28 de out. de 2022

Receitas da Apple continuam a bater recordes apesar de haver abrandamento nas vendas

 A cada três meses a Apple mostra como é uma empresa cada vez mais forte e com receitas muito acima da concorrência. É o momento de mostrar como estão a correr as vendas e como o mercado aceita os seus produtos e serviços.

Os dados referentes ao terceiro trimestre de 2022 acabam de ser conhecidos e mais uma vez a Apple volta a bater recordes na sua receita. Desta vez, as vendas abrandaram, mas isso não foi suficiente para reverter a sua força.

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Mais um trimestre de recordes da Apple

Os dados são oficiais da Apple e acabam de chegar para mostrar aos investidores como decorreu o terceiro trimestre de 2022. A empresa volta a mostrar que está de pedra e cal no mercado e a mostrar uma vitalidade que não para de crescer.

Neste período que foi de travão para muitas empresas, a Apple voltou a bater os seus recordes. A sua receita e os seus lucros superaram as estimativas, tendo subido 8%, atingindo agora 90,1 mil milhões de dólares e batendo as previsões de 88,9 mil milhões e os 83,4 milhões de há 1 ano.

O lucro subiu ligeiramente para 20,7 mil milhões de dólares, contra as previsões de 20,5 mil milhões. Este valor é sustentado pelas vendas dos seus mais conhecidos equipamentos e dos seus cada vez mais valiosos serviços.

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Lucros não param de crescer

No campo das vendas, e seguindo o que é já normal na Apple, os dados concretos não foram revelados. Ainda assim, e no caso do iPhone, a marca apresentou 42,6 mil milhões de dólares, aumentando 10% face ao trimestre passado. Este valor está abaixo das previsões, que apontavam para os 43,2 mil milhões.

Quanto aos Mac, as vendas subiram 25% no último trimestre, atingindo agora os 11,5 mil milhões, muito acima das estimativas de analistas de 9,36 mil milhões. As vendas do iPad foram de 7,2 mil milhões, em comparação com a estimativa média de 7,94 mil milhões.

Os wearables da Apple, como AirPods e outros acessórios, registaram vendas de 9,7 mil milhões, ligeiramente acima da previsão de Wall Street de 9,2 mil milhões.

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Vendas abrandaram no trimestre

Uma área onde a Apple acabou por perder terreno face aos trimestres anteriores foi aquela onde mais tem crescido. Falamos dos serviços, onde as vendas têm sustentado muito dos seus resultados. Neste trimestre abrandou e ficou abaixo do esperado, com apenas 5% de crescimento, atingindo os 19,2 mil milhões. Os analistas esperavam mais de 20 mil milhões em receita.

No geral, as receitas totais foram melhores do que o antecipado no início do trimestre, apesar das flutuações das moedas, o que foi um obstáculo significativo. De destacar as vendas da Apple na China no último trimestre que subiram 6%, atingindo os 15,5 mil milhões. Nos EUA, a sua região mais importante, as receitas aumentaram 8%, para os 39,8 mil milhões de dólares.

Fonte:Pplware.

Anúncios a jogos de azar são removidos da App Store da Apple

 Com uma nova área dedicada à promoção de aplicações relacionada, a App Store agora conta mais publicidade. No final da apresentação de uma aplicação, a loja da Apple conta com uma zona de aplicações "Talvez também goste" que gerou alguma controvertias nos últimos dias.

Associados a diferentes tipos de aplicações estavam anúncios de jogos de azar, o que deixou muitos criadores de apps descontentes. A Apple respondeu com a remoção de tais anúncios.

Anúncios a jogos de azar são removidos da App Store da Apple depois das críticas

A Apple criou na sua loja de aplicações novos espaços publicitários. Entre eles estão as sugestões a apps relacionadas, onde passam a constar anúncios pagos a aplicações ou serviços que possam partilhar da mesma categoria ou temática.

No entanto, foram muitos os relatos e reclamações que surgiram depois de surgirem nesta zona anúncios a aplicações de casinos e jogos de azar. Aliás, estes anúncios forma mesmo associados a apps que têm como objetivo ajudar utilizadores a recuperar do vício do jogo. Outros, surgem associados a apps de educação infantil.

App Store não terá (temporariamente) anúncios a jogos de azar

A Apple manteve-se em silêncio sem comentar o assunto, no entanto, deixou uma breve declaração ao MacRumors. A empresa refere que: 

Colocámos em pausa os anúncios relacionados a jogos de azar e algumas outras categorias nas páginas de produtos da App Store

As declarações da Apple são de certa forma esclarecedoras, contudo, não se sabe o que estará a ser feito para melhorar a forma como as publicidades poderão ser otimizadas para aparecer na zona "Talvez também goste" da App Store, mantendo as receitas vindas deste tipo de conteúdo agora suspenso.

Ao referir-se a "pausa", torna-se evidente que alguma ação deverá estar a ser tomada nesse sentido.

A Apple quer obrigar developers a pagar?

Entretanto, surgem também relatos de developers insatisfeitos com as novas práticas da Apple que parece estar a forçar os criadores a direcionar dinheiro para estes anúncios, sob pena de não aparecerem nunca nas sugestões a apps relacionadas.

Os anúncios na loja não são uma novidade, há anos que estão disponíveis, mas estavam reservados a uma lista com curadoria de recomendações da equipa editorial da Apple. A secção "Talvez também goste" que agora alberga publicidade, tinha, no passado, apenas sugestões de apps semelhantes, mas com os anúncios, qualquer app pode agora surgir nesta zona.

Fonte: Pplware.

MediaTek Dimensity 9200 é um monstro que bateu até o Apple M1 no AnTuTu

 No que respeita aos SoCs, temos atualmente os chips mais poderosos no mercado com desempenho e dimensões que eram apenas uma ideia há alguns anos a esta parte.

Como tal, é sempre interessante ver a 'guerra' do poder e potencial oferecido pelos componentes de diferentes marcas. E um recente teste do AnTuTu mostra que o Dimensity 9200 da MediaTek é um verdadeiro monstro que conseguiu obter 1,2 milhões de pontos, batendo até mesmo o M1 da Apple.

MediaTek Dimensity 9200: 1.2 milhões de pontos no AnTuTu

Não é novidade para ninguém que a MediaTek sempre foi uma marca olhada de lado e associada a chips de gama baixa ou média. No fundo, acabava por ser vista como uma alternativa mais acessível para os dispositivos móveis. Mas a empresa taiwanesa tem surpreendido o mercado com os seus novos lançamentos, e a grande estrela da atualidade é o seu SoC Dimensity 9200.

De acordo com os últimos dados, este chip conseguiu obter a incrível pontuação acima dos 1.2 milhões de pontos no AnTuTu, conseguindo bater mesmo o chip M1 da Apple presente num iPad Pro. Mais concretamente, o SoC topo de gama da marca alcançou 1266102 pontos, tendo assim todas as condições para ser um verdadeiro sucesso ao nível de desempenho.

Na imagem abaixo podemos então ver o resultado obtido pelo Dimensity 9200 da MediaTek que é claramente superior aos 1060247 conseguidos pelo M1 da empresa de Cupertino, através do teste a um iPad Pro de 12,9 polegadas. Mas também não nos podemos esquecer que estamos a falar de um sistema operativo mais antigo, nomeadamente o iOS 14.5.1.

Mas se falarmos de pontuações de equipamentos mais atualizados, verificamos que um iPad Pro de 12,9 polegadas, com 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento interno obteve uma 1251547 pontos no AnTuTu, um valor ligeiramente abaixo do Dimensity 9200.

O SoC da MediaTek também supera o iPhone 14 Pro Max, com um chip A16 Bionic, o qual obteve 972936 pontos.

Se falarmos no mercado Android, a MediaTek lidera o ranking do AnTuTu através de um ASUS ROG Phone 6D Ultimate, com um Dimensity 9000, o qual obteve 1133998 pontos.

Estes testes são sempre interessantes e os consumidores mais atentos e informados também acabam por olhar para estes números como um fator decisivo na altura de escolher um equipamento. Um dos smartphones que trará o novo topo de gama taiwanês será o Vivo x90 Pro+.

Fonte: Pplware.

Afinal a razão era outra! Apple explica porque nunca vai trazer o iMessage para o Android

 O iMessage é o centro dos produtos da Apple no que toca à partilha de mensagens, sendo abrangente no que toca aos dispositivos da marca. Está limitado ao seu ecossistema e por muito que seja pedido no Android, nunca chegou a ter esta versão criada e disponibilizada.

A Apple tem resistido a trazer o iMessage para o Android, sem apresentar uma razão válida. Agora tudo foi esclarecido e a criadora do iPhone apresentou finalmente uma razão pode se recusar a criar esta versão da sua app de mensagens. 

Apple iMessage Android mensagens

A razão da Apple para ignorar o iMesssage no Android

A Apple tem no Android algumas apps, mas sempre focada nas suas necessidades. Essa escolha tem deixado de fora o iMessage, que mesmo com muitos pedidos não parece vir a ser uma realidade em breve no sistema da Google.

Agora, e numa entrevista que Craig Federighi da Apple deu ao The Wall Street Journal, num evento que decorre agora, foi finalmente esclarecida a razão para esta opção da Apple face ao Android. Do que afirmou, e caso esta versão existisse, teria sido um esforço "descartável" que teria "impedido [a Apple] de inovar". Eis a declaração completa.

Se vamos entrar num mercado e seguir o caminho da construção de uma app, temos de estar nele de uma maneira que faça a diferença. Isso significaria que teríamos muitos clientes a quem poderíamos entregar ótimas experiências. Isso tem um custo real. E, o meu medo era que não estivéssemos em posição de fazer isso.

Então, se nós apenas lançássemos uma app que realmente não obtivesse massa crítica em outras plataformas, o que ela teria conseguido é que nos impediria de inovar em todas as maneiras que queríamos inovar em mensagens para nossos clientes, e realmente não ter realizado muito de qualquer outra forma.

E assim, acabamos por sentir que deve fazer a, escolha onde pode fazer a diferença. Escolha onde vai investir e faça isso onde você faz a diferença e por isso essa opção parecia descartável e que não serviria ao mundo honestamente.

Isto reforça o estatuto que o iMessage tem no universo Apple e como isto funciona para cativar os utilizadores a ficar nos sistemas da gigante de Cupertino. Nos casos onde não está presente, tem causado problemas por não ter uma integração.

Uma separação clara no tipo de mensagens

Curiosamente, esta nova justificação fica muito longe de outra que surgiu há alguns anos e de forma interna à Apple. Numa troca de emails ficou claro que esta versão iria remover um bloqueio para os pais oferecerem um smartphone Android aos seus filhos.

Com a Google a apostar em divulgar e massificar RCs, a Apple está a manter-se fiel à sua solução e em mantê-la como um exclusivo. Desta forma impede a fuga de utilizadores para o Android, enquanto tenta puxar a si novos utilizadores para conseguirem comunicar dentro desta rede.

Fonte: Pplware.

Apple Watch: Sensor de oxigénio no sangue é tão confiável quanto dispositivo de grau médico

 A Apple ao longo dos anos tem dedicado milhões de dólares e muito tempo da sua atenção a desenvolver sistemas fiáveis e de precisão para o seu Apple Watch. São programas em cooperação com universidades, hospitais e muitos estudos dedicados a dar um cunho de precisão ao seu equipamento. Aliás, com o ECG foi esse o caminho trilhado. Agora, um estudo conclui que o sensor de oxigénio sanguíneo deste smartwatch é tão fiável como "dispositivo de grau médico".

Quem o afirma é um grupo de investigadores que publicou o seu trabalho onde é usado um Apple Watch Series 6 para verificar a precisão dos dados recolhidos.

Imagem Apple Watch Ultra com medição de oxigénio no sangue

Um novo estudo de validação publicado este mês põe à prova a característica de oxigénio no sangue do Apple Watch. De acordo com os resultados do estudo, o Apple Watch Series 6 é capaz de "detetar de forma fiável estados de saturação reduzida de oxigénio no sangue" em comparação com os oxímetros de pulso de grau médico.

Quão fiável é o sensor de oxigénio no sangue do Apple Watch?

Segundo informações, o estudo foi publicado este mês na revista Digital Health open access. O objetivo do trabalho era investigar "como um relógio inteligente disponível comercialmente que mede a saturação periférica de oxigénio no sangue (SpO2) pode detetar hipoxemia em comparação com um oxímetro de pulso de grau médico".

Para o estudo, os investigadores recrutaram 24 participantes saudáveis. Cada pessoa usou um Apple Watch Series 6 no pulso esquerdo e um sensor de oxímetro de pulso no dedo médio esquerdo (o Masimo Radical-7).

Os participantes respiraram através de um circuito de respiração com uma válvula de três vias não respiratória em três fases. Primeiro, na fase inicial de estabilização de 2 minutos, os participantes inalaram o ar ambiente. Depois, na fase de dessaturação de 5 minutos, os participantes respiraram a mistura gasosa com oxigénio reduzido (12% O2), o que reduziu temporariamente a sua saturação de oxigénio no sangue.

Na fase final de estabilização, os participantes inalaram novamente o ar ambiente até que a SpO2 regressasse aos valores normais. As medições de SpO2 foram retiradas do relógio inteligente e do oxímetro de pulso simultaneamente em intervalos de 30-s.

O estudo resultou em 642 pares individuais de medições de oxigénio no sangue:

As diferenças nas medições individuais entre o smartwatch e o oxímetro dentro de 6% de SpO2 podem ser esperadas para leituras de SpO2 de 90%-100% e até 8% para leituras de SpO2 inferiores a 90%.

Como tal, os investigadores concluem:

O enviesamento em SpO2 entre o smartwatch e o oxímetro foi de 0,0% para todos os pontos de dados. O enviesamento para SpO2 inferior a 90% era de 1,2%. As diferenças nas medições individuais entre o smartwatch e o oxímetro dentro de 6% de SpO2 podem ser esperadas para leituras de SpO2 de 90%-100% e até 8% para leituras de SpO2 inferiores a 90%.

A Apple adicionou pela primeira vez suporte de medição de oxigénio no sangue na série 6 dos seus smartwatches. É também uma característica dos mais recentes Apple Watch Series 7, Apple Watch Series 8, e Apple Watch Ultra.

A Apple tem hesitado em promover a funcionalidade com quaisquer reivindicações médicas reais, e a empresa não tem anunciado quaisquer melhorias significativas à tecnologia desde que estreou na Série 6 em 2020.

Fonte: Pplware.