22 de fev. de 2023

Apple Watch: Joe Biden não vai “proteger” a Apple como fez Obama

 Joe Biden torna-se no primeiro presidente dos EUA a manter uma ordem de exclusão da Comissão de Comércio Internacional contra a Apple. Como tal, a Apple poderá ficar impedida de importar Apple Watches.

Imagem Joe Biden com o seu Apple Watch

Apple entende que reivindicações da AliveCor não eram patenteáveis

Em dezembro de 2020, a Apple foi processada pela empresa AliveCor que acusa a gigante de Cupertino de ter usado a sua tecnologia patenteada no eletrocardiograma do Apple Watch.

No passado mês de dezembro, a Comissão de Comércio Internacional (ITC) confirmou que o sensor de eletrocardiograma (ECG) no Apple Watch infringiu algumas patentes de propriedade da AliveCor, empresa de dispositivos médicos.

A AliveCor desenvolveu originalmente uma pulseira para o Apple Watch que podia monitorizar o ritmo cardíaco do utilizador, mas parou de oferecê-la dois anos depois, quando a Apple recebeu a aprovação do FDA para seu próprio sensor de ECG no dispositivo.

A ITC emitiu uma Ordem de Exclusão Limitada (LEO) dos EUA em unidades Apple Watch contendo o recurso de eletrocardiograma, mas o processo exige que o presidente dos EUA reveja a decisão e decida se mantém ou veta a proibição de importação.

 

Joe Biden não protege a Apple como fez Obama?

Ontem, o presidente Joe Biden manteve a Ordem de Exclusão Limitada (LEO) contra a Apple, tornando-se o primeiro presidente a não vetar uma LEO que foi ordenada contra um produto da Apple pela ITC.

Em 2013, o presidente Barack Obama vetou uma LEO ordenada pelo ITC contra modelos de iPhone mais antigos que infringiam as patentes da Samsung.

Priya Abani, CEO da AliveCor, divulgou um comunicado hoje que diz:

Aplaudimos o presidente Biden por manter a decisão da ITC e responsabilizar a Apple por infringir as patentes que sustentam a nossa tecnologia de ECG líder do setor. Esta decisão vai além da AliveCor e envia uma clara mensagem aos inovadores de que os EUA protegerão as patentes para construir e dimensionar novas tecnologias que beneficiem os consumidores.

No entanto, a ordem de exclusão não entrará em vigor imediatamente, pois num caso separado, o U.S. Patent Trial and Appeal Board (PTAB) (ou Conselho de Apelação e Julgamento de Patentes dos EUA, numa tradução direta) concluiu que as reivindicações da AliveCor não eram patenteáveis.

A AliveCor recorreu destas decisões para o Tribunal de Apelações para o Circuito Federal dos EUAe este caso deve ser resolvido antes que o LEO entre em vigor. E mesmo que a AliveCor anule as decisões, a Apple terá a oportunidade de apelar.

Tendo em conta a demora para uma decisão final de todas as pontas deste caso, a Apple, mesmo que no final seja provado que usou tecnologias patenteadas, não deverá preocupar-se com o bloqueio à importação do seu Apple Watch.

Fonte: Pplware.

Apple Watch “salva” ou não pessoas? Há quem não tenha dúvidas

 Não aconteceu uma vez, nem duas, nem três! São centenas de casos conhecidos que permitem aferir da qualidade do sistema que a Apple desenvolveu no Apple Watch. Agora aconteceu de novo, mas o caso levou outros contornos. Afinal, o Apple Watch "salva" ou não salva nada a vida dos utilizadores?

O Apple Watch tem sido apontado por muita gente como o "responsável" pelo momento em que a vida do utilizador é salva. Conforme é do conhecimento dos que utilizam este dispositivo, a Apple equipou o seu smartwatch com sensores e software que podem ajudar, como, por exemplo, a monitorização cardíaca, SOS de emergência e a deteção de quedas.

São muitos os relatos de pessoas que foram ajudadas por estes sistemas, uma vez a pessoa foi apenas alertada para um quadro clínico que desconhecia, outras foi mesmo salva pelo sistema automático de pedido de ajuda de emergência e outras foi o "farol" para que o resgate pudesse acontecer.

Utilizador do Apple Watch: "Eu não teria conseguido".

Um novo caso dá ainda mais importância à utilização deste relógio mesmo quando as pessoas estão a dormir ou a descansar. Segundo um relato de um utilizador no Reddit, o seu Serie 7 salvou-lhe a vida. Ele diz mesmo: "Teria desmaiado e morrido sem nunca saber se não fosse o meu Apple Watch".

Conforme podemos ler, o utilizador da Reddit, u/digitalmofo, explica que decidiu fazer uma "sesta rápida" após o almoço, num dia em que se sentia "um pouco cansado". Após a sesta, contudo, ele reparou que tinha mais de 10 notificações no seu Apple Watch, alertando para um ritmo cardíaco anormalmente elevado.

Ilustração do Apple Watch creditado por ter salvado a vida

Preocupado, o homem agendou então uma videochamada com o seu médico, que o mandou verificar os tempos e as pulsações dos alertas, bem como o seu nível de oxigénio no sangue. O médico já na posse dessa informação decidiu ligar para o 911 (112 em Portugal) para solicitar emergência, em nome do seu paciente.

Numa primeira análise, os técnicos que seguiram o caso após a chamada para a linha de emergência apontaram para um ataque cardíaco. Contudo, mais tarde o problema revelou-se outro. Já nas urgências, os médicos detetaram que o paciente tinha uma "hemorragia interna grave".

As análises revelaram que os níveis de hemoglobina deste utilizador do Apple Watch estavam perigosamente baixos, com cerca de 3,0 gramas por decilitro (gm/dL). Para percebermos o intervalo "normal" destes níveis para os homens, o valor deverá estar entre 14 e 18 g/dL. Nas mulheres, este valor deverá situar-se entre  12 a 16 g/dL.

Disseram que se eu não tivesse lá chegado para uma transfusão, quando o fizesse, não o teria feito. Teria desmaiado e morrido sem nunca saber se não fosse pelo meu Apple Watch.

Disse o home no seu testemunho, partilhando nalguns comentários mais alguns detalhes.

Este é um dos muitos exemplos que temos visto das características de saúde do Apple Watch que ajudam a salvar a vida de alguém. Como diz outro utilizador do Redditor no seguimento do testemunho, mesmo que o Apple Watch não seja tão capaz de aferir determinados cenários com a eficácia do equipamento médico de nível profissional, permite partilhar aquele dito popular que "a melhor câmara é aquela que tem consigo no momento".

Fonte: Pplware.

Apple iPhone original e selado vendido em leilão por mais de 63 mil dólares

 O iPhone, mais do que um dispositivo de comunicação, é uma peça de colecionador e o primeiro modelo lançado por Steve Jobs é uma raridade, principalmente em estado intocável. O iPhone lançado em 2007 foi agora vendido em leilão por mais de 63 mil dólares.

Apple iPhone original e selado vendido em leilão por mais de 63 mil dólares

Foi em 2007 que a Apple apresentou ao mundo o primeiro iPhone, pelas mãos de Steve Jobs. Hoje, este smartphone é uma relíquia para os colecionadores e é com frequência visto à venda por valores bastante altos. O último leilão que aqui relatamos tinha fechado nos exatos 39.339,60 dólares. 

Agora, segundo o site LCG Auctions, um novo "velho" modelo do iPhone de 2007 com 8 GB de armazenamento, foi licitado pelo valor de $63,356.40, o que, atualmente, corresponde a pouco mais de 59 mil euros.

Foi lançado em leilão com uma base de licitação de 2500 dólares e em apenas 27 lances, atingiu o valor final. Segundo é avançado, o smartphone era de uma pessoa que recebeu o smartphone de amigos em 2007, mas nunca o usou uma vez que estava limitado à rede AT&T.

Segundo a plataforma, o iPhone encontra-se lacrado de fábrica, em excelentes condições.

Com quase 16 anos de idade, o telefone apresenta-se de forma magnífica, apresentando cantos nítidos na frente e atrás, cores ricas e recursos “novos”. As etiquetas no verso estão intactas sob o selo e o desgaste na prateleira é mínimo. Este é o primeiro iPhone original em condições aceitáveis ​​a chegar ao leilão desde a venda recorde em outubro. Uma peça verdadeiramente notável com grande apelo para colecionadores e investidores.

Recorde-se que, desde a sua estreia, o ‌iPhone‌ mudou o mundo e a indústria de tecnologia móvel para sempre. Após o seu lançamento em 29 de junho de 2007, levou apenas 74 dias para a Apple anunciar que havia vendido mais de 1 milhão de iPhones. O primeiro ‌iPhone‌ foi vendido por 499 dólares.

Fonte: Pplware.

20 de fev. de 2023

Apple quer impedir que utilizadores instalem versões beta do iOS se não pagarem

 Os testes do iOS são normalmente abertos a quem quer experimentar as novidades, mas ainda que controlados, dependendo da versão usada. A Apple quer agora limitar este acesso e garantir que apenas quem paga pode instalar as versões beta. Tudo isso vai ser feito no iOS.

Apple iOS Beta públicas

Apple quer limitar acesso às Beta do iOS

Ao longo dos anos a Apple tem garantido a um lote de utilizadores limitado o acesso às versões de desenvolvimento do iOS. Estas têm todas as novidades que estão a ser preparadas, mas que ainda necessitam de ser otimizadas ou desenvolvidas por mais algum tempo.

Claro que abre depois a mais utilizadores as versões mais maduras, mas que ainda precisam de desenvolvimento por parte dos programadores da marca. É aqui que entram as versões beta publicas, que qualquer um pode registar assim que as versões são tornadas publicas.

Para controlar este acesso, a Apple estreou com a versão beta do iOS 16.4 um novo menu de configuração, chamada "Atualizações Beta". Este permitirá controlar a instalação destas versões, evitando que seja necessário instalar qualquer perfil no equipamento do utilizador.

Apple iOS Beta públicas

Apenas quem paga terá mais que versões públicas

Importa destacar que este menu apenas surgirá aos utilizadores que tenham os seus Apple ID registado no programa de testes da marca. Caso surja, o utilizador pode escolher que versão do iOS Beta quer ter presente, as privadas ou as publicas.

A Apple quer assim limitar o acesso ao iOS a quem estiver a pagar os 99 dólares anuais que são cobrados. Desta forma conseguem controlar este acesso, depois de ter conseguido fechar alguns sites onde estes perfis eram partilhados.

Este é mais um passo da Apple contra todos os que tentam usar as versões de testes sem qualquer autorização. Tal como acontece há anos, apenas quer permitir a quem pague e assim tenha acesso garantido e autorizado. Todos os demais devem esperar pelas versões beta públicas do iOS.

Fonte: Pplware.

Apple critica regras do Reino Unido e não quer que iOS se torne um “clone do Android”

 Tal como a Google, também a Apple está a ser alvo de investigações na Europa. Os reguladores querem saber se o iOS está a bloquear muitas das funções mais simples. O problema é que o iOS vai ter de mudar e, segundo a Apple, pode ficar como um clone do Android.

Apple Android clone Webkit iOS

Um dos mais recentes casos que envolve a Apple está a acontecer no Reino Unido. A CMA (Competition and Markets Authority) tem o iOS e a Apple sob investigação, em especial sobre o que podem ser consideradas movimentações monopolistas no sistema operativo do iPhone.

Com várias situações já identificadas, a CMA quer que a Apple mude o iOS em alguns pontos. A empresa já reagiu e numa resposta que foi enviada, a Apple alega que se mudar o iOS na forma pretendida, acabará por tornar o seu sistema como "clone do Android".

Em particular, a CMA aponta o dedo ao WebKit e às regras que a Apple impõe para a criação de um browser para o iOS. A utilização do motor de browser terá sempre de ser o WebKit e o Safari tem um papel dominante dentro do sistema da Apple. 

Apple Android clone Webkit iOS

Aqui a CMA alega que a qualidade de todos os browsers nos dispositivos Apple é limitada pelo ritmo de desenvolvimento mais lento do WebKit. Resultou no cancelamento de alguns recursos planeados porque não eram suportados. Isso também gera maiores custos de desenvolvimento devido a bugs inerentes ao WebKit.

Entretanto, a Apple discorda da proposta da CMA com vários argumentos. A retirada dessa obrigação impediria atualizações uniformes de apps com acesso à Internet, como faz o Android. A Apple também afirma que as lojas de apps alternativas "minariam as fortes proteções do utilizador fornecidas pelo modelo de negócios da Apple".

Com outros processos similares a decorrer, a Apple está cada vez mais isolada. Vai mesmo ter de mudar o iOS e abrir o acesso a outras lojas de apps e a outras medidas, que vão tornar o iOS um sistema mais aberto e mais justo para os programadores.

Fonte: Pplware.