;
  • As últimas notas modificadas;
  • O calendário.

Também, tal como podemos ver nas imagens partilhadas acima, encontramos um widgetcom os ícones das várias aplicações através dos quais podemos abri-los num ecrã dedicado e muito mais rica em opções.

Além disso, há igualmente um espaço de gestão. Isto é, podemos configurar e gerir as definições das funcionalidades do serviço iCloud+, no sistema de segurança, definições ID Apple, da app Fotografias e mais algumas opções de segurança disponíveis.

É com agrado que vemos estas novidades a chegarem, pois através de qualquer máquina que tenha um browser, podemos ter rapidamente acesso, por exemplo, aos nossos emails, contactos, fotos e até aos nossos dispositivos para os localizar remotamente (podendo seguir a sua localização, apagar o seu conteúdo ou até sinalizar a sua presença, entre muito mais ações).

Fonte: Pplware.












União Europeia quer que o ecossistema Apple se torne numa espécie de Android

 A Apple e a Google estão com frequência associadas a questões de práticas anticoncorrenciais, em diferentes esferas dos seus negócios. A Apple com o seu ecossistema único e relativamente fechado e a Google, por outro lado, com domínio em muitos negócios, ainda que com mais players nos vários segmentos. 

A UE está a trabalhar no Regulamento Mercados Digitais, com novas regras que garantam "mercados abertos" e que ponham fim às práticas desleais das empresas que atuam como controladores de acesso na economia das plataformas em linha. Neste contexto, os planos da UE para a Apple e para o seu ecossistema passam por querer mudar algumas regras, nomeadamente o acesso a aplicações para os vários produtos , quase como numa tentativa de aproximar o ecossistema móvel Apple a uma espécie de Android.

Ilustração iphone 14 Pro Max com iOS 16.2 beta 1

Apple e o seu sistema fechado (que poderá acabar)

O iOS da Apple (e de certa forma todo o seu ecossistema) é bastante controlado pela Apple, para, segundo a empresa, poder oferecer aos utilizadores maior segurança. Para ter acesso a novas aplicações para smartphone, o utilizador do iOS, ao contrário do Android, tem apenas uma forma de o fazer que é através da App Store. 

No caso do Android, sejam os próprios programadores a disponibilizar os APKs de instalação, sejam lojas de terceiros, é possível instalar aplicações fora da loja oficial da Google sem qualquer problema. 

O Regulamento Mercados Digitais vai mudar as regras

Ainda que o regulamento já esteja em vigor desde ontem, as empresas terão tempo para ajustar a sua forma de trabalhar e de oferecer os seus serviços aos utilizadores, da forma que a Comissão Europeia considera mais justa.

Contudo, este novo regulamento leva a concluir que a Apple terá que tornar o seu ecossistema mais aberto, isto é, o acesso à instalação de novas aplicações terá que deixar de ser um exclusivo da App Store, abrindo o sistema ao mercado concorrencial. 

Estas regras serão aplicadas a uma série de plataformas consideradas como "controlador de acesso". Segundo o regulamento, são plataformas digitais que proporcionam um importante ponto de acesso entre os utilizadores profissionais e os consumidores, criando assim pontos de estrangulamento na economia digital. 

No texto da comissão pode ainda ler-se que "para resolver estes problemas, o Regulamento Mercados Digitais definirá uma série de obrigações que os controladores de acesso terão de respeitar, nomeadamente proibindo-lhes adotar determinados comportamentos".

Estas obrigações proporcionarão às empresas a possibilidade de disputar os mercados e competir com os controladores de acesso com base nos méritos dos seus produtos e serviços, dando-lhes mais espaço para inovar.

Entre estas obrigações, a Comissão dá como exemplo:

  • permitir que terceiros inter-operem com os próprios serviços do controlador de acesso em determinadas situações específicas; 
  • permitir o acesso dos seus utilizadores profissionais aos dados que geram quando utilizam a plataforma do controlador de acesso;
  • fornecer às empresas que fazem publicidade nas suas plataformas as ferramentas e as informações necessárias para que os anunciantes e os editores possam efetuar a sua própria verificação independente dos anúncios alojados pelo controlador de acesso;
  • permitir aos seus utilizadores profissionais que promovam as suas ofertas e celebrem contratos com os seus clientes fora da plataforma do controlador de acesso

Além disso, as plataformas dos controladores de acesso deixam de poder:

  • classificar os seus próprios serviços e produtos de forma mais favorável do que os serviços ou produtos análogos oferecidos por terceiros na plataforma do controlador de acesso
  • impedir os consumidores de terem acesso a serviços de empresas fora da plataforma do controlador de acesso
  • impedir os utilizadores de desinstalarem software ou aplicações pré-instaladas se assim o desejarem
  • rastrear os utilizadores finais fora do serviço essencial da plataforma do controlador de acesso para efeitos de publicidade direcionada, sem que aqueles tenham dado o seu consentimento efetivo

Estas regras, vêm mais uma vez obrigar a Apple e outras gigantes, a mudar as regras que criaram para os seus ecossistemas, com a bandeira de que trarão vantagens para os consumidores e para a própria concorrência do setor.

Fonte: Pplware.