14 de fev de 2016

Ministério gasta R$ 13 milhões em iPhone 6 e celulares para servidores

Ministério Público Federal abriu um pregão eletrônico para resolver algumas questões que estavam incomodando: o edital "tem como objetivo o atendimento à crescente demanda por serviços corporativos disponibilizados nos sítios institucionais e também outros órgãos, tais como: correio eletrônico institucional, serviço de mensagem instantânea, nuvem de dados corporativa, dentre outros". No momento da abertura, o MPF supostamente esperava gastar R$ 2 milhões em equipamento. Porém, parece que tudo escalou de uma maneira assustadora.
Traduzindo o que foi escrito, já que o linguajar utilizado em editais nem sempre favorece a leitura de todos, o MPF buscava comprar equipamentos eletrônicos de alguma operadora para poder trocar emails, mensagens de textos (seja WhatsApp ou SMS), utilizar a nuvem para armazenar arquivos e "outros serviços".
Atualização: recebemos a seguinte mensagem, de uma suposta servidora do MPF: "Sou servidora do MPF e nós não recebemos celulares funcionais. Os celulares são apenas para os membros , os Procuradores da República. Nós, servidores, na verdade, não concordamos com essa compra e estamos há 10 anos sem reajuste, recebendo exatamente o mesmo salário".
Para isso, o Ministério Público Federal estabeleceu supostamente R$ 2 milhões para comprar 300 acessos móveis de categoria 1, 250 acessos de categoria 2, 150 USB e 200 cartões SIM para iPad. Novamente, traduzindo: 300 iPhone 6 e 250 Sony Xperia ou Moto G para os servidores realizarem serviços corporativos. 
Contudo, ao final do pregão eletrônico, que foi vencido pela Claro, o MPF acabou contratando os planos e equipamentos por mais de R$ 13 milhões, como indicou o GuardianDF. A assinatura do edital é do pregoeiro Gilson Jorge Teles Marinho.
Sobre a escolha dos 300 aparelhos iPhone 6, o MPF declarou o seguinte no pregão: "a opção por dispositivos do fabricante Apple (iPhone 6 ou superior) se deu em função do parque já existente, garantindo que o investimento, as pesquisas e as implementações já realizadas permaneçam incorporadas ao patrimônio, tangível e intangível da instituição, além de garantir a entrega de serviços já familiares aos usuários e com níveis de segurança satisfatórios".

Qual foi a estimativa?

O GuardianDF indica que a estimativa inicial era de R$ 2 milhões, como você pode ver no print abaixo. Contudo, olhando o edital, não encontramos essa estimativa, apenas realmente os R$ 13 milhões (Print II) que foram contratados. Veja abaixo

Print I

Print II

A questão é outra

R$ 252 mil para planos SMS e R$ 129 mil para MMS. São R$ 381 mil para ferramentas obsoletas que, qualquer servidor com um iPhone 6 em mãos, sabe que existem soluções gratuitas para isso — só para citar, WhatsApp e Telegram. Século XXI, amigos. Além disso, se a Claro foi contratada para os planos e o serviço é apenas corporativo, os aparelhos funcionam na mesma rede. SMS para a mesma operadora não costuma ser gratuito, caro leitor?
Se quiser checar, o edital completo pode ser lido aqui.
Fonte: Tecmundo.

Bug no iOS é capaz de travar iPhone ou iPad permanentemente

Um novo bug capaz de transformar um iPhone ou um iPad em um peso morto foi descoberto. Basta configurar manualmente a data do dispositivo para 1º de janeiro de 1970, para deixá-lo permanentemente preso à tela de inicialização.
A falha de programação foi descoberta por um usuário, que publicou a demonstração no Youtube. Todos os aparelhos integrados com processadores de 64 bits rodando iOS 8 ou iOS 9 estão sujeitos à pane. São eles: iPhones 5S, 6, 6 Plus, 6S e 6S Plus, iPad Air, iPad mini 2 e as suas versões mais recentes. 
Nem mesmo o modo de recuperação do iTunes é capaz de reparar o problema. A sua causa ainda não foi confirmada, mas acredita-se que a data seja configurada para um valor inferior a 0, fazendo com que todos os outros processos ligados à marcação de horário "entrem em conflito". 
Alguns usuários relataram pelas redes sociais, no entanto, que os aparelhos travaram por um curto período, mas que depois voltaram a funcionar. A solução, segundo os relatos, é trocar o chip do iPhone ou esperar a bateria descarregar. Mas, na dúvida, o melhor mesmo é não arriscar e não alterar a data.
Redefinir manualmente a data para 1º de janeiro de 1970 é algo que dificilmente aconteceria acidentalmente. Mas não se descarta a possibilidade de um invasor mal-intencionado recorra ao bug. A Apple informou que ele estava avaliando a falha.

'Erro 53'

Em dezembro de 2015, a Apple reconheceu a existência do chamado erro 53, que desabilita o aparelho e torna as informações internas inacessíveis. A mensagem aparece após a última atualização do sistema operacional da Apple, o iOS 9, em aparelhos iPhone 6 que passaram por algum reparo "não oficial" (fora dos centros de serviço autorizados). E faz com que o telefone deixe de funcionar.
Em informação publicada no site de suporte técnico da Apple, a empresa explica: "Quando o iOS encontra um módulo de Touch ID (o sistema de reconhecimento de impressões digitais do iPhone) não identificado ou inesperado, a verificação falha". E completa: "Por exemplo, uma mudança de tela não autorizada ou defeituosa pode causar um erro na verificação". Neste caso, segundo a empresa, deve-se contatar o suporte da Apple para "informações sobre preços para consertos fora da garantia".
Fonte: Uol.