19 de out. de 2026

Não deixe cair o iPhone Duo: ecrã avaria e o arranjo custa mais que um iPhone novo

 Quem planeia comprar o novo iPhone Duo vai ter de redobrar as atenções mal o tire da caixa. A tabela oficial de assistência técnica já foi revelada e traz valores que deixam qualquer consumidor sem fôlego. Qualquer queda aparatosa ou azar do quotidiano arrisca-se a transformar uma simples ida à assistência num rombo financeiro.

O valor de entrada deste dobrável ronda os 2.399 euros no mercado europeu, pelo que ninguém esperava orçamentos propriamente simpáticos. O problema é que, ao contrário de outros mercados, em Portugal não existe o programa oficial AppleCare+, o que deixa qualquer utilizador totalmente desprotegido perante a tabela oficial da marca.

O caso mais assustador acontece com o ecrã interior flexível, cuja substituição fora da garantia fica nuns impressionantes 1.149 euros. Este montante supera com facilidade o custo de comprar um iPhone 17 novo diretamente numa loja.

Se o azar for ainda maior e o problema for parar à categoria de outros danos, que abrange o chassis e danos internos graves, a fatura dispara para os 1.719 euros. Por outras palavras, quem tiver a infelicidade de partir o dispositivo pode pagar tanto pelo conserto como pagaria por um modelo Pro acabado de estrear.

Mesmo as reparações mais corriqueiras cobram uma fatura pesada no bolso. A simples troca do ecrã frontal externo atinge os 489 euros, enquanto a bateria e o módulo da câmara traseira ficam por 269 euros cada. O vidro traseiro não baixa dos 219 euros e apenas a película protetora da tampa escapa ao choque inicial, cifrando-se nos 55 euros.

Sem proteção oficial, o utilizador fica sem rede

A ausência do serviço de cobertura direta da marca no mercado português agrava de forma drástica todo este cenário. Enquanto lá fora os utilizadores conseguem amortecer estes desastres com franquias de 99 euros no ecrã dobrável, por terras lusas a despesa cai por inteiro na conta bancária do proprietário.

O contraste torna-se ainda mais evidente quando se olha para concorrentes diretos no segmento dos dobráveis, onde a troca de painéis interiores chega a custar um terço deste valor. Sem uma cobertura alternativa, usar o primeiro dobrável da marca nas ruas portuguesas sem uma capa ultrarresistente é jogar à roleta russa com as poupanças.