26 de jan. de 2024

Fortnite e Epic Games Store estão novamente a chegar ao iOS na Europa

 A interminável polémica entre a Epic Games e a Apple sobre as taxas da App Store teve a sua mais recente reviravolta quando a fabricante do iPhone anunciou alterações que vão chegar ao seu sistema operativo na UE. Quatro anos depois de ter saído do iOS, o Fortnite está de regresso - mas, desta vez, só para jogadores europeus.

Num esforço para cumprir a Lei dos Mercados Digitais (DMA) - um conjunto de regras pró-concorrência implementadas para regular seis das maiores empresas de tecnologia - a Apple vai começar a permitir que as aplicações sejam instaladas a partir de fontes fora do "jardim com muros" da App Store.

As alterações significativas permitirão aos programadores distribuir aplicações iOS através de canais alternativos ou mesmo criar os seus próprios mercados de aplicações. A Apple há muito que resiste a permitir que os programadores de iOS ofereçam as suas aplicações através de sideload, como permite o Google Play, argumentando que a prática enfraqueceria as normas de segurança e privacidade da plataforma.

Tendo em conta as alterações, a Epic planeia trazer o Fortnite, jogo de "battle royale" de sucesso - que agora está a evoluir para o seu próprio tipo de mercado digital - de volta ao iOS este ano. O plano de oferecer o Fortnite para iOS coincide com a notícia da Epic de que irá lançar uma versão da Epic Games Store na plataforma na UE.

Implementações da Apple não agradam à Epic Games

A Epic Games não está satisfeita com os detalhes de como a fabricante do iPhone implementará sua conformidade com o DMA. O diretor executivo da Epic, Tim Sweeney, criticou os planos da Apple, classificando-os como "lixo quente", repleto de taxas inúteis.

Mesmo enquanto continua a lutar contra as políticas da Apple, a Epic está a preparar o seu relançamento no iOS. Para além de desenvolver o Fortnite e o Unreal Engine, a Epic também gere a Epic Game Store.

Tal como a Apple, a Epic obtém receitas como proprietário digital através da Epic Game Store, embora a sua quota de receitas de 13% (os programadores ficam com 88%) e a sua abordagem às compras na aplicação sejam muito menos agressivas do que as políticas da Apple.

A Epic vê um futuro lucrativo em continuar a desenvolver as suas atividades como um mercado de software. Essa visão está a tornar-se cada vez mais evidente no Fortnite, que evoluiu de alguns modos de jogo de tiro na terceira pessoa para um portal de jogos digitais do tipo Roblox. O Fortnite oferece agora milhares de jogos gerados pelos utilizadores juntamente com o seu clássico battle royale.

Fonte: Pplware.

Spotify terá o seu sistema de pagamento na aplicação para utilizadores de iOS na UE

 A Apple, obrigada pela União Europeia (UE) cedeu e vai permitir que os programadores tenham disponíveis outras lojas de aplicações além da App Store no iOS. Como tal, o Spotify, que trava há anos uma braço de ferro com a empresa de Cupertino, fez saber que terá o seu sistema de pagamento na aplicação para utilizadores de iOS na Europa.

Imagem Spotify

Spotify "cortar" a Apple dentro do iOS

O Spotify vai passar por grandes mudanças quando a Lei dos Mercados Digitais da União Europeia entrar em vigor a 7 de março. O serviço de streaming de áudio afirma que os residentes da UE poderão finalmente adquirir uma subscrição Premium ou atualizar o plano Individual para um Duo ou um plano Familiar a partir da própria aplicação.

empresa sueca não permite que os utilizadores paguem por uma subscrição através do sistema de pagamento na aplicação da Apple desde 2016 e há muito que critica a taxa de 30% que o fabricante do iPhone recebe dos programadores de aplicações, sobre as suas vendas de serviços.

No ano passado, o Spotify deixou mesmo de aceitar pagamentos da Apple, pois ainda estava ativo o pagamento dentro do iOS das subscrições anteriores a 2016. Era utilizado o sistema in-app da Apple.

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A era dos pagamentos fora da App Store

E uma vez que o Spotify está a lançar os seus próprios pagamentos na aplicação, os utilizadores também poderão comprar facilmente audiolivros enquanto navegam pelos títulos na aplicação. Portanto, a partir do momento que a empresa avançar com o seu novo sistema de pagamentos, os clientes serão cobrados pelos valores reais das subscrições e compras e já não terão de pagar mais para cobrir a comissão da Apple.

Os utilizadores que costumavam pagar através do sistema in-app da Apple tinham um valor acima do valor normal, isto é, pagavam mais 3 dólares para além dos preços de subscrição do Spotify, mas o Regulamento Mercados Digitais da UE proíbe esta prática.

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Para além de poder implementar o seu próprio sistema de pagamento na aplicação, o Spotify também poderá colocar preços na aplicação. Atualmente, mostra uma nota para os seus produtos onde deveria estar o preço, informando os utilizadores de que não podem ser comprados a partir da aplicação. Quando o DMA entrar em vigor, o Spotify apresentará os preços dos seus produtos e poderá também começar a informar os utilizadores do iOS sobre ofertas e promoções a partir da aplicação.

Deveria ser assim tão fácil para todos os clientes do Spotify em todo o lado. Mas se viver fora de certos mercados, continuará a encontrar obstáculos frustrantes devido às regras ridículas da Apple. É por isso que os programadores de todo o mundo continuam a pedir a outros governos que aprovem as suas próprias leis, como a DMA.

Afirmou a empresa no seu anúncio.

Resta saber como irá a Apple gerir estas várias novas opções que estão apenas disponíveis em certos mercados.

Fonte: Pplware.

Pela sua saúde e segurança do iPhone, ative esta funcionalidade

 Atualmente, a saúde mental das pessoas é influenciada pelo que acontece ao nível da sua vida no smartphone. Seguramente, haverá um estudo que prova esta teoria. Da experiência que reúno enquanto utilizador, sei que o nosso telemóvel sabe mais de nós do que aquilo que pensamos que sabe. Quem o roubar, vai saber muito sobre a nossa vida. Por isso, a Apple lançou esta funcionalidade: proteção de dispositivos roubados. Pela sua segurança, ative já.

Ilustração da funcionalidade Proteção de dispositivos roubados

A Apple lançou na segunda-feira, dia 22 de janeiro, uma nova versão do iOS com uma série de novos recursos, como listas de reprodução colaborativas no Apple Music e um novo papel de parede Unity para o Mês da História Negra. Outra nova funcionalidade interessante no iOS 17.3 é algo chamado "proteção de dispositivos roubados"

Esta nova ferramenta antirroubo está desativada por defeito e encorajo os utilizadores do iPhone a ativá-la quando atualizarem para o iOS 17.3.

Esta funcionalidade é o resultado de uma investigação de Joanna Stern e Nicole Nguyen para o Wall Street Journal. Descobriram que os ladrões têm andado a roubar dinheiro e a aceder a dados sensíveis que supostamente estão armazenados em segurança num iPhone e na respetiva conta iCloud. Descrevemos aqui todo o processo.

 

Mas é importante este novo sistema?

Sim, mas primeiro tempo de perceber onde está a falha: é no código de acesso ao iPhone. E a razão pela qual o código de acesso é uma informação tão importante passa pelo seu poder de desbloquear tudo. Se o larápio estiver com o código na sua posse, poderá desbloquear o iPhone e alterar algumas definições basilares. Mesmo quando o Face ID (ou Touch ID) está ativado, é possível utilizar o código de acesso como método alternativo para desativar algumas proteções.

Por exemplo, depois de o ladrão roubar um iPhone, o código de acesso pode ser utilizado para desbloquear o dispositivo e alterar a palavra-passe do Apple ID nas definições do dispositivo. Desta forma, o sistema Encontrar (Find My iPhone) pode ser desativado, o que significa que o proprietário não pode apagar remotamente o seu dispositivo.

Muitos utilizadores do iPhone também guardam palavras-passe, tais como palavras-passe de aplicações bancárias (do PayPal, por exemplo) no seu Porta-chaves iCloud (e não estão errados). Além disso, podem ter detalhes de cartões de crédito nas suas preferências de preenchimento automático do Safari. Os ladrões também podem abrir notas encriptadas na aplicação Notas para ver se têm outras palavras-passe por lá.

Por isso é muito importante uma palavra-passe de acesso ao iPhone com números e letras, isso dificulta quem está a "espiar" a introdução do código no iPhone ou noutro qualquer equipamento.

 

Como pode ativar a Proteção de dispositivos roubados

A Apple teve uma ideia interessante, pois baseia-se no facto do utilizador ter o seu rosto, ou impressão digital gravada e ser essa a chave para algumas das mais importantes funcionalidades de segurança serem desligadas.

Além disso, o sistema tira proveito das localizações onde o proprietário mais utiliza o equipamento, tornando lugares fora deste circuito comum suspeitos quando se trata de mudar certas credenciais.

Para ativar vá a Definições > Face ID e código. Introduza o seu código para ter acesso ao menu e dentro deste menu, ativa a opção Proteção de dispositivos roubados.

Claro que existe uma série de mecanismos criados pela Apple para este sítio não ser também de fácil acesso de o ladrão roubar o iPhone e conseguir o código. Até porque desligar esta opção fora dos lugares que o iPhone sabe que é a residência do utilizador, o local de trabalho ou o local onde estuda, entre outros locais frequentes, não irá ser possível... sem algumas informações pessoais extra!

Mas deixamos aqui a totalidade das explicações que deve saber sobre esta nova ferramenta.

Fonte: Pplware.