13 de ago. de 2026

Apple prepara “selo de autenticidade” para provar que uma foto foi tirada com um iPhone

 A criação de imagens por inteligência artificial tornou cada vez mais difícil perceber se uma fotografia é real, alterada ou totalmente gerada por computador. A Apple parece estar a preparar uma resposta para este problema, através de uma nova funcionalidade destinada a confirmar que uma foto foi captada por um iPhone.

Imagem do Apple Reference Image que autentica um foto tirada num iPhone

A ideia é associar informação única do hardware da câmara à fotografia, criando uma espécie de comprovativo de origem.

Uma fotografia com origem verificável

A Apple já identifica, através de metadados, imagens criadas com as suas ferramentas de IA, como o Image Playground. Agora, a empresa estará a trabalhar num sistema focado nas fotografias reais: permitir verificar que determinada imagem foi captada por uma câmara de iPhone específica.

Para isso, o utilizador terá de recorrer a um novo modo de captura na app Câmara, chamado Reference. As fotografias tiradas normalmente não terão os dados de proveniência necessários para uma autenticação posterior.

Após a captura, a imagem poderá ser autenticada pelo utilizador. Nesse momento, a fotografia original e os dados associados serão processados pelo Private Cloud Compute, a infraestrutura privada de computação na cloud da Apple. Depois da verificação, será atribuído um identificador exclusivo à fotografia.

Imagem de uma foto tirada com o iPhone

Privacidade é parte central do sistema

Segundo as referências encontradas, a Apple não terá acesso direto à imagem em bruto. O processo deverá recorrer apenas a informação relevante dos sensores e aos metadados da fotografia.

Há ainda uma salvaguarda adicional. Se a empresa concluir que um sensor poderá ter sido comprometido, poderá invalidar autenticações emitidas anteriormente para imagens associadas a esse componente.

Autenticação verificável mesmo depois da partilha

As imagens autenticadas poderão ser partilhadas e verificadas noutros equipamentos Apple localmente. Ou seja, quem recebe uma fotografia poderá confirmar a sua autenticidade sem que a Apple saiba quais as imagens que estão a ser visualizadas.

Os dados enviados poderão variar de acordo com o meio de partilha, como AirDrop ou Mensagens, e conforme se trata de uma imagem original, editada ou já autenticada. Ao escolher a opção "Todos os dados de fotografia", poderão ser incluídos identificadores de hardware e conteúdos não recortados associados à imagem.

A Apple deverá também acrescentar a opção “Transferir com proveniência” às transferências por USB. Desta forma, fotografias autenticadas passadas para um Mac ou PC conservarão os dados necessários para confirmar a sua origem.

Numa época em que a fronteira entre fotografia e imagem criada por IA é cada vez menos evidente, esta poderá ser uma ferramenta importante para fotógrafos, jornalistas e qualquer pessoa que precise de provar a autenticidade de uma imagem.

Dica: como usar IA para estender qualquer imagem de fundo do iPhone no iOS 27

 A Apple Intelligence consegue estender as extremidades de uma imagem para que esta se adapte perfeitamente ao ecrã do seu iPhone. Esta nova funcionalidade do iOS 27 promete acabar com os cortes indesejados nas suas fotos favoritas. Descubra como usar.

Já encontrou aquela imagem ideal na internet, mas percebeu que o formato não se ajusta ao ecrã do iPhone? Quando tenta definir a foto como fundo, o iOS acaba por aplicar um zoom excessivo.

Isto destrói a composição original da imagem, fazendo com que elementos importantes fiquem fora do enquadramento. É uma situação frustrante que prejudica a estética do seu dispositivo.

Com a chegada do iOS 27 e do iPadOS 27, a Apple introduziu uma ferramenta inovadora baseada em inteligência artificial (IA). Agora, ao configurar uma imagem com dimensões imperfeitas, o sistema permite gerar e expandir as quatro extremidades da fotografia de forma automática.

Como expandir o fundo do ecrã do iPhone

Para usufruir desta novidade, certifique-se de que tem um iPhone 15 Pro ou um modelo superior atualizado para o iOS 27, uma vez que a Apple Intelligence exige processadores compatíveis. O processo é simples.

1. Abra a aplicação "Fotografias".

2. Escolha a imagem pretendida e clique no botão de partilha.

3. Selecione a opção "Papel de parede".

4. Em seguida, faça o gesto de pinça no ecrã para reduzir o zoom.


Verá surgir um botão com a indicação "Expandir". As áreas desfocadas que aparecem nas margens indicam onde a IA irá criar o novo conteúdo. Pode também ajustar a posição da imagem com dois dedos antes de confirmar.

5. Por fim, clique em "Expandir" e aguarde alguns segundos. O sistema apresentará uma mensagem informativa durante o processo de criação.

6. Assim que a imagem estiver concluída, ajuste o enquadramento final, clique em "Adicionar" e defina o par de fundos de ecrã.


Algumas limitações a ter em conta

É importante salientar que esta edição inteligente no iPhone não altera o ficheiro original na sua galeria de fotos, aplicando-se apenas ao fundo configurado. Caso pretenda aplicar este efeito diretamente na galeria, poderá fazê-lo através do menu de edição da aplicação Fotografias.

Tenha também em atenção que nem todas as imagens são compatíveis com esta expansão e que existe um limite diário para a utilização desta ferramenta de IA.

Polícia apanha carteiristas no Porto graças à localização dos AirPods roubados

 A tecnologia da Apple voltou a provar que pode ser um aliado imprescindível no combate ao crime. Desta vez, a "vítima" tecnológica que ajudou a travar um furto foi um simples par de AirPods.

Imagem de mala com AirPods que localizaram o material furtado.

O caso ocorreu no sábado, num estabelecimento comercial na Rua Alexandre Herculano, no Porto, e teve como alvo duas turistas, de 22 e 62 anos.

Segundo a PSP, três suspeitos, um homem de 26 anos e dois de 36, furtaram uma mala da Louis Vuitton com uns AirPods, óculos de sol e uma máquina fotográfica, além de uma segunda mala que continha 705 euros em dinheiro, um telemóvel e outros óculos de sol.

A reação das vítimas foi rápida: mal se aperceberam do furto, recorreram à localização dos AirPods para tentar recuperar os pertences. E foi precisamente essa pista digital, combinada com a descrição física dos suspeitos, que permitiu à polícia intercetar o trio a poucos metros do local do crime.

Imagem dos AirPods da Apple com iPhone 17 Pro Max com o recurso Encontrar ativo.

Como é que os AirPods se localizam

Ao contrário do que muita gente pensa, não é preciso ter AirTags para conseguir localizar objetos Apple. Desde que foram integrados na app Localizar (Find My), os AirPods podem ser encontrados de forma semelhante a um iPhone, ou um iPad, ou mesmo um Mac.

Por trás desta tecnologia está a Rede Encontrar da Apple. Ela tira proveito dos beacons Bluetooth emitidos pelos dispositivos. Nos modelos mais recentes, também poderá usar a banda ultralarga através do chip U1. Com este novo hardware, a localização é ainda mais precisa através da função "Encontrar por perto".

Basta que o dono tenha a funcionalidade ativada, algo que acontece por predefinição, para que os auscultadores continuem a "piar" a sua posição mesmo depois de saírem das mãos do proprietário.

Foi exatamente isso que aconteceu aqui: os ladrões podem ter levado a mala sem perceberem que lá dentro seguia um pequeno dispositivo capaz de os denunciar.

O desfecho

Os três suspeitos acabaram detidos e foram presentes às autoridades judiciárias, ficando obrigados a apresentações diárias na área de residência.

Fica, mais uma vez, a lição: verifique que tem ativado e bem configurada a Rede Encontrar nos seus dispositivos Apple. Pode testar no Apple Watch, AirPods, iPhone, iPad, iPod, MacBook, até mesmo no Apple Pencil mais recente. Mais agora que vai ou está de férias, este dispositivo de segurança da empresa de Cupertino é fundamental.

Nunca se sabe quando um simples par de auscultadores pode ser a diferença entre perder tudo ou apanhar quem levou.