1 de dez. de 2024

Apple estuda eletromiografia para controlar o iPhone e o Mac “sem usar as mãos”

 A Apple tem desde há vários anos tecnologia no Apple Watch que permite ações e comandos sem usar as mãos, propriamente ditas. Isto é, com a leitura da atividade elétrica das membranas excitáveis das células musculares esqueléticas do nosso corpo, podemos controlar o dispositivo e executar funções. A empresa de Cupertino está a levar esta investigação a outros patamares.

O que é a eletromiografia?

A Eletromiografia (EMG) é uma técnica de monitorização da atividade elétrica das membranas excitáveis das células musculares esqueléticas, representando os potenciais de ação deflagrados por meio da leitura da tensão elétrica ao longo do tempo.

Por outras palavras, esta técnica permite o registo de sinais elétricos. Estes acontecem quando os músculos estão em repouso ou em contração, sendo assim captados e registados. Na medicina esta avaliação tem como finalidade detetar doenças neuromusculares.

Patente: Apple quer ir mais longe no estudo da EMG

Uma nova patente revelou que a Apple está a aprofundar a investigação da eletromiografia. Esta tecnologia poderia ser implantada numa pulseira para permitir aos utilizadores interagir com dispositivos ligados sem sequer tocar no ecrã.

A Apple patenteou recentemente novos tipos de pulseiras que podem detetar gestos avançados das mãos utilizando a eletromiografia (EMG).

Estes dispositivos utilizam sensores para captar os sinais elétricos gerados pelos músculos durante os movimentos das mãos ou dos dedos.

Esta tecnologia poderá permitir controlar vários dispositivos eletrónicos (como um iPhone ou um Mac) sem lhes tocar diretamente, simplesmente através de gestos.

A patente descreve várias conceções para estas pulseiras, incluindo modelos leves e ajustáveis e modelos integrados em relógios conectados, como o Apple Watch.

As aplicações vão desde a navegação intuitiva na interface até ao suporte de ambientes de realidade aumentada ou virtual (AR/VR), como o Apple Vision Pro.

Controlar dispositivos Apple apenas com atividade elétrica

A patente da Apple descreve várias aplicações específicas para pulseiras conectadas baseadas em EMG:

  1. Interações precisas por gestos: os gestos dos dedos ou das mãos podem ser utilizados para manipular objetos virtuais, selecionar opções de um menu ou mesmo escrever num teclado virtual. Isto poderia revolucionar os comandos em ambientes AR/VR.
  2. Controlo sem toque: o objetivo é permitir interações naturais e intuitivas com dispositivos, eliminando a necessidade de tocar num ecrã ou teclado. As pulseiras poderão mesmo reconhecer gestos complexos ou personalizados para diferentes utilizadores.
  3. Design modular: a Apple está a considerar pulseiras que se integrem noutros produtos, como o Apple Watch, ou modelos autónomos que possam ser ajustados de acordo com a utilização ou o conforto do utilizador.
  4. Adaptação médica e desportiva: estas pulseiras poderão também ser utilizadas para monitorizar a atividade muscular em contextos médicos ou desportivos, por exemplo para analisar o desempenho ou detetar perturbações neuromusculares.

tecnologia é semelhante à que já é utilizada em pequena escala no Apple Watch e no Vision Pro.

Apertar dois dedos ou fechar um punho, por exemplo, pode fazer com que o relógio ligado reaja sem tocar no ecrã.

O mesmo se aplica aos óculos AR/VR, em que se pode apertar o polegar e o indicador para agarrar e alargar uma janela.

A Meta revelou recentemente uma pulseira EMG para controlar os futuros óculos Orion AR e potencialmente outros dispositivos com gestos das mãos. Embora o sistema seja promissor, a Meta afirmou que nunca irá substituir completamente os comandos do Quest, por exemplo.

A pulseira EMG ainda está longe de ser uma tecnologia madura. Não esqueçamos que se trata apenas de uma patente.

As tecnologias mencionadas e esboçadas podem nunca ver a luz do dia. No entanto, confirma que a Apple ainda tem ideias em carteira para melhorar a interação com os seus vários dispositivos.

Fonte: Pplware.

26 de nov. de 2024

Cade determina que Apple deve permitir pagamentos por fora da App Store no Brasil


 A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) determinou na segunda-feira (26) que a Apple flexibilize as políticas de pagamentos em aplicativos disponíveis na App Store. A empresa está sendo investigada por supostas práticas antitruste e venda casada.

Essa medida é resultado de uma denúncia feita pelo Mercado Livre em 2022, acusando a gigante de Cupertino de impor restrições à distribuição de produtos digitais e compras em apps. Conforme a reclamação, a dona do iPhone impede os desenvolvedores de redirecionar os compradores para links externos.

A Apple também é investigada em outros países por práticas antitruste semelhantes às denunciadas no Brasil. (Imagem: Getty Images/Reprodução)
A Apple também é investigada em outros países por práticas antitruste semelhantes às denunciadas no Brasil. (Imagem: Getty Images/Reprodução)

Dessa forma, os responsáveis pelos apps são obrigados a usar o sistema de pagamento fornecido pela própria Apple. Isso vale para compras de apps, jogos, itens em jogos, filmes e livros, entre outros produtos e serviços, bem como para assinaturas, criando uma grande dependência do ecossistema da gigante da tecnologia.

Segundo a denúncia da varejista, tal mecanismo reduz a concorrência e aumenta os custos dos desenvolvedores, uma vez que a Apple cobra taxas de até 30% sobre cada transação realizada na loja oficial de apps. Por causa dessa prática, a companhia também vem sendo investigada por órgãos antitruste de outros países.

Prazo e multa por descumprimento

De acordo com a decisão do Cade, a Apple terá que permitir aos desenvolvedores a adição de ferramentas para que os usuários realizem compras de produtos e/ou serviços fora da App Store. Para tanto, eles poderão usar links redirecionando os clientes para sites externos, por exemplo.

Além disso, a big tech deverá liberar a oferta de outras opções de pagamentos dentro dos aplicativos, em vez de disponibilizar apenas o seu próprio método de recebimento. Ela terá um prazo de 20 dias para cumprir as medidas, podendo ser multada em R$ 250 mil por dia se não seguir as determinações.

“A ação visa proteger o bem-estar coletivo, o interesse público e a livre concorrência no mercado e tem previsão na legislação. Essa medida pode ser adotada quando houver indício ou fundado receio de que empresas investigadas, direta ou indiretamente, causem ou possam causar ao mercado lesão irreparável ou de difícil reparação, ou torne ineficaz o resultado do processo”, explicou o órgão.

Por enquanto, a Apple não se manifestou a respeito do caso.

Fonte: Tecmundo.

25 de nov. de 2024

Santiago Bernabéu Infinito: Florentino Pérez quer os Apple Vision Pro para ver o Real Madrid

 Assistir a um jogo no Santiago Bernabéu a partir do sofá de casa pode deixar de ser um sonho distante. Florentino Pérez quer utilizar os Apple Vision Pro para ver os jogos do Real Madrid de uma forma imersiva. Chama-lhe “Santiago Bernabéu Infinito”.

Ilustração Apple Vision Pro no Santiago Bernabéu

Florentino Pérez a pensar num mundo da realidade mista

A ideia de levar a experiência de um jogo de futebol para casa (ou para qualquer lugar) tem sido um sonho recorrente para os adeptos de futebol. Hoje a notícia veio do próprio Florentino Pérez sobre a ideia de uma colaboração entre o Real Madrid e a Apple para criar o “Infinite Santiago Bernabéu”.

O projeto não só poderá ser um antes e um depois na história do desporto, como também abrirá um capítulo que ligaria os fãs à magia de estar lá sem sair de casa.

Imagine o seguinte: está na sua sala de estar, com as luzes baixas e a sua bebida preferida, quando liga os Apple Vision Pro. De repente, está no Santiago Bernabéu, com o rugido dos adeptos a vibrar à sua volta.

Segundo Florentino, o projeto poderá levar a experiência do estádio diretamente para casa dos utilizadores, permitindo-lhes “viver” os jogos como se estivessem nas bancadas. Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, discutiu a ideia há algumas horas na Assembleia Geral do Real Madrid, como resposta à capacidade limitada do estádio e ao mercado global de adeptos do clube.

Imagem do estádio do Real Madrid

Real Madrid infinito com os Apple Vision Pro

Como já vimos nas várias séries de vídeos imersivos no Apple Vision Pro, a tecnologia para viver estes eventos como se estivéssemos lá já é possível. Até agora, só vimos compilações de vários eventos desportivos, mas o que o Real Madrid propõe é a transmissão em direto dos jogos para o dispositivo de computação espacial da Apple.

O modelo “Infinite Bernabéu” também procura resolver um problema recorrente: a revenda ilegal de bilhetes e o abuso de bilhetes de época. Através desta tecnologia, o clube pode ligar-se a mais adeptos, eliminando intermediários e oferecendo uma experiência de alto valor em qualquer parte do mundo.

Para a Apple, esta colaboração reforçará a sua posição de líder em computação espacial e tecnologia imersiva. Para os fãs, esta proposta não é apenas uma solução tecnológica. É a promessa de quebrar barreiras físicas, geográficas e económicas. Para os clubes e para a indústria tecnológica, é uma oportunidade de ouro para explorar novas formas de rentabilização e expansão.

Será este o início de uma era em que os estádios físicos partilham as atenções com os estádios virtuais?

Fonte: Pplware.

Dica: adicione este atalho de Socorro ao seu iPhone para o salvar nas situações de perigo

 Este atalho do iPhone pode salvar a sua vida, literalmente. Se estiver numa situação de perigo, pode dar dois toques na parte de trás do seu iPhone e este enviará uma mensagem, a sua localização, foto da câmara frontal, foto da câmara traseira, e localização clicável a contactos escolhidos por si. Portanto, veja como usá-lo.

Para utilizar este atalho, aceda a este link e clique em "Adicionar Atalho". Este ficará automaticamente guardado na sua lista de Atalhos.

❗ Algumas notas

  • Este atalho foi feito pelo criador de conteúdo brasileiro "Jornada Top", pelo que algumas funcionalidades estão em português do Brasil. Para alterar, basta clicar nos 3 pontos localizados no canto superior direito do atalho transferido. Altere os textos clicando em cima dos mesmos.
  • Além disso, quando configurá-lo, certifique-se de que o utiliza pelo menos uma vez para dar acesso total a todas as ações que requer - como permitir tirar fotografias e aceder à localização.

Então, este atalho espoleta as seguintes ações:

  1. Envia uma mensagem a dizer "Estou em perigo me ajude!" [se quiser editar, pode ir ao atalho e colocar em PT-PT "Estou em perigo, ajude-me!"]  para os "Destinatários" que escolher. Já está tudo pronto, só precisa de escolher os destinatários, como um familiar ou uma pessoa de confiança.
  2. Tira uma fotografia com a câmara traseira e envia-a para os destinatários que escolher.
  3. O mesmo com a câmara frontal.
  4. Obtém a sua localização atual e envia-a à lista de contactos escolhidos.
  5. E, finalmente, envia um URL da app Mapas para a lista de pessoas que quiser.

 

Agora, o ideal será configurar um atalho (dois toques atrás, por exemplo) para ativar o atalho nas situações de perigo. Para isso:

1. Aceda às "Definições" do seu iPhone.

2. Clique em "Acessibilidade".

3. Aqui, clique em "Toque".

4. Agora, arraste para baixo e clique em "Toque na parte de atrás".

5. Escolha entre "Duplo toque" ou "Triplo toque".

6. Selecione "Socorro!" na aba "Atalhos".

Com este atalho configurado, o seu iPhone pode tornar-se uma ferramenta essencial de segurança pessoal, ajudando-o a agir rapidamente em situações de perigo.

Este atalho é especialmente útil para quem deseja sentir-se mais protegido ao sair de casa.

Se tiver um iPhone 15 Pro/Pro Max ou um iPhone 16, pode adicionar este atalho ao botão ação. Veja aqui como fazer.

Fonte: Pplware.