16 de mai. de 2021

Twitter já começou a pedir autorização aos utilizadores para recolher dados no iOS

 Com a chegada do iOS 14.5, a Apple redefiniu as regras de utilização dos dados dos utilizadores no seu sistema. Todas as apps devem ter a autorização dos utilizadores para recolher e usar essa informação.

Este não tem sido um processo pacifico e agora mais uma aderiu finalmente. O Twitter tem uma nova atualização em que pede aos utilizadores a autorização para recolher e processar os dados dos utilizadores. Os propósitos não são os melhores, mas são bem claros.

Twitter iOS Apple dados app

A decisão da Apple de limitar o acesso aos dados dos utilizadores não foi bem recebido pelas grandes empresas com apps no iOS. Estas estavam habituadas a ter toda a informação que pretendiam, algo que mudou e de forma drástica.

Toda a oposição tem vindo do lado do Facebook, mas há muitas outras que certamente preferiam ver este modelo alterado. O acesso livre dava muita informação para poder perfilar os utilizadores, algo que agora caiu por terra de forma direta.

A versão 8.65 da app do Twitter para iOS, que já está na App Store, tem agora a novidade que todos esperavam. É a partir desta nova versão que passa a ser apresentado o pedido aos utilizadores para autorizar a recolha de dados no iOS.

Na mensagem apresentada, o Twitter explica, à sua maneira, as razões para essa recolha de dados. Quer garantir aos utilizadores uma melhor experiência de utilização, ao apresentar publicidade relevante para os utilizadores, ajustada à informação que consomem.

Twitter iOS Apple dados app

Ao avançar nesta questão do Twitter, os utilizadores são encaminhados para a área onde podem autorizar ou negar o acesso à recolha de dados. Só após passarem por aqui é que voltam a ter acesso ao Twitter e a toda a informação que for publicada nesta rede social.

Esta é mais uma app que segue o caminho que a Apple agora obriga aos programadores. Só podem recolher e processar os dados com a autorização expressa destes utilizadores, que também podem a qualquer momento alterar a configuração e assim ter de volta o anonimato que sempre é pretendido.

Fonte: Pplware.



App Atalhos: Mudar o wallpaper de acordo com a bateria

 A app Atalhos é uma das melhores inovações da Apple para iOS é iPadOS e temos salientado isso em vários guias práticos. Há uns dias, desafiamo-lo a explorar esta app de programação em blocos. Esta pode ajudar em diversos momentos do nisso dia-a-dia em que usamos o smartphone. Hoje trazemos mais um bom guia.

Para os que gostam de ir mais além, trazemos um “passo a passo” de como alterar o seu fundo de ecrã de acordo com a bateria do seu dispositivo.

Dicas para iniciar este guia

Começamos por salientar que existem 3 partes distintas na realização deste algoritmo. A primeira é a criação da estrutura “Se”, que funciona da forma “Se isto se verificar, aquilo acontece”. A segunda parte é escolher o que quer que seja verificado, por exemplo o nível de bateria ser 100% e finalmente a terceira é colocar o que quer que aconteça caso a condição (neste caso, o nível de bateria ser 100%) se verifique.

Criar novo atalho

Para começar o algoritmo, tem de abrir a App Atalhos e criar um novo atalho. Pode verificar que já existem alguns atalhos predefinidos.


Obter nível da bateria

Agora chegou a parte que mais dá que pensar. Comece por obter o nível de bateria, que será a variável mais importante para esta funcionalidade. Para isto, basta clicar em Adicionar ação e inserir “Obter nível da bateria”.


Estrutura “Se”

Tudo andará à volta do nível da bateria, mas para saber a que percentagem de bateria quer que um determinado wallpaper corresponda, precisa da estrutura “Se”. Para a obter, tem que pesquisar por “Se” nas ações e selecionar a estrutura. Aqui pode definir qual a condição que terá de ser verdadeira para que se efetue algo. Comece por definir que algo acontece quando a bateria está a 100%.


Procurar fotografias

Para escolher o wallpaper que pretende que seja definido, terá que procurar nas fotografias. Para isto, pode, por exemplo, criar álbuns com fotografias:

  • Com tons mais azuis para quando a bateria está a 100% (Bateria cheia);
  • Com tons mais verdes para quando está entre 51 e 99% (Boa bateria);
  • Com tons mais amarelos para quando está entre 21 e 50% (Bateria razoável);
  • Com tons mais avermelhados para se estiver com ou menos de 20% (Bateria fraca).

Depois de criados os álbuns na sua galeria, na App Atalhos adiciona a Procura de fotografias ao algoritmo e arrasta-a para depois da estrutura “Se”. Seguidamente, seleciona “Adicionar filtro” e escolhe o álbum a que quer que vá buscar as imagens, ordena por aleatório e limita para obter apenas um elemento.

Tenha em atenção que ao colocar a ação “Procurar fotografias” dentro da estrutura “Se” a palavra Procurar passará a Filtrar. Dado isto, clique na opção que aparece ao lado do termo Filtrar e selecione Limpar.


Definir wallpaper

Feita a procura das fotografias, falta apenas defini-las como wallpaper. Facilmente o faz, procurando pela ação “Definir papel de parede”.

Arraste a ação para baixo da procura de fotografias e selecione em que ecrã quer que seja alterado, se no principal, bloqueado ou ambos.

Algoritmo finalizado

Agora que já sabe tudo o que é preciso, basta adicionar as restantes condições e ações para que satisfaçam o pretendido.

Algoritmo completo

Uma maneira mais simples

Se a programação não é o seu forte ou não quer estar sempre a selecionar o atalho criado, pode optar por um caminho mais simples usando a automatização que já tem como auxiliar a percentagem de bateria.

Para isto, basta, dentro da app Atalhos, aceder à aba de Automatização > Criar automatização > Nível de Bateria.

Depois disto, adicionar as ações que pretende (iguais às feitas em cima: Procurar fotografias e Definir papel de parede). Esta opção apenas deixa escolher a percentagem de bateria de 5 em 5%.


Se sentir alguma dificuldade na criação deste atalho, aceda a este vídeo explicativo.

Agora que já está mais dentro deste assunto, pode usar a imaginação para dinamizar o seu dispositivo. A App Atalhos tem muito por onde procurar e ferramentas que o vão deixar boquiaberto.

Fonte: Pplware.








App Store: Apple evitou 1,5 mil milhões de dólares em fraudes com aplicações

 A Apple deixou esta semana um relatório referente ao seu trabalho de supervisão da App Store. Segundo a tecnológica, mais de 215 mil aplicações iOS foram bloqueados pela equipa de revisão em 2020. Além disso, a empresa rejeitou também outras 150.000 por enviarem spam ou enganar os utilizadores. Mas não é tudo, foram bloqueadas as publicações de 48.000 apps na loja por terem recursos não documentados ou ocultos.

Muitos esquemas foram montados para tentar enganar os clientes iOS. Nesta tarefa de defesa foram também removidas 95 mil apps por usarem táticas de phishing. Num total, a empresa de Cupertino diz ter travado mais de 1,5 mil milhões de dólares em fraudes.

Imagem iPad Pro com App Store a loja de aplicações

Milhares de tentativas de aplicações fraudulentas

A Apple esta semana deixou informação relevante sobre a sua atividade na vigilância e avaliação das aplicações que chegam à App Store. Assim, segundo o que foi descrito, durante 2020, quase 1 milhão de novas aplicações problemáticas e quase 1 milhão de atualizações das apps foram removidas ou rejeitados pela equipa de análise de aplicações.

Estas ações são descritas pela empresa como “uma linha de defesa essencial” que, por vários motivos, trava a chegada dos mais diversos projetos à App Store.

Apenas nos últimos meses, por exemplo, a Apple rejeitou ou removeu aplicações que mudaram de funcionalidade após a análise inicial para se tornarem aplicações de jogos de azar com dinheiro real, emissores de empréstimos predatórios e centros de pornografia; usaram sinais no jogo para facilitar a compra de drogas; e utilizadores recompensados por difusão de conteúdos ilícitos e pornográfico através de chat de vídeo.

Revelou a empresa num comunicado.

 

Apple: 1,5 mil milhões de dólares em fraudes evitadas por ano

Um número bem mais preocupante diz respeito às tentativas de “roubo” que a Apple diz ter conseguido travar. Segundo o relatório, a empresa de Cupertino afirmou ter protegido os seus utilizadores em cerca de 1,5 mil milhões de dólares que teriam sido pagos em transações potencialmente fraudulentas ao longo de 2020.

Também evitou o uso de mais de 3 milhões de cartões roubados nas plataformas de lojas online da Apple e proibiu cerca de 1 milhão de contas de fazerem novas transações.

Informações financeiras e transações são alguns dos dados mais confidenciais que os utilizadores partilham online. A Apple investiu recursos significativos na construção de tecnologias de pagamento mais seguras, como Apple Pay e StoreKit, que são usadas por mais de 900.000 aplicações para vender bens e serviços na App Store.

Por exemplo, com o Apple Pay, os números do cartão de crédito nunca são partilhados com os comerciantes – eliminando um fator de risco no processo de transação de pagamento.

Acrescentou a Apple.

 

Reforço de vigilância pode ter a ver com o caso da Epic Games

Embora a Apple não tenha revelado exatamente o motivo por trás do reforço de esforços de prevenção de fraudes do ano passado, o momento sugere que isso estará relacionado com o processo que tem na justiça com a Epic Games.

Conforme sabemos, o processo foi desencadeado pela Apple que removeu o Fortnite da App Store em agosto de 2020. Em causa esteve um sistema de pagamento que a Epic implementou na sua app que era contra as regras da loja de aplicações da Apple.

Como tal, com esse esquema, a Epic fugia ao pagamento da taxa de 30% nas transações efetuadas na App Store.

O documento que a Apple publicou agora provavelmente foi emitido para lançar luz sobre como os seus sistemas de proteção de pagamento e App Review defendem os clientes e não então a sufocar a competição, como a Epic Games disse em documentos judiciais [PDF] arquivados no ano passado.
No processo antitrust movido contra a Apple, a Epic Games não procura nenhuma indemnização, mas apenas uma medida cautelar para forçar a Apple a “permitir uma concorrência justa” na App Store.
Fonte: Pplware.