8 de set. de 2023

iOS 16.6.1 para iPhone corrige bug que permitia ao spyware israelita vigiar utilizadores especiais

 O iOS 17 está a poucos dias de ser lançado. Contudo, as máquinas atuais que têm o iOS 16 recebem agora uma versão que deve instalar já. O iOS 16.6.1 para iPhone traz importantes correções de segurança. Segundo o que foi partilhado recentemente, este bug permitia ao famoso software de spyware Pegasus vigiar funcionários de uma empresa sediada em Washington DC.

Ilustração de spyware Pegasus contra iOS da Apple

Embora o iOS 17 esteja a poucos dias de ser lançado, a Apple lançou há algumas horas atualizações importantes para iPhone, Macs e iPad. Assim, estão disponíveis as versões iOS 16.6.1, macOS Ventura 13.5.2, e iPadOS 16.6.1.

Estas atualizações de segurança são a resposta da Apple a certos ataques cirúrgicos aos sistemas operativos da empresa. Uma batalha que está mesmo a incomodar alguns governos, como já vimos o caso do Reino Unido. Isto porque a Apple ataca imediatamente as falhas por forma a isolar os seus equipamentos destes ataques dos software espiões.

 

Apple divulga falha zero-day relacionada com o spyware do Grupo NSO

A Apple lançou atualizações de software nesta quinta-feira para resolver duas vulnerabilidades zero-day que, segundo os investigadores, foram utilizadas para distribuir o spyware Pegasus do Grupo NSO a pelo menos uma vítima.

Os investigadores de cibersegurança do Citizen Lab da Universidade de Toronto afirmaram que todos os utilizadores de dispositivos Apple devem atualizar imediatamente os seus sistemas operativos para corrigir as falhas.

Na semana passada, ao verificar o dispositivo de um funcionário de uma organização da sociedade civil sediada em Washington DC com escritórios internacionais, o Citizen Lab encontrou uma vulnerabilidade zero-days ativamente explorada que estava a ser usada para entregar o spyware mercenário Pegasus do NSO Group.

Disseram os investigadores.

A cadeia de exploração era capaz de comprometer iPhones com a última versão do iOS (16.6) sem qualquer interação por parte da vítima.

Afirmaram os investigadores.

Segundo refere a Apple, um bug, registado como CVE-2023-41064, permitia que os dispositivos - incluindo alguns iPhones, iPads, Macs e Apple Watches - se tornassem vulneráveis a ataques ao processar "uma imagem maliciosamente criada". Esta vulnerabilidade afeta especificamente a estrutura Image I/O.

A outra vulnerabilidade, CVE-2023-41061, cria problemas de segurança de forma semelhante se um dispositivo receber um "anexo maliciosamente criado". Esse bug surgiu na função Carteira da empresa.

Em ambos os casos, a Apple disse que estava "ciente de um relatório de que este problema pode ter sido explorado ativamente".

 

Spyware: Grupo NSO em luta aberta contra a Apple

As informações que a Apple recebeu do Citizen Lab ajudaram-na a atacar o problema de forma imediata. O que espoletou uma atualização extraordinária, de segurança.

As atualizações de software aplicam-se ao macOS Ventura, iOS, iPadOS e watchOS. O novo software foi disponibilizado como parte das atualizações regulares destes produtos. Contudo, refira-se, a Apple não usou a sua nova funcionalidade Resposta Rápida de Segurança - o termo que a Apple usa para correções de bugs emitidas com urgência entre atualizações completas do sistema operativo.

Com a divulgação destas duas vulnerabilidades, a empresa já corrigiu 13 zero-day em 2023.

Desde que foi desenvolvido pela primeira vez em 2011, o Pegasus tem sido utilizado em todo o mundo, frequentemente por governos que espiam os seus cidadãos. Foi utilizado para atingir o jornalista saudita assassinado Jamal Khashoggi, membros do movimento de independência da Catalunha e investigadores dos direitos humanos no México.

Nos últimos anos, os reguladores tentaram impedir a sua disseminação, tendo o Parlamento Europeu instado os países membros da UE a proibi-la. No início deste ano, o Presidente dos EUA, Joe Biden, assinou uma ordem executiva que bloqueia a utilização de spyware comercial pelo governo.

Não é a primeira vez este ano que a Apple revela zero-day alegadamente utilizados em campanhas de spyware: dois erros corrigidos em junho foram explorados numa campanha que o governo russo atribuiu aos EUA.

Uma outra resposta rápida de segurança, em julho, exigiu que a Apple a refizesse depois de a primeira versão da correção ter impedido que alguns sites fossem apresentados corretamente.

Fonte: Pplware.

Apple lança iOS 16.6.1 com importante correção de segurança contra spyware


 A Apple lançou o iOS 16.6.1 com uma correção de brecha que permitia a instalação do spyware Pegasus. A vulnerabilidade de dia zero foi encontrada pela organização Citizen Lab na última semana.

A falha de dia zero foi aproveitada para instalar o malware no celular de um membro de uma organização civil em Washington, Estados Unidos. O software serve para recolher dados sensíveis do dispositivo, incluindo fotos, mensagens, vídeo e áudios.

Brecha do iOS 16 permitia a instalação do spyware Pegasus.Brecha do iOS 16 permitia a instalação do spyware Pegasus.Fonte:  Getty Images/Reprodução 

Dias após a descoberta, a Apple lançou a atualização com a correção. É importante que todos os usuários instalem o pacote, mesmo que não sejam possíveis alvos do spyware.

Obviamente, os responsáveis pela descoberta da brecha não divulgaram detalhes sobre o bug. A organização identificou a falha como cadeia de exploração BLASTPASS. Foi revelado que ele tem relação com o PassKit, o framework do iOS responsável por alimentar o Apple Pay e o Wallet no iMessage.

Atualização liberada para todos

O iOS 16.6.1 é distribuído gradativamente para todos os usuários. Quando disponível, o celular deve emitir uma notificação solicitando permissão para o download e a instalação.

Fonte: Tecmundo.

7 de set. de 2023

PayPal lança finalmente o suporte Apple Pay para os seus cartões de crédito e débito

 Um dos serviços mais poderosos da Apple é o Apple Pay. Uma plataforma de pagamento por aproximação e carteira digital, lançada oficialmente em 2014, nos EUA, e em 2019, em Portugal. Este é atualmente um importante meio de pagamento. Contudo, até agora, o PayPal tinha-se mantido de fora.

Ilustração Apple Pay com PayPal

O PayPal lança finalmente o suporte Apple Pay para os seus cartões de crédito e débito. Esta mudança foi anunciada pela primeira vez no ano passado como parte de um processo que levaria a empresa a expandir a sua ação ao Apple Pay e ao Tap to Pay no iPhone.

Com a mudança de hoje, os utilizadores do PayPal que tiverem um cartão de débito ou crédito da marca PayPal poderão adicioná-lo à aplicação Apple Wallet. Esta mudança já vem de longa data, pois um vasto leque de outros bancos e emissores de cartões têm apoiado o Apple Wallet e o Apple Pay há anos.

E como funciona?

Os utilizadores do PayPal podem entrar na aplicação PayPal no seu iPhone e procurar um novo banner na página inicial da aplicação que diz: "Pague com o seu iPhone". Ao tocar nesta opção, será aberta a aplicação Apple Wallet, onde poderá adicionar o seu cartão de crédito ou débito PayPal.

Se não vir o novo botão "Adicionar à Apple Wallet" na aplicação PayPal, também poderá ir diretamente para a aplicação Apple Wallet e tocar no ícone "+" no canto superior direito para adicionar o seu cartão PayPal.

Neste momento, tentamos adicionar o cartão PayPal à Carteira, mas ainda não aparece a opção para adicionar esta empresa. É possível que fique disponível nos próximos dias.

Este é mais um enorme trunfo trazido pela Apple para dentro do seu ecossistema.

Fonte: Pplware.

Peer pressure? Apple conquistou os jovens e Android chega a ser piada


 Tem filhos, sobrinhos ou conhece jovens que já tenham pedido "um iPhone igual ao dos meus amigos"? De facto, a Apple conquistou o coração dos mais novos e os smartphones com Android são já motivo de chacota.

Jovem com Tim Cook e o iPhone da Apple

Vimos aqui que o iPhone 14 Pro Max subiu ao pódio enquanto smartphone mais vendido, no primeiro semestre deste ano, totalizando 26,5 milhões de unidades.

Se os números globais são animadores para a Apple, também o será saber que é a marca de eleição dos seus consumidores mais exigentes: os jovens.

Segundo dados (de uma amostra americana de há uns meses), 87% dos adolescentes preferem um iPhone a um Android. Uma amostra de mais de 7000 jovens que não deixou margem para dúvidas.

Poderia ser uma cantiga de escárnio e maldizer dos tempos modernos, mas é apenas a desvantagem de ter um smartphone Android, enquanto jovem, no mundo atual. Afinal, a gigante de Cupertino está, estatisticamente, à frente das suas concorrentes, na cabeça dos mais novos.

Jovens com iPhone da Apple

Apesar de não haver dados concretos sobre a adoção do iPhone por jovens com menos de 24 anos, a teoria pode ser validada numa ocasião tão aleatória quanto um concerto. Ora veja:


 

Ao contrário da Apple, Android é uma piada entre os jovens

Segundo dados do Statista, 30,2% dos utilizadores do Instagram têm entre 18 e 24 anos. No caso do TikTok, falamos em cerca de 40% dos utilizadores com idades entre 18 e 24 anos.

iPhone

Pelo TikTok, passeia uma tendência relacionada com filtros chamados "Android Camera" que, uma vez utilizados, "pixelizam" a imagem, ridicularizando a qualidade perspetivada da câmara dos modelos de smartphone baseados em Android.

Claro está que a veracidade da "piada" é discutível.

Qual considera ser o motivo para a popularidade do iPhone entre os jovens?

Será pelo incentivo das redes sociais? Pela vantagem qualidade/preço que assumem que a marca tem? Pelo status?

Fonte: Pplware.