24 de fev. de 2021

5G pode atrasar mais 2 anos no Brasil


 A tecnologia 5G, que deve ser leiloada ainda no primeiro semestre deste ano, pode demorar mais dois anos para ser implementada no Brasil. O atraso seria devido uma exigência da minuta do edital que afirma a necessidade de limpar a faixa de 3,5 GHz, uma das "avenidas" que estarão disponíveis para leilão.

A limpeza consiste na migração das pessoas que usam TV via antena parabólica, que utiliza a faixa de 3,5 GHz, para uma banda superior. Com isso, o investimento no processo encareceria em R$ 3 bilhões, segundo a Conexis, representante das operadoras no Brasil.

Uma limpeza de faixa já foi realizada anteriormente. Quando a "avenida" de 700 MHz foi direcionada para o 4G, o sinal analógico da TV aberta utilizava esta frequência. Assim, foi necessário migrar a TV analógica para a TV digital com o objetivo de desocupar o espectro e implementar o 4G. A mudança levou dois anos para ser finalizada.

Segundo fontes ligadas ao setor de telecomunicações, o processo de limpeza é complexo, já que seria necessário criar uma rede de fornecedores, treinar equipes e enfrentar a burocracia nos 26 estados brasileiros e o Distrito Federal para negociar a isenção do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).



De acordo com a minuta, as operadoras teriam até 300 dias após a autorização de uso da frequência para ter a faixa de 3,5 GHz limpa em capitais e no Distrito Federal. Entretanto, é só a partir de 31 de dezembro de 2022 que as teles têm obrigação de terem redes 5G.

Release 16

Além da limpeza, outra exigência da minuta é a implementação da tecnologia release 16, que garante 20 vezes mais velocidade para downloads e diminui a latência. "Não podemos frustrar a sociedade só com um 4G mais rápido. Todo esse futuro do 5G só pode ser entregue com release 16", disse o conselheiro da Anatel Carlos Baigorri, ao comentar a minuta do edital no início de fevereiro.

Fonte: Tecmundo.

Tem um Mac com SoC M1? É melhor ter cuidado com a duração que o seu SSD vai ter

 Apesar de todos os avanços que a Apple trouxe para os seus novos computadores com o SoC M1, continua a ter de usar componentes tradicionais em muitas áreas. Entre estes estão os SSDs, que é hoje o padrão para o armazenamento.

Este componente terá, em norma uma vida útil alargada, mas esta poderá não ser uma verdade no caso destes Mac. O alerta foi lançado agora e revela que os SSDs dos computadores com o SoC M1 podem estar a sofrer de desgaste rápido e apresentar problemas muito mais cedo que o esperado.

SoC M1 SSD vida Apple

Novos problemas para os novos Mac da Apple

Numa utilização normal, e segundo os testes que vêm sendo feitos há alguns anos, a vida útil de um SSD deverá rondar os 10 anos. Não tendo componentes móveis, fica simples avaliar a duração destes componentes e assim prever quando vão dar problemas.

Do que está a ser relatado agora em muitos canais é que os novos Mac com o SoC M1 podem estar a sofrer de um desgaste mais rápido que o esperado. Este comportamento leva a que a sua vida útil decresça drasticamente, passando a ficar em apenas 2 anos ou menos.

Apenas máquinas com SoC M1 afetadas

As informações ainda não são oficiais e vindas da Apple, mas há relatos que o macOS nestas máquinas poderá estar a usar demasiado os SSD. A informação presente mostra que existem “gravações em disco extremamente elevadas num tempo relativamente curto“.

Outras informações avançadas referem que há já máquinas que consumiram 13% da vida útil esperada dos SSD. O alerta pede aos utilizadores que corram comandos específicos para avaliar a utilização do armazenamento.

SoC M1 SSD vida Apple

Vida útil do SSD quase que desaparece

Sendo este componente impossível de substituir, o problema torna-se ainda maior. Uma simples falha antecipada do SSD poderá impossibilitar a utilização dos novos Mac no futuro próximo. Curiosamente, o tamanho do espaço de armazenamento parece contar e os menores apresentam maiores problemas.

Por agora, ainda não existem soluções ou medidas que possam ser tomadas. Aponta-se como uma possível razão a escrita constante no SSD para fazer swap (memória virtual), mas requer ainda confirmação. Até agora a Apple ainda não se manifestou e, por isso, o problema não tem uma causa reconhecida.

Fonte: Pplware.

HomePod poderá vir a detetar sinais vitais com o sistema de posicionamento de radar

 A Apple desenha um conjunto de funcionalidades que permitem uma maior tentacularidade aos seus dispositivos. Por exemplo, o HomePod poderia potencialmente ajudar os utilizadores ao detetar alguma condição de saúde recorrendo à “perceção” dos seus sinais vitais. Sim, não teria sequer de entrar em contacto com a pessoas. Pelo menos é o que uma nova patente parece indiciar.

A empresa de Cupertino quer criar um sistema de radar de 360 graus que pode detetar sinais vitais e condições médicas dos indivíduos.

Imagem de HomePod que poderá detetar sinais vitais com tecnologia radar

Apple poderá usar HomePod para determinar sinais vitais dos utilizadores

Um dos principais benefícios do sistema de posicionamento de radar é a capacidade de encontrar a localização dos itens, obstáculos, ou pessoas em relação ao sistema de localização. No entanto, sistemas como o radar só podem tipicamente fornecer um conjunto limitado de dados para utilização.

Isto pode resultar no conhecimento da direção geral de um objeto, bem como a distância aproximada a que se encontra o objeto. Então, esta “parca” informação pode não ser suficiente para algumas aplicações. Por exemplo, não fornece detalhes de posicionamento precisos, tais como distâncias precisas, posição vertical, ou o ângulo.

Há também a questão de saber a localização de um objeto, sem mais pontos de dados sobre o que poderia ser.

 

Nova patente Apple abre novos cenários de ação

Numa patente concedida pelo US Patent and Trademark Office na terça-feira, intitulada “Dispositivo eletrónico com matriz de radar-antena circular”, a Apple prevê um sistema que poderia potencialmente fornecer dados de posicionamento mais precisos, bem como outras informações.

O sistema da Apple consiste numa matriz de transmissores e recetores de radar localizados dentro de um dispositivo eletrónico. As matrizes são posicionadas em círculo, para fornecer uma cobertura completa de 360 graus das áreas circundantes do dispositivo.

Utilizando subconjuntos dos transmissores de cada vez, os recetores sincronizados podem captar os sinais refletidos em momentos diferentes. Utilizando a formação de raios circulares, o sistema pode determinar a localização precisa de um objeto próximo em relação ao dispositivo, pelo menos num plano horizontal.

A adaptação dinâmica dos subconjuntos poderia permitir uma melhor receção dos sinais refletidos para o sistema, tornando-o mais preciso. Isto poderia ser útil para os pings de seguimento, para seguir o movimento de um objeto ou para captar detalhes físicos sobre o objeto, como o seu tamanho ou forma.

Imagem da patente que a Apple registou

No entanto, este tal sistema pode não estar necessariamente limitado a apenas uma matriz de radar. Utilizando duas matrizes na parte superior e inferior do dispositivo e alternando qual o conjunto de transmissores que funcionam com que recetores de cada vez, isto poderia permitir dados de posicionamento vertical e outros detalhes 3D.

O sistema também se adaptaria ao seu ambiente. Por exemplo, se este fosse colocado junto de uma parede ou outra superfície plana, seria possível detetar a superfície e desativar elementos do conjunto perto dela.

Tal alteração limitaria a quantidade de dados inúteis que o dispositivo receberia a partir dos pings imediatamente refletidos, o que também poderia afetar outros recetores na matriz.

 

Sinais vitais poderão identificar o utilizador

Alguns indícios parecem referir que o sistema poderia ser utilizado para executar outras tarefas para além da simples deteção das posições de itens desconhecidos nas proximidades. Por exemplo, sugere-se que o dispositivo poderia ser configurado “para identificar o indivíduo, com base, pelo menos em parte, nas medições do radar”.

Isto é, o radar num HomePod, por exemplo, poderia identificar um utilizador através de um sinal vital ou uma condição médica. Assim, estas inclusões sugerem que o dispositivo poderia ser útil para proporcionar saúde e funcionalidade relacionada com a aptidão.

A patente inumera os seus inventores como Chunshu Li, Jouya Jadidian, Mikheil Tsiklauri, e Vaneet Pathak. Foi originalmente registada a 18 de setembro de 2018.

Também é verdade que a Apple apresenta semanalmente numerosos pedidos de patentes. Contudo, geralmente não garantem o futuro aparecimento da ideia num produto ou serviço. No entanto, aconselham áreas de interesse para as equipas de investigação e desenvolvimento da Apple.

Com base na descrição, parece que a Apple pode já ter algum hardware que possa fornecer elementos desta funcionalidade.

 

Poderá ser um HomePod?

HomePod é um dispositivo que tem um conjunto de seis microfones e um conjunto de sete tweeters. A matriz de microfones permite ao HomePod realizar um processamento de ecolocalização avançado. Isto é, permitindo-lhe ouvir com precisão o utilizador para comandos Siri, mesmo com música alta a tocar.

As capacidades de formação de feixe do altifalante inteligente também lhe permitem sentir a sua colocação dentro de uma sala, incluindo o tamanho do espaço e saber se existem obstáculos nas proximidades. Estes dados são então utilizados para a coluna optar quando está a fornecer som numa sala, por forma a adequar o áudio ao ambiente.

Apesar de não ser especificamente um radar, nem usar várias matrizes de microfones e altifalantes, as capacidades do HomePod indicam o que a Apple estará a analisar com esta patente.

Um pedido de patente que surgiu em março de 2020, intitulado “Dispositivo Eletrónico com Transcetores de Radar Independentes Co-Localizados”, tentou responder à mesma questão que a nova patente. Embora abrangesse em grande parte a determinação da pessoa de um grupo que está a fazer uma pergunta à Siri, também propôs a deteção remota de sinais vitais, tais como um pulso, pressão arterial, taxa respiratória, ou uma condição médica.

Jadidian, Pathak, e Tsiklauri são também identificados como inventores para esse registo.

Fonte: Pplware.