24 de mar. de 2023

Agência americana de combate ao tráfico de drogas usa o AirTag para seguir o rasto

 Um localizador AirTag da Apple foi escondido numa prensa de comprimidos pela DEA. Esta investigação recorreu a este dispositivo por ser pequeno, fiável o que o torna numa ferramenta atrativa para as forças policiais. Os resultados foram interessantes.

Ilustração de AirTag usada pela DEA no combate ao tráfico de droga

Em maio do ano passado, agentes fronteiriços intercetaram dois pacotes vindos de Xangai, China. Dentro de um deles havia uma prensa de comprimidos, uma máquina utilizada para comprimir o pó e transformar em comprimidos, na outra alguns corantes de comprimidos.

Acreditando que se destinavam a um fabricante ilegal de narcóticos, a Drug Enforcement Agency (DEA) foi chamada a intervir. Os investigadores da DEA inspecionaram os dispositivos, mas em vez de cancelarem o carregamento ou fazerem uma visita ao destinatário pretendido, tentaram algo que nunca tinham experimentado antes: esconderam um AirTag dentro da prensa de comprimidos para que pudessem seguir os seus movimentos.

 

Porquê utilizar um AirTag?

Segundo revela a Forbes, a DEA não disse a razão de ter optado por utilizar um AirTag em vez de qualquer outro tipo de localizador GPS. No mandado de busca, um agente observou simplesmente que "informações precisas de localização para a [prensa de comprimidos] permitirão aos investigadores obter provas sobre o local onde tais indivíduos armazenam as drogas e/ou o produto da droga, onde obtêm substâncias controladas, e onde mais as distribuem".

Quem percebe o modus operandi desta agência governamental referiu que a DEA pode ter estado a testar o AirTag devido a falhas nos tipos de dispositivos GPS atualmente disponíveis para a polícia, que "às vezes funcionavam, às vezes não". Um AirTag "pode ser escondido mais facilmente e é menos provável que seja encontrado por suspeitos".

Os dispositivos da Apple estão cada vez mais precisos e são leves, pequenos e duradoiros. A plataforma que suporta este localizador, a Rede Encontrar", está maior, com mais dispositivos ligados e isso permite aos AirTags uma ação muito mais abrangente que outros localizadores GPS.

Claro, não podemos esquecer que a própria lei, que agora os quer usar, também forçou a Apple a medidas que defendam as pessoas de serem vigiadas. Assim, refere a publicação, este método pode não ser tão útil como a polícia esperaria. Conforme sabemos, após numerosos casos em que perseguidores abusaram da tecnologia para localizar mulheres, a empresa de Cupertino foi mesmo levada à justiça em dezembro de 2022.

Como resultado, a Apple atualizou este dispositivo para que possa ser detetado em certas situações. Principalmente quando o "suspeito" passa algum tempo com o objeto onde está o AirTag e segue rotas identificadas como as de sua casa ou trabalho. Isto para o sistema da Apple perceber se se trata de stalking.

Por outro lado, os AirTags também emitirão um sinal sonoro quando estiverem muito tempo afastados do seu proprietário.

No entanto, qualquer um destes casos pode ser muito particular e não se aplicar ao objetivo da investigação. E poderá culminar no resultado esperado pela DEA.

Fonte: Pplware.

Apple lançou em Portugal o SOS Emergência via Satélite no iOS 16.4

 O SOS Emergência via Satélite estava prometido desde o passado dia 7 de março. A Apple estaria a preparar esta novidade para, num lançamento oficial da versão iOS 16.4 nos iPhones da série 14, os utilizadores portugueses e de Portugal pudessem ter disponível o inovador sistema de pedido de socorro.

SOS Emergência via Satélite já funciona em Portugal

Hoje, após algumas semanas de espera, os portugueses, em caso de emergência, já podem usar este recurso para pedir SOS aos 112. Esta funcionalidade ainda só está disponível numa mão cheia de países.

No dia 15 de novembro de 2022, a Apple lançou o seu prometido recurso SOS Emergência via Satélite para proprietários de iPhone 14 nos Estados Unidos e Canadá. Posteriormente, a empresa também anunciou que a tecnologia ficaria disponível na Europa, mais concretamente França, Alemanha, Irlanda e Reino Unido em dezembro de 2022. Agora, neste final deste mês fica disponível Áustria, Bélgica, Itália, Luxemburgo, Holanda e Portugal.

Conforme anunciou a empresa de Cupertino aquando do lançamento, em setembro passado, o serviço será gratuito até 15 de novembro de 2024 para os proprietários existentes do iPhone 14; quem adquirir um iPhone 14 a partir de agora receberá 2 anos de serviço gratuito a partir da data de ativação. A Apple não disse nada sobre como seria o tarifário (e se haveria cobrança) depois desta data.

Seja como for, para já, e por enquanto, o SOS Emergência via Satélite (e também o Encontrar - em inglês Find My, via satélite) são gratuitos para os proprietários do iPhone 14.

 

Pode simular sem ativar o 112

Esperemos que nunca seja necessário usarmos este recurso. Contudo, como tem algumas especificidade no uso, a Apple disponibilizou uma demonstração que nos pode ajudar a perceber o que fazer e como funciona.

Para entrar nesta nova opção vá a Definições > SOS de emergência, deslize para baixo e toque em Experimentar demonstração.

A demonstração poderá parecer-lhe mesmo real, até porque primeiro exige que encontre o satélite e depois será conduzido numa conversa que imita uma mensagem com um técnico de emergência do 112. As mensagens não são rápidas de enviar, mas o tempo de atraso parece razoável.

Também poderá usar este recurso para mandar mensagens via rede Encontrar (Find my). Para isso abra a aplicação Encontrar, toquei em Eu na barra de ferramentas e toque em A minha localização por satélite, onde tem logo em baixo um ecrã que explica como usar o recurso.

Assim que tocar no botão Enviar a minha localização, aparecerá uma notificação na Dynamic Island (para quem tem o iPhone 14 pro e Pro Max) e no topo do iPhone, para os restantes iPhones 14. Depois essa indicação pede que vire para a direita, ou esquerda, (depende da sua posição face ao satélite mais próximo) para encontrar o sinal.

Agora sabe como funcionar com este novo recurso e se um dia estiver num local sem sinal GSM, ou WiFi, poderá usar os satélites para pedir ajuda.

Em breve vamos mostrar como utilizar o sistema SOS Emergência via Satélite recorrendo ao simulador, para detalhar todo o processo, que tem algumas particularidades.

Fonte: Pplware.

Falha no Apple Music mistura as listas de reprodução dos utilizadores sem qualquer razão

 A Apple tem apostado nos seus serviços, sempre como alternativa ao que já existe no seu ecossistema. O Apple Music é uma destas propostas, trazendo música para o iPhone e até para outras plataformas. Agora, este serviço está com uma falha, ao misturar listas de reprodução entre os utilizadores.

Apple Music listas reprodução falha

É ainda uma situação que estará a ser avaliada, mas as queixas não param de aumentar junto da Apple, nos canais normalmente usados. O seu serviço de música está a apresentar um comportamento anormal e que os utilizadores não esperavam que estivesse a acontecer.

Do que é relatado, as listas de reprodução, que deveriam ser privadas, estão a surgir misturadas entre utilizadores. Na prática há quem esteja a ter acesso às listas de outros utilizadores, sem que tenha realizado qualquer alteração nas suas configurações.

Estas listas de reprodução de terceiros surgem assim na área pessoal dos utilizadores do Apple Music de forma aleatória. É também claro que este não é um problema que esteja a afetar a totalidade dos utilizadores deste serviço, ainda que as queixas estejam a aumentar.

Existem casos em que utilizadores relatam que viram surgir playlists criadas por terceiros, sendo estas misturadas com as suas próprias. Há também casos em que listas de reprodução simplesmente desapareceram ou foram substituídas por outras desconhecidas dos utilizadores.

Sem uma justificação lógica, surgiram já algumas ideias para esta situação. Há quem argumente que a causa poderá estar nos próprios servidores do Apple Music. Outra corrente aponta para uma falha de segurança e que hackers podem estar a ter acesso aos token de acesso às contas dos utilizadores.

Esta situação está a preocupar muitos utilizadores do Apple Music, em especial no campo da segurança e privacidade. As listas de reprodução podem ser configuradas como privadas, e serem escondidas da pesquisa e do perfil do utilizador. Até agora, Apple tem mantido o silêncio e não ofereceu ainda qualquer solução ou causa para esta situação.

Fonte: Pplware.



Apple Watch: App Store bane watchGPT e surge o “Petey” com GPT-4

 Recentemente, demos a conhecer uma aplicação para Apple Watch que trazia a inteligência artificial do chatGPT para o smartwatch da empresa de Cupertino. A app chamada watchGPT saltou para o topo da App Store no início deste mês. No entanto, a Apple reviu o nome da aplicação e decidiu que as aplicações não podem ter "GPT" no nome. Como tal, o programador renomeou a aplicação e atualizou a mesma com GPT-4.

Imagem da app Petey que antes era a watchGPT com suporte para chatGPT

watchGPT agora é Petey e traz o chatGPT mais inteligente

Como tivemos oportunidade de dar a conhecer, a app watchGPT da OpenAI tornava possível interagir com o ChatGPT da OpenAI diretamente no seu pulso com o Apple Watch e inclui até uma complicação se o utilizador quiser adicionar acesso rápido ao mostrador do relógio.

A aplicação atraiu tanto interesse que se posicionou no último lugar no pódio da App Store logo após o lançamento. No entanto, tendo em conta a posição da Apple, que bloqueia aplicações e atualizações de apps com “GPT” nos seus nomes, o programador Hidde van der Ploeg decidiu mudar para um nome novo e amigável: “Petey”.

Agora o Petey 1.2 está disponível para Apple Watch e foi atualizado com suporte para GPT-4 (atualização paga). Traz várias prompts para responder rapidamente ao Petey, traz um novo ícone de complicação e muito mais.

Dica: Se a aplicação não aparecer no seu Apple Watch, instale-o através da App Store.

Para relembrar, aqui está o que Petey oferece:

  • Interaja com o famoso modelo GPT diretamente do seu Apple Watch;
  • Obtenha rapidamente respostas para as suas perguntas ou gira mensagens mais longas sem digitar;
  • Partilhe o resultado da sua interação com outras pessoas via texto, e-mail ou redes sociais;
  • Defina a aplicação como uma complicação para facilitar o acesso;
  • Usa a sua voz para ditar texto e use o Text to Speech para a aplicação poder ler a resposta.

A app Petey está disponível como uma compra única de 4,99€ na App Store e já incluiu suporte ao GPT-4.

Fonte: Pplware.