17 de set. de 2026

iPhone 18 Pro: Apple consegue provar que uma fotografia não foi falsificada por IA

 A tecnologia aparece com o iPhone 18 Pro que assina criptograficamente as fotografias no momento da captura. Mas há uma limitação para Portugal.

Apple explicou como funciona o Reference Image (ou Imagem de referência), um modo opcional dos iPhone 18 Pro que cria uma imagem verificável a partir dos dados do sensor.

assinatura é feita antes do processamento habitual da fotografia, numa altura em que distinguir imagens captadas de imagens geradas por IA se tornou cada vez mais difícil.

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Ao ativar o modo Reference, o sensor da câmara principal reinicia num modo dedicado e assina criptograficamente os dados dos píxeis logo após a captura. A intenção é impedir que uma alteração feita pelo software do iPhone passe por informação original do sensor.

O telemóvel guarda esses dados, juntamente com metadados e registos de tempo, num "negativo digital" seguro.

Esse negativo ainda não é a fotografia de referência que o utilizador pode consultar. Quando decide criá-la, o iPhone envia-o para o Private Cloud Compute. O sistema verifica as assinaturas do sensor e do Secure Enclave, confirma que ambos pertencem ao mesmo equipamento e processa os dados para produzir um JPEG.

imagem final recebe uma assinatura que combina RSA-3072 e ML-DSA-87, algoritmo concebido para resistir a futuros ataques com computadores quânticos.

A Apple também procura tornar verificável quando a fotografia foi tirada. Em vez de depender apenas da hora indicada pelo sistema operativo, usa dois registos criptográficos que estabelecem um intervalo de captura.

Se o iPhone estiver sem ligação à Internet, o limite superior desse intervalo pode ser acrescentado mais tarde.

Uma prova de origem, com limites

Segundo a Apple, o Reference Image permite verificar que a imagem corresponde ao que o sensor do iPhone captou, sem publicar uma credencial que identifique o fotógrafo ou permita associar publicamente várias fotografias ao mesmo sensor.

A empresa prevê ainda revogar imagens individuais, ou as imagens de um sensor, caso detete fraude. O serviço responsável pela revogação não recebe o conteúdo das fotografias. Estas garantias fazem parte da arquitetura apresentada pela Apple.

Há, contudo, uma distinção essencial: confirmar a origem e a integridade dos dados captados não confirma que a cena fotografada seja verdadeira. A câmara pode, por exemplo, registar uma imagem falsa mostrada num ecrã.

O que a assinatura ajuda a demonstrar é que a fotografia de referência foi produzida a partir dos dados daquele sensor e passou pelo processo de verificação descrito pela Apple.

O modo é opcional e, nesta estreia, funciona apenas com o sensor da câmara principal dos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max.

E funciona em Portugal?

Para os leitores em Portugal, há outra ressalva importante: a captura de Reference Images não estará disponível na União Europeia no lançamento.

A Apple afirma que os utilizadores com iOS 27, iPadOS 27 ou macOS 27 poderão, ainda assim, desenvolver e visualizar imagens de referência. A limitação consta do anúncio oficial dos novos iPhone.

Apple planeia lançar servidores dedicados a Inteligência Artificial com chips M8 Ultra

 A Apple está a desenvolver planos para entrar no mercado de servidores empresariais focados em inteligência artificial (IA), equipados com os futuros processadores M8 Ultra.

De acordo com um relatório recente do The Information, a gigante de Cupertino não pretende limitar a utilização destas máquinas ao seu ecossistema interno, planeando comercializá-las diretamente a governos e outras empresas interessadas em processamento avançado.

O projeto, que estará em desenvolvimento há cerca de um ano sob a supervisão da liderança da empresa, prevê o lançamento de duas variantes distintas para responder a diferentes necessidades de computação.

A comercialização destes servidores de alto desempenho poderá abrir novas fontes de receita no mercado de IA empresarial.

Parceria tecnológica com a Nvidia no horizonte

Para garantir uma comunicação eficiente entre os processadores, a Apple pondera integrar a tecnologia NVLink da Nvidia nos seus sistemas.

Esta solução de interligação permitiria agrupar dois chips M8 Ultra na versão de entrada ou até quatro chips na configuração mais robusta do servidor.

Embora o projeto ainda não esteja totalmente fechado e possa sofrer alterações ou cancelamentos até ao seu lançamento previsto para 2029, a estratégia demonstra uma ambição clara. A integração de hardware especializado procura consolidar a marca no setor de computação de alto rendimento.

16 de set. de 2026

iOS 27 esconde um segredo: código revela suporte para o Claude e ChatGPT

 Um programador descobriu frameworks privadas no iOS 27 que permitem à Siri delegar tarefas em modelos como o Claude ou o ChatGPT. Apesar de a funcionalidade não estar disponível para o utilizador comum, já há vídeos a mostrar como funciona.

iOS 27 da Apple

A primeira, batizada de Model Delegation API, permite que um modelo como o Claude surja como uma extensão da Siri, tal como já acontece atualmente com o ChatGPT.

Num vídeo publicado no X, o investigador mostra-se a abrir a barra "Search or Ask" no Mac, a selecionar o Claude através do menu contextual "Ask..." e a pedir à Siri para criar um lembrete através do Claude.

O modelo interpreta o pedido em linguagem natural e devolve a tarefa à Siri, que fica encarregue de a executar dentro da app Lembretes, mantendo, assim, o acesso a apps do sistema sob controlo da Apple.

Num segundo exemplo, o Claude mostra-se capaz de fazer algo que a própria Siri ainda não consegue: criar um ficheiro CSV a partir de um pedido de voz em linguagem natural, devolvendo o resultado diretamente na interface da Siri.

Um segundo mecanismo mais ambicioso no iOS 27

Além da extensão via Model Delegation, o investigador identificou um segundo sistema, integrado num componente chamado Model Manager Services, que teria um alcance ainda maior: a possibilidade de substituir por completo o modelo de IA que corre do lado do servidor da Siri por um serviço de terceiros.

Nos testes, surge referido o GPT-5.6 como fornecedor alternativo, embora a Apple não tenha confirmado qualquer parceria neste sentido.

Segundo a explicação do próprio programador, neste segundo cenário o modelo externo recebe diretamente o prompt do planeador nativo da Siri e as definições das suas ferramentas, podendo fazer chamadas a essas ferramentas, incluindo ações do sistema e acesso a dados pessoais, antes de devolver a resposta final através da interface e da voz da própria Siri.

Ou seja, ao contrário da extensão via Claude, aqui o modelo de terceiros não fica limitado a interpretar o pedido, assumindo um papel que hoje pertence ao modelo da Apple.

Ainda não está disponível para ninguém

Apesar de tudo isto já existir escondido dentro do código, importa esclarecer que nada disto está ativo para os utilizadores.

Para já, a funcionalidade "Ask..." está limitada ao ChatGPT na Release Candidate do macOS Golden Gate, e o Claude não surge como opção disponível ao público.

A Apple também não abriu ainda a terceiros o acesso a este mecanismo de delegação, nem confirmou publicamente se, ou quando, essa possibilidade chegará a estar disponível para todos.

O motivo desta mudança pode ser a Europa

Algo que pode ajudar a explicar este design é a Lei dos Mercados Digitais (em inglês, DMA) da União Europeia, que obriga fabricantes com chatbots de IA integrados nos seus dispositivos a dar aos utilizadores a possibilidade de escolher entre diferentes modelos.

Com esta exigência em vigor na Europa, faria sentido que a Apple estivesse já a preparar tecnicamente a Siri para esse cenário, mesmo que ainda não tenha decidido (ou anunciado) abri-la oficialmente a terceiros.