24 de ago. de 2020

Foxconn está a considerar uma nova fábrica no México para a produção do iPhone

 As relações entre a China e os Estados Unidos estão a deixar marcas nos mercados e as empresas afetadas começam a procurar alternativas. Depois do Vietname e Índia, agora parece que os parceiros da Apple procuram mão-de-obra norte-americana para fabricar o iPhone.

Segundo informações, há interesse da Foxconn em montar uma nova unidade de fabrico no México, para produzir o iPhone.

México poderá receber uma unidade da Foxconn para fabricar o iPhone

Os fabricantes da Apple, a Foxconn e a Pegatron, estão supostamente a ponderar investimentos em novas fábricas no México.

Segundo a Reuters, o maior fabricante de componentes eletrónicos para smartphones e computadores do mundo quer montar uma unidade para fabricar o iPhone.

A Foxconn já tem cinco fábricas no México, mas como o relatório explica, elas estão a ser usadas principalmente para fabricar televisões e servidores. Esta nova unidade deverá ser para retirar as unidades da China para o México.

Imagem Foxconn México para produzir o iPhone

 

Apple: Até ao final do ano, muitas decisões serão tomadas

Apesar de haver cada vez mais fricção nas relações comerciais entre os EUA e a China, até ao final do ano muitas alterações poderão acontecer. As eleições presidenciais nos Estados Unidos, a evolução da pandemia e os números reais do impacto da doença irão ser determinantes para a estratégia 2021.

Assim, a Foxconn provavelmente tomará uma decisão só no final do ano. Assim, as obras somente irão arrancar depois destas decisões estratégicas.

Os detalhes sobre os planos da Pegatron no México são um pouco menos claros e não se sabe se a produção da Apple pode ser uma das mudanças planeadas.

O relatório também aponta que a administração Trump está a explorar incentivos que encorajariam empresas como a Foxconn e a Pegatron a se mudarem para mais perto dos Estados Unidos:

Planos surgem à medida que a ideia de “estreita recolocação” ganha terreno em Washington. O governo Trump está a explorar incentivos financeiros para encorajar as empresas a transferir as suas instalações de produção da Ásia para os Estados Unidos, América Latina e Caraíbas.

 

Foxconn será a primeira de muitas?

Além das duas fortes fornecedoras da Apple, também a Luxshare estará a ponderar abrir uma unidade de fabrico no México. Conforme é sabido, esta é a empresa que tem estado a produzir os AirPods e que tem um peso considerável na estratégia da empresa de Cupertino.

A pandemia, assim como as relações conturbadas entre a China e os EUA têm sido um alerta para a Apple deixar de depender das suas unidades de fabrico na gigante asiática. Aliás, recentemente foi dado a saber, via comunicado ao The Times of India, que a Apple está agora a produzir o iPhone SE na Índia para o mercado local.

Fonte: Pplware.

Tim Cook realiza segundo stock split desde que é CEO da Apple

 Aquando da morte de Steve Jobs, em 2011, as suas pisadas eram tidas como inalcançáveis. Isto, porque o cofundador da Apple foi um dos mais conhecidos génios do setor informático e um revolucionário no mundo dos telemóveis, tablets, entre outros.

Todavia, Tim Cook parece estar a corresponder ao que seria expectável de um sucessor de Steve Jobs.

Divisão de ações pelo enriquecer da marca

Há 9 anos a encabeçar a gigante da tecnologia, Tim Cook era visto como alguém que iria apenas manter o legado deixado por Steve Jobs. No entanto, é possível afirmar que o atual CEO conseguiu afastar-se dessa ideia e ter sucesso por si mesmo.

Pela segunda vez, desde que subiu a CEO, Tim Cook irá realizar um stock split. A divisão em quatro por uma, de forma geral, não altera o valor em carteira, mesmo que o valor das ações baixe, o que estimula e entusiasma os investidores. Assim sendo, o sucesso é quase certo e a Apple consegue enriquecer ainda mais.

Aliás, tem tanto sucesso que a empresa valia pouco mais de 400 mil milhões de dólares. Contudo, vale agora cinco vezes mais, sendo a primeira empresa norte-americana a apresentar um valor de mercado de 2 biliões de dólares.

[Cook] foi uma das maiores conquistas de Steve Jobs, mas é muito subvalorizada.

Disse Gene Munster, analista da Apple e sócio-gerente da Loup Ventures.

Tim Cook: um sucessor à altura

Ainda que esteja a desempenhar um excelente trabalho, de acordo com os entusiastas, Tim Cook já passou por vários entraves ao seu sucesso. Por exemplo, uma queda das vendas do iPhone à medida que surgiam novos smartphones, um conflito com o FBI devido à segurança dos utilizadores e uma guerra comercial com a China que ameaçou o preço do iPhone. Agora, a pandemia que forçou o encerramento de muitas lojas da Apple.

Além disso, o atual problema da Apple é a falta de sucessor para o iPhone. Ainda que tenha já smartwatches e wireless ear buds e fazer um sucesso absurdo no mercado, não possui, ainda, um game changer, que possa suceder ao iPhone.

Contudo, o CEO da gigante da tecnologia e alguns executivos ligados à empresa têm deixado algumas pistas que dão a entender que a Apple pretende dar um grande salto no campo da realidade aumentada.

Fonte: Pplware.

Epic ganha apoio da Microsoft contra a Apple, mas não estamos a falar de comissões!

 A batalha que coloca frente a frente a Epic Games e a Apple parece não estar próxima da resolução. As duas empresas esgrimem os seus argumentos e tudo aponta para que só seja resolvido nos tribunais. Contudo, além das comissões, há algo mais neste diferendo entre as duas empresas. Nesse sentido, porque toca diretamente à Microsoft, a empresa proprietária da Xbox veio ao terreno defender a Epic.

Conforme vimos, a Epic quis contornar as regras da Apple e foi penalizada. Viu assim o Fortnite fora da App Store. Além disso, a empresa de Cupertino fechou o acesso a ferramentas importante para os programadores. É aí que toca nos interesses da Microsoft.

Epic Games Microsoft Apple posição jogos

Microsoft ao lado da Epic Games contra a Apple

A luta da Epic Games, a criadora do Fortnite, contra a Apple parece que não está a perder força. Esta editora de jogos tem um processo a decorrer em tribunal e anda por isso a tentar recolher aliados. Assim, como foi dado a conhecer, a empresa tentou juntar outras empresas contra a Apple, e até conseguiu receber um ténue apoio do Spotify. No entanto, quem avançou foi a Microsoft.

Phil Spencer, responsável da Microsoft Gaming, tomou a posição de defender a Epic Games. Este apoio surgiu na forma de uma declaração de apoio em tribunal.

Microsoft perde com bloqueio ao Unreal Engine

Segundo o que a Microsoft revelou, é seu entendimento que a proibição de acesso às ferramentas de desenvolvimento é prejudicial. Esta limitação poderá ter um impacto negativo na indústria dos jogos como um todo.

Em concreto, terá um grande impacto no desenvolvimento do Unreal Engine, da Epic Games. Este é usado por muitos programadores e criadores de jogos quando desenvolvem as suas propostas para os títulos que correm no iOS e no iPhone.

Forza Street estará em risco com Epic fora da App Store

A própria Microsoft sente-se lesada neste processo e tomada de posição da Apple. Ao bloquear o acesso a todas as ferramentas de programação à Epic Games, a Microsoft fica com problema com o seu jogo Forza Street.

Contudo, a Microsoft nada falou sobre as taxas. Aliás, a empresa pratica os mesmos 30% de comissões na sua loja Xbox, e seguramente que não quer ver a sua parcela diminuída.

Fonte: Pplware.