13 de dez. de 2022

Apple lança novo firmware para os AirTags antes da atualização do iOS 16.2

 Dentro de dias, se não mesmo horas, deverá ser lançado o iOS 16.2, versão que traz muitas e boas novidades. Como tal, e porque o que vai ser lançado abrange todos os dispositivos que interagem com o iPhone, iPad, Apple Watch, Apple TV e HomePods, os AirTags estão já a ser atualizados.

A Apple tem expandido a sua rede Encontrar (Find My), além de melhorar o seu próprio localizador.

Imagem AirTags Apple

Atualização de firmware AirTag

A nova versão de firmware lançada agora é a versão 2.0.36 e possui o número de compilação 2A36.

Conforme podemos ver, a versão anterior dos AirTags era a versão 2.0.24 e apresentava o número de compilação 2A24e.

Como é habitual, a empresa der Cupertino não partilha as novidades ou melhorias que introduz em cada uma das atualizações.

O firmware anterior dos AirTag foi lançado em 10 de novembro, mas também não sabemos exatamente o que mudou com a versão 2.0.24. No início deste ano, a Apple atualizou o firmware dos AirTags com novas funcionalidades permitindo denunciar o localizador caso esteja a ser usado para fins ilícitos, como o stalking, por exemplo.

 

Como podemos ver a versão do software?

A Apple não deixou esta informação com acesso direto. Assim, para podermos descobrir a versão do software atualmente instalado para um AirTag que temos, basta fazer o seguinte:

  • Abra a aplicação Encontrar.
  • Depois selecione a AirTag da lista no separador Objetos.
  • Agora toque no indicador de bateria no painel deslizando para cima.

Conforme vão reparar, ao tocar no indicador de localização permite alternar a visualização que mostra o número de série e a versão do software do acessório. Toque novamente para voltar à informação anterior.


Infelizmente, não há como forçar uma atualização de um AirTag. Em vez disso, certifique-se apenas que o seu AirTag está ao alcance do seu iPhone, e este deve ser atualizado automaticamente depois de algum tempo.

Vale a pena notar que as atualizações dos AirTags são lançadas em fases, pelo que poderá não as obter imediatamente.

Fonte: Pplware.





Sabia que já existiu um carro com a marca Apple?

 A Apple continua a deixar indícios que poderá estar a desenvolver o seu Apple Car, um elétrico com tecnologia de condução autónoma. O projeto, chamado de Titan, está no segredo dos deuses desde 2019 e muito pouco, quase nada, se sabe dele. Agora, o que também muito poucos sabem é que já houve um carro com um modelo chamado Apple.

Não, não era um carro de luxo, nem um premium, muito menos um grande e espaçoso modelo. Era bem simples, numa altura em que a marca estava com dificuldades, na década de 90!

Imagem Renault Clio Apple

Sempre que se fala na junção da tecnologia Apple com o mundo automóvel, as pessoas associam ao CarPlay, uma plataforma da Apple que introduz nos veículos suportados uma interface do iOS com várias aplicações e ferramentas da Apple a correr "dentro" do sistema de entretenimento das viaturas.

Apesar de ser esse o atual produto da empresa de Cupertino para o mercado automóvel, a Apple estará, segundo rumores e alguns indícios, a projetar o seu Apple Car. Um elétrico que conta com tecnologia de condução autónoma.

Tudo isto, apesar de ser recente, aparece décadas depois da Apple ter figurado numa marca automóvel. Corria a década de 90 e a Renault disponibilizou uma série especial da Apple para o Clio.

Renault Clio Apple

A Apple em 1996 atravessava um dos períodos mais conturbados da sua história. A empresa esteve perto de falir, sob a gestão de Michael Spindler, o CEO da empresa de Cupertino entre 1993 e 1996. Então, Spindler a gastar os seus últimos truques de magia, para tentar salvar a Apple da falência (devido a uma sucessão dos mesmos erros cometidos por John Sculley), queria tentar algo "novo".

Surgiram na altura várias ideias, uma delas era levar a marca da empresa para além dos computadores - afinal, a empresa tinha um carisma próprio que ele podia capitalizar.

De todas as ideias loucas que tinha na altura, o CEO procurou lançar uma gama de carros. As negociações com diferentes marcas e modelos provavelmente não se concretizaram - na altura, a maçã era quase sinónimo de derrota. A Renault concordou em utilizar a marca num dos seus modelos, mas não seria um modelo topo de gama: o carro utilitário Clio seria o escolhido.

Esta série, reservada ao mercado espanhol, dizia respeito às versões S e RSi do primeiro Clio. Disponível em 7 cores, incluindo dois tons de vermelho, estava equipado com rodas de liga leve, tampas de espelho da cor da carroçaria e spoiler, luzes de nevoeiro (apenas no RSi), e, claro, crachás Apple.

No interior, encontrávamos bancos desportivos em pele e tecido, medalhões de porta em pele, um rádio cassete Philips no S, um rádio CD no RSi, e um airbag do condutor, apenas no RSi. Debaixo do capô, o S tinha um 1.4L e 75cv, enquanto o RSi oferecia um motor de 1.8L e 110cv.

E a parte Apple?

Claro que não era só o "símbolo" Apple. Esta versão Clio S Apple incluía um PowerBook 190 (à cor do carro) e um telemóvel GSM para se ligar à Internet - algo inédito numa campanha automóvel na altura. Calma que há mais!

Esta oferta não se ficou por aqui e mais tarde, a Renault passou a lançar o Clio iMusic, um modelo que incluía um iPod 5G de 30GB que podia ser ligado ao carro.

Portanto, esta foi, provavelmente, a primeira entrada mais a sério da Apple no mercado automóvel. Na verdade, a campanha não foi um êxito, poucos carros foram vendidos e na rua quase não apareciam. Mas existiu. O modelo, contudo, perdeu-se como parte da história de ambas as empresas.

Nesse ano, Steve Jobs volta à empresa e a história era reescrita agora pelo icónico fundador e CEO da maior empresa do mundo tecnológico. Até aos dias de hoje a Apple continua com a ideia de se expandir para o mercado automóvel, agora com outras ambições e também com outras tecnologias.


Fonte: Pplware.

Recursos de segurança dos AirTags frustram repetidas tentativas de perseguição

 A grande rede que permite aos AirTags uma atividade de localização de objetos "quase" em tempo real deu azo a outro tipo de utilização, nem sempre legais. A Apple teve de intervir e criar recursos de segurança para proteger as pessoas dos stalkers. Segundo informações, um homem foi preso depois de tentar perseguir uma pessoa com quem afirmava estar casado. A vítima, contudo, disse aos investigadores que "os dois nunca tiveram uma relação" e que o homem tinha sido impedido de lhes telefonar e enviar mensagens.

Atenção que os AirTags possuem a capacidade de identificar quem os usa para fins ilícitos. Não faltam exemplos, depois de 20 meses a localizar itens um pouco por todo o mundo. Este "perseguidor" teve o que merecia!

Ilustração do uso dos AirTags para stalking

Sistemas de segurança dos AirTags atuaram com sucesso na proteção da vítima

Carl Steven Shawver, 63 anos, tentou perseguir a vítima em três ocasiões distintas, de acordo com informações publicadas por uma agência noticiosa local Keloland. Primeiro colocou um AirTag em cima de um pneu sobresselente no carro da mulher perseguida "porque acreditava que a vítima estava a ter um caso".

A vítima foi alertada para a presença de um AirTag graças às precauções de segurança incorporadas pela Apple, que alertou a pessoas para a presença do dispositivo que atuava de forma errada.

Recebendo essa alerta no seu iPhone, a vítima foi então ao departamento de polícia de Bettendorf, Iowa, para denunciar o facto de estar a ser seguida por um AirTag. O stalker, ao ver que a localização do AirTag era no departamento de polícia, apareceu mais tarde e disse aos agentes que pensava que a vítima estava "a ter um caso na esquadra, razão pela qual ele estava na esquadra à procura deles".

Imagem do stalker que usou AirTags para perseguir vítima

Criminoso não aprendeu à primeira nem à segunda...

Na primeira denúncia, aparentemente, a polícia não o deteve. Contudo, numa segunda tentativa, a vítima foi alertada para um novo AirTag que estava a seguir a sua localização. A polícia de West Des Moines localizou este AirTag "colocado numa carteira e dentro de um saco de sanduíche de plástico posicionado em cima do pneu sobresselente".

Como não há duas sem três, a mulher foi mais tarde notificada de um terceiro AirTag que estava a seguir e novo a sua localização. Nesta altura, a vítima levou o seu carro a uma oficina mecânica. O carro foi colocado no elevador para procurar o sítio onde estaria o dispositivo de localização.

Nesta altura, Shawver tinha-se tornado mais criativo, e o "AirTag estava localizado na subestrutura do carro, perto do pneu do passageiro da frente embrulhado e numa carteira de plástico".

Imagem de um Airtag

Reunida mais uma tentativa, a vítima fez nova participação no departamento da polícia, e Shawver apareceu novamente ao departamento depois de ter verificado a localização dos AirTags. Desta vez estacionou o veículo perto da esquadra, os agentes verificaram que ficou ali algum tempo.

Já referenciado, o homem foi mandado parar numa ação de fiscalização de trânsito. O agente que o vigiava e que o havia parado, questionou porque estaria naquele dia e naquela hora parado no parque da esquadra. Shawver disse ao agente que ele e a vítima tinham concordado em encontrar-se na esquadra, segundo os registos do tribunal.

Usa AirTags e diz ser casado com a vítima

A história torna-se mais estranha ainda quando Shawver diz à polícia que ele e a vítima eram casados. Contudo, a mulher referiu que eles nunca haviam tido qualquer relação e que ele começou a enviar mensagens, a fazer telefonemas até a mulher o ter bloqueado, segundo está referido nos registos do tribunal.

Shawver está em prisão preventiva com uma caução de 3.000 dólares. Tem já marcada uma audiência preliminar para o dia 19 de dezembro.

Apesar da história ser com um alto momento de loucura, este não é um evento tão anormal assim- Ao ponto de haver por ano milhares de casos deste tipo. Agora com tecnologia simples e muito eficaz, como são as AirTags, estes criminosos tornam-se mais perigosos e a Apple viu-se obrigada a criar certos mecanismos para evitar uma utilização ilícita para os seus AirTags.

Conforme foi veiculado na altura, em fevereiro, a empresa de Cupertino anunciou um conjunto de novas funcionalidades de segurança para facilitar a deteção deste tipo de comportamentos com recurso aos AirTags. Desde então, temos visto repetidamente as funcionalidades entrarem em ação para proteger os utilizadores.

Fonte: Pplware.