7 de set. de 2023

PayPal lança finalmente o suporte Apple Pay para os seus cartões de crédito e débito

 Um dos serviços mais poderosos da Apple é o Apple Pay. Uma plataforma de pagamento por aproximação e carteira digital, lançada oficialmente em 2014, nos EUA, e em 2019, em Portugal. Este é atualmente um importante meio de pagamento. Contudo, até agora, o PayPal tinha-se mantido de fora.

Ilustração Apple Pay com PayPal

O PayPal lança finalmente o suporte Apple Pay para os seus cartões de crédito e débito. Esta mudança foi anunciada pela primeira vez no ano passado como parte de um processo que levaria a empresa a expandir a sua ação ao Apple Pay e ao Tap to Pay no iPhone.

Com a mudança de hoje, os utilizadores do PayPal que tiverem um cartão de débito ou crédito da marca PayPal poderão adicioná-lo à aplicação Apple Wallet. Esta mudança já vem de longa data, pois um vasto leque de outros bancos e emissores de cartões têm apoiado o Apple Wallet e o Apple Pay há anos.

E como funciona?

Os utilizadores do PayPal podem entrar na aplicação PayPal no seu iPhone e procurar um novo banner na página inicial da aplicação que diz: "Pague com o seu iPhone". Ao tocar nesta opção, será aberta a aplicação Apple Wallet, onde poderá adicionar o seu cartão de crédito ou débito PayPal.

Se não vir o novo botão "Adicionar à Apple Wallet" na aplicação PayPal, também poderá ir diretamente para a aplicação Apple Wallet e tocar no ícone "+" no canto superior direito para adicionar o seu cartão PayPal.

Neste momento, tentamos adicionar o cartão PayPal à Carteira, mas ainda não aparece a opção para adicionar esta empresa. É possível que fique disponível nos próximos dias.

Este é mais um enorme trunfo trazido pela Apple para dentro do seu ecossistema.

Fonte: Pplware.

Peer pressure? Apple conquistou os jovens e Android chega a ser piada


 Tem filhos, sobrinhos ou conhece jovens que já tenham pedido "um iPhone igual ao dos meus amigos"? De facto, a Apple conquistou o coração dos mais novos e os smartphones com Android são já motivo de chacota.

Jovem com Tim Cook e o iPhone da Apple

Vimos aqui que o iPhone 14 Pro Max subiu ao pódio enquanto smartphone mais vendido, no primeiro semestre deste ano, totalizando 26,5 milhões de unidades.

Se os números globais são animadores para a Apple, também o será saber que é a marca de eleição dos seus consumidores mais exigentes: os jovens.

Segundo dados (de uma amostra americana de há uns meses), 87% dos adolescentes preferem um iPhone a um Android. Uma amostra de mais de 7000 jovens que não deixou margem para dúvidas.

Poderia ser uma cantiga de escárnio e maldizer dos tempos modernos, mas é apenas a desvantagem de ter um smartphone Android, enquanto jovem, no mundo atual. Afinal, a gigante de Cupertino está, estatisticamente, à frente das suas concorrentes, na cabeça dos mais novos.

Jovens com iPhone da Apple

Apesar de não haver dados concretos sobre a adoção do iPhone por jovens com menos de 24 anos, a teoria pode ser validada numa ocasião tão aleatória quanto um concerto. Ora veja:


 

Ao contrário da Apple, Android é uma piada entre os jovens

Segundo dados do Statista, 30,2% dos utilizadores do Instagram têm entre 18 e 24 anos. No caso do TikTok, falamos em cerca de 40% dos utilizadores com idades entre 18 e 24 anos.

iPhone

Pelo TikTok, passeia uma tendência relacionada com filtros chamados "Android Camera" que, uma vez utilizados, "pixelizam" a imagem, ridicularizando a qualidade perspetivada da câmara dos modelos de smartphone baseados em Android.

Claro está que a veracidade da "piada" é discutível.

Qual considera ser o motivo para a popularidade do iPhone entre os jovens?

Será pelo incentivo das redes sociais? Pela vantagem qualidade/preço que assumem que a marca tem? Pelo status?

Fonte: Pplware.

Utilizadores do iPhone gastam sete vezes mais em aplicações do que os de Android

 As aplicações são o maior tesouro para as empresas que desenvolvem os sistemas operativos. Com as lojas, a Apple e a Google, além de trazerem programadores para desenvolver e enriquecer o ecossistema, têm um fonte de rendimento contínua. Por isso a Apple aposta nas suas lojas para apps de iOS, tvOS, watchOS e macOS. Aqui os utilizadores do iPhone levam a melhor, pois gastam sete vezes mais em aplicações do que os de Android.

Não é o dobro, nem o triplo, nem são 4 ou 5 vezes mais. Uma nova análise demonstrou que os utilizadores de iPhone gastam sete vezes mais em aplicações do que os utilizadores de Android, muito mais do que a regra geral de 4x sugerida por dados puramente anedóticos.

A métrica mais exata foi possível graças ao número muito maior de dados que as empresas têm agora de comunicar, para cumprirem os requisitos legais.

Há pelo menos 10 anos, comecei a ouvir anedotas de programadores que criaram aplicações para iOS e Android sobre a sua economia. A história é que tendiam a ter o dobro dos utilizadores que utilizavam o Android, mas que as receitas da App Store do iPhone eram aproximadamente o dobro das da Google Play Store.

A partir daí, criei uma regra geral segundo a qual um utilizador de iPhone era cerca de 4 vezes mais valioso do que um utilizador de Android. Metade dos utilizadores, pagando 4 vezes mais, significa o dobro das receitas.

Disse Horace Dediu, da Asymco, conhecido pelas suas análises minuciosas e pormenorizadassobre a Apple.

 

Utilizadores do iPhone gastam mais e dão mais a ganhar

Uma década depois, há muito mais dados disponíveis. O analista diz que isso lhe permitiu chegar ao que ele acredita ser um número muito mais exato.

A Apple afirma ter 650 milhões de utilizadores ativos na App Store, enquanto a Google afirma ter 2,5 mil milhões de utilizadores activos. Isto torna o rácio global mais próximo de 4x o do Android. [...]

O rácio entre as receitas manteve-se notavelmente estável, com as receitas de 2016 num rácio Apple: Google de 29:15 (1,93) e 2022 num rácio de 81:42 (1,93) [...]

Assim, podemos comparar a receita da aplicação por utilizador das duas plataformas dividindo o número global de receitas pelo número global de utilizadores.

Isso equivale a uma receita mensal por utilizador de 10,40 dólares (cerca de 9,6 euros) para os utilizadores do iPhone e de 1,40 dólares (cerca de 1,3 euros) para os utilizadores do Android. E isto não inclui as subscrições dos serviços Apple!

Assim, a imagem torna-se mais clara. O cliente do iPhone é 7,4 vezes mais valioso [para os desenvolvedores] do que o cliente do Android.

 

Aplicações para Vision Pro vão trazer muito dinheiro

Horace Dediu também manifesta o seu otimismo em relação ao Vision Pro, sugerindo que este poderá gerar 10 vezes mais receitas.

Enquanto aguardamos com expetativa a computação espacial, a ideia de aumentar o gasto de 10 dólares por mês com um pequeno retângulo de vidro na palma da mão para talvez 100 dólares por mês com uma experiência 3D imersiva de 360 graus não me parece muito louca.

A Apple aposta substancialmente nos serviços e nas aplicações dentro do seu ecossistema. Isto porque a estratégia parece ser o de lançar produtos, equipamentos, duradouros e manter o utilizador a tirar proveito desses gadgets com as plataformas adjacentes às tecnologias. Como tal, os Vision pro poderão ser, efetivamente, uma mina de ouro para a Apple.

As outras marcas concorrentes sabem disso. Não é ao acaso que a Samsung tenta há vários anos dar visibilidade à sua loja de aplicações, onde a empresa tem um variado leque de oferta. O mesmo acontece com a Microsoft, Huawei, Amazon e vária outras empresas. Mas todas, segundo parece, estão longe, muito longe do que a empresa de Cupertino tem faturado.

Fonte: Pplware.