16 de fev. de 2023

Análise: Apple HomePod (2023), uma renovada forma de ouvir música

 A Apple voltou a renovar um produto que havia descontinuado. Desta vez, o HomePod original já tem sucessor, uma coluna inteligente com mais qualidade de som e um novo processador poderoso. Recebemos a nossa no passado dia 3 de fevereiro e já sabemos o que vale... vamos à review.

Imagem da coluna inteligente da Apple, o HomePod 2 em análise


PRÓSCONTRAS
Fantástica qualidade de somAinda só virada para utilizadores Apple
Design simplistaFaltam mais dispositivos compatíveis com Homekit
Velocidade de respostaCara comparada com os concorrentes

Linha temporal do HomePod

É verdade que não é comercializada pela Apple em Portugal. Contudo, um salto à vizinha Espanha e cá temos a nossa nova HomePod. Como se lembram, em 2018 fizemos a análise da coluna quando esta foi lançada no mercado.

Na altura era um nova aposta da empresa de Cupertino para um segmento onde já existiam produtos muito bons e com um longo caminho percorrido. A verdade é que o HomePod não se saiu assim tão bem nas vendas porque custava na altura 349 dólares (em Espanha, custava 349 euros).

A Apple lançou algum tempo depois uma solução mais barata, o HomePod mini, ao preço de 99 dólares (em Espanha saiu a 99 euros).

A verdade é que este lançamento correu melhor e a empresa passou a constar no grupos dos que mais vendem as colunas inteligentes (apesar de ainda estar longe das vendas da Google e Amazon, por exemplo).

Um dos trunfos que poderá ter funcionado foi o anúncio da Apple sobre o descontinuar do HomePod original, em 2021. A corrida a estas colunas levou a que o mercado conseguisse muito rapidamente escoar stocks, e as vendas contaram para os números da Apple.

 

HomePod - A casa do Apple Music

Cinco anos depois da Apple ter lançado o HomePod, este continua a ser o "spot" do Apple Music. A empresa mantém fechada a entrada de outros serviços de streaming de música na coluna. Contudo, o Apple Music é um dos serviços de streaming com melhor som. Tudo isso graças ao suporte de áudio sem perdas.

Além da qualidade, a Apple gaba-se da quantidade. A empresa refere que tem à disposição mais de cem milhões de músicas.

Análise: Apple HomePod (2023), uma renovada forma de ouvir música

 

Som + Siri + HomeKit

No que toca ao som, apesar desta coluna "perder" alguns dos seus componentes de áudio, a Apple melhorou a estrutura e o processamento do som. Assim, agora o novo HomePod traz som Dolby Atmos imersivo de alta fidelidade e áudio espacial que "abraça o utilizador".

A conectividade com os dispositivos Homekit é mais rápida, nota-se o poder do novo processador. Claro, a Siri está ainda sem o português de Portugal e tudo terá de ser "pedido" em português do Brasil ou... noutro idioma preferido.

No que toca ainda ao som, importa salientar que podemos emparelhar em modo estereofónico esta coluna com outra da mesma versão, não havendo esta opção entre colunas de 2018 e de 2023. Portanto, se quisermos fazer conjunto em stereo, tem de ser com duas colunas novas.

Contudo, podemos fazer um emparelhamento entre todas as colunas. Isto é, o sistema operativo permite, por exemplo, reproduzir o som na nova HomePod, HomePod de 2018 e ainda ter uma HomePod mini no mesmo naipe, e fazer a reprodução em simultâneo, mas sem o modo estereofónico. E o som é... brutal!

Análise: Apple HomePod (2023), uma renovada forma de ouvir música

 

HomePod - Construção e design

O design, apesar de não parecer, sofreu algumas alterações mais no plano interior.

No exterior apenas vemos que o "ecrã" em cima é menor e está agora inserido abaixo das margens do tecido que cobre a coluna. A base também foi alterada, é agora lisa.

No plano interior é onde de facto a Apple mexeu mais. O modelo antigo contava com sete tweets e um woofer ao centro. Atualmente a nova coluna traz cinco tweets e um woofer ao centro. Em termos de microfones, a versão de 2018 contava com 6 microfones e a atual conta com 5 microfones para a Siri escutar os pedidos.

Especificações:

  • Dimensões e peso
    • 16,8 cm de altura
    • 14,2 cm de largura
    • 2,3 kg de peso
  • Tecnologia de som
    • Woofer de alta amplitude de 10 cm;
    • Conjunto de cinco tweeters, cada um com o seu íman em neodímio;
    • Microfone interno para calibração de baixa frequência e correção automática de graves;
    • Áudio computacional avançado com deteção de sistema para ajustar o som em tempo real;
    • Sensor de espaço;
    • Áudio espacial com Dolby Atmos para música e vídeo;
    • Matriz de quatro microfones para usar a Siri de longe;
    • Som multizona com AirPlay;
    • Suporte para estéreo.

Análise: Apple HomePod (2023), uma renovada forma de ouvir música

  • Fontes de som
    • Apple Music;
    • Músicas compradas no iTunes;
    • Biblioteca de música do iCloud com uma assinatura Apple Music ou iTunes Match;
    • Serviços de música de terceiros
    • Estações ao vivo ou programas sob pedido da Apple Music;
    • Estações de rádio como TuneIn, iHeartRadio ou Audacy;
    • Podcasts da Apple;
    • Boletins informativos;
    • Sons ambientes remasterizados;
    • Conteúdo AirPlay do iPhone, iPad, Apple TV ou Mac para HomePod.
Imagem da coluna inteligente da Apple nas duas cores disponíveis

A Apple disse que a cor meia-noite se destaca da original que era de cor preta.

  • Toques de controlo
    • 1 toque: reproduzir/pausar;
    • 2 toques: música seguinte;
    • 3 toques: música anterior;
    • Tocar e pressionar: Siri;
    • Tocar no sinal + ou –: Aumentar/diminuir volume.
  • Sensores
    • Reconhecimento de som;
    • Temperatura e humidade;
    • Acelerómetro.
  • Conexão sem fio
    • WiFi 802.11n;
    • Deteção P2P para fácil acesso de convidados;
    • Bluetooth 5.0;
    • Thread;
    • Chip de banda ultralarga para dispositivos próximos.
  • Cores disponíveis
    • Meia-noite
    • Branco

Na versão anterior, como fizemos essa referência, o cabo não dava para ser retirado. Pelo menos não existia essa indicação, apesar de algumas pessoas forçarem e lá conseguirem remover o conector. Contudo, a Apple percebeu a crítica e nesta versão já permite que o cabo saia da coluna.

Antes:

Agora:

A Apple, à imagem do que já havia feito no HomePod mini, colocou um ecrã que ocupa todo espaço de topo. Além, de dar uma melhor aspeto à interação, permite que os toques sejam mais precisos.

Conforme podemos ver no comparativo entre a coluna de 2018 com a de 2023, o espaço de interação cresceu.

Review: Apple HomePod (2023), uma renovada forma de ouvir música

Sensores de temperatura e humidade

Esta é uma característica importante a destacar, porque será, eventualmente, o trunfo maior face à versão original, sem esquecer o processador S7 (herdado do Apple Watch Series 7) que é um grande salto em comparação com o chip A8 no HomePod original e o S5 no HomePod mini.

Apesar da Apple já ter colocado estes sensores no HomePod mini (sem os ativar), com o HomePod 16.3.2 estas duas colunas inteligentes da Apple passam a poder informar a temperatura ao seu redor, assim como a humidade. Estas informações podem ser solicitadas à Siri, assim como podem ser vistas na aplicação Casa, do iOS, iPadOs e macOS. De notar que a aplicação Casa foi atualizada recentemente para dar suporte ao standard wireless Matter.

Configuração inicial

Esta coluna, assim como os outros dispositivos da marca, têm uma forma de configuração muito intuitiva. Basicamente é ligar e esperar que o iPhone informe do que se deve fazer. Depois é seguir os passos.

Um pouco à imagem da configuração inicial do Apple Watch, o HomePod pede que a app seja centrada sobre a informação luminosa disponibilizada no ecrã da coluna para haver a sincronização entre dispositivos. Depois é a magia do software que trata do resto.

Veredito... mais som e mais poder de processamento

Bom, depois de 10 dias com a nova HomePod a debitar som, já temos dados que nos permita dizer que, apesar de não se notar muito a olho nu, o ouvido consegue perceber que há melhorias no som que nos oferece. É de elevada qualidade e mais refinado o áudio que emana desta caixa ressonante inteligente.

Portanto, com muitas horas de trabalho, a HomePod 2 permite obter uns graves poderoso, encorpados e uns agudos definidos, dentro do que se espera para o equipamento encaixado dentro de um cilindro de 17 centímetros de altura. Claro, se conjugarmos duas colunas com uma Apple TV 4K iremos ter um conjunto audiovisual de elevada qualidade, conseguindo extrair da Apple TV a qualidade do som Dolby Atmos. É uma experiência muito envolvente.

preço de 349 euros, é atualmente menos "atrevido" do que há 5 anos, quando esta coluna, pelo mesmo preço, chegou ao mercado. No entanto, não podemos deixar de apontar que a concorrência, em termos de som, poderá ter uma oferta com melhor qualidade pelo mesmo preço.

Se conjugarmos o poder de utilização de muitos ambientes dentro do espaço HomeKit e a ligarmos um ecossistema rico, como é o da Apple, então a concorrência não tem nada que possa ombrear neste segmento. Também há quem diga que o facto de ser um dispositivo ainda pouco virado para aplicações de streaming de terceiros o torna menos capaz. Depende, portanto, do ponto de vista.

Um ponto que está melhor é o sobreaquecimento que, na versão original, chegou a ser um problema. Para quem tem o HomePod sempre ligado, como é o nosso caso com as várias colunas, reparará que as originais estão sempre quentes. Numa versão beta do iOS 15 chegou mesmo a preocupar os utilizadores. Depois parece que a Apple estabilizou o consumo de energia e, embora sempre quentes, as colunas originais não mostraram de novo o problema febril.

A nova não aquece em medida que se possa sequer comparar com a original. Foi um ponto melhorado seguramente dentro do hardware da coluna.

Apple HomePod (2023)

Apple HomePod (2023)
8.5

DESIGN

9/10

INTERAÇÃO COM SIRI

8/10

QUALIDADE DE SOM

9/10

VERSATILIDADE

8/10

PROS

  • Fantástica qualidade de som
  • Design simplista
  • Velocidade de resposta

CONS

  • Ainda só virada para utilizadores Apple
  • Faltam mais dispositivos compatíveis com Homekit
  • Cara comparada com os concorrentes











Fonte: Pplware.

Quanto custa à Apple fabricar o iPhone 14 Pro Max?

 Quando foi apresentado, em setembro de 2022, o iPhone 14 Pro Max marcou o pináculo do que a Apple podia produzir no campo dos smartphones. Apesar de ter um preço final elevado, a empresa apresentou-o com valores idênticos a gerações anteriores. Então, quanto custa fabricar cada unidade do iPhone 14 Pro Max?

iPhone 14 Pro Max Apple preço

Cada vez há mais a noção que os smartphones de topo estão demasiado caros. As marcas referem que os preços aumentam de país para país, tendo em conta não só o valor do produto na origem (que aumenta de ano para ano em grande parte dos casos), mas também os impostos que são taxados no retalho.

Este cenário foi visto com o iPhone 14 Pro Max e até recentemente com o Samsung Galaxy S23 Ultra.

Uma análise da Counterpoint Research revelou quanto custa produzir o iPhone 14 Pro Max de 128GB. O seu PVP aumentou, mas também o da sua produção, naturalmente que em escalas e valores diferentes. Agora, produzir este smartphone fica nos 433 euros (464 dólares).

A análise apresentada não revela em detalhe o custo de cada componente, mas mostra claramente onde está a ser aplicado este aumento. Percebe-se logo à partida que fica 3,4% mais caro para a Apple fabricar este novo modelo do que o iPhone 13 Pro Max.

iPhone 14 Pro Max Apple preço

Nas razões apresentadas para o aumento temos dois elementos: a câmara traseira de 48 MP e o novo ecrã, com suporte para o AOP. No entanto, a parte das comunicações ficou 13% mais barata, em especial devido à massificação dos componentes para o 5G.

Algumas das conclusões do relatório da Counterpoint Research

  • O SoC A16 Bionic custa à Apple cerca de 11 dólares a mais por unidade do que o SoC A15 Bionic.
  • A categoria geral de "processamento", que inclui o SoC A16 Bionic, representa agora 20% do custo total dos materiais.
  • Os componentes criados pela própria Apple têm uma participação maior no custo geral da BoM (Bill of Material) do iPhone 14 Pro Max do que no iPhone 13 Pro Max. Os componentes desenhados pela Apple representam 22% do custo total da BoM do iPhone 14 Pro Max.
  • A produção de um iPhone 14 Pro Max mmWave de 128 GB custa à Apple até 474 dólares.
  • Produzir um iPhone 14 Pro Max de 128 GB abaixo de 6 GHz chega aos 454 dólares.

Ainda que estejamos apenas a falar de custos de materiais, o valor apresentado fica muito longe os 1.499 € a que está a ser vendido em Portugal. Há que contar ainda com os preços de montagem, desenvolvimento, transporte, marketing e outros, mas que ainda assim ficam certamente longe deste preço.

Fonte: Pplware.