27 de abr. de 2021

Apple processada por eliminar conta de cliente levando-o a perder 25 mil dólares em compras

 A Apple foi recentemente alvo de um processo por parte de um cliente. O homem processou a gigante de Cupertino depois de esta ter eliminado a sua conta, levando-o assim a perder 25 mil dólares em compras.

Volta e meia as empresas tecnológicas são alvo de processos por parte de clientes. E a história de hoje é mais uma situação caricata que envolve a Apple e um cliente descontente.

Apple elimina conta de cliente e este perde 25 mil dólares em compras

Mattew Prince é um cliente da Apple que alega ter perdido cerca de 25 mil dólares (~20 mil euros) em compras no iTunes e na App Store por causa da Apple.

Esta situação aconteceu porque a empresa de Cupertino eliminou a conta do Apple ID de Mattew. Como consequência, impossibilitou o cliente de ter acesso ao seu conteúdo e nem sequer lhe foi possível fazer o download dos ficheiros guardados na cloud.

O problema é que se trata de uma situação com dupla interpretação e que pode confundir o consumidor. Ou seja, uma vez que está escrito ‘Comprar’ nas apps, leva a entender que os utilizadores realmente compram aquele conteúdo. No entanto, a Apple considera que se trata apenas de um aluguer.

Quando o utilizador clica em ‘comprar’, ele está apenas a alugar o conteúdo.

Portanto, esta interpretação entre ‘comprar’ e ‘alugar’ levou o cliente a acusar a marca da maçã de publicidade enganosa.

Mas Mattew Prince não foi um caso isolado. Outro cliente, David Andino, também se queixa de um problema semelhante.

De acordo com o processo de Andino:

Assim como a Best Buy não pode entrar na casa de uma pessoa para reaver o filme DVD que essa pessoa comprou, [a Apple] não deve ser capaz de remover o conteúdo digital dos conteúdos comprados pelos seus clientes.

Para já o processo ainda não tem data para julgamento. No entanto, o juiz John Mendez já rejeitou a alegação da Apple e deu sinal verde para a ação prosseguir. Mas a Apple já adiantou que:

Nenhum consumidor razoável acreditaria que o conteúdo comprado através do iTunes estaria indefinidamente disponível na plataforma.

Vamos então estar atentos a novos desenvolvimentos desta história e aguardar pelo julgamento para sabermos, afinal, quem tem razão.

Fonte: Pplware.

Apple já tem o chip ‘M2’ da próxima geração para MacBooks em produção

 Os SoC Apple Silicon vieram para ficar e a empresa de Cupertino já tem a nova geração deste chip em produção industrial. Segundo informações do canal Nikkei Asia, os “M2”, designação em homenagem ao chip M1 da Apple, irão demorar pelo menos três meses para serem produzidos. Assim, espera-se que só em julho saiam as novas máquinas MacBooks com a nova geração da tecnologia desenvolvida pela engenharia da Apple.

O novo chip M2 será um avanço esperado ao anterior Apple Silicon, mas possivelmente ainda será fabricado com a litografia de 5 nanómetros. Por trás do fabrico está multinacional taiwanesa TSMC que trabalha para a Apple.

Apple Silicon M2 para substituir o M1

Há muitas vozes relacionadas ao mundo do hardware que apostariam numa evolução do M1 para o M1X. Contudo, a Apple parece ter outras ideias, pelo menos é assim que as informações surgem no jornal diário de economia do Japão. Segundo se pode ler, fontes familiarizadas com o assunto, avançaram que:

A próxima geração de processadores Mac concebidos pela Apple entrou em produção em massa este mês […] Assim, este passo aproxima a gigante tecnológica norte-americano do seu objetivo que é substituir as unidades centrais de processamento concebidas pela Intel pelas suas próprias.

Os envios do novo chipset – provisoriamente conhecido como o M2, depois do atual processador M1 da Apple – poderiam começar já em julho para utilização nos MacBooks, que estão programados para serem vendidos no segundo semestre deste ano.

Produzido pelo fornecedor da Apple TSMC, o chip M1, da classe Apple Silicon, fez a sua estreia no final do ano passado com a introdução do Mac mini, MacBook Air, e MacBook Pro de 13 polegadas. Os resultados foram espantosos já que esta tecnologia trouxe melhorias consideráveis de desempenho e eficiência da bateria face aos chips Intel que a Apple usava anteriormente.

Imagem Mac mini com SoC M1

 

Novos produtos serão a ponte para próximos lançamentos

Conforme tivemos a oportunidade de seguir, na semana passada, a Apple revelou os novos iMacs de 24 polegadas e uma redesenhada linha de iPad Pro. Assim, para sublinhar as capacidades de hardware destes dispositivos, a Apple equipou-os com o mesmo processador M1 de 5 nm baseado nos seus outros Macs Apple Silicon.

Com um CPU de 8 núcleos, até uma GPU de 8 núcleos, um Motor Neuronal de 16 núcleos, arquitetura de memória unificada, além de outras fulcrais melhorias, a Apple refere que o chip M1 proporciona um desempenho do sistema até 3,5x mais rápido, um desempenho gráfico até 6x mais rápido, e uma aprendizagem automática até 15x mais rápida. Além disso, com esta tecnologia os dispositivos oferecem uma duração da bateria até 2x mais longa do que os Macs da geração anterior.

 

O que se pode esperar da Apple a seguir?

A Apple disse em 2020 que a empresa levaria dois anos a fazer a transição completa dos chips Intel para Apple Silicon. Os rumores sugerem que os futuros Macs com esta tecnologia incluirão novos modelos MacBook Pro de 14 e 16 polegadas com um formato totalmente novo já no segundo trimestre 2021. Além disso, espera-se um iMac de 27 polegadas redesenhado no final deste ano e uma versão menor do Mac Pro, provavelmente em 2022.

Portanto, a empresa parece totalmente balançada em deixar a dependência da Intel, assim como de outros fornecedores. A produção interna parece estar a trazer resultados muito positivos.

Fonte: Pplware.

Apple terá de dar três anos de garantia aos seus dispositivos em Espanha

As empresas que operam nos mercados internacionais têm de se ajustar às regras de cada país. A Apple, apesar de ter uma política rígida nesse capítulo, tem sido obrigada a adaptar a oferta às regras de cada mercado. Assim, em Espanha a empresa de Cupertino vai ter de dar 3 anos de garantia aos seus produtos.

O Conselho de Ministros do Governo de Espanha acaba de aprovar a prorrogação de um ano ao período de garantia dos produtos comercializados no país. Portanto, anteriormente, tal como em Portugal, a garantia era de 2 anos e serão agora definidos para os obrigatórios de 3 anos. Além disso, todos os fabricantes devem ter peças de reposição por um período de 10 anos, até agora esse período era de 5 anos.

Apple vai ter de dar 3 anos de garantia em Espanha

Segundo o site espanhol iPadizate, foi aprovada uma nova norma que está inserida num Real Decreto-lei e de acordo com o Ministério do Consumidor “dá mais um passo na estratégia da economia circular” e inclui também novos direitos e garantias aos consumidores ou utilizadores, tendo em conta o boom do comércio online e serviços digitais.

Esta nova regra afetará todos os equipamentos vendidos na Espanha, incluindo todos os dispositivos da Apple, claro. O Ministro Alberto Garzón detalhou que optaram por um regulamento “urgente” onde as Diretivas (UE) 2019/770 e 2019/771 são incorporadas no Texto Consolidado da Lei Geral de Defesa dos Consumidores e Utilizadores (TRLGDCU).

Imagem AirPods Max

Principais pontos da nova regulamentação do consumidor

  • Extensão do período de garantia de dois para três anos.
  • Aumentar de três para cinco anos o prazo de prescrição para o exercício dos direitos de que dispõe o consumidor quando estes não os cumprem.
  • Ter peças suplentes disponíveis por no mínimo 10 anos.
  • Durabilidade de um produto como critério objetivo: quando um bem não tem a durabilidade que a empresa e o consumidor pactuaram no contrato de compra, o cliente pode escolher entre a sua reparação ou substituição.
  • Conteúdo digital: pela primeira vez, serão recolhidos os contratos em que o utilizador não paga, mas disponibiliza os seus dados pessoais em troca do serviço.
  • Incluídos como conteúdo digital estão software de troca de vídeo e áudio, hospedagem de ficheiros, processamento de texto ou jogos que oferecem conteúdo online, redes sociais, e-mail, serviços de mensagens instantâneas, livros eletrónicos e outras publicações eletrónicas.
  • Os conteúdos e serviços digitais devem ser oferecidos imediatamente: “o fornecimento não deve exigir, na maioria das situações, qualquer prazo adicional”.
  • As garantias comerciais incluídas na publicidade prevalecerão sobre as constantes da declaração de garantia legal se forem mais benéficas para o consumidor.

Segundo o mesmo site, este novo regulamento acaba de ser aprovado e deverá entrar em vigor em breve. Todas as empresas que comercializam bens, dispositivos, produtos eletrónicos ou digitais estarão sujeitas a esta nova norma contida na Lei Geral de Defesa do Consumidor e do Utilizador.

A questão que se coloca é se esta regra poderá ultrapassar fronteiras e ser aplicada no mercado nacional. 

Apple fará doação para ajudar no combate da covid-19 na Índia


 O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou na última segunda-feira (26) que a empresa gigante da tecnologia fará uma doação para a Índia, atual epicentro da covid-19. Nesta terça-feira (27), a Índia registrou 323.144 casos novos e 2.771 óbitos. Atualmente, o total de mortos no país está em 197.894.

"Nossos pensamentos estão com os profissionais da área médica indiana, nossa família Apple e todos os que estão lutando contra a pandemia. A Apple fará uma doação para apoiar os esforços de socorro no local", disse Cook em seu Twitter.

Além da Apple, outras empresas já se manifestaram, como Google e Microsoft, que prometeram apoio ao sistema de saúde indiano. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, também afirmou que deve enviar doses de vacinas contra a covid-19 para a Índia nos próximos meses. No entanto, ainda não há prazo definido.

Vacinação de funcionários

Na semana passada, o portal Bloomberg divulgou que a Apple estaria oferecendo vacinas contra a covid-19 para os seus funcionários na Apple Park. Segundo relatório divulgado pelo site, a empresa estaria com seu "próprio programa de vacinação" com o objetivo de "desafogar" os órgãos públicos da campanha. Em contrapartida, a Apple afirma que, como empresa privada, não tem acesso às vacinas e, por isso, a informação não procede.

Fonte: Tecmundo.


25 de abr. de 2021

Investigadores encontram vulnerabilidade de dados no AirDrop da Apple

 Apesar da Apple pertencer ao grupo das gigantes empresas, algo está a escapar no que toca a segurança. Há possibilidade de hackers poderem aceder aos dados do AirDrop e roubar números de telefone e endereços de correio eletrónico dos utilizadores.

Esta questão é conhecida desde 2019 e ainda não foi corrigida ou reconhecida pela empresa, embora tenha hoje em dia um impacto de quase 1,5 mil milhões de dispositivos Apple.

AirDrop

Roubo de dados via AirDrop

De acordo com um relatório de investigadores de segurança da Universidade Alemã Darmstadt, o centro deste problema está na forma como o AirDrop partilha os ficheiros entre os dispositivos Apple, utilizando a lista de endereços de e-mail e contactos por defeito.

Para os investigadores, uma vez que o AirDrop utiliza um “mecanismo de autenticação mútua” e tem que comparar números de telefone e endereços de e-mail, um hacker pode facilmente intercetar esta informação. Para isto, basta ter um dispositivo com acesso a Wi-Fi e estar perto do utilizador que faz a partilha via AirDrop.

Tudo isto pode acontecer mesmo que o hacker não faça parte da lista de contactos telefónicos ou endereços de e-mail do utilizador. Está sujeita a este tipo de roubo tanto a pessoa que envia, como a pessoa que recebe os ficheiros.

Uma alternativa mais segura?

A Apple tenta sempre proteger os números de telefone e endereços de e-mail trocados através de “ofuscação”, mas os investigadores descobriram que isso não impede a invasão de ataques com “força bruta”.

Os investigadores da Universidade de Darmstadt desenvolveram o “PrivateDrop” que pode substituir o AirDrop. Este método permite efetuar trocas entre dispositivos sem trocar os valores de hash que de outra forma poderiam ser facilmente decifrados. Tudo isto pode ocorrer com um tempo de espera de cerca de um segundo. Este projeto está disponível no GitHub.

AirDrop Crack

Como desligar o AirDrop

Uma vez que a Apple ainda não lançou oficialmente uma correção, pode evitar usar ou desligar completamente o AirDrop, se estiver preocupado.

Para o fazer num iPhone ou  iPad, aceda a Definições > Geral. A partir daí, AirDrop > Receção Desativada.

No MacOS, clica no Centro de Controlo ao lado da data e hora, escolhe AirDrop, e altera o estado para Desligado.

1º passo MacOS

2º passo MacOS

Detalhes adicionais estão disponíveis através da Apple se desejar saber mais sobre o AirDrop no MacOS. Contra hackers e roubo de dados, todo o cuidado é pouco e é necessário estar alerta.

Fonte: Pplware







Cada ID Apple permite no máximo emparelhar 16 AirTags

 A Apple, na passada sexta-feira, começou a receber encomendas das AirTags que serão entregues na próxima semana. Algumas novidades já foram conhecidas, mas ainda não se sabia quantas unidades se poderiam emparelhar por Apple ID.

Depois de alguns boatos começarem a aparecer, a Apple desfez as dúvidas e explicou que um único ID Apple pode ter apenas 16 AirTags emparelhados com ele.

Imagem AirTags

 

16 AirTags por cada ID Apple

A Apple estudou muito bem a utilização das AirTags e vedou algumas utilizações inapropriadas. Criou alertas de stalking tendo em conta que as AirTags foram produzidas para monitorizar objetos e não pessoas.

Se já se sabiam muitas coisas relacionadas com este novo produto, a verdade é que ainda não se sabia tudo. Assim, numa entrevista com Rene Ritchie no YouTube, a executiva da Apple, Kaiann Drance, revelou que a empresa sediada em Cupertino impôs um limite de quantas AirTags podem ser conectadas e localizadas por uma única conta ID Apple.

 

AirTags são para localizar coisas e não para pessoas

A Apple está a vender AirTags por 35 euros ou num pacote de 4 unidades por 119 euros. Esse limite significa que um utilizador só pode vincular quatro pacotes de quatro ao seu ID Apple.

A limitação pode receber críticas de muitas pessoas, mas, dito isso, é difícil imaginar um único indivíduo que necessite de localizar mais de 16 itens diferentes, especialmente quando a Apple confirmou que nunca pretendeu que fossem usadas ​​com crianças ou animais de estimação.

A executiva da Apple também usou o seu tempo durante a entrevista para confirmar que as AirTags podem ser vinculados via Partilha com a família e são inteligentes o suficiente para saber que um dispositivo próximo pertence a um membro da família.

Isso significa que o dispositivo não acionará o Modo Perdido quando estiver longe do dispositivo host, mas próximo ao dispositivo de um membro da família.

Conforme já sabemos, estes dispositivos serão localizados através da rede Encontrar. Estas etiquetas localizadores usam tecnologia de banda ultra larga para mostrar a distância e a direção precisas.

Fonte: Pplware.