28 de ago. de 2020

Microsoft poderia ter feito fortuna com as suas ações da Apple

 A história da Apple e da Microsoft conta-se desde há muitas décadas. Reza a história que em dada altura a Microsoft “salvou” a Apple e as duas empresas ficaram mais juntas do que alguma vez se imaginaria. Apesar de ter sido há muito tempo, em 1997 a Microsoft possuía muitos títulos da Apple.

Assim, se ainda hoje a empresa fundada por Bill Gates tivesse as ações da empresa fundada por Steve Jobs, teria ganho uma fortuna.

Imagem ações da Apple que a Microsoft tinha

 

Será que foi a Microsoft que salvou a Apple ou ao contrário?

Em 1997, a Apple trouxe de volta Steve Jobs como CEO, após uma altura crítica para a empresa da maçã. Este, quando assumiu a empresa, com as dificuldades da altura, acabou por assinar um acordo com o seu maior concorrente.

Nessa altura, a Microsoft estava financeiramente bem e a crescer. Então, Bill Gates concordou com o investimento de 150 milhões de dólares na Apple. No entanto, em contrapartida, a empresa sediada em Cupertino tinha de instalar o Internet Explorer como navegador predefinido no Macintosh.

Internet Explorer tornou-se assim o navegador preferido no Mac, e Steve Jobs até o elogiou na MacWorld.

Este passo foi arriscado, seguramente uma conceção difícil para Jobs, mas à altura, há 23 anos, era o necessário:

Acreditamos que o Internet Explorer seja um navegador muito bom e que se tornará um ótimo navegador predefinido.

 

A Apple hoje vale 2 biliões de dólares

Se leram este artigo que deixamos, então saberão o quanto a Apple ganhou com a ajuda da Microsoft, mas sobretudo, quanto a empresa de Bill Gates ganhou com a Apple.

Segundo a história, a Microsoft acabou por vender a sua participação na Apple e, em meados de 2003, não era mais acionista da empresa de Cupertino.

Tal como referimos, este negócio foi muito bom para a Microsoft. As ações da Apple foram vendidas por 550 milhões de dólares, o que tendo em conta o que havia investido originalmente, os tais 150 milhões de dólares, foi claramente uma jogada inteligente por parte de Bill Gates.

Mas, e se a Microsoft decidisse manter a sua participação na Apple? Quanto valeria a participação da Microsoft na Apple hoje?

Bom, sendo a Apple desde há alguns anos a empresa mais forte na área da tecnologia e uma das mais lucrativas do mundo, a Microsoft poderia estar ainda mais afortunada.

De acordo com as estimativas da TNW, depois de todas as divisões de ações que ocorreram nesse hiato de tempo, a Microsoft teria terminado com o controlo de 253,4 milhões de ações. O que, considerando que cada ação da Apple vale 503,43 dólares, isso significaria que a empresa com sede em Redmond teria ganho nada menos que 127,5 mil milhões de dólares com a sua participação na Apple.

Por outras palavras, as ações que a Microsoft comprou em 1997 na Apple teriam valido 850 vezes mais após 23 anos. Na atualidade, a Apple está avaliada em 2,1 biliões de dólares.

Fonte: Pplware.

Fortnite: guerra da Epic Games contra Apple chega agora ao e-mail dos jogadores

 A par de todos os problemas legais que envolvem a Epic Games a e Apple, surgiu agora mais um. A criadora de jogos enviou, esta noite, um email aos utilizadores de Fortnite no iPhone, iPad e Mac, a fim de os informar que não será possível executar nos seus dispositivos a season 4 do jogo.

Esta edição recém-lançada tem como foco e tema os heróis da Marvel Comics, como o Thor, Wolverine e Iron Man.

Email aos utilizadores da Apple sobre a nova season de Fortnite

Epic Gmes enviou um email aos utilizadores de Fortnite no iPhone, iPad e Mac a informar que não conseguirão executar o capítulo 2 da quarta season do jogo, que inclui os heróis da Marvel. Na mensagem, a criadora de jogos culpa as taxas da App Store, da Apple, pela indisponibilidade do novo conteúdo.

Ainda assim, a Apple disse que, se a opção de pagamento direto fosse removida e o Fortnite obedecesse às políticas da App Store, poderiam atualizar e permanecer na loja da Apple. Isto, enquanto os processos legais entre as duas empresas ainda estão a decorrer.

Apple is blocking Fortnite updates and new installs on the ‌App Store‌, and has said they will terminate our ability to develop Fortnite for Apple devices. As a result, the Chapter 2 – Season 4 update (v14.00), did not release on iOS and macOS on August 27. […]

Apple limits competition so they can collect 30% of consumer payments made in apps like Fortnite, raising the prices you pay. Epic lowered prices through a direct payment option, but Apple is blocking Fortnite in order to prevent Epic from passing on the savings from direct payments to players. Epic has taken legal action to end Apple’s anti-competitive restrictions on mobile device marketplaces. Papers are available for our August 13, August 17, and August 23 filings. In retaliation for this action, Apple blocked your access to Fortnite updates and new installs on all iOS devices.

Email enviado pela Epic Games aos utilizadores de dispositivos Apple.

Ademais, a Epic Games informa os utilizadores que ainda podem jogar o conteúdo da season 3, mas os que utilizam iOS e Mac não poderão jogar em plataforma cruzada com outros dispositivos. Assim sendo, os utilizadores de dispositivos Apple não poderão aceder às novas opções visuais, nem receber presentes vindos da nova temporada de Fortnite. Além disso, não conseguirão completar novos Quick Challenges e Style Challenges.

A criadora de jogos aconselha os utilizadores a jogar no Android, PC, PlayStation, Xbox, ou Nintendo Switch. Ademais, direciona-os para a Apple, a fim de pedirem reembolso pelas aquisições na app.

Um processo que está longe do fim

A Apple comunicou, em meados de agosto, que a Epic Games perderá, hoje, o acesso à sua developer account, pelo que não é previsível quando o Fortnite estará novamente disponível.

A Epic Games, por sua vez, tentou obter uma ordem de restrição temporária. Esta obrigaria a Apple a permitir que as atualizações de Fortnite continuassem disponíveis nos seus dispositivos. Ademais, impediria a Apple de encerrar a developer account da criadora de jogos. Contudo, a ordem não foi concedida.

A próxima audiência entre as duas empresas acontecerá no dia 28 de setembro.

Fonte: Pplware.

30% de comissão da App Store continuam a gerar contestação… agora é com o Facebook

 A Apple, através da App Store, cobra 30% pelas vendas dentro das apps. Esta comissão é acordada com os programadores e empresas detentoras das apps, no entanto, com a novela da Epic Games e do Fortnite, o caso tem escalado de dimensão. Agora chegam acusações por parte do Facebook.

O Facebook acusa a Apple de ter censurado uma atualização que mencionava a comissão de 30% da App Store para as compras dentro da app.

30% de comissão da App Store continuam a gerar contestação... agora é com o Facebook

Apple alegou: “informações irrelevantes para os utilizadores”

A rede social Facebook parece estar também a entrar em confronto com a Apple. 

Esta semana, a rede social veio a público pronunciar-se contra as novas políticas de privacidade da Apple. Estas darão ao utilizador, de forma mais transparente, a opção de serem ou não registados os seus comportamentos online.

Agora, o Facebook declarou que a Apple havia rejeitado uma atualização de uma app da rede. Em causa está a indicação do valor da comissão cobrada pela App Store por compras feitas dentro da aplicação.

A nova ferramenta do Facebook de compra de bilhetes para eventos online dentro da app Facebook, indicaria, abaixo do botão para avançar com a compra, que a Apple cobrava uma taxa de 30% por cada compra. No entanto, o Facebook diz que esta informação foi censurada no momento de aprovação da atualização.

Segundo a Apple, esta seria uma informação “irrelevante” para os utilizadores.

Ao Business Insider, o Facebook disse, em comunicado que:

Agora, mais do que nunca, devemos ter a opção de ajudar as pessoas a entender para onde vai o dinheiro que alocam para ajudar as pequenas empresas. Infelizmente, a Apple rejeitou o nosso aviso de transparência relativo à sua comissão de 30%, mas ainda estamos a trabalhar para disponibilizar essas informações dentro da experiência da aplicação

Facebook vê o seu pedido rejeitado pela Apple

De referir que este novo serviço, pretende impulsionar assim os artistas e promotores de eventos dentro da comunidade. Dando-lhes, portanto, a oportunidade de efetuar as suas apresentações através da rede, ganhando algum dinheiro. Ou seja, se uma pessoa vai pagar um bilhete de 5 € com o objetivo de ajudar o artista, deverá saber que 1,5 € é dado diretamente à Apple.

De relembrar que, há uma semana, o Facebook pediu à Apple que renunciasse desta taxa em favorecimento de quem irá usfruir do serviço, no entanto, o pedido foi recusado.

Fonte: Pplware.

Apple rejeita atualização da app Tesla (não oficial) exigindo autorização da própria Tesla

 As regras estão a mudar e os programadores têm de estar munidos de todas as autorizações para que possam estar na loja de aplicações da Apple sem levantar nenhuma dúvida. Assim, mesmo que no passado tenha sido dada a autorização para ser lançada e até atualizada, a app Tesla na App Store pode desaparecer.

Segundo o programador da app, a empresa de Cupertino quer autorização por escrito da Tesla para deixar a nova atualização da aplicação sair a público.

Imagem app Tesla no Apple Watch

Apple quer APIs de terceiros devidamente autorizadas

Watch for Tesla é uma app para Apple Watch que tem funcionalidades muito úteis para os proprietários dos carros elétricos Tesla. Esta app, que foi lançada em maio passado, está muito bem desenhada e tornou-se numa popular ferramenta para os utilizadores.

Assim, o responsável pelo seu desenvolvimento tem apostado em melhorá-la, tendo recebido até hoje cinco atualizações. Todas foram, portanto, aprovadas pela Apple sem levantar qualquer objeção. Contudo, no pedido de nova atualização, tudo embateu num pedido da Apple.

Imagem Watch app for Tesla

 

A Tesla tem de dar autorização e por escrito

Segundo o próprio programador da aplicação, Kim Hanse, depois de submetida a atualização da app, a Apple contactou-o. A empresa de Cupertino veio dizer que Hansen está a usar uma API de terceiros, não oficial. Assim, diz a Apple, esta API terá de ter o consentimento por escrito do proprietário desse serviço para que a Apple aceite o software na App Store.

Neste caso, quem detém a propriedade da API de terceiros é a Tesla e terá de ser a empresa a dar esse consentimento.

 

Mas o que são APIs?

Em grosso modo, API é o acrónimo para Interface de programação de aplicações (Application Programming Interface). Estas interfaces são usadas para permitir a passagem de dados entre aplicações com as devidas regras.

Conforme a Apple descreve no seu site, uma API permite que uma aplicação se ligue a outras aplicações e serviços:

Uma API, ou interface de programação de aplicações, é usada para transmitir dados entre aplicações de software de maneira formalizada. Muitos serviços oferecem API públicas que permitem que qualquer pessoa envie conteúdo para o serviço e receba conteúdo do mesmo. As API que trabalham na Internet com URLs http:// são referidas como API web. Na web, envia um pedido a uma API para obter e publicar informação.

Portanto, oficialmente na Apple existem duas categorias de APIs: First-party APIs e third-party APIs. As First-party APIs (ou proprietárias) são aquelas criadas pela Apple que fornecem acesso a funcionalidades nativas do iOS, que incluem Safari, Apple Maps, Apple Music e muito mais. Por outro lado, as third-party APIs (de terceiros) são as criadas por outros programadores, como a API do Facebook, ou Twitter que permite que as aplicações comuniquem com a rede social.

Contudo, nesta última categoria ainda há uma “outra opção”. Isto é, são as APIs de terceiros não oficiais. Assim, estas geralmente são criadas pela comunidade de programadores para fornecer integração com aplicações e serviços que não fornecem uma API oficial.

Nesse sentido e como a Tesla não tem uma API oficial, a comunidade criou várias APIs para acesso ao sistema da Tesla. Até agora, na Apple, este nunca foi um problema.

Imagem de app a controlar os elétricos

 

Terá a Tesla interferido neste processo?

A aplicação Watch app for Tesla, que em Portugal custa 6,99 euros, depende de uma dessas APIs de terceiros não oficiais. Como resultado, a Apple usa esse argumento para rejeitar a nova atualização da app na App Store.

Como a Tesla nunca endossou oficialmente estas APIs, a Apple não aceitará mais nenhuma app que as use.

Isso acabará por significar o fim de todas as aplicações atuais de terceiros na App Store, que fazem referência ao nome Tesla

Referiu Hansen à 9to5Mac.

Esta regra não é nova, apesar de só agora a estar a levar “à letra”. Segundo as diretrizes de revisão da App Store, na secção 5.2.2, esta enfatiza que as aplicações não têm permissão para usar serviços de terceiros sem autorização prévia devido a questões de propriedade intelectual.

5.2.2 Third-Party Sites/Services: If your app uses, accesses, monetizes access to, or displays content from a third-party service, ensure that you are specifically permitted to do so under the service’s terms of use. Authorization must be provided upon request.

Em resumo, se o programador quiser ter a sua app na App Store, terá de solicitar à Tesla a devida permissão. Poderá ter ou não a ver com informações que saíram recentemente dando conta da intenção da empresa de Elon Musk de lançar um smartwatch. Será?

Fonte: Pplware.


Adeus Google? Apple pode estar finalmente a preparar o seu motor de pesquisa

 Há muito que se fala da possibilidade da Apple criar o seu motor de pesquisa. Até agora a gigante de Cupertino tem estado dependente da Google, que paga para estar presente nos sistemas operativos, num negócio que compensa a ambas as partes. Contudo, isto poderá mudar.

Assim, indícios mostram que a Apple poderá estar a preparar o seu motor de pesquisa. Será um passo arrojado e uma ferramenta nova nos iPhones, iPads e Macs.

Apple Google motor pesquisa iPhone

Adeus Google? Apple tem mudanças grandes a caminho

O negócio que a Apple e a Google têm para as pesquisas no iOS e no macOS poderá ter os dias contados. As empresas têm montada uma estrutura em que a Google é o motor de pesquisa destes sistemas e a Apple recebe uma quantia avultada para esta situação.

Tudo poderá mudar. Isto, porque os analistas entendem que é o caminho certo e que a empresa deverá apostar nisso, até mesmo para se libertar da atual dependência que tem da Google. Por outro lado, há também o capítulo da privacidade, assunto cada vez mais sério para a Apple.

Motor de pesquisa próprio para o iPhone e MacBook

Os mais recentes rumores e movimentos da Apple mostram que a empresa estará a preparar o seu motor de pesquisa para os seus browsers e serviços. O web crawler Applebot foi mudado recentemente e está a assumir o que pode ser interpretado como uma posição de motor de pesquisa.

Este mecanismo de recolha de páginas web tem agora funcionalidades como configurações no ficheiro robots.txt, identificação de tráfego e mecanismos de indexação de páginas. As próprias propostas de emprego da Apple revelam que esta área poderá tornar-se numa das futuras áreas de serviços.

iOS 14 pode estar a testar esta novidade

Na verdade, a Apple estará já a usar parte desta pesquisa no iOS 14 para o iPhone e o iPad. O Spotlight já apresenta resultados diretamente ao utilizador, para que este aceda aos conteúdos na Internet. Até há pouco tempo, a página apresentada era a da Google.

Portanto, este poderá ser mais um momento de mudança para a Apple. Os seus serviços são hoje uma das suas maiores fontes de rendimento e, como se vê na Google, as pesquisas podem ser uma área que tem um retorno enorme, graças à publicidade que ali é gerada.

Fonte: Pplware.