29 de out. de 2026

Novo MacBook Pro de 14″ com M6: mais IA e até 24 horas de bateria

 A Apple já tem o sucessor do MacBook Pro de 14 polegadas pronto para as lojas. O novo coração do portátil chama-se M6, e promete mais desempenho gráfico, mais capacidade para Inteligência Artificial (IA) e uma autonomia de até 24 horas.

A Apple desvendou o novo modelo, que mantém o ADN da gama profissional, mas aposta fortemente na aceleração de tarefas de IA. O novo MacBook Pro de 14 polegadas vai estar disponível em preto sideral e prateado, com pré-encomendas a abrir já amanhã, dia 28 de outubro, e chegada às lojas marcada para 6 de novembro.

M6: mais dois núcleos e muita IA

O novo chip traz um CPU de 12 núcleos e um GPU também de 12 núcleos, ou seja, mais dois em cada face da moeda face à geração anterior. Segundo a Apple, isto traduz-se em:

  • Até 30% mais desempenho gráfico face ao M5;
  • Até 25% de melhoria em determinadas tarefas de IA;
  • Dois Neural Engines de 16 núcleos, até 1,9x mais rápidos que os da geração anterior em tarefas específicas.

O GPU conta com aceleradores neuronais em cada núcleo e um motor de ray tracing de terceira geração, ajudando em renderização 3D, edição de imagem e execução de modelos de linguagem.

Em memória, a configuração base fica pelos 16 GB de memória unificada, com opção até 32 GB e largura de banda até 170 GB/s. 

Bateria de 24 horas e ligações mais rápidas

Apesar da subida de performance, a Apple anuncia até 24 horas de autonomia, valor que vai depender da utilização e da configuração escolhida. Quando a bateria apertar, o carregamento rápido recupera 50% em cerca de 30 minutos, desde que se use um adaptador USB-C compatível, como o de 96 W.

Na conectividade, a grande novidade é a chegada do Wi-Fi 7 e do Bluetooth 6. Em termos de portas, o portátil inclui:

  • 3 portas Thunderbolt 4;
  • HDMI;
  • MagSafe 3;
  • Leitor de cartões SDXC;
  • Entrada para auscultadores.

Além disso, é possível ligar até dois monitores externos.

Ecrã e equipamento

O ecrã Liquid Retina XDR mantém 1600 nits de brilho máximo em HDR e contraste de 1 000 000:1, estando disponível com vidro com nanotextura para reduzir reflexos. 

Além disso, o novo MacBook Pro chega com uma câmara Center Stage de 12 MP, três microfones e um sistema de seis altifalantes com áudio espacial.

macOS 27 Golden Gate e a Siri AI

O portátil chega com o macOS 27 Golden Gate, reforçando a aposta da Apple na IA. A nova Siri AI consegue usar o contexto pessoal do utilizador para responder a pedidos e passa a estar integrada com o Spotlight. No Safari, há organização automática de separadores e alertas para alterações em páginas web.

A Siri AI está em fase beta no macOS 27.2, e a disponibilidade de algumas funcionalidades depende do idioma e da região. Segundo a Apple, existe suporte em português. 

Preço e disponibilidade

O novo MacBook Pro com M6 estará disponível para reserva a partir das 17h10 de amanhã, dia 28 de outubro, com disponibilidade prevista para a próxima semana, no dia 6 de novembro. 

O preço começa nos 2349 € euros, a que acrescem 165 euros com o ecrã de nanotextura.

Apple lança novo iMac com M6: o que muda nesta geração?

 Depois do MacBook Pro, é a vez do iMac receber o M6. O design não muda e as sete cores mantêm-se, mas, por dentro, há mais desempenho, mais Inteligência Artificial (IA) e conectividade atualizada.

O novo iMac de 24 polegadas continua com o formato tudo em um, bem como um ecrã Retina 4,5K, e vai estar disponível em azul, verde, rosa, amarelo, roxo, laranja e prateado. As encomendas abrem a 28 de outubro e a chegada às lojas está prevista para 6 de novembro.

M6: até o dobro do desempenho gráfico

O novo iMac vai estar disponível com CPU e GPU de 10 ou 12 núcleos. A versão mais avançada acrescenta dois núcleos em cada componente face ao modelo anterior com M4. Segundo os testes da Apple, o M6 permite:

  • Até 2x mais desempenho gráfico que o M4 em determinadas tarefas, como a edição de imagem no Affinity;
  • Até 50% de melhoria em tarefas específicas no Microsoft Excel;
  • Até 2x mais desempenho em jogos com ray tracing.

IA em destaque na nova geração do iMac

O iMac conta com um Dual Neural Engine, composto por dois motores de 16 núcleos, aceleradores neuronais integrados na GPU e largura de banda de memória até 170 GB/s. Em testes de processamento de modelos de linguagem no LM Studio, a Apple fala em desempenho até 5x superior ao do iMac com M4.

Em memória, a base são 16 GB de memória unificada, com opção até 32 GB na versão de 12 núcleos. Na configuração de 10 núcleos, pode chegar aos 24 GB. 

Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e SSD mais rápido

Na conectividade, chegam também o Wi-Fi 7 e o Bluetooth 6. O armazenamento SSD também ganha velocidade, com leituras e escritas até 2x superiores às da geração anterior, segundo a Apple.

Eis as diferenças entre as duas configurações:

  • 10 núcleos: duas portas Thunderbolt 4 e suporte para um monitor externo até 6K;
  • 12 núcleos: quatro portas Thunderbolt 4, suporte para dois monitores externos 6K e Ethernet de 2,5 Gb/s (que também pode ser adicionada como opção à versão de 10 núcleos).
Com Wi-Fi 7, Bluetooth 6 e até quatro portas Thunderbolt 4, o novo iMac transfere arquivos grandes rapidamente e conecta uma ampla gama de acessórios e até dois monitores externos 6K, segundo a Apple.

Ecrã e restante equipamento

O ecrã Retina 4,5K mantém as 24 polegadas, os 500 nits de brilho e o suporte para a gama de cores P3. A configuração superior tem ainda a opção de vidro com nanotextura. A completar o pacote está uma câmara Center Stage de 12 MP, três microfones e um sistema de seis altifalantes com suporte para áudio espacial e Dolby Atmos.

Segundo a Apple, o novo iMac com M6 torna a edição de vídeo mais rápida e fluida em apps como o Final Cut Pro, permitindo que os criadores editem imagens em alta resolução, adicionem efeitos impressionantes e muito mais.

macOS 27 Golden Gate e a Siri AI

O iMac chega com o macOS 27 Golden Gate, que integra funcionalidades de Apple Intelligence e a nova Siri AI, uma versão mais avançada do assistente da Apple, que consegue usar informações de mensagens, e-mails e fotografias para responder a pedidos, executar ações em aplicações e está integrada com o Spotlight.

O Safari também ganha novidades: organização automática de separadores, acompanhamento de alterações em páginas web e criação de extensões personalizadas a partir de descrições.

A Siri AI está em beta no macOS 27.2 e, segundo a Apple, com suporte para português, embora algumas funcionalidades possam variar consoante o idioma e a região. 

Preço e disponibilidade

O novo MacBook Pro com M6 estará disponível para reserva a partir das 17h10 de amanhã, dia 28 de outubro, com disponibilidade prevista para a próxima semana, no dia 6 de novembro.

O preço varia consoante a configuração:

  • Desde 1829 euros: processador M6 com duas portas Thunderbolt; CPU 10‑core, GPU 10‑core, Dual Neural Engine 16‑core
  • Desde 2029 euros: processador M6 com quatro portas Thunderbolt; CPU 12‑core, GPU 12‑core, Dual Neural Engine 16‑core

Rússia obriga Apple e Microsoft a armazenar comunicações dos utilizadores

 A Rússia adicionou a Apple e a Microsoft ao registo estatal de vigilância, exigindo que armazenem comunicações dos utilizadores e as entreguem às autoridades se solicitado.

Apple e Microsoft no registo de vigilância russo

De acordo com a Bloomberg, a Apple e a Microsoft foram incluídas no registo de “organizadores de disseminação de informação” mantido pelo regulador de comunicações russo, Roskomnadzor, a 2 de outubro. Juntam-se assim a serviços como Google Meet, WhatsApp, Telegram, Snapchat, Cloudflare e Blizzard Entertainment, que já constavam da lista.

As empresas neste registo são obrigadas, por lei russa, a armazenar correspondência, mensagens de áudio e vídeo dos utilizadores locais, e a fornecer esses dados aos serviços de segurança quando solicitado. 

Têm ainda de guardar na Rússia informações sobre os utilizadores e a transmissão das suas comunicações durante três anos. O incumprimento pode resultar em multas e, em última instância, na restrição do acesso aos seus serviços no país.

Esta medida surge num contexto de crescente restrição a serviços de mensagens estrangeiros na Rússia, que já bloqueou ou limitou o acesso a plataformas como WhatsApp, Telegram, Signal e FaceTime da Apple.

Telegram WhatsApp importar mensagens conversas

Relação conturbada entre a Apple e a Rússia

A relação da Apple com a Rússia tem-se tornado cada vez mais complicada desde a invasão da Ucrânia em 2022. Na altura, a empresa suspendeu as vendas e exportações de produtos, além de limitar serviços como o Apple Pay. No entanto, manteve a App Store em funcionamento, o que originou vários conflitos com as autoridades locais.

Em abril, os utilizadores russos perderam a capacidade de fazer novas compras na App Store ou renovar subscrições sem terem saldo na conta Apple, devido a restrições de pagamento impostas pelo governo. Em junho, o Kremlin exigiu explicações depois de a Apple ter removido várias aplicações desenvolvidas pela empresa estatal russa VK. Na mesma altura, a Apple também retirou aplicações bancárias ligadas a instituições financeiras russas sancionadas.

Mais recentemente, em agosto, o regulador antitrust russo abriu um processo formal contra a Apple por esta não pré-instalar a aplicação de mensagens estatal MAX e a loja de aplicações RuStore nos seus dispositivos.

Até ao momento, nem a Apple nem a Microsoft comentaram publicamente a sua inclusão no registo ou indicaram se pretendem cumprir os requisitos.

Possíveis implicações para as empresas

A inclusão neste registo coloca as empresas numa posição delicada. 

  • Por um lado, o cumprimento pode violar as políticas de privacidade e os valores das empresas, além de potencialmente entrar em conflito com leis de outros países, como o RGPD na União Europeia. 
  • Por outro lado, o não cumprimento pode levar a sanções económicas e à perda de acesso ao mercado russo.

Especialistas apontam que a Apple, em particular, poderá optar por sair completamente do mercado russo, uma vez que as suas receitas no país representam uma pequena fração do total global. No entanto, a decisão poderá criar um precedente perigoso se outros países com grande peso económico, como a China, exigirem condições semelhantes.

Apple lança o MacBook Pro com ecrã tátil OLED e chip M5

 A Apple anunciou o primeiro MacBook Pro com ecrã tátil OLED, marcando uma mudança histórica na sua linha de portáteis. O novo modelo chega com o chip M5 e um design renovado.

Ecrã ProLED XDR e Dynamic Island

O novo MacBook Pro apresenta um ecrã OLED tandem, denominado ProLED XDR, com brilho máximo de 2000 nits, taxa de atualização de 120Hz e contraste de 10.000.000:1. 

Inclui ainda uma Dynamic Island, semelhante à dos iPhones, para exibir atividades em tempo real. É o primeiro portátil da Apple com ecrã tátil.

Desempenho com chips M5 Pro e M5 Max

Está equipado com os processadores M5 Pro ou M5 Max, e não com o M6 dos outros MacBook Pro anunciados esta semana. O logótipo da Apple na tampa voltou a ser iluminado, um detalhe nostálgico apreciado pelos fãs.

Design e autonomia

O modelo de 14 polegadas pesa cerca de 1,36 kg e o de 16 polegadas cerca de 1,81 kg. A bateria oferece até 24 horas de utilização. Inclui porta MagSafe 3, jack para auscultadores, leitor de cartões SD, porta HDMI e três portas Thunderbolt 5. Suporta até três monitores externos em simultâneo, ou quatro com a versão M5 Max.

Durante anos, a Apple resistiu aos portáteis com ecrã tátil. Em 2010, Steve Jobs considerou-os “ergonomicamente terríveis”. Em 2012, Tim Cook comparou a convergência a misturar uma torradeira com um frigorífico. 

A empresa chegou a experimentar a Touch Bar, mas acabou por removê-la em 2023. Este lançamento representa uma mudança na filosofia da marca.

O novo MacBook Pro estará disponível a partir de 6 de novembro, com preços desde 3399 euros para o modelo de 14 polegadas e 3999 euros para o de 16 polegadas.