1 de jun. de 2026

Há mais um problema no Waze, desta vez para utilizadores do Apple CarPlay

 O Waze está a apresentar um novo bug, mais uma vez numa versão dedicada aos automóveis. Os relatos apontam para que o problema seja no Apple CarPlay, onde deixa o mapa em branco durante a navegação. O problema está a afetar vários utilizadores após a última atualização.

Waze Apple Carplay bug problema

A aplicação de navegação Waze está a apresentar um bug que está a frustrar muitos condutores que utilizam o Apple CarPlay. Após uma das recentes atualizações da aplicação, vários utilizadores começaram a deparar-se com um bug que deixa o mapa completamente em branco enquanto conduzem, tornando a navegação praticamente inútil.

O problema afeta diretamente a apresentação do mapa. Embora o Waze continue a mostrar alguns elementos da interface, como instruções de navegação passo a passo, distância restante e o botão para reportar incidentes na estrada, o mapa desaparece atrás de um ecrã em branco. Isto impossibilita seguir a rota corretamente e torna a experiência muito frustrante.

Os relatos multiplicaram-se nas últimas semanas, especialmente entre os utilizadores do Apple CarPlay. Alguns afirmam que o bug aparece aleatoriamente, enquanto outros indicam que ocorre na maioria das vezes quando se inicia uma viagem. O bug parece estar relacionado com versões recentes da aplicação, incluindo a atualização 5.19.1.0, que, segundo os relatos, não corrigiu o problema.

Bug deixa o ecrã todo branco

Curiosamente, alternar entre o CarPlay sem fios e com fios não impede o erro. Vários utilizadores afetados tentaram ambas as opções sem sucesso. Também não parece existir um padrão claro relacionado com marcas de automóveis ou sistemas multimédia específicos.

Por enquanto, os utilizadores encontraram algumas soluções alternativas temporárias para restaurar a funcionalidade normal do Waze. Um dos métodos mais comuns envolve fechar a aplicação à força no iPhone antes de ligar o telefone ao carro. Outros afirmam que reiniciar o telefone por completo também ajuda, embora apenas temporariamente.

O bug é particularmente irritante porque afeta uma das características mais importantes da aplicação: o tráfego em tempo real e a visualização de rotas. Embora a navegação por voz ainda funcione, conduzir sem mapa complica significativamente a experiência, especialmente em áreas urbanas ou zonas desconhecidas. Entretanto, muitos condutores estão a optar por usar o Google Maps temporariamente.

26 de mai. de 2026

Magic Mouse: como a Apple resolvia um problema que envergonha os seus criativos

 Durante anos, o maior alvo de críticas ao rato da Apple, o Magic Mouse, não foi o design, nem a ergonomia, nem o preço. Foi algo bem mais simples: a posição da porta de carregamento. Mas há quem defenda, e bem, que existe uma solução elegante e totalmente alinhada com o ecossistema da marca. De facto era fácil adicionar carregamento sem fios MagSafe.

Sou utilizador do Apple Magic Mouse desde 2009, mas uso o Mighty Mouse desde o ano 2000. Sim, eram ratos a pilhas, e já eram wireless. Apesar de que o primeiro rato Apple que toquei foi o velhinho Macintosh Mouse.

Gosto do Magic Mouse porque combina um design minimalista com uma superfície tátil multitoque. Apresentado em 2009, o acessório abandonou rodas de scroll e botões físicos tradicionais para apostar em gestos controlados pelos dedos.

primeira geração utilizava pilhas AA, mas em 2015 surgiu o Magic Mouse 2 com bateria recarregável e porta Lightning.

Foi precisamente aí que começou a controvérsia.

A Apple colocou a porta de carregamento na parte inferior do rato, o que significa que o dispositivo não pode ser utilizado enquanto está ligado ao carregador.

Apesar das críticas constantes, na prática o impacto acaba por ser menor do que parece. Bastam cerca de dois minutos de carregamento para garantir aproximadamente entre oito e nove horas de utilização. Um carregamento completo demora mais tempo, naturalmente, mas pode durar semanas ou até meses.

MagSafe podia resolver o problema sem mexer no design

Já muito se escreveu sobre isso e, de facto, há propostas de o tornar simples de carregar. Sem mexer no visual atual e adicionar carregamento sem fios, a Apple poderia apenas adicionar o carregamento MagSafe.

Imagine terminar o dia de trabalho, desligar o computador e pousar o rato na mesma base de carregamento onde carrega o iPhone. Ou até numa secretária com carregamento integrado. No dia seguinte, estaria pronto a usar.

Se o carregamento fosse feito apenas uma vez por semana ou até uma vez por mês, continuaria provavelmente a ser suficiente para garantir autonomia. Num eventual Magic Mouse 3, esta abordagem permitiria manter a filosofia de design da Apple sem obrigar os utilizadores a pensar tanto no carregamento.

Faz sentido no ecossistema da Apple

A adoção do MagSafe também aproximaria o rato da restante oferta da marca. Hoje, dispositivos como o iPhone e os AirPods já apostam fortemente em carregamento sem fios e integração entre equipamentos. Ainda assim, a ideia não seria eliminar a porta física.

O cenário ideal passaria por oferecer carregamento duplo, isto é, ter USB-C e sem fios. Num produto premium, essa flexibilidade seria vista como uma evolução natural.

Recorde-se que a Apple atualizou o Magic Mouse para USB-C em 2024, depois de quase uma década sem alterações relevantes ao design.

Há um pequeno obstáculo: o tamanho

Existe, contudo, um detalhe técnico. A base do Magic Mouse pode não ter largura suficiente para acomodar um sistema MagSafe tradicional. Uma hipótese seria aumentar ligeiramente as dimensões do futuro modelo.

Outra seria seguir a mesma estratégia usada nos AirPods: utilizar carregamento por indução compatível com bases existentes, sem necessidade de um alinhamento magnético convencional. Assim, a Apple conseguiria introduzir carregamento sem fios sem alterar drasticamente o aspeto do rato.

Magic Mouse da Apple redesenhado

Engenheiro tornou o Magic Mouse da Apple mais ergonómico e prático, e partilhou tudo. Veja aqui.

Porque continua a Apple a esconder a porta?

Para muitos utilizadores, colocar a porta num local visível pareceria uma solução óbvia. Mas isso iria contra um dos princípios históricos do design da Apple. O rato deixaria de ter superfícies limpas, contínuas e sem interrupções visuais.

A verdade é que o objetivo nunca foi criar um rato que agrade a todos. Foi criar um produto minimalista, sem botões aparentes, sem roda física e com o menor número possível de elementos visíveis.

Para quem prefere funcionalidade acima de estética, continua a existir um mercado enorme de alternativas. Entre as mais populares está o Logitech MX Master 4, frequentemente apontado como uma das referências para produtividade.

25 de mai. de 2026

Ferrari apresenta o Luce: o novo superelétrico desenhado por Jony Ive, criador do iPhone

 A Ferrari revelou finalmente o Luce, o seu primeiro veículo totalmente elétrico, cujo design exterior e interior foi inteiramente concebido pela LoveFrom, a prestigiada agência de Jony Ive, criador do design do iPhone.

O design irreverente do Ferrari Luce

O design exterior do Luce, que certamente dividirá opiniões, é da autoria da LoveFrom, a agência de design fundada por Jony Ive em 2019. Trata-se do primeiro automóvel completo desenhado pela empresa, embora Marc Newson já tenha experiência anterior com o protótipo Ford 021C de 1999.

Distanciando-se das linhas tradicionais da Ferrari, o Luce assemelha-se a um SUV em termos de dimensão, contando com quatro portas e cinco lugares, uma estreia absoluta para a marca do cavalo. O acesso aos bancos traseiros faz-se através de portas de abertura invertida, conhecidas como portas suicidas, que oferecem uma entrada mais e confortável.

No habitáculo, os comandos digitais e analógicos ainda se encontram numa fase preliminar, com várias funcionalidades de software por ativar neste modelo de pré-produção. Contudo, a envolvência dos materiais, com destaque para a pele de alta qualidade, dá-lhe um ambiente acolhedor que contrasta com a frieza inicial dos primeiros protótipos estáticos.

Este habitáculo procura não só cativar os clientes habituais, mas também atrair um novo perfil de condutores para a comunidade Ferrari.

Dinâmica e performance extraordinárias

No plano mecânico, o Luce honra o legado da casa de Maranello com uma potência avassaladora de 1035 cavalos, gerada por quatro motores elétricos independentes, um por cada roda. Esta arquitetura permite uma distribuição de binário extremamente precisa, o que otimiza o comportamento em curva e a tração em superfícies de baixa aderência.

Equipado com direção às quatro rodas e suspensão ativa, o veículo reduz a sua altura ao solo em 10 milímetros quando atinge velocidades elevadas. Todo este ecossistema é gerido pela Unidade de Controlo do Veículo (VCU), que analisa as condições da estrada a cada 5 milissegundos.

A energia é fornecida por uma bateria de 122 kWh, compatível com carregamentos rápidos de até 350 kW, estimando-se uma autonomia de 530 quilómetros no ciclo WLTP.

Para colmatar a ausência de ruído típica dos veículos elétricos, a Ferrari desenvolveu um sistema acústico. Um captor físico instalado no eixo traseiro regista as vibrações reais dos motores, e amplifica-as para criar uma assinatura sonora única que evoca os clássicos motores V8 da marca, sem simular artificialmente um motor de combustão.

Quanto ao preço, o Luce assume-se como o modelo mais caro do catálogo da marca, com um custo inicial estimado em 550.000 euros no mercado italiano. É um valor substancial que reflete a exclusividade e a assinatura de design da LoveFrom.