19 de fev de 2016

Apple não quer ajudar FBI a "hackear" iPhone de suspeito de terrorismo

Em carta aberta publicada em site da empresa, CEO Tim Cook diz que pedido do governo federal dos EUA poderia colocar todos os smartphones em risco.
O CEO da Apple, Tim Cook, reagiu de maneira forte a uma ordem da justiça federal dos EUA que exige que a empresa ajude o FBI a buscar por conteúdos em um iPhone 5C apreendido com Syed Rizwan Farook, um dos terroristas do ataque realizado em 2 de dezembro em San Bernardino, Califórnia.
O governo dos EUA “exigiu que a Apple tome uma medida sem precedentes que ameaça a segurança dos nossos usuários”, afirmou o executivo em uma carta aberta publicada no site da empresa nesta quarta-feira, 17/2. Ele ainda afirma que o momento pediu uma discussão pública sobre o assunto e que queria que os usuários e as pessoas no país “entendessem o que está em jogo”. 
A indústria de tecnologia vem cada vez mais usando criptografia em seus produtos e serviços. A iniciativa vem sendo criticada por oficiais do governo dos EUA, incluindo o diretor do FBI, James Comey, que diz que isso torna mais difícil para eles rastrearem os terroristas que se escondem sob a criptografia. As empresas assumiram a posição de que a criptografia protege a privacidade individual dos usuários.
Após o governo dizer ao tribunal que estavam encontrando dificuldades por conta de um recurso de apagamento automático do iPhone que poderia apagar os dados após 10 tentativas sem sucesso de “quebrar” a senha do smartphone, a juíza Sheri Pym ordenou que a Apple ofereça sua assistência técnica, incluindo se exigido fornecer software com assinatura, para burlar ou desabilitar a função de apagar automaticamente caso esteja habilitada no aparelho. Isso permitiria que os investigadores do FBI tentasse diferentes combinações para “quebrar” a senha e conseguir os dados.
O governo está pedindo que a Apple crie uma backdoor no iPhone, afirma Tim Cook, que afirmou ainda que o que o governo está pedindo é algo que a empresa não possui e também é considerado muito perigoso para ser criado.
“Especificamente, o FBI quer que a gente crie uma nova versão do sistema do iPhone, burlando vários recursos de segurança, e instalá-lo em um iPhone recuperado durante a investigação”, afirma. “Em mãos erradas, esse software – que ainda não existe – teria o potencial de desbloquear qualquer iPhone em posse física de alguém.” 
A Apple tem cinco dias úteis para apelar contra a ordem judicial. O governo alega que o iPhone usado por Farook roda o iOS 9 e que a companhia tem a habilidade de ajudar o governo apesar das suas afirmações que escreveu o software de forma diferente nas versões mais recentes do software.
Fonte: Macworld.

Criador do antivírus McAfee se oferece para desbloquear iPhone de terrorista

Fonte: Uol.

Apple volta atrás e lança atualização que corrige erro 53, que matava o iPhone

No início do mês, descobriram que um tal erro 53 podia inutilizar o iPhone. Ele ocorria em aparelhos em que houve troca de peças relacionadas ao Touch ID. Após um monte de gente reclamar, a companhia anunciou a liberação de um patch para aparelhos que já estejam com a versão iOS 9.2.1 para “ressuscitar” os aparelhos — e isso não quer dizer que seu Touch ID volte a funcionar, caso tenha trocado alguma peça da região do botão.
O problema, segundo a Apple, tem relação com um teste de segurança feito pelo sistema operacional. Ao notar uma peça que não fazia parte originalmente do telefone e com relação a um dispositivo de segurança (no caso o Touch ID, que libera transações e desbloqueio o smartphone), o telefone exibia este erro, que impossibilitava o uso normal do dispositivo. Explica a Apple:
Se o seu dispositivo iOS tem Touch ID, o iOS checa se o Touch ID bate com os outros componentes de seu aparelho durante o processo de atualização e restauração. Esta verificação mantém seu dispositivo e recursos do sistema relacionados ao iOS seguros.
Quando o iOS acha algum módulo não identificado ou inesperado no Touch ID, a verificação falha. Por exemplo: uma tela nova não original ou uma substituição problemática do display poderiam causar a falha nesta verificação.
Como a atualização é voltada para aparelhos que ficaram “brickados” ou quase inúteis, o processo deve ser todo feito via iTunes. O update vai restaurar dispositivos mortos, desativados pelo erro 53 e previnirá que iPhones que tiveram seus botões trocados em lojas não-autorizadas sejam prejudicados no futuro. Em nota enviada ao TechCrunch, a empresa pediu desculpas pelo incômodo causado:
Pedimos desculpas por qualquer inconveniência. O recurso foi pensado para ser um teste de fábrica, e não algo para afetar nossos consumidores. Clientes que pagaram por troca de peças fora de garantia em seus dispositivos baseado neste erro devem contatar o AppleCare para reembolso.
Para o processo de “ressuscitação”, a Apple recomenda que o usuário tenha a última versão do iTunes, conecte o dispositivo no computador e faça o processo de atualização ou restauração.

E o Touch ID? Como fica?

Ok, o telefone vai voltar a funcionar, mas o Touch ID dificilmente vai no caso de pessoas que tiveram peças alteradas que compõem o recurso. Olha o que a Apple disse ao TechCrunchsobre o assunto:
“…suas impressões digitais são armazenadas em uma chave segura. Ela consiste em um coprocessador que utiliza o processo de boot de segurança para se assegurar que não está danificado. Ela tem um ID único e secreto, que não é acessível pelo telefone ou pela Apple — é uma chave privada. O telefone gera chaves efêmeras para conversar com a chave de segurança. Elas apenas funcionam com a identificação única para encriptar ou desencriptar os dados no coprocessador.”
Como já explicamos, a manutenção do Touch ID por reparadores mal-intencionados ou com peças duvidosas pode fazer com que terceiros tenham acesso a seu telefone e dados armazenados. O recurso, é importante lembrar, está ligado a liberação de compras e ao acesso ao telefone — lógico, dependendo das configurações do usuário.
Após atualização, iPhone volta a funcionar, mas o Touch ID, não
Caso o Touch ID seja importante para você, a Apple recomenda que você busque uma loja autorizada para reparos. Agora, se você não liga muito, você ainda pode levar seu telefone para arrumar em qualquer assistência, pios ele não será prejudicado (mas ainda, sem o TouchID funcional).
Fonte: Uol.

Apple ganha mais tempo para responder sobre sua disputa contra o FBI

A Apple ganhou mais uns dias para responder à Justiça americana por que não quer ajudar o FBI a contornar a segurança do iOS para reforças as investigações sobre o ataque que deixou 14 pessoas mortas na Califórnia em dezembro.
O juiz que, em 16 de fevereiro, disse que a empresa deveria dar o que os investigadores pediram afirmou que a Apple tinha cinco dias para se defender, caso discordasse da decisão. Agora, segundo reporta a Bloomberg, a equipe jurídica de Tim Cook terá até o dia 26 de fevereiro para isso.
O caso levou Tim Cook a divulgar uma carta tornando público que o governo dos Estados Unidos quer obrigar a Apple a criar uma versão alternativa do iOS que contorne os esquemas de segurança responsáveis por manter os dados dos aparelhos inalcançáveis. Os investigadores fazem tal exigência para acessar o conteúdo de um iPhone 5c usado pelos responsáveis pelo tiroteio da Califórnia.
Depois que o CEO publicou a carta, várias empresas do setor declararam apoio à Apple, incluindo Google, WhatsApp e Microsoft.
Fonte Olhar Digital.