27 de abr. de 2021

Apple lança o watchOS 7.4 para o seu Apple Watch

 Hoje era o dia prometido para a Apple colocar cá fora as versões finais dos sistemas operativos que andava a preparar há várias semanas. Depois do iOS 14.5, a empresa de Cupertino lançou também o watchOS 7.4 para o seu Apple Watch. Esta atualização traz algumas novidades, mas acima de tudo passa a permitir que o utilizador desbloqueie o iPhone, sem ter de tirar, através do seu relógio da Apple.

Se tem aí à mão o seu Apple Watch, instale esta nova versão e usufrua das novas funcionalidades.

Imagem Apple Watch com watchOS 7.4 em atualização

O que há de novo no watchOS 7.4?

Está tudo a receber as novas versões. Trazemos agora as novidades do watchOS 7.4.

Assim, esta nova versão para o relógio inclui novas funcionalidades, melhorias e correções de erros, entre as quais:

  • Possibilidade de desbloquear o iPhone X e modelos posteriores com o Apple Watch, ao tentar usar o Face ID ao usar máscara;
  • Opção para classificar o tipo de dispositivo Bluetooth nas Definições, de modo a identificar corretamente os auscultadores nas notificações de áudio;
  • Possibilidade de fazer streaming de áudio e vídeo do conteúdo de treinos Apple Fitness+ em televisões e dispositivos compatíveis com AirPlay 2;
  • Suporte para a aplicação ECG no Apple Watch Series 4 ou posterior na Austrália e no Vietname;
  • Suporte para avisos de ritmo cardíaco irregular na Austrália e no Vietname.

Conforme pode ser visto, a primeira novidade é efetivamente a mais importante. Agora, o utilizador já não tem necessidade de retirar a máscara para de bloquear o seu iPhone. Com esta atualização, a validação é feita pelo Apple Watch, evitando que o utilizador desvende o seu código ao ter de o colocar para não retirar a máscara em locais públicos.

Fonte: Pplware.

Apple vai gastar mil milhões de dólares no novo campus nos EUA

 Sendo uma das gigantes do universo tecnológico, a Apple conta com uma vasta equipa espalhada pelo mundo. Recentemente, anunciou que tem planos para abrir um novo campus na área de Raleigh, na Carolina do Norte, Estados Unidos da América. Nesse novo espaço, vai acolher 3 mil novos funcionários.

Para a abertura e as contratações, a gigante de Cupertino vai investir cerca de mil milhões de dólares.

Campus da Apple

Apple continua a expandir-se

Além da sede em Cupertino, Califórnia, onde vê baseada a maior parte da sua equipa de engenheiros, a Apple anunciou que tem planos para um novo campus na área de Raleigh, na Carolina do Norte. Efetivamente, a criação de novos espaços de trabalho espelha a expansão e evolução contínua preconizada pela empresa.

O novo campus estará localizado na área do Research Triangle (em português, Triângulo de Investigação), nomeado pela presença da North Carolina State UniversityDuke University e pela University of North Carolina. Aliás, o CEO e o COO da Apple, Tim Cook e Jeff Williams, respetivamente, têm MBAs emitidos pela Duke University.

Os MBA (Master Business Administration) não são um mestrado e não se inserem também na categoria de pós-graduação. Foram criados nos EUA, no início do século XX, e destinam-se a trabalhadores experientes de áreas relacionadas com a Gestão.

Como natural da Carolina do Norte, estou entusiasmado por a Apple estar a expandir-se e a criar novas oportunidades de emprego a longo prazo na comunidade em que cresci.

Disse Jeff Williams, numa declaração.

Além dos 3.000 novos funcionários na Carolina do Norte, a Apple planeia empregar, até 2026, outras 5.000 pessoas em San Diego, 3.000 em Culver City, Los Angeles, 700 em Boulder, Colorado, bem como duplicar os mil funcionários de Seatle. Assim, conseguirá somar 20.000 novos empregos aos 147.000 que já existem, incluindo trabalhadores do comércio a retalho.

Um investimento bilionário

O novo campus da Apple na Carolina do Norte implicará um investimento de mil milhões de dólares. Aí, empregará, por exemplo, engenheiros de software e de machine learning.

Desta forma, a Apple juntar-se-á a outras empresas que estão a aproveitar para se expandirem e realocarem, deixando o Silicon Valley, de forma a encontrar mais engenheiros e a responder ao elevado custo de vida associado àquela área.

Fonte: Pplware.

Guerra entre Tim Cook e Mark Zuckerberg explode hoje, diz NY Times


 A partir desta segunda-feira (26), com o lançamento da atualização iOS 14.5 para iPhone, todos os proprietários de dispositivos da Apple têm a opção de escolher explicitamente se permitem que aplicativos como o Facebook coletem seus dados fora do app.

Em uma análise de perfil também publicada hoje (26), o New York Times mostra como o recurso App Tracking Transparency (ATT) transformou Mark Zuckerberg e Tim Cook em inimigos, fazendo com que a relação entre ambos, e as megaempresas que dirigem, explodissem “em uma guerra total”, como definiu o periódico.

No centro da batalha, encontram-se os dois CEOs com suas diferenças bem delimitadas há longo tempo. Cook, 60 anos, é um executivo de boas maneiras que atingiu o topo da carreira na Apple, construindo cadeias de suprimentos. Zuckerberg, de 36 anos, abandonou a Universidade Harvard para construir um dos maiores impérios de mídia social na base do vale-tudo quanto à liberdade de expressão.

Um abismo entre os gigantes


Além das suas origens distintas, as visões dos dois executivos são totalmente opostas em relação ao futuro digital. Enquanto Cook defende que os usuários paguem um prêmio (de preferência para a Apple) por uma internet mais segura e privada, Zuckerberg defende uma internet “aberta” onde a prestação de serviços aos usuários seja gratuita, e paga pelos anunciantes.

Durante alguns anos, Facebook e Apple tiveram um bom relacionamento, mas essa situação começou a mudar a partir do momento em que a gigante de Menlo Park começou a coletar dados de seus usuários por atacado. Em 2018, Tim Cook, já então um defensor ferrenho da privacidade como “direito humano fundamental”, passou a criticar o Facebook em todas suas entrevistas sobre a matéria.

Com o lançamento do ATT nesta segunda-feira, os novos desdobramentos da “guerra” de CEOs irá depender de que forma a limitação do rastreamento da Apple será capaz de impactar o negócio de US$ 70 bilhões (R$ 380 bilhões) do Facebook.

Fonte: Tecmundo.



Apple processada por eliminar conta de cliente levando-o a perder 25 mil dólares em compras

 A Apple foi recentemente alvo de um processo por parte de um cliente. O homem processou a gigante de Cupertino depois de esta ter eliminado a sua conta, levando-o assim a perder 25 mil dólares em compras.

Volta e meia as empresas tecnológicas são alvo de processos por parte de clientes. E a história de hoje é mais uma situação caricata que envolve a Apple e um cliente descontente.

Apple elimina conta de cliente e este perde 25 mil dólares em compras

Mattew Prince é um cliente da Apple que alega ter perdido cerca de 25 mil dólares (~20 mil euros) em compras no iTunes e na App Store por causa da Apple.

Esta situação aconteceu porque a empresa de Cupertino eliminou a conta do Apple ID de Mattew. Como consequência, impossibilitou o cliente de ter acesso ao seu conteúdo e nem sequer lhe foi possível fazer o download dos ficheiros guardados na cloud.

O problema é que se trata de uma situação com dupla interpretação e que pode confundir o consumidor. Ou seja, uma vez que está escrito ‘Comprar’ nas apps, leva a entender que os utilizadores realmente compram aquele conteúdo. No entanto, a Apple considera que se trata apenas de um aluguer.

Quando o utilizador clica em ‘comprar’, ele está apenas a alugar o conteúdo.

Portanto, esta interpretação entre ‘comprar’ e ‘alugar’ levou o cliente a acusar a marca da maçã de publicidade enganosa.

Mas Mattew Prince não foi um caso isolado. Outro cliente, David Andino, também se queixa de um problema semelhante.

De acordo com o processo de Andino:

Assim como a Best Buy não pode entrar na casa de uma pessoa para reaver o filme DVD que essa pessoa comprou, [a Apple] não deve ser capaz de remover o conteúdo digital dos conteúdos comprados pelos seus clientes.

Para já o processo ainda não tem data para julgamento. No entanto, o juiz John Mendez já rejeitou a alegação da Apple e deu sinal verde para a ação prosseguir. Mas a Apple já adiantou que:

Nenhum consumidor razoável acreditaria que o conteúdo comprado através do iTunes estaria indefinidamente disponível na plataforma.

Vamos então estar atentos a novos desenvolvimentos desta história e aguardar pelo julgamento para sabermos, afinal, quem tem razão.

Fonte: Pplware.

Apple já tem o chip ‘M2’ da próxima geração para MacBooks em produção

 Os SoC Apple Silicon vieram para ficar e a empresa de Cupertino já tem a nova geração deste chip em produção industrial. Segundo informações do canal Nikkei Asia, os “M2”, designação em homenagem ao chip M1 da Apple, irão demorar pelo menos três meses para serem produzidos. Assim, espera-se que só em julho saiam as novas máquinas MacBooks com a nova geração da tecnologia desenvolvida pela engenharia da Apple.

O novo chip M2 será um avanço esperado ao anterior Apple Silicon, mas possivelmente ainda será fabricado com a litografia de 5 nanómetros. Por trás do fabrico está multinacional taiwanesa TSMC que trabalha para a Apple.

Apple Silicon M2 para substituir o M1

Há muitas vozes relacionadas ao mundo do hardware que apostariam numa evolução do M1 para o M1X. Contudo, a Apple parece ter outras ideias, pelo menos é assim que as informações surgem no jornal diário de economia do Japão. Segundo se pode ler, fontes familiarizadas com o assunto, avançaram que:

A próxima geração de processadores Mac concebidos pela Apple entrou em produção em massa este mês […] Assim, este passo aproxima a gigante tecnológica norte-americano do seu objetivo que é substituir as unidades centrais de processamento concebidas pela Intel pelas suas próprias.

Os envios do novo chipset – provisoriamente conhecido como o M2, depois do atual processador M1 da Apple – poderiam começar já em julho para utilização nos MacBooks, que estão programados para serem vendidos no segundo semestre deste ano.

Produzido pelo fornecedor da Apple TSMC, o chip M1, da classe Apple Silicon, fez a sua estreia no final do ano passado com a introdução do Mac mini, MacBook Air, e MacBook Pro de 13 polegadas. Os resultados foram espantosos já que esta tecnologia trouxe melhorias consideráveis de desempenho e eficiência da bateria face aos chips Intel que a Apple usava anteriormente.

Imagem Mac mini com SoC M1

 

Novos produtos serão a ponte para próximos lançamentos

Conforme tivemos a oportunidade de seguir, na semana passada, a Apple revelou os novos iMacs de 24 polegadas e uma redesenhada linha de iPad Pro. Assim, para sublinhar as capacidades de hardware destes dispositivos, a Apple equipou-os com o mesmo processador M1 de 5 nm baseado nos seus outros Macs Apple Silicon.

Com um CPU de 8 núcleos, até uma GPU de 8 núcleos, um Motor Neuronal de 16 núcleos, arquitetura de memória unificada, além de outras fulcrais melhorias, a Apple refere que o chip M1 proporciona um desempenho do sistema até 3,5x mais rápido, um desempenho gráfico até 6x mais rápido, e uma aprendizagem automática até 15x mais rápida. Além disso, com esta tecnologia os dispositivos oferecem uma duração da bateria até 2x mais longa do que os Macs da geração anterior.

 

O que se pode esperar da Apple a seguir?

A Apple disse em 2020 que a empresa levaria dois anos a fazer a transição completa dos chips Intel para Apple Silicon. Os rumores sugerem que os futuros Macs com esta tecnologia incluirão novos modelos MacBook Pro de 14 e 16 polegadas com um formato totalmente novo já no segundo trimestre 2021. Além disso, espera-se um iMac de 27 polegadas redesenhado no final deste ano e uma versão menor do Mac Pro, provavelmente em 2022.

Portanto, a empresa parece totalmente balançada em deixar a dependência da Intel, assim como de outros fornecedores. A produção interna parece estar a trazer resultados muito positivos.

Fonte: Pplware.

Apple terá de dar três anos de garantia aos seus dispositivos em Espanha

As empresas que operam nos mercados internacionais têm de se ajustar às regras de cada país. A Apple, apesar de ter uma política rígida nesse capítulo, tem sido obrigada a adaptar a oferta às regras de cada mercado. Assim, em Espanha a empresa de Cupertino vai ter de dar 3 anos de garantia aos seus produtos.

O Conselho de Ministros do Governo de Espanha acaba de aprovar a prorrogação de um ano ao período de garantia dos produtos comercializados no país. Portanto, anteriormente, tal como em Portugal, a garantia era de 2 anos e serão agora definidos para os obrigatórios de 3 anos. Além disso, todos os fabricantes devem ter peças de reposição por um período de 10 anos, até agora esse período era de 5 anos.

Apple vai ter de dar 3 anos de garantia em Espanha

Segundo o site espanhol iPadizate, foi aprovada uma nova norma que está inserida num Real Decreto-lei e de acordo com o Ministério do Consumidor “dá mais um passo na estratégia da economia circular” e inclui também novos direitos e garantias aos consumidores ou utilizadores, tendo em conta o boom do comércio online e serviços digitais.

Esta nova regra afetará todos os equipamentos vendidos na Espanha, incluindo todos os dispositivos da Apple, claro. O Ministro Alberto Garzón detalhou que optaram por um regulamento “urgente” onde as Diretivas (UE) 2019/770 e 2019/771 são incorporadas no Texto Consolidado da Lei Geral de Defesa dos Consumidores e Utilizadores (TRLGDCU).

Imagem AirPods Max

Principais pontos da nova regulamentação do consumidor

  • Extensão do período de garantia de dois para três anos.
  • Aumentar de três para cinco anos o prazo de prescrição para o exercício dos direitos de que dispõe o consumidor quando estes não os cumprem.
  • Ter peças suplentes disponíveis por no mínimo 10 anos.
  • Durabilidade de um produto como critério objetivo: quando um bem não tem a durabilidade que a empresa e o consumidor pactuaram no contrato de compra, o cliente pode escolher entre a sua reparação ou substituição.
  • Conteúdo digital: pela primeira vez, serão recolhidos os contratos em que o utilizador não paga, mas disponibiliza os seus dados pessoais em troca do serviço.
  • Incluídos como conteúdo digital estão software de troca de vídeo e áudio, hospedagem de ficheiros, processamento de texto ou jogos que oferecem conteúdo online, redes sociais, e-mail, serviços de mensagens instantâneas, livros eletrónicos e outras publicações eletrónicas.
  • Os conteúdos e serviços digitais devem ser oferecidos imediatamente: “o fornecimento não deve exigir, na maioria das situações, qualquer prazo adicional”.
  • As garantias comerciais incluídas na publicidade prevalecerão sobre as constantes da declaração de garantia legal se forem mais benéficas para o consumidor.

Segundo o mesmo site, este novo regulamento acaba de ser aprovado e deverá entrar em vigor em breve. Todas as empresas que comercializam bens, dispositivos, produtos eletrónicos ou digitais estarão sujeitas a esta nova norma contida na Lei Geral de Defesa do Consumidor e do Utilizador.

A questão que se coloca é se esta regra poderá ultrapassar fronteiras e ser aplicada no mercado nacional.